O Rei e o Rio

Se Pelé jamais disputou um Campeonato Carioca, qual a ligação dele com o futebol do Rio, a ponto de ter sido escolhido como embaixador do Estadual de 2018?

Veja:

https://globoesporte.globo.com/blogs/memoria-ec/post/santo-x-vasco-o-classico-do-rei.ghtml

Arco-íris sobre Paris

Aos 27 anos, 16 deles dedicados ao vôlei, a transexual Carolinna Lissarassa (na foto, à esquerda) tem um sonho com data marcada para agosto: representar o Brasil nos X Gay Games, em Paris. Em novembro, ela e a multicampeã Juliana, oito vezes campeã mundial e medalhista olimpica de bronze em Londres-2012, disputaram em Porto Alegre a Copa Juliana. Carol, que já disputa vários torneios da modalidade na Região Sul do país, está cada vez mais motivada para treinar para o evento, conciliando sua atividade de atleta com o trabalho de cabeleireira, em Chapecó (SC). O Comitê Desportivo LGBT do Brasil espera levar 100 atletas a Paris, já que em edições anteriores dos Jogos o país jamais passou de 30 desportistas.  Mesmo com a denominação “gay”, o evento de Pais, com 15 mil atletas de 70 países em 500 provas de 36 esportes, será o mais inclusivo possível, aberto também a heterossexuais e a portadores de deficiência, entre os dias 4 e 11 de agosto.

Marketing e negritude

O debate sobre o racismo no Brasil e em todo o mundo cresce a cada dia. Antenada com o assunto e também com a importância da Representatividade, a ESPM-Rio está lançando o curso “Me Representa! Marcas e Representatividade”. Voltado a estudantes e profissionais da área da Indústria Criativa. O objetivo do curso é trabalhar para a construção de campanhas publicitárias mais ricas, inclusivas e socialmente responsáveis. A iniciativa reafirma a importância de um debate mais aprofundado da Educação das Relações Étnico-raciais, de História e Cultura Afro-brasileira e Africana e procura ampliar as condições de institucionalização das melhores práticas por seus agentes no desenvolvimento de campanhas e planos de comunicação. 

As aulas, às sextas e sábados, das 19h às 22h (sexta) e 10h às 13h (sábado), terão início no dia 23 de março. As inscrições estão abertas e devem ser feitas exclusivamente pelo site www.espm.br/continuada-rio . Além deste curso, outros de Educação Continuada estão com inscrições abertas, no mesmo link.

Vamos estudar, galera!

O Pré-Vestibular Social da Fundação Cecierj está com inscrições abertas até 12 de janeiro de 2018. São oferecidas 11.220 vagas para os 50 polos de estudo, localizados em 38 municípios, beneficiando todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro.

 O Pré-Vestibular Social é voltado para os que desejam preparar-se para ingresso no ensino superior, mas não têm condições de pagar por um curso preparatório. Podem se inscrever candidatos que já tenham concluído o Ensino Médio, ou aqueles que em 2018 estiverem matriculados no último ano do Ensino Médio regular ou equivalente em unidades de ensino particulares ou demais instituições públicas. A seleção dos alunos é feita, basicamente, pela triagem da documentação e pela análise da situação socioeconômica do candidato.


O diretor do Pré-Vestibular Social, Luiz Bento, destaca a importância do curso no sentido de ampliar o acesso à formação universitária para segmentos de menor poder aquisitivo da população, contribuindo para a redução das desigualdades educacionais entre áreas metropolitanas e rurais do Estado do Rio de Janeiro.

– O objetivo é dar oportunidade para as pessoas poderem seguir o caminho universitário, que muitas vezes é considerado um sonho distante – disse Luiz Bento.

Disciplina e aulas

As inscrições serão recebidas pelo site www.cederj.edu.br/prevestibular. As aulas terão início em março e encerramento em dezembro de 2018. Em todos os polos haverá aulas presenciais das disciplinas Língua Portuguesa/Literatura Brasileira, Redação, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia e História. As disciplinas de Inglês e Espanhol serão ministradas a distância com o apoio de tutoria através de atendimento 0800 e via Internet.

Fonte: http://www.rj.gov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=5099614

Vem aí o Super Bowl

Somente um míssil pode parar os Estados Unidos.  Mas não se trata de uma arma letal, e sim de uma bola de futebol americano quando o cruza o ar rumo a um atacante, pronto para marcar o touchdown, que vale seis pontos é o momento mais importante do futebol americano. E o ápice da temporada da National Football League (NFL), a liga de futebol americano dos Estados Unidos é o Super Bowl, que será disputado a 4 de fevereiro, em Minneapolis.

Costum-se dizer que apenas três datas parama mais rica nação do mundo: o 4 de Julho, feriado da Independência; o Dia de Ação de Graças, na quarta quinta-feira de novembro; e o Super Bowl. No primeiro, é exaltada a tradição de liberdade do país; no segundo, a fé; e no terceiro, o esporte e o entretenimento. Tudo isso somado mostra o Americanismo, a maneira americana de viver e de encarar o mundo. 

Os playoffs decisivos ainda não começaram. Mas, quaisquer que sejam os finalistas, já é possível prever que o evento será mais um sucesso na TV americana. O site Statista, que faz estatística sobre esportes e outras áreas, levantou que de 1990 até a edição deste ano, entre New England Patriots e Atlanta Falcons, a média de público pela TV é de  111,3 milhoes a cada edição. O pico de público se deu em 2015, com 114,4 milhões de público somente nos EUA. Em 2015, a final havia sido entre o New England Patriots e o Seattle Seahawks. 

 Por causa de públicos tão expressivos é que grandes empresas pagam 5 milhões de dólares por comerciais de 30 segundos durante as transmissões ao vivo. O Super Bowl é o evento avulso mais assistido da TV no mundo, juntamente com a decisão da Champions League da UEFA.

 

As sedes das partidas decisivas são escolhidas com antecência, e em cada uma delas há uma grande expectativa quanto ao número de visitantes e o impacto econômico que o megaevento vai proporcionar na região. No Super Bowl de 2017, em Houston, a movimentação financeira foi de US$ 428 milhões, e o número de visitantes, calculado em 150 mil pessoas. Para a edição de 2018, o Comitê Organizador do Super Bowl 52 estima que o impacto econômico será de US$ 407 milhões, e a quantidade de visitantes deve girar em torno de 125 mil.

Outros dados levantados pelo site dão conta de que a NFL como um todo deverá movimentar 14 bilhoes de dolares até o fim deste ano, de acordo com o "Sportsbusiness Journal", o que vai representar quase o dobro dos 8 bilhoes movimentados em 2016. A meta da direção da liga é a de atingir os 25 bi de dolares em 2027. A NFL é a entidade desportiva mais rica dos EUA.

 Em relação aos times, a franquia mais cara é a do Dallas Cowboys, com 4,8 bilhoes de dolares, à frente do Patriots, com 3,7 bilhoes, edo New York Giants, com 3,1 bilhões. O valor médio das franquias da liga é de US$ 2 bilhoes, mas o Detroit Lions está avaliado em 1,7 bilhão.

Em campo, dinheiro. Muito dinheiro

          O dia 3 de agosto de 2017, uma quinta-feira, entrou para a história do planeta futebol. Afinal, nesta data o clube francês Paris Saint Germain desembolsou 222 milhões de euros (equivalente a R$ 820 milhões)  para pagar ao Barcelona, da Espanha, a multa contratual referente à contratação do atacante Neymar, camisa amarelinha número  10 da seleção brasileira e até então dono do uniforme azul e grená número  11 do  time catalão. Polêmicas à parte, principalmente quanto aos motivos da transferência do astro - se ele deseja ou não se tornar o maior do mundo e por isso teria de se distanciar do argentino Lionel Messi, o 10 do Barcelona - a negociação foi a mais cara da história deste esporte.

       Neymar afirmou,  em entrevista coletiva, que estava sendo movido pelo desafio de tentar levar a equipe parisiense pela primeira vez ao título da Champions League, após ter defendido o Barcelona em quatro temporadas. Claro que para isso serão necessários outros reforços. Mas é dificil duvidar do poderio de um clube cujo proprietário, em última análise, é o governo do Qatar, que adquiriu 70% das ações da equipe em 2011. Oficialmente, esta pertence ao fundo de investimentos Qatar Investment Authority, cujos ativos giram ao redor dos US$ 500 milhões.

         Um dos braços deste fundo é a Qatar Sports Investments, que atua exclusivamente nesta área, seja promovendo eventos ou adquirindo clubes ou atletas. Os salários do brasileiro foram calculados em 30 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhões) por ano. Seu contrato terá cinco anos de duração, até 30 de junho de 2022, meses antes da Copa do Mundo daquele ano, naquele emirado, em novembro. Melhor garoto propaganda, impossível. O que está sendo gasto com o brasileiro não desequilibra as finanças de um clube que no ano passado faturou 542 milhões de euros, sendo 375 milhões de euros em patrocínios e publicidade. Em 2016, a altíssima folha salarial da equipe parisiense foi de 202 milhões de euros.

             A negociação do camisa 10 da seleção foi também um fato econômico. De acordo com especialistas em mercado financeiro da  Thomson Reuters, empresa de tecnologia e informação, trata-se da  30a  maior aquisição realizada por uma empresa francesa de um ativo brasileiro, no caso um atleta, que pode ser considerado um profissional altamente qualificado. O atacante é o  único desportista no ranking que é liderado pela compra, em 2010,  da Global Village Telecom pelo grupo de mídia francês Vivendi, que em 2015 foi adquirido pela espanhola Telefónica. Na época, a Vivendi havia pago 1,2 bilhão de euro para fechar a compra.  O volume de dinheiro investido no talento do craque se equipara aos  229 milhões de euros pagos em 2008 pela companhia francesa Suez Energy quando adquiriu junto à italiana Impreglio Spa, a usina hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada entre Itiquira (MT) e Sonora (MS)..

           

            Se ainda havia alguma dúvida, tal contratação põe fim a qualquer debate. Esporte profissional, e em especial o futebol, é para grupos que têm muito, mas muito dinheiro mesmo. O clube ou grupo financeiro que não tiver poderio financeiro ficará de fora desta mesa, onde o pôquer da disputa dos grandes craques exigirá fortunas mais e mais expressivas. Esse pôquer não começou com a troca de endereço de Neymar, de Barcelona para Paris. Mas há cerca de duas décadas, com o arquirrival do Barça, o Real Madrid. No fim da década de 90, o então candidato a presidente do clube madrilenho Florentino Pérez elegeu-se graças à promessa de levar para o Santiago Bernabéu o português Luis Figo, maior idolo barcelonista na época.

        A contragosto, o azul e grená teve de liberá-lo mediante o pagamento dos US$ 56 milhões fixados na multa contratual. Não foi à toa que o Real ficou conhecido pelo apelido de "Galáctico", mantido até hoje, graças àquelas contratações milionárias.

       Desde então, o futebol é assunto para quem talvez jamais tenha se interessado em jogar bola, mas percebeu que esse emocionante esporte dá status e lucro a quem é dono de um ou mais clubes. Por isso, bilionários árabes russos, americanos, tailandeses, chineses vêm adquirindo equipes da Inglaterra, inicialmente, e depois as de outros países europeus.

       O Chelsea, de Londres, era uma equipe média da capital do Reino Unido, até ter a maioria de suas ações adquiridas, em 2003, pelo russo  Roman Abramovich. Este assumiu as dívidas do clube e investiu elevadas quantias para vê-lo tornar-se vitorioso nos cenários nacional  e internacional. Outro clube inglês, o Manchester City, recebeu investimentos de 206 milhões de euros, gastos em contratações. Seu proprietário é o City Football Group, sediado nos Emirados Árabes Unidos. Este possui também  o New York City/EUA, o Melbourne City/AUS, o Yokohama Marinos/JAP. E acabou de adquirir recentemente o Atletico Torque, da segunda divisão  uruguaia, além de manter acordo de cooperação com o Atlético Venezuela, daquele país.

       Ao mesmo tempo em que o futebol contemporâneo se torna o assunto de um clube cada vez mais fechado de grandes investidores e bilionários, sejam pessoas físicas ou jurídicas, outro fator fundamental para fazer o dinheiro girar e para multiplicá-lo nas contas desses mesmos clubes é o marketing, por meio do qual se obtém patrocínios. A consultoria americana IEG calculou recentemente que patrocínios movimentam mais de US$ 60 bilhões por ano.

Por isso, mais e mais clubes, ligas e competições têm faturado graças a esta ferramenta. De acordo com outra consultoria, a Deloitte da Inglaterra, no caso dos clubes europeus, o marketing já superou  os direitos de TV como principal fonte de receita dos maiores clubes europeus. Os 20 maiores clubes daquele continente movimentam 3,2 bilhões de euros em marketing e 2,9 bilhões em direitos televisivos. Em 2016, os primeiros em patrocinios na Europa foram Manchester United (ING), com o equivalente a R$ 1,310 bi; Bayern de Munique (ALE), R$ 1,233 bi; PSG, R$ 1,099 bi; Barcelona (ESP), R$ 1,066 bi; Real Madrid (ESP), R$ 948 milhões.

         O estudo acima foi conduzido por Amir Somoggi, um dos maiores especialistas do país em marketing e esportes. Também segundo ele, no ano passado, os 20 maiores clubes do futebol brasileiro geraram receitas de R$ 4,9 bilhões. Entretanto, ao contrário do que ocorre na Europa, e que os  grandes clubes costumam exibir poucos logotipos de patrocinadores em seus uniformes, os do Brasil  expõem cada vez mais marcas de patrocinadores, sem que isso leve a uma elevação no faturamento. Do total de receitas, 51% procederam dos direitos de Tv, mas apenas 11% de patrocínios. Para o especialista, foi o pior percentual de investimento patrocinadores desde 2003. De qualquer forma, em 2016, os  clubes receberam R$ 534 milhôes em patrocinios. Ano passado, o Palmeiras, campeão brasileiro de 2016, foi o melhor neste aspecto, com R$ 90,7 milhões. Em segundo, ficou o Corinthians, com R$ 71,5 milhões, e em terceiro, o Flamengo, R$ 66,4 milhões. Quarto e quinto na lista são Grêmio, R$ 35,5 milhões, e São Paulo, R$ 35,3 milhões.

        Somoggi ressalta que para que esse panorama se altere, os patrocinadores têm de

vão ter que rever a maneira pela qual se relacionam com os clubes, incluindo nas verbas de patrocínios outros recursos para ativação, que não apenas estampar o logotipo na camisa, por exemplo. Os clubes brasileiros, por sua vez, têm de aprender com os mestres. É necessário  

observar e seguir as ações dos grandes do futebol da Europa e dos diferentes esportes dos EUA, regiões em que as equipes atraem patrocínios sem obrigatoriamente expor marcas nos uniformes. Os times brasileiros devem oferecer aos patrocinadores muito mais do que  espaços para logotipos nas camisas, placas e backdrops. Têm de oferecer oportunidades para os patrocinadores fazerem bons negócios.

               Em seu estudo “Finanças dos clubes brasileiros em 2016”, Somoggi alertou para o fato de os times serem dependentes das verbas de TV, e calculou que em 2015 os direitos de TV representaram R$ 1,4 bilhão, ao passo que em 2016, chegaram a R$ 2,5 bilhões, num aumento de 76%. Nunca na história do futebol do país uma fonte de renda havia tido um peso tão grande nas contas dos times de futebol. O pesquisador observou também que o faturamento destes  em 2016 chegou ao recorde de R$ 5,4 bilhoes e pelo segundo ano seguido, eles obtiveram lucros. O Flamengo lidera  o ranking do faturamento,  tendo chegado aos R$ 510,1 milhoes, sendo seguido pelo Corinthians, com R$ 485,4; Palmeiras, R$ 468,6 milhoes; São Paulo, R$ 393,4 milhões e Grêmio, R$ 325,8 milhões, levando-se em conta aí os direitos de TV, transferência de atletas, patrocínio e publicidade, clube social e amador, e bilheteria.

           Embora tenha evoluído em seu nível técnico, nas últimas temporadas, o Campeonato Brasileiro ainda é “pobre” em comparação com os de outros países. Movimenta cerca de R$ 4,1 bilhões, ao passo que a Premier League movimenta o equivalente a R$ 15,6 bi; a da Alemanha, R$ 8,9 bi; e a da Espanha, R$ 8,6 bi.

.           Um detalhado estudo da empresa de consultoria e auditoria BDO Brazil, divulgado em janeiro de 2017, deu conta de que o Flamengo é o detentor da marca mais valiosa do futebol brasileiro, levando em conta os dados de 2016. Sua marca foi avaliada em R$ 1,69 bilhão, ao passo que a do Corinthians, o segundo na lista, ficou com  R$ 1,59 bilhão. O Palmeiras, que era o quarto no fim de 2015, subiu para a terceira posição, com R$ 1,12 bilhão.

               Apenas estes três apresentaram valores superiores a R$ 1 bi. Antigo terceiro colocado, o São Paulo caiu para quarto,  com R$ 994,8 milhões, seguido por Grêmio, com R$ 706,8 milhões; Internacional, com R$ 627,3 milhões; Atlético Mineiro, com R$ 502,7 milhões; Cruzeiro, com R$ 485,4 milhões; Santos, com R$ 402,8 milhões; Vasco, com R$ 382,9 milhões; Fluminense, com R$ 324,6 milhões; e Botafogo, em 12o, com R$ 241,5 milhões. Atlético-PR, Coritiba, Sport, Bahia, Vitória, Chapecoense, Goiás e Figueirense completam a lista de 20 equipes.

                  Nesta avaliação, a empresa especializada levou em consideração 40 indicadores, principalmente torcida (potencial de consumidores); mercado (onde está inserido); e  receita (tudo o que ele é capaz de lucrar com sua marca), embora o patrimônio de cada equipe não seja objeto do estudo. Ainda de acordo com os consultores, as 40 principais marcas do futebol brasileiro - das séries A, B, C e  D -  apresentaram um crescimento e valem, em conjunto, R$ 10,26 bilhões. O volume registrado em 2016 representou um crescimento de  17,4% em comparação a 2015, quando, apesar da queda do Produto Interno Bruto (PIB), o valor de 34 marcas pesquisadas alcançara os  R$ 9,77 bilhões. Nos últimos cinco anos, o  crescimento acumulado foi  de 71,4%.

                 Apesar de o futebol ser o esporte mais praticado e amado do planeta, a liga nacional de qualquer esporte que mais faturou em 2016/2017  foi a National Football League, a NFL. A entidade que organiza o futebol americano arrecadou  US$ 13 bilhões, sendo mais de US$ 3 bilhões em direitos de televisamento. A edição 51 do Super Bowl, a decisão do campeonato - New England Patriots 34 x 28 Atlanta Falcons -  foi o mais assistido  da história da TV dos EUA, com audiência de 172 milhões de telespectadores.

          A liga da bola oval vem trabalhando para que seu esporte se torne mais e mais conhecido fora dos EUA. Num processo de  internacionalização da marca, algo em que a NBA e a Premier League investiram há mais tempo, a NFL tem feito partidas oficiais no Reino Unido e no México. Já a Major League Baseball (MLB), a entidade que dirige o beisebol americano,  arrecadou US$ 9,5 bilhões.

        País que é dono da maior economia do mundo, os Estados Unidos são a sede de ligas bilionárias, como as  já citadas NFL e MLB. Depois, as maiores entidades esportivas americanas,  em faturamento, são a NBA, com US$ 4,8 bilhoes, e a National Hockey LeaguE (NHL), do hóquei no gelo, com US$ 3,7 bilhões.

       Uma das mais prestigiadas publicações de economia do mundo, a revista americana “Forbes” , que costuma publicar reportagens sobre esportes e negócios, informou, em julho deste ano, que o Manchester United (ING) foi avaliado em US$ 3,69 bilhões, assumindo a liderança deste ranking.  O segundo é o  Barcelona (ESP), com US$  3,64 bilhões, ao passo que o líder da pesquisa em 2015/2016, o Real Madrid (ESP) cai para a terceira posição, com  US$ 3,58 bilhões de dólares. Completando o top 5, estão  Bayern de Munique (ALE), com US$ 2,71 bilhões, e Manchester City (ING), com US$ 2,08 bilhões. A revista  também informou que o valor médio das equipes do top 20 cresceu 3 por cento em relação ao ano passado, indo para US$ 1,48 bilhão.

             Também em julho de 2017, a mesma Forbes publicou a lista dos 50 times mais valiosos nos diferentes esportes. Em primeiro lugar, está o Dallas Cowboys (EUA), do futebol americano, com US$ 4,2 bilhões. Em segundo, ficou o New York Yankees (EUA), do beisebol, com US$ 3,7 bilhões, e em terceiro, o Manchester United (ING), da Premier League inglesa de futebol, com US$ 3,69 bilhoes. A seguir duas equipes espanholas, que estão entre as melhores do mundo no futebol: o  Barcelona, com US$ 3.64 bilhões, e  o Real Madrid, com US$ 3,58 bilhões.

              Com relação à NBA, a Forbes divulgou em fevereiro a lista dos times mais ricos da liga mais importante de basquete do mundo. E a primeira posição é do  New York Knicks: US$ 3.3 bilhões. O Los  Angeles Lakers  ficou em segundo neste ranking, com US$ 3 bilhões, à frente do Golden State  Warriors US$2.6 bilhões;  Chicago Bulls, US$ 2.5 bilhões; e  Boston Celtics, US$ 2,2 bilhões.

 

 

 

Rio tem 1.500 vagas de emprego


O Estado do Rio de Janeiro tem 1.542 vagas de trabalho com carteira assinada. As oportunidades, divulgadas por meio do Sistema Nacional de Empregos (Sine-RJ), têm salários que podem chegar a até R$ 5 mil. Entre as chances, 680 são para pessoas com deficiência.

 As inscrições para se candidatar às vagas devem ser feitas nos postos Sine/Setrab (www.rj.gov.br/web/setrab) ou no site maisemprego.mte.gov.br.

A capital fluminense tem 629 vagas, sendo 250 para Repositor de Mercadorias, 50 para Consultor de Vendas, 50 para Montador de Móveis, 41 para Operador de Caixa, 31 para Repositor de Mercadorias, dez para Vendedor Externo, dez para Costureira, entre outras.

Na Região Metropolitana, são 134 oportunidades, sendo 16 para Corretor de Imóveis, 15 para Embalador à Mão e 15 para Repositor de Mercadorias. No Médio Paraíba, são 18 vagas. A Região Serrana tem 81 chances, sendo dez para Enfermeiro.

Entre as oportunidades para pessoas com deficiência, existem 176 para Atendente de Lanchonete, 73 para Repositor de Mercadorias, 62 para Operador de Caixa, entre outras.

O banco de dados de emprego pode sofrer alterações momentâneas como inclusão/fechamento de vagas ou ampliação/redução de ofertas.

Brasileiros campeões da NBA: Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa

     O ano era o de 2014, e o mês, junho. Olhos e corações da Terra estavam voltados para o Brasil, que sediava, de 12 de junho a 13 de julho, a vigésima edição da Copa do Mundo de Futebol. Mas, apesar da expectativa  dos brasileiros pelo título, o sonho do hexacampeonato desabou diante do ataque alemão. Este humilhou a equipe verde e amarela por 7 a 1, em Belo Horizonte, na semifinal, antes de chegar ao seu  tetracampeonato, com 1 a 0 sobre a seleção argentna, no Maracanã; O Brasil, porém, não iria ficar sem comemorar um título num dos esportes mais importantes do mundo: o basquete da NBA.

    Também em junho de 2014, o pivô catarinense  Tiago Splitter fez história, ao se tornar o primeiro atleta brasileiro campeão da liga americana de basquete, defendendo o garrafão do tradicional San Antonio Spurs. O time do Texas chegou ao seu penta na NBA (depois dos troféus erguidos em 1998/1999, 2002/2003, 2004/2005, 2006/2007), ao fechar em 4 a 1 a série decisiva contra o Miami Heat. Atuando em  casa, no AT&T Center, em San Antonio, a equipe do brasileiro derrotou por 104 a 87 o quinteto que contava com LeBron James, Chris Bosh e  Dwyane Wade. Assim, assegurou o troféu Larry O'Brien, nome dado à taça entregue ao campeão e cujo nome homenageia o politico democrata que presidiu e modernizou a liga entre 1975 e 1984.

      Naquele junho de 2014 se havia um brasileiro que poderia festejar era mesmo Tiago Splitter. Na partida decisiva, esteve em quadra por 11m24s, marcou três pontos e deu um toco em Wade, apagando, de certa forma, a má impressão deixada pelo bloqueio imposto por LeBron nas finais do ano anterior. No jogo decisivo, mesmo perdendo, LeBron foi o cestinha, com 31 pontos, enquanto o melhor pontuador do San Antonio foi Kawi Leonard, com 22.

        A série decisiva de 2012/2013 havia ficado marcada na mente do time de San Antonio, que estava liderando por 3 a 2, mas perdeu o sexto jogo em casa, e acabou superado pelo Miami no Jogo 7, na Flórida. Segundo Tiago, de 33 anos, o grupo viu e reviu VTs daquela série e usou aquelas lembranças ruins como uma motivação extra para não deixar o troféu escapar novamente. Isso deu certo, e segundo o brasileiro, seu time entrava em quadra com sangue nos olhos, querendo vencer. No caso específico de Tiago, além do sabor de revanche, aquela conquista foi motivo de orgulho por ter podido dedicá-la ao Brasil como algo inédito.

      A respeito do clima em San Antonio quando da conquista, o pivô recorda que a cidade parou, já que aquela região do Texas respira basquete, até pela trajetória de títulos da franquia, cujos astros eram o argentino Emanuel Ginobili, o francês Tony Parker e o americano Tim Duncan, que se despediu das quadras ao fim da temporada de 2016. Sobre em que pontos melhorou em 2013/2014, teve a oportunidade de marcar bem a rivais como LaMarcus Aldridge, do Portland Trail Blazers, e Dirk Nowitzki, do Dallas Mavericks.

      Dentre os jogadores de basquete que deixaram o país em busca do sonho de brilhar na liga americana, provavelmente Tiago Splitter foi aquele mais bem recomendado, pois havia feito, de 2004 a 2010, uma sólida carreira no Saski Baskonia, da Espanha, tendo sido o Melhor Jogador da temporada regular e das finais nacionais em 2009/2010. Draftado pelo San Antonio em 2007, apenas em 2010 ele se juntou ao time texano. Depois de ter ido a duas finais de liga, em 2015, ele  se transferiu para o  Atlanta Hawks.

     Outro brasileiro a ter saboreado o champanhe de campeão da NBA foi o ala Leandro Barbosa, o Leandrinho, atualmente com 34 anos. Diferentemente de Nenê Hilário e de Anderson Varejão, que fizeram longas carreiras num mesmo time, Leandrinho foi uma espécie de cigano na liga americana, até ajudar na conquista do título pelo Golden State Warriors na temporada de 2014/2015. Ele não apenas integrou o elenco, mas teve peso na série decisiva contra o Cleveland Cavaliers.  Foram necessários seis confrontos para a equipe de Stephen Curry e Klay Thompson - além de Leandrinho -  superar a de LeBron James, que não poderia contar com o brasileiro Varejão, lesionado. No dia 16 de junho, mesmo fora de seus domínios, atuando na Quicken Loans Arena, em Cleveland, Ohio, o Golden State se impôs por 105 a 97, dando fim aos playoffs: 4 a 2. O cestinha foi LeBron, com 32, ao passo que Curry e Iguodala fizeram 25 cada para o elenco campeão.

   Leandrinho esteve  em quadra 13 minutos e assinalou cinco pontos para o Golden State. Mas fez uma boa temporada e nas finais chegou a marcar LeBron James. Segundo o brasileiro, o segredo foi o trabalho, porque tanto ele quanto seus companheiros se empenharam muito para chegar aquele desfecho.

    Por se tratar de um jogador rodado, de certa forma sem raízes num time, e devido a uma grave lesão no joelho esquerdo em 2013, o ala teve de superar a desconfiança de imprensa e torcida em relação a ele. Mas também em relação à própria equipe considerada jovem demas para lidar com o desafio de duelar com um time liderado por LeBron. Para o brasileiro, o título foi a realização de um sonho após anos de  sacrifício na NBA.

     Leandrinho havia sido  draftado em 2003 pelo Phoenix Suns, que defendeu até 2010. Com a camiseta da equipe do estado do Arizona, tornou-se o primeiro brasileiro a ter recebido um prêmio na liga americana:  eleito o melhor sexto homem (primeiro substituto a entrar na quadra durante as partidas), ao longo de 2006/2007. Após esse estável período em Phoenix, ele foi em 2010 para o  Toronto Raptors, do Canadá, lá permanecendo até 2012. Nesse espaço de tempo, teve curta passagem pelo Flamengo, no fim de 2011, sagrando-se campeão carioca, além de ter atuado na Liga Sul-Americana e no NBB. De volta aos EUA, passou pelo  Indiana Pacers, defendeu o Boston Celtics em 2012/2013, antes de retornar ao Toronto em 2014. De lá, saiu na mesma temporada, com destino ao Golden State Warriors, pelo qual seria campeão da liga em 2014/2015. Ele continuou no Golden State em 2015/2016, mas na próxima temporada tornará a vestir a camiseta do Phoenix.

 

     Este cigano foi também profeta. Numa entrevista .na noite de 21 de março, no meio da temporada, depois do triunfo sobre o Utah Jazz (106 a 91),  Leandrinho disse à repórter da rede CNN Rosalyn Gold-Onwude que a franquia seria campeã. Quando a previsão se confirmou, torcedores do Golden State espalharam pelas redes sociais a hashtag #BarbosaKnows (Barbosa sabe).

      A conquista ocorreu numa virada, depois de o Golden State ter estado atrás em 2 a 1 nos playoffs finais. De acordo com Leandrinho, o grupo se uniu, todos que quiseram falar puderam se expressar e quando a equipe igualou a série em 2 a 2, todos passaram a acreditar ainda mais, por terem a convicção de que os adversários estavam mais cansados. A festa foi grande na cidade californiana de Oakland, sede do time. Ao longo da história da NBA, o nome Warriors esteve no topo em três outras oportunidades: em  1947 e 1956 como Philadelphia Warriors, e em 1975, como San Francisco Warriors.

           Em março de 2017, de volta ao Phoenix, Leandrinho tornou-se o 14o maior cestinha da história da franquia, com 6.374 pontos em 544 jogos. O maior pontuador de todos os tempos dos Suns é Walter Davis, com 15.666 pontos

          O campeonato de 2016/2017, porém, acabou não sendo positivo para os brasileiros. Desde 2013, foi a primeira temporada na qual nenhum jogador do basquete verde e amarelo alcançou a final da liga americana.

Em 2016/2017, os destaques ficaram para Nenê, do Houston Rockets, e Raulzinho, do Utah Jazz. Seus times foram às semifinais da Conferência Oeste, mas foram superados por San Antonio e Golden State, respectivamente. 

 

Surgimento da NBA

  A sigla NBA significa National Basketball Association (Associação Nacional de Basquete), e diz respeito a uma das quatro Grandes Ligas do esporte americano. As demais são a NFL (National Football League), de futebol americano; NHL (National Hockey League), de hóquei sobre o gelo; e MLB (Major League Baseball), de beisebol.  Embora não sejam ranqueadas como uma das grandes, também são consideradas importantes na América do Norte a MLS (Major League Soccer), de futebol (nos EUA chamado de soccer); e a CFL (Canadian Football League), a liga canadense de futebol americano.

     NBA, NFL, NHL, MLB são as ligas mais ricas do planeta em seu respectivo esporte, No caso do futebol, aquela que movimenta mais dinheiro é a Premier League inglesa. Enquanto  futebol americano, hóquei e beisebol têm tido ligas profissionais organizadas há mais de um século, ainda que não com as denominações atuais, o basquete - criado pelo pastor e professor canadense James Naismith em 1891 - passou a contar com sua primeira liga profissional na década de  20: American Basketball League, a ABL, de 1925. O embrião da NBA só viria a surgir a 6 de junho de 1946, sob o nome de Basketball Association of America (BAA). Curiosamente, a iniciativa dessa fundação coube não a times desse esporte, mas do hóquei no gelo sediados no Nordeste e Meio-Oeste dos EUA e no Canadá.  Assim, a 1 de novembro de 1946, em Toronto, o Toronto Huskies recebeu o New York Knickerbockers (atual Knicks), vitorioso por 68 a 66, no Maple Leafs Garden.  Em 1947, o primeiro campeão da BAA, atual NBA, foi o Philadelphia Warriors, que depois se mudou para San Francisco, em 1962, e desde 1971, se chama Golden State Warriors, campeão da liga em 2014/2015.

    Embora não fosse a primeira liga profissional dos EUA, a BAA foi a primeira a buscar promover partidas em arenas maiores de cidades mais importantes. Tecnicamente, a qualidade desses jogos não chegava a ser mais elevada que a dos confrontos entre equipes da ABL. Tanto assim que o extinto Baltimore Bullets, finalista da ABL em 1948, foi campeão da BAA naquele mesmo ano; e o Minneapolis Lakers (atual Los Angeles Lakers), campeão da ABL em 1949, ganhou também o troféu da BAA naquela mesma temporada. Em paralelo, a partir de 1937, passara a existir, por iniciativa das empresas General Electric, Firestone and Goodyear, a National Basketball League, a NBL.

    Provavelmente por uma mentalidade mais moderna e por ter demonstrado maiores perspectivas que a NBL, antes do campeonato de 1948/1949, a  BAA começou a absorver times dessa outra liga,   como os de Fort Wayne, Indianapolis, Minneapolis e Rochester. Com isso, tornou-se também a preferida pelos universitários desejosos de se tornarem profissionais. Ao fim da temporada 1948/1949,  a BAA terminou por absorver os times que restavam na NBL: Syracuse, Anderson, Tri-Cities, Sheboygan, Denver e Waterloo. Com isso, a 3 de agosto de 1949, como resultado da fusão entre BAA e NBL, era fundada a atual NBA, com 17 franquias. O começo foi dificil. Tanto que em meados da década de 50, a entidade passou a contar com apenas oito times, todos até hoje ligados `a NBA: New York Knicks, Boston Celtics, Philadelphia (hoje Golden State) Warriors, Minneapolis (atual Los Angeles) Lakers, Rochester Royals (atual Sacramento Kings), Fort Wayne (atual Detroit Pistons), Atlanta Hawks e Syracuse Nationals, hoje Philadelphia 76ers).

     Unica entidade promotora de campeonatos profissionais de basquete na América do Norte

desde 1949, a NBA voltou a enfrentar uma concorrente nos anos 60, quando da criação da American Basketball Association, a ABA. Bem sucedida no inicio, esta durou até 1976. Entretanto, `a medida em que os times da NBA conseguiram contratar os destaques da ABA, a liga rival foi decaindo até que em 1976 reunia apenas cinco equipes:  Denver Nuggets, Indiana Pacers, New York Nets, San Antonio Spurs e Spirit of Saint Louis. Os quatro primeiros se uniram `a NBA e continuam em atividade, ao contrário do de Saint Louis. Atualmente, sediada em Nova York, a NBA (www.nba.com) reune 30 franquias ou times, sendo 29 nos EUA e uma no Canadá. Desde a temporada de 2004/2005, as equipes estão divididas em duas conferências - Leste e Oeste - cada qual com 15. Cada conferência, por sua vez, tem três divisões, cada qual com cinco times. Se for levada em conta a localização dessas franquias pelo mapa da América do Norte, 13 estão no Leste; nove na região Central dos EUA; três nas regiões montanhosas e cinco do lado Oeste.

    Curiosamente, se hoje a imensa maioria dos atletas americanos de basquete é de negros, o racismo -  muito forte na sociedade americana antes das campanhas pelos direitos civis nos anos 50 e 60 - impedia que as ligas dessa modalidade fossem racialmente mistas. O primeiro não-branco a atuar na NBA foi o nipo-americano  Wataru Misaka, em 1947/1948, pelo New York Knicks. Em relação aos afro-descendetes, Harold Hunter chegou a assinar com o extinto Washington Capitols em 1950, mas foi cortado do grupo no período de treinos. No mesmo 1950, porém, atuaram os afro-americanos Earl Loyd, do Washington,  Chuck Cooper, do  Boston Celtics, Nathaniel "Sweetwater" Clifton, do New York Knicks.

   Num processo cultural e politico semelhante ao que se deu no futebol brasileiro, os atletas negros do basquete americano tiveram de enfrentar não apenas seus rivais dentro de quadra, com também tiveram de superar toda a deslealdade do preconceito. Basta olhar as fotos das equipes vencedoras das primeiras temporadas da liga, a partir de 1947, para perceber que os primeiros campeões negros vestiram a camiseta do extinto Syracuse Nationals, em 1954/1955: Earl Lloyd e Jim Tucker.

  De acordo com Jason Lewis, do “Los Angeles Sentinel”, o pioneiro Lloyd foi o primeiro negro na quadra da NBA, atuando pelo extinto Washington  Capitols. Estreou a 31 de outubro de 1950, contra o Rochester Royals, na partida de abertura da temporada. Natural de Alexandria, no estado da Virginia, no sul dos EUA, Lloyd contava que antes de jogar pelo Washington, ele jamais havia se sentado próximo ou sequer conversado com uma pessoa branca.

  Ainda em 1950, havia em quadra dois outros negros: Chuck Cooper, do  Boston Celtics, e Nat “Sweetwater” Clifton, o primeiro negro a ter assinado contrato com um time da liga, o New  New York Knicks.

  Anos mais tarde, quando o Boston se sagrou campeão pela primeira vez, em 1957, contava com apenas um afro-americano: Bill Russell. Quase dez anos depois, em 1966, a equipe verde e branca já contava com sete atletas negros. Por volta dos anos 70, todos os times da liga contavam com mais negros que brancos, ao passo que em 2000, o campeão Los Angeles Lakers, com 15 jogadores,  contava com apenas um atleta branco: Travis Knight. Atualmente, de acordo com dados da própria NBA, 80% dos jogadores da liga são negros.





Brasileiros na liga NBA

     Já faz 15 anos desde que um jovem e promissor pivô, conhecido como Nenê, deixouo então vitorioso time do Vasco, na época bi brasileiro e da Liga Sul-Americana, para ir jogar no Denver Nuggets, em 2002.  O tempo passou, e no começo da temporada 2016/2017,  a NBA apresentou o recorde de 113 internacionais de 41 países e territórios. O  Brasil contava com nove representantes: Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns), Anderson Varejão (Golden State Warriors – hoje sem time), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Tiago Splitter (Atlanta Hawks – e depois no Philadelphia 76ers), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers – hoje sem time), Raulzinho Neto (Utah Jazz) e Nenê Hilário (Houston Rockets). Entretanto, ao fim do campeonato, apenas cinco continuavam oficialmente contratados: Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors); Cristiano Felício (Chicago Bulls); Nenê Hilário (Houston Rockets) e Raulzinho (Utah Jazz).

       Na realidade, em 2002, o pioneiro Maybner Nenê Hilário fora draftado, isto é, escolhido no draft - processo pelo qual os times selecionam atletas de outros países ou do basquete universitário americano - pelo New York Knicks, que o trocou com o Denver. Foi uma negociação complicada, e o atleta, que tinha 20 anos, teve de pagar uma espécie de indenização ao time carioca.   Atualmente conhecido no basquete internacional como Nenê  Hilário, ele foi o primeiro jogador brasileiro a ter atuado regularmente na liga americana. Permaneceu em Denver até 2012, quando se transferiu para o Washington Wizards. Saiu de lá em julho de 2016, com destino ao Houston Rockets, pelo qual  disputou a próxima temporada, num grupo experiente do qual faz parte James Harden. O pivô brasileiro tem 34 anos.
   Uma temporada depois de Nenê, quem desembarcou nas quadras americanas foi Leandro
Barbosa, o Leandrinho, mais conhecido na NBA como Leandro Barbosa ou Barbosa.

Ele acabaria sendo campeão da liga pelo Golden State Warriors, nas finais de 2014/2015

        Atleta verde e amarelo que alcançou os maiores indices de popularidade junto à torcida
de seu time na liga, Anderson Varejão - que ficou sem clube na última temporada - está no basquete americano desde   o campeonato de 2004/2005, quando estreou pelo Cleveland Cavaliers. Naquela cidade, o ex-jogador do Barcelona conquistou a torcida não apenas por seu estilo de jogo, mas também pelos cabelos encaracolados, algo pouco convencional entre os atletas da liga. A torcida, porém, adotou esse penteado, a ponto de a própria franquia ter criado a Wig Night, a Noite da Peruca. Nesse evento previamente anunciado, a imensa maioria dos torcedores ia assistir a um confronto do time em sua casa, a Quicken Loans Arena, usando perucas encaracoladas, para se tornarem semelhantes a Varejão.

   O ala-pivô seguiu no Cleveland até a temporada de 2015/2016. No meio dessa última,
acabou negociado para o Golden State Warriors. Entretanto, em fevereiro de 2017, acabou dispensado.  Cerca de dez anos antes, em 2006/2007, tornou-se o primeiro brasileiro finalista na NBA, mas o Cleveland foi batido pelo San Antonio.  Em dezembro de 2014, sofreu rompimento do tendão de Aquiles e ficou fora da temporada que se encerrou
em 2015, quando o Cleveland perdeu o troféu da liga para o Golden State Warriors. Em fevereiro de 2016, trocou o Cleveland pelo próprio Golden State, e sem o saber, acabou desperdiçando a chance de ser campeão. Isso porque na série decisiva, liderado por LeBron
James, o Cleveland superou o rival. Curiosamente, Varejão teve 33 jogos defendendo cada um dos finalistas.

   De acordo com o Elias Sports Bureau, instituição histórica e estatística que pesquisa
resultados das maiores ligas dos EUA e do Canadá, Varejão, de 33 anos, foi o primeiro atleta da história da NBA a ter atuado pelos dois finalistas na mesma temporada. Teoricamente, ele teria direito ao anel dado a cada atleta do time campeão, uma vez que começara
a competição pelo Cleveland. Entretanto, de compromisso renovado com o Golden State, não deverá aceitar nem reivindicar tal prêmio. Em relação às Olimpíadas do Rio, em 2016, ficou de fora, devido a uma lombalgia que teria como causa uma hérnia de disco. Cortado
já no mês de julho, semanas antes do megaevento, cedeu seu lugar a Cristiano Felício, do Chicago Bulls. No começo de fevereiro de 2017, Varejão foi dispensado pelo Golden State, que queria abrir espaço em sua folha salarial para contratar o armador Briante Weber.

        O catarinense Tiago Splitter foi outro que, devido a uma cirurgia no quadril, anunciada

pelo seu time, o Atlanta Hawks, em fevereiro, acabou  desfalcando a seleção brasileira na Rio-2016. No começo de 2017, foi trocado com o  Philadelphia 76ers, que o enviou para reforçar a equipe da franquia na D League (Liga de Desenvolvimento da NBA), o  Delaware 87ers. Sua situação segue indefinida. Ele viveu seu auge na liga em 2013/2014. Na época, o pivô havia feito história, com a camiseta preta e branca do San  Antonio, ao se tornar o primeiro brasileiro campeão da liga.

           Atualmente, vem buscando se firmar no basquete dos EUA uma  nova geração verde
e amarela. Raulzinho Neto, de 24 anos, do Utah Jazz, atuou em 81 dos 82 jogos de seu time em 2015/2016, num promissor início de carreira na liga, em que tem muito a amadurecer. Já em  Toronto, estão radicados dois outros  jovens brasileiros, Lucas Bebê Nogueira, de 24 anos, natural de São Gonçalo-RJ, e o paulistano Bruno Caboclo, de 21. Tanto o pivô Lucas Bebê quanto o ala Caboclo são vistos como promessas na liga americana. Investindo em seu futuro na NBA, ambos pediram dispensa da seleção brasileira que se preparava para a Rio-2016, para poderem atuar na Liga de Verão, na tentativa de assegurarem suas vagas na temporada que está para começar. Isso, porém, fez com que fossem criticados pelo então treinador da equipe nacional, Ruben Magnano.

     Ao longo da temporada, Caboclo foi cedido pelo Toronto para o Raptors 905, da D-League, em que disputou 41 partidas das 50 do Raptors 905 na competição. Na grande final da D-League, contra o Rio Grande Valley Vipers por 122 a 96,  Caboclo obteve um duplo duplo (dois dígitos em dois itens da estatística) com 31 pontos e 11 rebotes, além de quatro tocos.  Com isso, o ala paulistano se tornou o primeiro brasileiro a ter sido campeão da D-League.

       No  tradicional Chicago Bulls, o pivô Cristiano Felício, de 24 anos, ex-Flamengo,
ajudou seu time a ganhar a Summer League (torneio de verão disputado na pré-temporada), em julho. Na temporada passada, atuou em 31 jogos, tendo sido titular em quatro delas. Em agosto, devido `a lesão de Varejão, Felício, conhecido nos EUA como a Brazilian
Beast (Fera Brasileira), o substituiu na seleção brasileira nos Jogos Rio-2016. Em meados de 2017, após o término da temporada, renovou por quatro anos seu compromisso com a equipe do estado de Illinois.

       Marcelinho Huertas, de 33 anos, acabou dispensado do Los Angeles Lakers, no fim da temporada 2016/2017. Experiente, ex-Barcelona, e com uma carreira de uma década no basquete europeu, atuou no Lakers, que o contratou em agosto de 2015 e já renovou seu contrato até 2018. Em sua temporada de estreia, a de 2015/2016, teve a chance de atuar ao lado do superastro Kobe Bryant, que deixou as quadras. Em fevereiro de 2017, o Lakers trocou-o com o Houston, que preferiu dispensá-lo.

        Rafael Bábby Araújo, inicialmente conhecido no basquete brasileiro como Baby, havia
aparecido bem no basquete universitário dos EUA, pela Arizona Western e pela Brigham Young University, o que lhe valeu um lugar na seleção brasileira no Mundial de Indianápolis-EUA, em 2002.  Assim, foi draftado dois anos depois pelo Toronto, lá permanecendo até 2006. Depois de 111 jogos pela franquia canadense, o pivô seguiu para o Utah Jazz, em que atuou em 2006/2007. Retornou ao Brasil, tendo jogado por Flamengo, Franca, Mogi e Pinheiros. Fora das quadras desde 2014, o ex-atleta de 36 anos dedica-se atualmente a projetos sociais e esportivos.  

          Ao longo das idas e vindas de brasileiros, por todos esses anos, alguns  lutaram

por vagas na NBA,  sem no entanto terem conseguido se firmar. O ala-armador  Alex Garcia fez duas partidas pelo San Antonio Spurs em 2003/2004, mas sofreu com seguidas lesões. Em 2004/2005, atuou oito vezes pelo então New Orleans Hornets, antes de retornar
ao basquete brasileiro. Atualmente, defende o Bauru no NBB e no Campeonato Paulista. Em 2005, o ala brasileiro Lucas Tischer atuou em seis jogos pelo Phoenix, na Summer League. Chamado inicialmente para a equipe principal do Phoenix, acabou dispensado e retornou ao Brasil. Um dos atuais ídolos do time do Flamengo, o ala Marquinho foi draftado em 2006 pelo então New Orleans Hornets. Lá permaneceu até 2008 e fez 26 partidas.  Em paralelo a isso, defendeu em 2007, em 13 jogos na D League,  o Tulsa 66ers, que era ligado ao New Orleans. Em 2008, quando iria ser negociado com o Memphis Grizzlies, retornou ao Brasil.

    Mais recentemente, tiveram a oportunidade de vestir a tradicional camisa verde
do Boston Celtics os pivôs brasileiros Fab Melo e Vitor Faverani. Fab chegou ao time em 2012, depois de ter feito carreira na Universidade de Syracuse. Mas no Boston teve poucas chances
e acabou aproveitado na D-League. O Memphis Grizzlies se interessou por ele, mas a negociação não fechou, e ele seguiu para o Dallas Mavericks. Novamente sem chances, retornou à D-League. De volta ao Brasil, foi contratado pela Liga Sorocabana, no fim de 2015.
No começo de 2016, atuou no NBB pelo Basquete Cearense. O sonho do pivô de 2,13m de brilhar nas quadras teria, porém, um fim trágico. Em fevereiro de  2017, Fabrício Paulino de Melo, de 26 anos, foi encontrado morto, devido a causas naturais, em sua casa, em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais.

 

        Vitor Faverani, por sua vez, sofreu lesão no menisco do joelho esquerdo, quando defendia o Boston, e foi operado duas vezes, em março e em outubro de 2014.  Dois meses depois da segunda cirurgia, foi dispensado e teve de fazer sua recuperação em Múrcia, na Espanha, por onde havia jogado entre 2009 e 2011, e que atualmente defende. Aos 28 anos, foi convocado para a seleção brasileira, mas uma lesão em seu joelho direito fez com que fosse cortado.
   Filho de brasileiros, nascido nos EUA, Scott Machado foi outro a ter tentado a sorte na liga americana.  Embora não tenha sido draftado em 2012, conseguiu uma vaga no Houston Rockets, que defendeu em algumas partidas. Dispensado, seguiu para o Golden State Warriors, pelo qual atuou em playoffs. Entretanto, passou boa parte de seu periodo nos EUA em times da D-League, como Rio Grande Valley Vipers, Santa Cruz Warriors e Idaho Stampede. Atualmente, joga pelo Rasta Vechta, da Alemanha.

Precursores do Brasil na NBA

Marquinhos Leite (à direita)

 O sonho de sucesso dos brasileiros na liga americana teve início há 40 anos, em 1976, bem antes que  o pivô Nenê Hilário tivesse deixado o Vasco para atuar no Denver Nuggets, em 2002. O pioneiro foi o paulista Marcos Leite, então aluno da Universidade de Pepperdine,na Califórnia, e jogador do time da instituição, o Pepperdine Wanes Sob o número 162, foi escolhido no draft (em sistema diferente do atual)  pelo Portland Trail Blazers, num período em que havia 22 times na NBA. No basquete universitário e na curta experiência pela liga profissional, ele utilizou o sobrenome Leite, enquanto no basquete brasileiro ficou conhecido como Marquinhos Abdalla.

A proposta da franquia americana era de um ano de contrato, com opção para mais dois, mas o atleta - dividido entre continuar defendendo a seleção brasileira, como amador, ou se tornar profissional, o que o afastaria das Olimpíadas - desistiu do compromisso e retornou ao Brasil.

      Assim, o pivô nunca poderá dizer se iria brilhar ou não pelo time de Portland, campeão da liga em 1976/1977. Marquinhos, que foi às Olimpíadas de Munique-1972,  Moscou-1980 e Los Angeles-1984,  além de vice no Mundial de 1970 e bronze no de 1978, atuou no exterior, sim, mas na Itália, o que não o impedia de defender a seleção brasileira.

        Drama igual seria enfrentado anos depois por Oscar Schmidt. Em 1984, quando foi draftado (131 do processo de escolha) pelo antigo New York Nets, atual Brooklin Nets. Preferiu  não fechar contrato com uma equipe da NBA, para não ter de desistir da seleção verde-amarela. Em fevereiro de 2017, no fim de semana do All Star Game, o Jogo das Estrelas, em New Orleans, Oscar, de 58 anos,  atuou no Jogo das Celebridades. Em seus 11 minutos na quadra, marcou quatro pontos e ajudou seu time a ganhar o confronto amistoso por 90 a 57, diante da mulher e do casal de filhos. Dias antes, recebera do argentino Luis Scola, do Brooklyn Nets, uma camiseta 14 do time com seu sobrenome, emoldurada em um quadro, antes da partida da equipe com o Memphis Grizzlies.

       Em 1988,  Rolando Ferreira Júnior se tornaria o primeiro brasileiro a ter disputado partidas na NBA. Foi o número 26 do draft, também pelo  Portland Trail Blazers. O atleta, que havia disputado a liga universitária pelos cougars da Houston University por dois anos, fez 12 jogos pelo Portland na temporada 1988/1989 e assinalou 9 pontos. Não chegou a ser brilhante, mas abriu um caminho. Pela seleção, foram duas Olimpíadas, em Seul-1988, e Barcelona-1992, além de outras competições.  

Em 1991/1992, outro dos pioneiros do Brasil em quadras americanas foi o pivô Pipoka. Também com experiência de três Olimpíadas pela equipe nacional (Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996), atuou pelo Dallas Mavericks num único confronto pela temporada da NBA, além de seis outros na pré-temporada. Teve uma carreira muito mais sólida no basquete brasileiro e na Europa.

        Pioneiros do basquete verde e amarelo na liga dos EUA, Marquinhos, Rolando e Pipoka foram ao mesmo tempo herdeiros de uma forte tradição brasileira, algo que ultimamente vem-se perdendo. O basquete chegou a ser o segundo esporte favorito do país, atrás apenas do futebol. Nas décadas de 50 e 60, em janeiro  de 1959, em Santiago do Chile, e em maio de 1963, no Maracanãzinho, no Rio, a equipe brasileira masculina foi bicampeã da modalidade. Noutras conquistas importantes até a década de 70, foi bronze nos Mundiais de 1967, no Uruguai, e de 1978, nas Filipinas, além de prata nas edições de 1954, no Rio, e de 1970, na extinta Iugoslávia. Nas Olimpíadas, levou o bronze em Roma-1960 e Japão-1964 (antes dessa fase, havia sido bronze em Londres-1948). O treinador era Togo Renan Soares, o Kanela, e atuavam em quadra destaques históricos do basquete do país, como:   Wlamir Marques, Algodão, Amaury Pasos, Édson Bispo, Waldemar Blatskauskas, Rosa Branca, Victor Mirshawka e Ubiratan. Era a Geração de Ouro.

 

Brasil é mercado importante para a NBA

      Maior país da América Latina, o Brasil é também o maior mercado da liga americana de basquete entre os países latino-americanos. No fim de abril de 2017, a  NBA (National Basketball Association) e a operadora de telefonia Vivo anunciaram uma parceria para a distribuição de conteúdo da liga pelo celular. Clientes da operadora vão poder assistir a jogos ao vivo e acessar conteúdo exclusivo mediante a contratação dos planos básico semanal ou premium mensal, efetuando os pagamentos junto com a conta do celular ou por meio de créditos pré-pagos.

       O aplicativo NBA, disponível para Android e iOS, é compatível com smartphones e tablets. Por meio dele, os clientes terão acesso ao NBA League Pass e poderão acompanhar a temporada regular, os Playoffs, as Finais e também o fim de semana do All-Star, além de poderem assistir às partidas por meio do celular;  conteúdos especiais. melhores momentos; entrevistas exclusivas; jogos clássicos; documentários; bastidores da NBA. O pacote básico contempla 25 jogos (um por semana) na temporada regular, com narração em português, e mais 29 jogos clássicos (um por semana), durante o período de Playoffs, Finais, e também na pós-temporada. A versão premium dá acesso completo ao NBA League Pass. Serão mais de 1.200 jogos, entre temporada regular, All-Star Weekend, Playoffs e Finais. Ambas as versões oferecem também NBA TV (canal 24h de notícias sobre a NBA, em inglês); bastidores dos jogos; melhores momentos; ‘super câmera lenta’; comentários e atuações dos jogadores brasileiros.

 

 A importância do mercado brasileiro foi destacada pelo comissioner (presidente) da liga, Adam Silver, quando de sua vinda ao Rio em outubro de 2013, para assistir ao primeiro jogo de exibição da NBA na América do Sul, entre Washington Wizards e Chicago Bulls. Na ocasião, o dirigente fez questão de deixar bem claro o peso desse mercado brasileiro e sua importância na estratégia de globalização da marca. Silver disse, em entrevista `a mídia brasileira,  que o país é  um mercado muito importante para a NBA, por ser líder na América do Sul e pelo potencial de sua economia, ao redor do mundo. Admitindo que gostaria de ser mais realista,  revelou que seu maior sonho é o de ver o basquete como esporte número um do mundo. Principalmente por não precisar de tanta gente para se jogar, não exigir áreas muito grandes, e por ser benéfico à saúde.

     Ao olhar para o futuro, o dirigente acrescentou que como o mundo está se  tornando menor, já que a comunicação vem encurtando as distâncias, possivelmente haverá times da NBA sediados fora dos EUA e da América do Norte (atualmente só há equipes da liga nos EUA e Canadá). No evento histórico de 2013, a NBA trouxe ao Rio cerca de 400 pessoas e uma ampla logística para a realização daquele jogo.

     Segundo Silver, as perspectivas da liga no país são maravilhosas, no que diz respeito à participação, aos fãs, à popularidade, e no futuro há, sim, a possibilidade de um jogo de temporada no Brasil, já que o basquete é um esporte global.

    Nos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto de 2016, a modalidade foi uma das maiores atracões, tanto na versão masculina quanto na feminina. Além das partidas, nas arenas de Deodoro e Carioca 1, esta no Parque Olímpico da Barra, cerca de 80 mil fãs do esporte das cestas puderam visitar , durante os Jogos,  a NBA House, a Casa da NBA, no Armazém da Utopia, no Boulevard Olimpico, no Cais do Porto. Esse total superou a previsão de 50 mil visitantes, e o recorde de público foi registrado no Dia dos Pais, a 14 de Agosto, com 11 mil pessoas.

 

Pelo local, passaram destaques como  Bruce Bowen (tricampeão pelo San Antonio  Spurs em 2003, 2005 e 2007); Gary Payton (campeão pelo Miami Heat em 2006), Glen Rice (campeão pelo Los Angeles  Lakers em 2000) e Tiago Splitter (campeão pelo San Antonio Spurs em 2014), além do argentino Fabrício Oberto (campeão pelo San Antonio Spurs em 2007), Anderson Varejão (Golden State Warriors), Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors). Um dos astros do New York Knicks e da seleção olímpica americana,  Carmelo Anthony fez uma visita surpresa às instalações de 3000 metros quadrados.

       Esta foi a quinta NBA House, que já esteve em  Nova York/EUA (2015), Brooklyn/EUA (2015), Madri/Espanha (2014) e Londres/Inglaterra (2012).  A NBA House carioca reuniu NBA legends (grandes figuras da história da liga), atletas, mascotes e cheerleaders (dançarinas que animam as torcidas das equipes). O visitante também pode ver o Larry O’ Brien Trophy (taça entregue ao  campeão da temporada), além de comprar 100  itens oficiais de produtos. Em setembro, num shopping do Rio, a NBA inaugurou sua primeira megastore na América Latina.

         Nas finais da temporada de 2016/2017, pela primeira vez os fãs da liga em São Paulo puderam contar com um  o espaço temático denominado “NBA Finals” (Finais da NBA), que funcionou ao longo da melhor de sete partidas, à noite nas datas de jogos e durante o dia nos fins de semana. Situado em plena Avenida Paulista, com 1.500m2, o local tinha capacidade para receber até mil fãs simultaneamente.     Lá, os frequentadores tiveram acesso a artigos exclusivos da NBA Store, food trucks, telões e painéis, Ítens históricos da liga, camisas autografadas de lendas como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird e Kobe Bryant, além de tênis e bolas assinados por atletas da NBA.      

     

      Tal paixão não começou de uma hora para a outra, obviamente. A liga americana profissional de basquete faz parte do cotidiano do apreciador brasileiro de esportes desde os anos 80, graças ao pioneirismo do locutor paulista Luciano do Valle. Com uma mentalidade aberta  `a transmissão de diferentes modalidades, sem se render `a chamada monocultura do futebol, Luciano “trouxe” para as telas do Brasil - em TV aberta, algo muito mais difícil - não apenas o basquete americano,  como o vôlei, futebol americano, F-Indy e outras modalidades pouco conhecidas no país na época (além de ter narrado também Copas do Mundo de futebol, Jogos Olímpicos, Jogos Pan-Americanos e o Mundial de F-1 de 1974, conquistado por Emerson Fittipaldi).   

     Agora, passados mais de 30 anos, a NBA deixou de ser uma curiosidade na TV brasileira, mas sim um produto com espaço e público crescentes.  Na temporada 2015/2016, cerca de 90 partidas foram transmitidas pela ESPN e pelo Sportv, com o qual a liga firmou uma parceria, anunciada em novembro de 2015. Pelo contrato, o site www.sportv.com passou a ser o oficial da liga americana no país. Abaixo dos públicos de TV americano e canadense, os brasileiros estão entre os maiores apreciadores da liga, juntamente com China, Filipinas, Taiwan e Índia. Muito em decorrência dos seis troféus ganhos pela geração de Michael Jordan, na década de 90,  o Chicago Bulls é o time da liga mais querido no Brasil, seguido por Miami Heat, Los Angeles Lakers, Cleveland Cavaliers, Oklahoma City Thunder, Golden State Warriors, New York Knicks e San Antonio Spurs.

     No mercado brasileiro, entretanto, as camisetas mais populares são as de LeBron James,  Stephen Curry,  Russell Westbrook, James Harden (Houston Rockets)  e Kyrie Irving.

No que diz respeito à venda de produtos de franquias do basquete no país, o líder, como resultado de todas as conquistas da década de 90, é o Chicago, à frente de Cleveland, Golden State Lakers e Boston. Na loja NBA Store, oficial da liga na internet, o Golden State, campeão de 2017, está à frente da lista de franquias com maior volume de venda de produtos. A seguir, estão Cleveland, Chicago, Boston e San Antonio. Nas lojas NBA.com e NBA Store Rio, o líder na negociação de produtos oficiais é o Chicago, com Cleveland em segundo, Golden State em terceiro, Lakers em quarto e Boston, em quinto.

*Links NBA e NBB

  Exatamente pelo fato de ser o primeiro mercado da NBA na América do Sul, o Brasil vem tendo laços cada vez mais firmes com a liga americana. E não apenas pelo fato de brasileiros atuarem em equipes da NBA. Mas também por ter recebido de 2013 a 2015, sempre no Rio, três partidas de exibição com times daquela entidade, os NBA Global Games (Jogos Globais da NBA), os  primeiros da liga na América do Sul. Em dezembro de 2014, a NBA firmou um  convênio comercial até então inédito com o  Novo Basquete Brasil (NBB), a Liga Nacional Brasileira da modalidade.

 Outro ponto importante desse relacionamento foi a criação, em setembro de 2012, da NBA Brasil, uma espécie de embaixada da liga no país. Em junho de 2016, Arnon de Mello, que já era diretor executivo da NBA Brasil,  foi nomeado vice-presidente da liga para a América Latina, mais uma demonstração da força brasileira nesse universo. Segundo o próprio Arnon, somente a China vinha recebendo tantas partidas de exibição de forma periódica como o Brasil recebera entre 2013 e 2015. Sem comparações, obviamente, com México e Canadá. .

   Em 2015, no Rio, como uma forma de selar a parceria entre a NBA e o NBB, o Flamengo, então campeão brasileiro, recebeu, em partida de exibição, o Orlando Magic, que estava em sua pré-temporada.  A parceria entre a liga americana e a entidade que promove o campeonato brasileira foi inédita na história da NBA.

      Um dos pontos fortes da relação entre o Brasil e a NBA é o crescente número de partidas da temporada transmitidas ao vivo por TVs brasileiras, como os canais Sportv e ESPN, além de uma grande quantidade de fãs que acessam a jogos e notícias por meio de celulares, computadores e tablets. O apoio da NBA à liga brasileira faz todo sentido.  Se não houver um crescente número de fãs dos times e atletas americanos no país, o basquete verde e amarelo vai decair, e consequentemente o interesse do público na versão americana desse esporte. Do contrário, quanto mais fãs da NBA, mais fãs e praticantes de basquete no Brasil, que serão consequentemente consumidores da liga americana e de seus produtos. Um fator realimenta o outro.   O que movimenta a NBA são a produção de conteúdo e a audiência. Para ter fãs, a liga necessita que a paixão pelo basquete comece nos clubes, nas cidades. Por isso resolveu investir no Brasil, visando a um ganho ainda maior no futuro.

     De acordo com dados da NBA Brasil, há no país 1,5 milhão dos chamados superfãs, aqueles que assistem a todos os jogos e costumam adquirir produtos relacionados aos times e aos astros da liga americana. Assim, ainda segundo o escritório brasileiro, o basquete tem mais fãs que o MMA, atrás apenas de futebol e vôlei.     Como parte da parceria entre as ligas dos EUA e a  brasileira, firmada em 2014, a entidade americana  cuida  da parte comercial, de negociação de patrocínios, estratégias de marketing, divulgação do campeonato e licenciamento de produtos do NBB. Já a entidade brasileira espera que a filosofia de trabalho da liga americana, de manter seus times fortemente estruturados, possa prevalecer também no NBB. Pelo compromisso firmado com o NBB, a NBA iria investir R$ 15 milhões em três anos.

          Fora das quadras, a NBA firmou parceria para co-gestão comercial da LNB (Liga Nacional de Basquete), inaugurou a primeira loja física da América Latina em setembro de 2016, no Rio de Janeiro (BarraShopping), lançou o álbum oficial de figurinhas em parceria com a Panini (janeiro/2017) e aumentou para mais de 300 jogos exibidos ao vivo na temporada regular pelos parceiros ESPN e SporTV, entre outras ações.

            O contato entre a NBA e o país vem-se tornando mais e mais intenso desde a abertura do escritório oficial da liga no Rio de Janeiro em 2012. Mas também pelo fato de a entidade haver promovido no Brasil eventos como o NBA Global Games (jogos de pré-temporada), em 2013, 2014 e 2015, o NBA3X (campeonatos de 3×3 ou trincas, modalidade olimpica a partir de Tóquio-2020) e, em 2016, durante os Jogos Olímpicos, a apresentação da NBA House, a Casa da NBA, uma das 56 casas de hospitalidade abertas na cidade no megaevento. Ainda por iniciativa do escritório brasileiro, foi possível concretizar as viagens de Flamengo (três jogos em 2014) e Bauru (dois jogos em 2015) para confrontos contra equipes da NBA nos Estados Unidos. A liga americana lançou também no país  dez edições do NBA3X (em Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Espírito Santo), a plataforma Jr. NBA no país (com escolinhas e camps) em escolas públicas de RJ e SP (15 mil jovens), a Jr. NBA League (liga escolar com 30 escolas em SP) e núcleos de escolinha nos complexos Esportivo da Rocinha e da Maré (RJ).

 

Guerreiros de ouro: 2016/2017

      Antes mesmo de a bola subir, aquele já seria um duelo histórico. Afinal, na NBA, desde os anos 40, aquela seria a primeira vez em que duas equipes se enfrentaram por três vezes seguidas na grande decisão, como estava para acontecer entre o campeão de 2015, o Golden State Warriors, e o de 2016, o Cleveland Cavaliers. Era uma conquista para cada um, e a série decisiva de 2017 iria valer como uma espécie de desempate entre os maiores postulantes a se tornarem dominantes na NBA. Nos dois primeiros jogos, em seus domínios, na Oracle Arena, o Golden State Warriors  obteve dois triunfos, por 113 a 91 e 132 a 113. No terceiro duelo, desta vez em Cleveland, no Quicken Loan´s Arena lotado, Kevin Durant comandou o Golden State a uma virada espetacular nos últimos minutos: 118 a 113. Com 3 a 0 a favor, na melhor de sete, o Golden State Warriors viram frustrada a tentativa de varrer o rival (isto é, vencer por 4 a 0). Atuando em casa e com uma dose extra de determinação, o Cleveland fez uma partida perfeita e se impôs por 137 a 116. .

         Com 3 a 1 para o Golden State, a série voltou para a Oracle Arena, em Oakland, na Califórnia, onde a equipe da casa se impôs ao adversário  por 129 a 120. Com isso, a série foi encerrada em 4 a 1 para o Golden State, que não apenas recuperou o título que estava nas mãos do arquirrival. Além disso, ganhou o tira-teima simbólico entre os dois últimos campeões da NBA, já que o Golden State havia sido vencedor em 2014/2015, e o Cleveland, em 2015/2016.  Correspondendo a tudo que a franquia esperava dele quando o contratou, Kevin Durant, ex-astro do Oklahoma City Thunder,  foi o MVP da série decisiva, recebendo o . troféu Bill Russell. No quinto jogo, Durant obteve 39 pontos, sete rebotes e cinco assistências. Em todas as cinco partidas da série final, o ala foi o cestinha de sua equipe, com médias de 35,2 pontos, 8,4 rebotes e 5,4 assistências. Outro dos destaques do elenco campeão, Stephen Curry mais uma vez alcançou a fantástica marca de 300 bolas de 3 pontos convertidas ao longo dos 82 jogos da temporada regular. Em 2015/2016 ele se tornara o primeiro a fazê-lo, com 402 arremessos certeiros (5,1 por partida). Em 2016/2017, foram  326 lances certos  ou 4,1 por partida.  Na NBA, são as duas maiores marcas de bolas de 3 certeiras.

      A finalíssima revelou-se também um importante evento televisivo. Há 19 anos, desde 1997/1998, na decisão entre o Chicago Bulls de Michael Jordan (que ganhou seu sexto e último e o Utah Jazz, uma partida da final não atraía uma audiência tão alta. Em 1998, o segundo duelo decisivo teve 23,2 milhões de espectadores. No segundo confronto da série de 2016/2017, 20,1 milhões de pessoas acompanharam os 132 a 113 do Golden State. De acordo com uma pesquisa nos EUA, as duas vitórias dos Warriors foram assistidas, em média, por 19,6 milhões de americanos. Isso representou um aumento de 5% em relação à última temporada, quando 18,6 milhões assistiram aos dois primeiros confrontos das finais. Ao longo da temporada, entretanto, o “Sports Business Journal” constatou uma queda da audiência de TV na ordem de 14%, em relação à temporada 2015/2016, tendo em vista 27 das 30 franquias da liga.   Em São Paulo, ao longo das finais, NBA Brasil promoveu um espaço temático em plena Avenida Paulista. Muito além das expectativas,  mais de 17 mil pessoas passaram pelo local, entre os dias 1 e 12 de junho, incluindo fãs de todas as idades, nomes importantes do basquete e de outras modalidades, além de  celebridades.

       Antes da série final,  Golden State Warriors e San Antonio Spurs fizeram os playoffs decisivos da Conferência Oeste, ao passo que as equipes de Cleveland Cavaliers, campeã da temporada anterior, e do Boston Celtics duelaram pela Conferência Leste.  No duelo entre Golden State e San Antonio, a equipe do Golden State, ao fazer 3 a 0 sobre o oponente, igualou a marca de  11 triunfos seguidos em playoffs obtida pelo Los Angeles Lakers em 1989 e 2001. Na partida seguinte, atuando em San Antonio, chegou à varrida com a vitória por 129 a 115. O Golden State não apenas conquistou o tricampeonato  da Conferencia Oeste, como estabeleceu o recorde de 12 triunfos seguidos em playoffs da liga. Stephen Curry foi o maior destaque do time sediado em Oakland, que anunciou ao longo da temporada a mudança prevista para San Francisco, também na Califórnia,  até 2019.

        Liderado por LeBron, o Cleveland chegou a abrir 3 a 1, antes de fechar a série e chegar ao tri do Leste, com 4 a 1: 135 a 102 no último jogo da série, em Boston. Se isso não bastasse, LeBron fez história naquele dia 25 de maio de 2017, ao quebrar o recorde de pontos em playoffs obtido pelo  legendário Michael Jordan. Este havia anotado 5.987 pontos em 179 partidas de etapas decisivas da liga. Contra o Boston, o astro do Cleveland entrara em quadra precisando de 28 pontos para superar a marca histórica. Anotou 35 e chegou aos 5.995 pontos (em 212 confrontos) antes do começo das finais da NBA. Na segunda de suas quatro vitórias, mesmo no ginásio do adversário, a equipe do estado de Ohio estabelecera no intervalo a vantagem de 72 a 31, uma diferença de 41 pontos (o jogo terminou em 130 a 86 para o Cleveland). Com isso, superou  os 40 impostos na metade das ações pelo Detroit Pistons sobre o Washington Bullets em abril de 1987. No intervalo, atuando em casa, o Detroit ganhava por 76 a 36, e ao final, a partida se encerrou em 128 a 85.

             Mal começou, e o campeonato de 2016/2017 já apresentava um recorde.  Pelo terceiro ano consecutivo, a  liga registrava  um mínimo de  100 atletas estrangeiros e todos os times haviam inscrito pelo menos um jogador estrangeiro.  Em 2016/2017,  a liga contara com  113 jogadores internacionais de 41 países e territórios, e já a rodada de abertura teve um recorde de 61 atletas europeus, além de 14 africanos e oito espanhóis. Pelo terceiro ano consecutivo, o Canadá apresentou o maior número de atletas, com 11, ao passo que a França foi a segunda, com dez. O Brasil começou a temporada com nove, a Austrália, com oito, e a Croácia, cinco. O Utah Jazz, do brasileiro Raulzinho, era o time como mais atletas internacionais na liga: sete. As equipes do Dallas Mavericks, Denver Nuggets, Oklahoma City Thunder, Orlando Magic, Philadelphia 76ers, San Antonio Spurs e Toronto Raptors tinham seis, cada. Los Angeles Lakers, Minnesota Timberwolves e New York Knicks apareciam com cinco.

         Após uma polêmica envolvendo questões como a falta de respeito à diversidade sexual, a NBA resolveu retirar da cidade de Charlotte o All-Star Game (Jogo das Estrelas), que foi para no Smoothie King Center, em New Orleans, no estado da Louisiana, a 19 de fevereiro de 2017.

A seleção do Oeste superou a do Leste por 192 a 182, numa pontuação somada de 374, superando os 369 da edição de 2016. O Melhor Jogador foi Anthony Davis, do New Orleans Pelicans, com 52 pontos, dez a mais que o antigo recordista Wilt Chamberlain, autor de 42 pontos na edição de 1962.

        Em meio `a crescente politica de expansão da marca e de conquista de novos mercados, a liga tornou a promover partidas da temporada regular fora dos EUA. Em janeiro, no dia 12, na Mexico City Arena, na capital mexicana, o Dallas Mavericks superou o  Phoenix Suns por 113 a 108. No mesmo local, dois dias depois, o Phoenix Suns levou a melhor sobre o San Antonio Spurs: 108 a 105. Foram  os dois primeiros confrontos válidos pela temporada regular naquele país. Já em Londres, a 12 de janeiro,  duelaram, na O2 Arena,  também valendo pontos, Denver Nuggets 140 x 112  Indiana Pacers

      Tão logo foi aberta a janela de transferências, em julho, o mercado da NBA ficou efervescente, não apenas por causa dos free agents (atletas que estão livres para negociar com quaisquer franquias). Mas também pelas contratações diretas. Para 2016/2017, as maiores novidades foram a saída de Kevin Durant do Okhlahoma City Thunder para o Golden State Warriors, e de Dwyane Wade, do  Miami Heat para o Chicago Bulls. Além disso, Paul Gasol trocou o Chicago pelo San Antonio Spurs, e  Derrick Rose, também ex-Chicago, foi reforçar o New York Knicks. Ao Atlanta Hawks, chegou Dwight Howard, ex-Houston Rockets. Atual campeão, o Cleveland Cavaliers passará a contar com  Mike Dunleavy, outro ex-Chicago. Em relação a atletas brasileiros, Leandrinho saiu do Golden State para o Phoenix Suns, e Nenê Hilário foi do Washington Wizards para o Houston Rockets.

      Além dessas trocas de endereços, houve também despedidas em definitivo.  Dentro de quadra, o público não teve mais o talento de Tim Duncan, que obteve cinco títulos pelo San Antonio Spurs ao longo de 19 anos de carreira; nem o de Amar’e Stoudemire, que encerrou 14 temporadas vestindo a camiseta do New York Knicks. No fim de setembro, quem anunciou sua despedida, aos 40 anos, 21 deles dedicados à NBA, foi Kevin Garnett, que chegou a um acordo de liberação com o Minnesota Timberwolves.

        No que diz respeito `a sua organização e divisão de forças, a liga americana conta com 30 franquias ou times, distribuídos por duas Conferências, cada qual com três divisões regionais.  Da Conferência Leste, fazem parte 15 equipes das divisões Atlântico, Central e Sudeste. Do lado Oeste, há outras 15, nas divisões Pacífico, Sudoeste e Noroeste. Pelo regulamento, ao longo da extensa temporada regular, todos os times joga duas vezes contra as equipes da outra Conferência, e além disso, fazem três ou quatro confrontos com os de sua prôpria  conferência. Pelo regulamento, depois dos 82 jogos de cada equipe, os oito  melhores de cada Conferência avançam aos playoffs, os confrontos de mata-mata, em melhor de sete jogos. Nessas séries as partidas são sempre dentro das Conferências, de acordo com a  classificação de cada franquia: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º. Equipes das conferências opostas só se encontram na final, quando o campeão do Leste duela com o do Oeste, na grande final da NBA, também em melhor de sete.

    Em 2013, após a manutenção do mesmo sistema por quase 30 anos, a liga norte-americana decidiu alterar a sequência de disputa da série final, em assembléia da qual tomaram parte os donos das 30 franquias. Antes disputada no formato "2-3-2", a decisão passou a ocorrer no "2-2-1-1-1", utilizado ao longo dos playoffs.

    Com tal alteração, o time de melhor campanha na temporada regular passou a atuar em duas partidas em casa, outras duas fora, e a partir daí, os confrontos passaram a ser  alternados até que seja definido o campeão na melhor de sete. O jogo sete, se necessário, terá lugar sempre na casa daquele com melhor campanha.

      No que diz respeito aos aspectos técnico e disciplinar, e à própria dinâmica das partidas, a NBA deu um enorme passo para diminuir a incidência de faltas intencionais longe da bola. Visando à temporada 2016/2017, o  comitê dos proprietários de franquias havia aprovado mudanças para reduzir o uso dessa artimanha, que bateu recordes na temporada de 2015/2016. A partir do campeonato de 2016/2017,  a proibição de faltas intencionais fora da bola nos dois minutos derradeiros do último período e prorrogações foi expandida para os dois minutos finais de todos os quartos. Essas infrações passaram a ser punidas  com um lance livre e a manutenção da posse de bola. O objetivo foi o de coibir ao máximo o chamado  “Hack-a-Shaq”, ou seja, as faltas cometidas de propósito sobre jogadores que têm baixos percentuais de aproveitamento na linha do lance livre.

      A estratégia adotada por vários treinadores era simples. O atleta cobrava o lance livre e fatalmente acabava errando. Assim, o  adversário cobrava os lances livres, errava um ou até os dois, e a bola passava para o time faltoso. A partir de 2016/2017, o time cujo jogador sofresse a falta iria bater um lance livre e manter a posse de bola. A expressão hack-a-Shaq, algo como “ataque o Shaq”, havia surgido no fim dos anos 90, por causa do ex-pivô Shaquille O’Neal. Embora fosse um craque, ele sempre tinha dificuldades em converter os lances livres. Atento a isso, o então treinador do San Antonio Spurs, Greg Popovich, quando estava perdendo a partida, mandava seus atletas fazerem faltas em Shaquille. Depois que este cobrava os lances livres e errava pelo menos um deles, a bola passava para o San Antonio, que logo recuperava as chances de ir ao ataque e diminuir sua desvantagem. Outras vítimas da mesma artimanha foram Wilt chamberlain, Dennis Rodman, Dwight Howard, Ben Wallace, Bruce Bowen, DeAndre Jordan, Andre Drummond. Em 2015/2016, foram cometidas 420 faltas desse tipo, algo superior à soma das que foram contadas em 2013/2014 (115) e 2014/15 (179).

      Como liga americana, a NBA  tem suas regras próprias, muitas delas diferentes daquelas da Federação Internacional de Basquete, a Fiba, que rege esse esporte no resto do mundo. Cada vez que a seleção dos Estados Unidos vai competir em Campeonatos Mundiais ou em Olimpíadas, é necessário jogar de acordo com as regras da Fiba.

 

WNBA: o toque feminino

     A versão feminina da melhor liga de  basquete foi fundada a 24 de abril de 1996, 50 anos depois da criação da NBA, em junho de 1946, e teve sua primeira temporada disputada em 1997. Atualmente, a Women´s National Basketball Association (WNBA) conta com 12 times e suas temporadas ocorrem entre junho e setembro, com as finais sendo disputadas no fim de setembro e começo de outubro. No feminino, o All Star Game, o Jogo das Estrelas, tem lugar em meados de julho.

    Muitos dos times da WNBA têm o seu correspondente na NBA e mandam suas partidas nas mesmas arenas. Casos, por exemplio, do Inciana Fever (feminino), ligado ao Indiana Pacers (masculino); Minnesota Lynx e Minnesota Timberwolves;  New York Liberty e New York Knicks;.

Phoenix Mercury e Phoenix Suns; Atlanta Dream e Atlanta Hawks; San Antonio Stars e San Antonio Spurs; Washington Mystics e Washington Wizards.

   Já as equipes do  Connecticut Sun, Seattle Storm, Dallas Wings e Chicago Sky

são as que não compartilham ginásios com os times masculinos. Estes quatro e mais o Atlanta Dream e o Los Angeles Sparks têm proprietários diferentes dos das equipes masculinas, o que é importante para o crescimentio da WNBA. Inicialmente, todos os times femininos tinham os mesmos proprietários que os da NBA, mas atualmente a liga feminina é mais independente da masculina.

        Em 1996, a WNBA havia começado com oito times, sendo  Charlotte Sting, Cleveland Rockers, Houston Comets and New York Liberty na Conferência Leste; e Los Angeles Sparks, Phoenix Mercury, Sacramento Monarchs e Utah Starzz no Oeste. Ao longo  da história da liga feminina, chegaram a existir 18 franquias diferentes, embora atualmente haja 12 equipes.

Entre os times remanescentes de 1997. Continuam nas quadras da WNBA as franquias do Los Angeles Sparks, New York Liberty, Phoenix Mercury e San Antonio Stars (o antigo Utah Starzz). Foram extintos os times do Charlotte Sting, Miami Sol, Portland Fire, Cleveland Rockers, Orlando Miracle, Houston Comets e Sacramento Monarchs, que eram as versões femininas do  Charlotte Hornets, Miami Heat, Portland Trail Blazers, Cleveland Cavaliers, Orlando Magic, Houston Rockets e Sacramento Kings, respectivamente.

   Na WNBA, ao menos duas jogadoras brasileiras fizeram e vêm fazendo história: Janeth Arcain e Èrika Souza. Atualmnete retirada das quadras, Janeth, campeã mundial de 1994 e medalhista de prata na Olimpíada de 1996, pela seleção brasileira, foi uma das primeiras  atletas do Brasil a ter-se aventurado na WNBA. Lá, a ala paulista foi tetracampeã pelo Houston Comets em  1997, 1998, 1999 e 2000, os quatro primeiros campeonatos da história da liga. Janeth foi indicada para o Salão da Fama do basquete americano em 2016.

    O outro destaque verde-amarelo nas quadras da WNBA é a pivô carioca Érika de Souza, em sua décima temporada no campeonato americano feminino. Ela defende o Atlanta Dream, depois de curtas passagens por  Los Angeles Sparks e Connecticut Sun. Pelo time de Los Angeles, foi campeã da liga, em 2002, além de ter sido convocada para o All Star Game em três ocasiões e de ter sido indicada como MVP (Melhor Jogadora) da temporada em 2013.

 

Temporada de LeBron James

    O Planeta Basquete girou  mais e mais acelerado, e vários corações saltaram de emoção desde o começo da  temporada 2016/2017 da NBA, a de número 71 da história da liga, desde o primeiro campeonato, em 1946/1947.  Maior estrela do basquete mundial na atualidade,  LeBron James não poderia ter retornado a Cleveland se não fosse para conquistar uma taça pelo Cavaliers. Finalmente, em 2015/2016, repetindo o duelo final em sete jogos com o Golden State Warriors, o Cleveland Cavaliers obteve um feito histórico. Pela primeira vez um time fechou a série em 4 a 3, depois de ter estado perdendo por 3 a 1. Tudo isso sob a liderança de LeBron, tendo em Kyrie Irving um coadjuvante à altura. Assim, a equipe fez os cerca de 400 mil habitantes da região apagarem de vez uma série de apelidos pejorativos referentes a frequentes derrotas em finais.

       Foi o primeiro troféu da  cidade numa das grandes ligas americanas desde o título do Cleveland Browns na NFL (futebol americano) contra o então Baltimore Colts, em 1964, antes da criação do Super Bowl, em 1967. Em 1948, na World Series de beisebol, o Cleveland Indians tinha sido o campeão, ao superar o Boston Red Sox Tantos haviam sido os insucessos de Cleveland, que ela chegou a ser apelidada pela ESPN de “a cidade mais torturada do mundo.”    Até então, a cidade convivia com a chamada “Maldição de Cleveland”,  sem títulos no basquete, no futebol americano ou no beisebol. Combinados os três esportes, o sofrimento chegava a 159 temporadas. O fim desta “maldição” explica o porquê de LeBron ser um deus na cidade.

       Outro feito histórico de LeBron e companhia foi o fato de que, desde 1978, o visitante não ganhava o jogo 7 da série final da liga americana. O último fora  o Washington Bullets, quando bateu o Seattle Supersonics por 105 a 99. Levando em conta apenas a sétima partida, já houve 19 confrontos, com 15 vitórias do time da casa.

        Esta foi a 14a vez em que dois times se enfrentaram em duas finais sucessivas. As sete partidas foram transmitidas para 215 países e territórios em 49 línguas por meio de TV, computadores, celulares e tablets.  Em 2015/2016,  LeBron disputara sua sexta final consecutiva, sendo três pelo Miami Heat e outras três pelo Cleveland Cavaliers, tornando-se o primeiro jogador a ter alcançado tal marca nos últimos 50 anos.  

    Outros nomes que conseguiram a façanha de  jogar várias finais foram atletas do Boston Celtics: Bill Russell (dez participações em finais), Tom Heinsohn (nove), Sam Jones (nove), K.C. Jones (oito), Frank Ramsey (oito), Bob Cousy (sete) e Satch Sanders (seis). Ao todo, nove atletas não-americanos tomaram parte na série decisiva: Matthew Dellavedova (Austrália), Kyrie Irving (Austrália), Sasha Kaun (Rússia), Timofey Mozgov (Rússia) e Tristan Thompson (Canadá), pelo Cleveland; e .Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão (ambos do Brasil), Andrew Bogut (Austrália), Festus Ezeli (Nigéria). Varejão, do Golden State, foi , por sua vez,  o primeiro jogador da história a ter defendido ambas as equipes finalistas numa mesma temporada.

    A temporada encerrada em 2016 também havia sido  marcada pela despedida de outro astro, Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, a 14 de abril, quando o astro marcou 60 pontos no triunfo de seu time sobre o Utah Jazz por 101 a 96.

   Um ano antes, no campeonato de 2014/2015, já com LeBron James de volta ao Cleveland Cavaliers, por onde ele havia atuado entre 2003 e 2010, o camiseta 6 chegou à quinta final seguida de liga. Mas o time de LeBron e do brasileiro Anderson Varejão - que lesionado não atuou nas finais - não resistiu ao Golden State Warriors. Este contou com um melhor jogo coletivo e com o talento impressionante do ala-armador Stephen Curry e do armador Klay Thompson - os Splash Brothers, devido aos arremessos certeiros de três pontos -, sem esquecer o armador Andrei Iguodala, MVP das finais, e o ala Leandro Barbosa, que começava no banco e se tornou o segundo brasileiro a possuir um anel de campeão da liga. Na serie final, 4 a 2 para o Golden State Warriors. Foi a segunda taça do Golden State,  que deu à cidade de Oakland sua primeiro glória numa das quatro Grandes Ligas americanas, desde que o Oakland Athletics fora campeão de beisebol na World Series-1989.




*História da NBA: Dinastias e grandes astros

  A mídia esportiva americana costuma chamar de “dinasty” (dinastia) os grandes times que conquistam vários troféus e marcam época em quaisquer modalidades, como basquete, futebol americano, beisebol ou hóquei sobre o gelo, as mais importantes dos EUA. No caso da NBA, ao longo de sua história,  uma série de dinastias e um sem número de astros ajudaram a torná-la a liga americana mais conhecida fora dos EUA. Voltando numa espécie de túnel do tempo aos primeiros anos dessa trajetória, o primeiro campeão foi o Philadelphia Warriors em 1946/1947, ainda à época da Basketbal Association of America (BAA), precursora da NBA. Armador, Howie Dallmar era um especialista em assistências, mas foi também o autor da cesta da vitória por 83 a 80 sobre o Chicago Stags, fechando a melhor de sete em 4 a 1.

  Já no começo da década de 50, a primeira grande equipe da liga americana foi o Minneapolis Lakers, que mais tarde iria se transferir para Los Angeles, em 1960, tornando-se o atual Los Angeles Lakers. Liderado pelo pivô George Mikan, o Minneapolis foi a primeira dinastia da história da NBA, tendo ganho as temporadas de 1948/1949, 1949/50,  1951/1952,  1952/1953 e  1953/1954. Esses cinco troféus atualmente constam do histórico do Los Angeles, que tem 11 ao todo, Ainda em 1954, para forçar o arremesso e desencorajar um estilo extremamente defensivo, a liga adotou o relógio de 24 segundos, tempo de que um time dispõe para a posse de bola. Se o quinteto não consegue utilizar esse período, a bola passa para o adversário.

 No começo da década de 50,   o basquete da NBA era ainda muito diferente do que se conhece atualmente.  Verdade que os talentos já comecavam a aparecer, assim como os primeiros atletas negros em quadra -    Earl Loyd,  Chuck Cooper e Nathaniel "Sweetwater" Clifton. Mas no aspecto tecnico, o que se via era um intenso confronto físico, marcado por muitas faltas. Não havia ainda a plástica e ao mesmo tempo a excelente forma física que são constantes atualmente. Antes da adoção do relógio de 24 segundos, o time que conseguisse abrir vantagem fazia uma hoje impensável cera, trocando passes sem sequer tentar um ataque, fazendo os segundos passarem. Resultado: os fãs começavam a se cansar.

  Um dos astros daquele período pioneiro da liga foi o armador do Boston Celtics Bob Cousy. Como ele próprio comentava, o jogo parecia estagnado, e  a única forma pela qual um time   

podia tentar uma virada era fazendo faltas, e quanto mais rápido a falta fosse cometida, melhor, porque havia mais tempo para a reação. Da mesma forma, as  equipes que estavam na frente no placar também começaram a fazer faltas. Com isso, as partidas frequentemente iam se deteriorando para se tornar num desfile de lances livres de um lado para o outro.

   Cousy foi um dos símbolos de outra dinastia da liga , o Boston Celtics, recordista de troféus da NBA, com 17. Seu predomínio teve início nos anos 50 e se prolongou pela década seguinte. Fora da quadra, o comandante era o treinador Red Auerbach, ao passo que Cousy, apelidado de Houdini de Hardwood, em referência ao famoso ilusionista, por sua habilidade com a bola. O armador é até hoje o recordista de lances livres convertidos em um jogo de playoffs, com 30 em 32 cobrados, contra o extinto Syracuse Nationals em 1953 (Boston 111 a 105 na prorrogação). Somente em 1957, porém,   a equipe alviverde de Boston iria ganhar seu primeiro troféu, graças  também à chegada do rookie (novato), o pivô Bill Russell.

      Os títulos foram se seguindo. O primeiro foi na temporada de  1956/1957, contra o Saint Louis Hawks (atual Atlanta Hawks), tendo o próprio Cousy como MVP (Jogador Mais Valioso, o melhor atleta). O time tornou a ser campeão em 1958/1959, para iniciar uma série de oito conquistas seguidas, até 1965/1966, algo nunca mais repetido até hoje. Neste período, a maior estrela do time e da NBA era Russell, que tinha como maior rival o também pivô Wilt Chamberlain, que atuou pelo San Francisco Warriors (atual Golden State Warriors) e pelo Philadelphia 76ers.

   O título de 1962/1963 marcou a despedida de Cousy em um período em que os atletas de Boston eram considerados “velhos demais” para chegarem ao quinto troféu.   Ainda na década de 60,Bill  Russell comandou sua equipe em mais dois títulos, em 1967/1968 e 1968/1969. Ao todo, o Boston levantou 11 troféus em 13 possíveis, entre as temporadas de 1956/1957 e 1968/1969.  Em 1967/1968 e 1968/1969, Russell atuou como dublê de jogador e treinador.

Juntamente com mais seis atletas, ele pode se orgulhar de ter a tríplice coroa do basquete graças aos titulos da NCAA (liga universitária) de 1955 e 1956 pela Universidade de San Francisco, varias vezes campeão da NBA e medalhista de ouro nas Olimpíadas de Melbourne, em 1956. Os demais tríplice-coroados são: Clyde Lovellette, K.C.Jones, Jerry Lucas, Quinn Buckner, Michael Jordan e Magic Johnson.

  Em 1966/1967,  Wilt Chamberlain, por sua vez, ajudou o Philadelphia a erguer a taça, além de ter  estabelecido recordes de pontos por jogo, com 100 (vitória sobre o New York Knicks por 169 a 147, a 2 de março de 1962, na Pensilvania), e de rebotes, com 55 (contra o Boston a 24 de novembro de 1960). Em 118 oportunidades, ele marcou 50 pontos ou mais numa partida. Mais tarde, em 1972, foi campeão da liga pelo Los Angeles Lakers. Ao todo, fez 31.419 pontos em 1.045 jogos, numa média de 30,1 pontos por jogo, a segunda melhor atrás de Michael Jordan. Primeiro jogador de basquete a ser visto como uma celebridade nacional nos EUA, Chamberlain detém até hoje 71 recordes na liga.

     Na temporada de 1969/1970,  passado o longo predomínio do Boston, o New York Knicks se tornou campeão pela primeira vez, superando o Los Angeles Lakers, que até então não havia sido vitorioso desde sua mudança de Minneapolis para a Costa Oeste no começo de 1960.     Isso só iria acontecer em 1972, quando o time de Los Angeles, liderado por Chamberlain, foi à forra diante do New York e conquistou o campeonato. Na temporada de 1972/1973, noutro duelo entre as equipes das duas cidades mais populosas do país, o New York Knicks foi campeão novamente - e pela última vez até agora -, sobre o Los Angeles.

  Depois de o Boston ter dominado amplamente os anos 60, a década de 70 foi mais dividida em termos de campeões, sem que se pudesse falar numa dinastia. O Boston tornou a festejar em 1973/1974 e 1975/1976. Em 1974, o time de Boston teve de se superar diante do Milwaukee Bucks do pivô Kareem Abdul-Jabbar, MVP da temporada. Em 1976, no que é considerado o jogo mais dramático da história da liga - quinto da melhor de sete da final - o Boston bateu o Phoenix Suns por 128 a 126, apenas na terceira prorrogação. Dias depois, fechou a serie por 4 a 2. Já o Los Angeles foi  campeão em 1979/1980, apresentando como seu MVP alguém que entraria também para a história do esporte mundial: o armador Magic Johnson.

  Juntamente com o ala Larry Bird, novato do Boston, Magic se colocaria como um dos mais importantes nomes da liga na década de 80, que representou uma fase de imensa popularização da NBA dentro e fora dos EUA. Para esse processo de popularização, muito colaboraram algumas mudancas da própria entidade, que passou a  contar com mais franquias em meados dos anos 70 e que adotou em seu regulamento, em 1979, o arremesso de três pontos: iniciativa da concorrente American Basketball Association, a ABA (criada em 1967 e absorvida pela NBA em 1976). Nos anos 80,   Boston e Los Angeles passaram a comandar as ações em quadra, tendo conquistado, juntos, sete troféus Larry O’ Brien (nome adotado em 1977 para a taça ofertada ao campeão). O Boston foi vitorioso em 1980/1981, 1983/1984 e 1985/1986, ao passo que o Los Angeles Lakers pôde celebrar suas conquistas em 1981/1982,  1984/1985, 1986/1987 e 1987/1988. Já no final dos anos 80, o Detroit Pistons do ala-armador Isiah Thomas foi bi em 1988/1989 e 1989/1990.

 Foi nessa época de vários grandes times e de diversas estrelas que a TV brasileira começou a transmitir as partidas do campeonato da liga americana. Muito voltada para o esporte, a Rede Bandeirantes, por meio do locutor Luciano do Valle, morto em abril de 2014, e do comentarista Álvaro José. Aos poucos, os desportistas brasileiros comecaram a se acostumar com os nomes das grandes equipes, de seus ginåsios, e em especial, dos craques das quadras.   Era um desfile de astros, como Kareem Abdul-Jabbar, Rick Barry, Dave Cowens, Julius Erving, Elvin Hayes, Walt Frazier, Moses Malone, Artis Gilmore, George Gervin, Dan Issel e Pete Maravich. Alguns eram remanescentes dos anos 70, outros vinham aparecendo na década de 80 e estariam destinados a prosseguir por alguns anos.  

  Pelo Boston, por exemplo, Larry Bird  foi decisivo na conquista da temporada de 1980/1981, ao levar seu time aos 4 a 2 na melhor de sete decisiva contra o Houston Rockets. Na temporada seguinte, o tecnico Pat Riley e Magic Johnson levaram  o Los Angeles Lakers a mais uma conquista em 1981/1982. Finalmente, em 1983/1984, os astros Bird e Magic se enfrentaram pela primeira vez numa série decisiva. Fora de casa, o Los Angeles fez 2 a 0, e como os dois próximos confrontos seriam em sua casa, sua torcida esperava uma varrida, isto é, 4 a 0. Entretanto, o time de Bird reagiu, ganhou dois jogos fora de casa, ambos na prorrogação, e se manteve na disputa, que chegou aos sete jogos: 4 a 3 para o Boston. Também naquele mesmo 1984, David Stern substituiu Larry O’Brien como comissioner (presidente) da liga, dando inicio a um projeto de globalização da NBA, algo concreto em nossa época.  Outro fato relevante no mesmo campeonato foi a chegada à liga de um jovem chamado Michael Jordan, ala-armador que faria história nesse esporte como ninguém mais até os nossos dias.

   Ainda nos anos 80, a década da virada da liga, de um alcance nacional para o mundial, o campeonato de 1984/1985 foi marcado pela presença decisiva como MVP (Melhor Jogador) das finais por parte do experiente pivô do Los Angeles Kareem Abdul-Jabbar, então com 38 anos. Com ele e Magic, a equipe da California chegou ao titulo com 4 a 2 sobre o Boston nas finais. O Boston foi campeão em 1985/1986, mas diante do Houston Rockets, e o Los Angeles, sob a liderança de Magic Johnson, em 1986/1987 e 1987/1988,  sobre o Boston e o Detroit Pistons, respectivamente. As duas ultimas taças da década foram para Detroit. A equipe do técnico Chuck Daly, de Isiah Thomas e do armador Joe Dumars foi superior ao Los Angeles Lakers e ao Portland Trail Blazers nas decisoes de 1988/1989 e 1989/1990, respectivamente.

    A consagraçao maior daquela geração dos anos 80 e 90 chegaria em 1992, com a criação do Dream Team (Time dos Sonhos), a seleção dos Estados Unidos campeã olimpica em Barcelona, tido quase unanimemente como o melhor quinteto e a melhor coleção de talentos para o  basquete da história.  Magic Johnson, Michael Jordan, Charles Barkley, Karl Malone e Patrick Ewing geralmente começavam jogando.  Larry Bird, David Robinson, John Stockton, Scottie Pippen, Clyde Drexler, Chris Mullin e Christian Laettner completavam a relação dos 12 invencíveis, que ganharam o ouro ao arrasar a Croácia por 117 a 85 na decisão. No banco, Daly era o treinador.

  De acordo com o jornalista Jack McCallum, autor de livros sobre basquete, um deles a respeito do Dream Team, eles foram os Beatles do basquete. Assim como o conjunto inglês mudaria não apenas a música, mas o próprio comportamento da juventude, o Dream Team tornou a NBA uma liga global. Mas não apenas por causa do bi olimpico (em 1996, com uma equipe mais jovem),  a  década de 90   acabou se tornando a mais glamourosa da história da liga, mais até que os anos 80.

       Se o futebol conhecera seu Rei, Pelé, a partir do primeiro dos cinco títulos mundiais da seleção brasileira em 1958, quando o craque contava apenas 17 anos, o basquete americano e mundial  passaram a reverenciar a majestade das quadras a partir da virada de 1990 para 1991: Michael Jordan, principal artifice dos dois “threepeats” (tricampeonatos) do Chicago Bulls, de 1990/1991 a 1992/1993; e de 1995/1996 a 1997/1998.

    Do primeiro tri, além de Jordan, faziam parte, entre outros, Scottie Pippen, Horace Grant e John Paxson, autor dos três pontos decisivos nos 99 a 98 sobre o Phoenix Suns de Charles Barkley, e  em Phoenix, em 1997/1998. Fora de quadra, o comandante era o técnico Phil Jackson.  O tri do Chicago foi historicamente importante, porque anteriormente só dois times haviam ganho três campeonatos em sequência: o antigo Minneapolis Lakers, entre 1951/1952 e 1953/1954, e o Boston Celtics, que ultrapassou a marca, entre 1958/1959 e 1965/1966.

  Ainda naquela década, Hakeem Olajuwon, um pivô de 2,13m, liderou o Houston Rockets rumo ao bicampeonato em 1993/1994  e 1994/1995, neste contando com um importante apoio do ala-armador Clyde Drexler. O time de Houston não chegou a se tornar uma dinastia, porque depois de duas temporadas sem chegar à final, o Chicago Bulls retomou seu domínio nas quadras. Novamente liderado por Jordan, foi campeão em 1995/1996, diante do Seattle Supersonics, fechando uma campanha recorde de 72 vitorias e 10 derrotas, a melhor de todos os tempos. Depois em 1996/1997 e 1997/1998, se impôs numa luta particular com o Utah Jazz de Karl Malone, o Carteiro, e John Stockton.  Nos três titulos, o Chicago superou o ouro finalista por 4 a 2. Phil Jackson continuava a ser o técnico, e além de Jordan e Pippen, Dennis Rodman era o outro destaque do  time, que não mais foi campeão desde então.

    Quase no fim dos anos 90, outra equipe passaria a integrar a galeria dos campeões da liga: o San Antonio Spurs, do Texas, tendo Tim Duncan como MVP das finais de 1998/1999. Na virada da década e do século, em 1999/2000, o Los Angeles Lakers, que não erguia um troféu desde o bicampeonato em 1986/1987 e 1987/1988, contratou o treinador Phil Jackson - que fizera história no Chicago - e montou uma equipe cuja estrela era o pivó Shaquille O’Neal, mas tinha como promessa Kobe Bryant.    Em 2000/2001, com Shaquille como MVP (Melhor Jogador) das finais, o Los Angeles Lakers precisou de cinco partidas para se impor ao Philadelphia 76ers, fechando a série em 4 a 1. A temporada de 2001/2002 foi a consagracão  da última franquia tricampeã  da NBA até o momento. O time azul e roxo “varreu” - isto é, derrotou por 4 a 0 - o outro finalista, o New Jersey Nets. Novamente, Shaquille foi o MVP, no terceiro título seguido. Nessa mesma temporada, Michael Jordan voltou às quadras pelo Washington Wizards, porém sem ser a sombra do que fora antes.

   Após a campanha vitoriosa do time californiano, nunca mais houve um tricampeão na NBA, embora entre 2002/2003 e 2009/ 2010, o alvinegro San Antonio Spurs, do Texas, tenha ganho três troféus alternados, em 2002/2003, 2004/2005 e 2006/2007.   Não deixou de ser uma dinastia, com Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili e David Robinson, ressaltando que Duncan é das Ilhas Virgens Americanas, Parker é francês, e Ginobili, argentino. Juntos, Robinson e Duncan eram conhecidos como “Twin Towers”, isto é, “Torres Gêmeas”. Nas temporadas em que o San Antonio não foi venccedor, o Detroit Pistons de Chauncey Billups foi campeão de 2003/2004, e o Miami Heat festejou seu primeiro troféu Larry O’Brien em 2005/2006, sob a liderança de

Dwyane Wade.

  Na segunda metade da década, o Boston Celtics assegurou em 2007/2008 seu titulo mais recente, após ter duelado com o Los Angeles Lakers do astro Kobe Bryant. Paul Pierce, porém, foi eleito o MVP da série decisiva em que o Boston superou o rival por 4 a 2. Liderado por Kobe, então a maior estrela da NBA,  Los Angeles chegou ao bicampeonato em 2008/2009 e 2009/2010, ganhando respectivamente de Orlando Magic e Boston Celtics. Na temporada de 2010/2011, houve grande expectativa em torno da transferência de LeBron James do Cleveland Cavaliers para o Miami Heat, onde ele se juntou a Wade e a Chris Bosh. Apesar de dividir com Kobe o estrelato da liga, LeBron nunca havia sido campeão. Não seria dessa vez, porém. O alemão Dirk Nowitzki, do Dallas Mavericks, foi o MVP das finais, e o troféu foi para a equipe do Texas.  O que fora frustração na temporada anterior se transformou em sonho realizado para LeBron, Wade e Bosh. O Miami Heat foi bi em 2011/2012 e 2012/2013, superando respectivamente o Oklahoma City Thunder e o San Antonio Spurs. Foram as duas primeiras conquistas de LeBron. MVP de ambas as finais, ele calou os críticos que previam que ele passaria toda sua carreira na liga sem ser campeão sequer uma vez.   No campeonato seguinte, quando Miami chegava à final pela quarta vez seguida e brigava pelo tri, teve pela frente o tradicional San Antonio Spurs de Duncan, Ginobili e Parker, além de Tiago Splitter,  que se tornaria o primeiro brasileiro a ser  campeão da NBA. Na fase final, 4 a 1 para o San Antonio.

    




Um bilhão de amigos

      Embora o futebol seja o esporte número 1 do mundo, na preferência popular, é a liga americana profissional de basquete a líder nas redes sociais, com mais de 1 bilhão de ‘curtidas’ (marca alcançada em fevereiro de 2016) e com mais seguidores globais levando em conta as plataformas da liga, das equipes e dos atletas. De acordo com dados oficiais de abril de 2016, a NBA  bateu todos os recordes de audiência pelo segundo ano consecutivo, com quase 22 milhões de torcedores presentes em seus jogos na temporada regular 2015/2016, sem incluir os playoffs (21.972.129). Na temporada 2014/2015, haviam sido 21.926.548.

         A NBA se auto-define como uma empresa global de esportes e mídia construída ao redor de três ligas de esportes profissionais: a NBA, a WNBA (competição feminina) e a D-League (categoria de desenvolvimento). A liga se estabeleceu internacionalmente com a presença de escritórios em 13 mercados pelo mundo, jogos e programação transmitidos em 49 línguas para 215 países e territórios, e produtos oficiais da NBA à venda em mais de 125 mil lojas de 100 países em seis continentes.

            Além disso, estabeleceu novas marcas também no que diz respeito a redes sociais, engajamento digital e vendas no varejo. Na temporada 2015/2016, a média de público foi de 17.864 pessoas por partida, e a ocupação das arenas foi de 94%. Em 723 jogos, os ingressos foram totalmente esgotados. Foi a 12a temporada seguida, com publico de pelo menos 90% da capacidade total. Dados da recém-encerrada temporada de 2016/2017 ainda não foram divulgados.

             Na temporada 2014/2015, a liga contou com  101 jogadores internacionais de 37 países e territórios. Na esfera digital, mostrou sua força com o NBA.com, NBA Mobile e NBA TV. O Brasil foi um dos países com mais representantes na liga, no total de nove: Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão (Golden State Warriors), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Tiago Splitter (Atlanta Hawks), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers), Raulzinho Neto (Utah Jazz) e Nenê Hilário (Washington Wizards). Durante a temporada, Varejão, que havia iniciado no Cleveland Cavaliers, se mudou para o Golden State.

            Em 2016/2017, entre os jogadores que iniciaram a temporada, a NBA apresentou o recorde de 113 internacionais de 41 países e territórios. O  Brasil era o terceiro país com mais representantes com nove jogadores: Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns), Anderson Varejão (Golden State Warriors – hoje sem time), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Tiago Splitter (Atlanta Hawks – e depois no Philadelphia 76ers), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers – hoje sem time), Raulzinho Neto (Utah Jazz) e Nenê Hilário (Houston Rockets). Ao fim do campeonato, porém, apenas cinco continuavam oficialmente contratados: Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors); Cristiano Felício (Chicago Bulls); Nenê Hilário (Houston Rockets) e Raulzinho (Utah Jazz).

              Já a NBA TV exibiu os dois jogos de maior audiência na história nesta temporada (Warriors x Spurs no dia 10 de abril de 2016, com 2.561.000 pessoas, e Warriors x Spurs em 25 de janeiro, com 1.442.000 pessoas ). Com isso, o canal oficial da liga teve um aumento de publico de 345 mil pessoas (no confronto mais assistido), o que representa uma elevação de 19% em relação `a temporada passada. Os pacotes de jogos da liga  alcançaram os 26,7 milhões de espectadores e superaram o total de 1,2 bilhão de minutos assistidos. A quantidade de assinaturas do NBA League Pass  cresceu mais de  10% em 2015/2016, em novo recorde.     

             Nas redes sociais, a liga obteve novos recordes no Facebook, Instagram, Snapchat, Twitter, Vine e Youtube. Foram 30,1 bilhões de impressões, num aumento de 25% (para 2014/2015) e 4,2 bilhões de videos assistidos, numa elevação de 86%. Já a NBA Digital, que inclui o site NBA.com e o aplicativo da liga, apresentou um recorde histórico na temporada regular e nos playoffs de 2015-2016:  11,5 bilhões de vídeos assistidos.  Com 75 milhões de seguidores, LeBron James é o jogador da NBA cuja carreira é mais acompanhada nas redes sociais. Esse número é o somatório de seus perfis em Facebook (22,5 milhões), Twitter (31,2 milhões) e Instagram (21,2 milhões).

      No que diz respeito à venda de camisetas com seus nome e número, o primeiro da lista segue sendo Stephen Curry, do Golden State, MVP (Jogador mais importante) das temporadas 2014/2015 e 2015/2016. Desde 2014/2015, ele ocupa tal posição, à frente de LeBron James (Cleveland Cavaliers), tricampeão da liga;  Kevin Durant (também do Golden State Warriors), o MVP das finais de 2016/2017; Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder), MVP da temporada regular; e Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers).

          Talentos de sobra no masculino e na WNBA, a liga americana feminina profissional, lotaram as quadras de basquete nos Jogos Olímpicos Rio-2016, em agosto do ano passado. No megaevento, a liga americana obteve  um recorde de 46 jogadores, superando a marca anterior de 41 atletas em Londres-2012. Já a WNBA apresentou 26, ultrapassando as 22 de Sydney-2000.

   Ao todo, 23 equipes da NBA estiveram representadas por atletas em suas seleções, com o San Antonio Spurs encabeçando essa lista com cinco atletas. O Utah Jazz teve quatro nomes, enquanto que Chicago Bulls, Dallas Mavericks, Golden State Warriors, New York Knicks e Toronto Raptors, três cada. Brooklyn Nets, Denver Nuggets, Detroit Pistons, Los Angeles Lakers, Oklahoma City Thunder e Philadelphia 76ers tiveram dois jogadores cada.

     Abaixo dos EUA, tricampeões olímpicos - 2008, 2012 e 2016 -, a Espanha inscreveu o maior número de atletas da NBA: sete. Austrália, Brasil e França apresentaram cinco cada, e a Argentina, quatro. Dez dos 12 países que participaram do torneio tinham ao menos um jogador da NBA. No caso do feminino, foram  11  times da WNBA representados em seleções do torneio olímpico. O Phoenix Mercury liderou com seis jogadoras, e o Minnesota Lynx teve cinco. Chicago Sky e Seattle Storm contaram com três, cada, enquanto que o Atlanta Dream e o Indiana Fever tiveram duas atletas cada um. Abaixo dos Estados Unidos, Austrália e Brasil tiveram o maior número de jogadoras da WNBA, com três, cada. Sérvia e Espanha aparecem com dois nomes.     Outros 40 ex-jogadores da NBA e da WNBA também participaram dos eventos olimpicos, incluindo sete australianos e seis brasileiros. As seleções feminina e masculina dos EUA levaram as medalhas de ouro nos Jogos do Brasil.

          Meses antes, em abril de 2016, a NBA anunciara  oficialmente, após reunião de seu Conselho de Proprietários das franquias, isto é, das equipes, que a partir da temporada de 2017/2018, as camisas dos times passarão a expor as logomarcas de seus patrocinadores, sempre do lado esquerdo do peito  e em tamanho padrão de 6,35cm x 6,35cm. Tal alteração vai coincidir com a mudança no fornecedor dos uniformes de todos os times (de Adidas para a Nike). A nova fornecedora vai pôr seu logotipo sempre do lado direito das camisetas.  O Conselho aprovou a utilização das logomarcas como parte de um projeto inicial de três anos.  Um teste já havia sido feito no All-Star Game (Jogo das Estrelas) de fevereiro de 2016, em Toronto, onde as camisetas das seleções do Leste e do Oeste estamparam a logomarca da montadora de automóveis coreana Kia.

                A NBA será a primeira das quatro grandes ligas do esporte americano a permitir a veiculação de logotipos de patrocinadores em seus uniformes, e por isso, resta saber qual será a reação dos torcedores.  Embora os EUA sejam a terra onde melhor se desenvolve o marketing esportivo;  os atletas da liga de basquete (e das demais) sejam garotos-propaganda dos mais diversos produtos; eventos como o Superbowl (futebol americano) e as séries decisivas de basquete, hóquei e beisebol sejam oportunidades para se divulgar milionárias campanhas  publicitárias, os uniformes de jogo sempre foram preservados, como se a eventual exposição de uma logomarca os contaminasse. Ao contrário da NBA, que a proibia, a WNBA já autorizava a publicidade nos uniformes dos times desde 2009.

             Próxima do público não apenas por meio dos jogos propriamente ditos, das transmissões pela TV e das redes sociais, a NBA vem se mantendo atenta a temas como a responsabilidade social. Por isso, mantém o  ‘NBA Cares’ (algo como NBA cuida ou se preocupa). Por meio do projeto,  trabalha ao lado de ONGs reconhecidas internacionalmente que apoiem as causas infantis e o desenvolvimento da educação, da juventude e da família, além de iniciativas saudáveis. Durante a temporada 2015/2016, a iniciativa alcançou o total de 1.040 espaços em 27 países. De acordo com o balanço feito pelo próprio programa, atletas e demais voluntários já deram mais de 3,7 milhões de horas de trabalho pelo NBA Cares. Além disso, a liga vem utilizando os valores e as regras do basquete para motivar mais de 12 milhões de jovens anualmente. Outra importante iniciativa é o “Basketball without Borders (Basquete sem fronteiras)”, que em 2015 teve 39 camps em 24 cidades de 20 países nos cinco continentes, com a participação de 37 responsáveis pelos camps que foram escolhidos pela liga.

Basquete no Brasil

A história do basquete no país começa curiosamente, no ano de 1894, o mesmo em que Charles Miller, brasileiro filho de ingleses, trouxe para o Brasil o futebol como um esporte de competição. O introdutor do esporte das cestas foi Augusto Shaw, americano nascido na cidade de Clayville, região de Nova York, que em 1892 se graduou na famosa Universidade de Yale, onde teve o primeiro contato com a modalidade. Em 1894, ao vir para o Brasil dar aulas no Mackenzie College, em São Paulo,  trouxe uma bola de basquete, esporte criado em 1891, em Springfield, Massachussets (EUA),  pelo professor e pastor canadense James Naismith. Em São Paulo, a nova modalidade foi apresentada e aprovada imediatamente pelas mulheres, o que dificultou sua aceitação pelos homens.

   Entretanto, aos poucos,  Shaw foi convencendo seus alunos de que o basquete não era um jogo de mulheres. Quebrada a resistência, ele formou a primeira equipe do Mackenzie College, ainda em 1896. O professor morou no país até 1914 e chegou a assistir o começo da difusão da modalidade no Brasil, antes de morrer em 1939 nos EUA.

   No caso brasileiro, muito da difusão do esporte das cestas deveu-se ao empenho de dois professores:  Oscar Thompson, da Escola Nacional de São Paulo, e Henry J. Sims, então diretor de Educação Física da Associação Cristã de Moços (ACM), do Rio. Assim, em 1912, num  ginásio da Rua da Quitanda nº 47, no Centro do Rio,

Foram disputados os primeiros torneios desse esporte no país. No ano seguinte, depois de uma visita da seleção chilena ao Rio, alguns atletas daquele país, que eram integrantes da ACM de Santiago, passaram a frequentar o ginásio da Rua da Quitanda, até que um deles, Henry Sims, conseguiu introduzir o basquete no América Football Club, o primeiro da cidade a praticá-lo.  Curiosamente, apenas em 1915 as regras do esporte foram traduzidas para o português. Naquele mesmo ano, a ACM promoveu o primeiro torneio da América do Sul, reunindo seis times. Com o sucesso da iniciativa, a Liga Metropolitana de Sports Athléticos, então responsável pelos esportes terrestres no Rio de Janeiro, adotou  o basquete em 1916. No primeiro campeonato da Liga, em 1919, o vencedor foi o Flamengo.

    A seleção brasileira competiu pela primeira vez em 1922, nos Jogos Latino-Americanos comemorativos ao Centenário da Independência do Brasil, num triangular com Argentina e Uruguai. O Brasil sagrou-se campeão, sob a direção de Fred Brown. Em 1930, com a participação do Brasil, foi realizado em Montevidéu, o primeiro Sul-Americano. Três anos mais tarde, com a adoção do profissionalismo no futebol - por decreto do então presidente Getúlio Vargas -, houve uma cisão no esporte nacional e foram fundadas entidades nacionais especializadas dos vários desportos. Nasceu assim a Federação Brasileira de Basketball, fundada a 25 de dezembro de 1933, no Rio. Em assembléia aprovada dia 26 de dezembro de 1941, passou ao nome atual, Confederação Brasileira de Basketball, a CBB.

   O ano de 2008 significou um divisor de águas na história do basquete brasileiro, com a criação, por 18 clubes de  oito estados e do Distrito Federal, da Liga Nacional de  Basquete (LNB). A liga promove o Novo Basquete Brasil (NBB), torneio considerado o de melhor gestão desta modalidade no país. O ousado objetivo é o de retomar o segundo lugar na preferência do público - atrás do futebol - posto atualmente ocupado pelo vôlei.

     Além do NBB, a LNB organiza mais duas competições: a Liga Ouro, que foi criada em 2013 como uma divisão de acesso ao NBB; e a LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), competição nacional de clubes sub-22, organizada desde 2011, em parceria com o Ministério do Esporte.

      O NBB chegou para substituir o antigo Campeonato Brasileiro, que até 2008 era organizado pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB).     Desde então, à semelhança do que ocorre noutros países - como os EUA - a confederação nacional cuida das seleções que vão representar o país em competições internacionais, e os torneios nacionais ficam a cargo dos clubes, organizados em ligas. O NBB é reconhecido pela CBB.  A primeira edição do NBB teve início em agosto de 2008, terminando em julho do ano seguinte, com a conquista do Flamengo.

    Nas edições de 2010, 2011 e 2012, o Brasília foi tricampeão. Entre 2013 e 2016, a festa foi do rubro-negro carioca. As finais de 2017 reuniram duas equipes paulistas, Paulistano e Bauru, que fechou a série decisiva em 3 a 2, de virada, depois de ter estado perdendo por 2 a 0.  

Foi a primeira vez em que uma equipe diferente de Flamengo e Brasília ergueu o troféu.

   Antes do surgimento do NBB, o Campeonato Brasileiro foi promovido pela CBB entre 1990 e 2008. Nesse período, Franca foi campeã por seis vezes, o recorde. Antes, entre 1965 e 1989, a competição nacional era a Taça Brasil, cujo recordista de conquistas foi o Sírio, com sete.



Diretório de campeões da NBA

O Golden State Warrios é o atual campeão da NBA. Abaixo, todos os vencedores de todas as temporadas:

 

Times ……………………..Total ………………………...Anos*

 

Boston Celtics ……….17……………………………….1957195919601961,1962196319641965,1966196819691974,1976198119841986,2008

Minneapolis/Los Angeles Lakers…..16…………………………1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1972, 1980, 1982, 1985, 1987, 1988, 2000, 2001, 2002, 2009, 2010

 

Chicago Bulls…………………...6……………………………..1991, 1992, 1993, 1996, 1997, 1998

San Antonio Spurs……………..5……………………………1999, 2003, 2005, 2007, 2014

Philadelphia/San Francisco/Golden State Warriors………...5……………1947, 1956, 1975, 2015, 2017

Syracuse Nationals/Philadelphia 76ers………………...3…………... 1955, 1967, 1983

Detroit Pistons……………………………………….3…………...1989, 1990, 2004

Miami Heat…………………………………….3………………...2006, 2012, 2013

New York Knicks…………………………….2………………….1970, 1973

Houston Rockets…………………………….2………………….1994, 1995

Baltimore/Washington Bullets/Washington Wizards…………..1……………………….1978

Saint Louis/Atlanta Hawks……………………………………...1………………………..1958

Seattle Supersonics/Oklahoma City Thunder………………….1………………………..1979

Portland Trail Blazers…………………………………………...1………………………….1977

Dallas Mavericks……………………………………………...1…………………………..2011

Milwaukee Bucks……………………………………………..1…………………………...1971

Rochester/Cincinnati Royals/Kansas City/Sacramento…...………………………………..1………………………….1951

Baltimore Bullets…………………………………...1…………………………..1948

Cleveland Cavaliers………………………………...1…………………………..2016

 

*Anos em que as temporadas foram decididas, lembrando que estas se iniciam sempre no ano anterior.

 

Diretórios de times da NBA

A temporada 2017/2018 vai começar a 17 de outubro, indo no máximo ate 11 de abril

  1. Conferencia Leste

 

Boston Celtics

Divisão: Atlântico; fundação: 6 de junho de 1946; história: Mantém o nome atual desde a fundação; arena: TD Garden; cidade: Boston, Massachussets; cores: verde, branca e preta.

 

Brooklyn Nets

Divisão: Atlântico; fundação: 1967, tendo se filiado à NBA em 1976; história:Teve várias denominações, como New Jersey Americans, New York Nets e New Jersey Nets, esta a partir de 1977 até 2012, quando passou a se chamar Brooklyn; arena: Barclays Center; cidade: Brooklyn, Nova York; cores: branca e preta

 

New York Knicks

Divisão: Atlântico; fundação: 1946; história: Manteve sua denominação desde a criação; arena: Madison Square Garden; cidade: Nova York; cores: azul, laranja, prata, preta e branca.

 

Philadelphia 76ers

Divisão: Atlantico; fundação: 1946, como Syracuse Nationals; história adotou o nome atual em 1963; arena: Wells Fargo Center; cidade: Philadelphia, Pensylvania; cores: vermelha, azul e branca.

 

Toronto Raptors

Divisão: Atlântico; fundação: 1995; história: Mesmo nome desde sua criação; arena: Air Canada Centre; cidade: Toronto, Canadá; cores: vermelha, prata, preta, dourada e branca

 

Chicago Bulls

Divisão: Central; fundação: 16 de janeiro de 1966; história: o mesmo nome desde a fundação; arena: United Center; cidade: Chicago, Illinois; cores: vermelha, preta e branca.



Cleveland Cavaliers

Divisão: Central; fundação: 1970; história: Mesmo nome desde sua criação;  arena: Quicken Loans; cidade: Cleveland, Ohio; cores: vinho, dourada, azul e branca



Detroit Pistons

Divisão: Central; fundação: 1941; história: tem a atual denominação desde 1957. Antes se chamou Fort Wayne Zollner e Fort Wayne Pistons; arena: The Palace of Auburn Hills; cidade: Auburn Hills, Michigan; cores vermelha, azul, azul marinho e branca



Indiana Pacers

Divisão  Central; fundação: 1967; história: mesmo nome desde então; arena: Bankers Life Fieldouse; cidade Indianápolis; cores: amarela, azul, cinza e branca



Milwaukee Bucks

Divisão  Central; fundação: 1968; história: sempre teve o atual nome; arena: BMO Harris Bradley Center; cidade Milwaukee; cores: Verde, creme, azul, preta e branca



Atlanta Hawks

Divisão Sudeste; fundação: 1946; história: Inicialmente, até 1951,  se chamou Tri-Cities Blackhawks. Depois, até 1955, atuou com o nome de Milwaukee Hawks. Teve a denominação de Saint Louis Hawks até 1968, quando adotou o nome atual; arena: Philips Arena; cidade: Atlanta; cores: vermelho, amarelo, preta e branca

 

Charlotte Hornets

Divisão: Sudeste; fundação: 1988; história: Foi o Charlotte Hornets de 1988 a 2002. Voltou às atividades em 2004, com o nome Charlotte Bobcats. Em 2014, tornou a se chamar Charlotte Hornets; arena: Time Warner Cable Arena; cidade Charlotte; cores púrpura, azul, cinza e branca



Miami Heat

Divisão Sudeste; fundação: 1988; história: mesma denominação desde sua criação; arena: American Airlines Arena; cidade Miami; cores vermelha, amarela, preta e branca…

 

Orlando Magic

Divisão Sudeste; fundação: 1989; história: manteve o nome desde o início; arena: Amway Center; cidade: Orlando; cores: azul, prata, preta e branca



Washington Wizards

Divisão Sudeste; fundação: 1961; história: Tem o nome atual desde 1997. Antes, foi criado como Chicago Packers, em 1961. No ano seguinte, passou a se chamar Chicago Zephrys. De 1963 a 1973, adotou a denominação de Baltimore Bullets. Em 1973, jogou como Capital Bullets, e depois como Washington Bullets, entre 1974 e 1997 ; arena: Verizon Center; cidade Washington; cores: azul marinho, vermelha, prata e branca

 

  1. Conferencia Oeste



Denver Nuggets

Divisão: Noroeste; fundação: 1967; história: De 1967 a 1974, foi o Denver Rockets. Tem a atual denominação desde então; arena: Pepsi Center; cidade  Denver; cores: azul claro, amarelo ouro, azul marinho e branca

 

Minnesota Timberwolves

Divisão: Noroeste; fundação: 1989; história: mesma denominação desde a fundação; arena: Target Center; cidade: Minneapolis; cores: azul, verde, prata, preta e branca



Oklahoma City Thunder

Divisão Noroeste; fundação: 1967; história: Teve a denominação de Seattle SuperSonics de 1967 a 2008, quando passou a  chamar-se Oklahoma City Thunder; arena: Cheasapeake Energy Arena; cidade Oklahoma; cores: azul claro, amarela, vermelha e azul  escuro



Portland Trail Blazers

Divisão: Noroeste; fundação: 1970; história: mesmo nome desde sua criação; arena: Moda Center; cidade: Portland; cores: vermelha, prata, preta e branca

 

Utah Jazz

Divisão: Noroeste; fundação: 1974; história: Entre 1974 e 1979, se chamava New Orleans Jazz. Desde 1979, tem a atual denominação; arena: Vivint Smart Home Arena; cidade: Salt Lake City; cores azul, amarela, verde e cinza



Golden State Warriors

Divisão: Pacífico; fundação: 1946; história: Foi o Philadelphia Warriors até 1962, quando se tornou o San Francisco Warriors até 1971, a partir de quando passou a ter a denominação atual         ; arena: Oracle Arena; cidade: Oakland; cores: azul, amaelo ouro, cinza escuro e branca…



Los Angeles Clippers

Divisão: Pacífico; fundação: 1970; história: Foi o Buffalo Braves de 1970 até 1978, depois, em 1978, passou a chamar-se San Diego Clippers. Desde 1984, tem o nome atual; arena: Staples Center; cidade: Los Angeles; cores: vermelha, azul, preta, cinza e branca

 

Los Angeles Lakers

Divisão: Pacífico; fundação: 1947; história: Entre 1947 e 1960, tinha o nome de Minneapolis Lakers. Adotou a denominação atual em 1960; arena: Staples Center; cidade: Los Angeles; cores: dourada, roxa, preta e branca



Phoenix Suns

Divisão: Pacífico; fundação: 1968; história: sempre teve o nome atual; arena: Talking Stick Resort Arena; cidade: Phoenix; cores: roxa, laranja, preta, cinza e branca

 

Sacramento Kings

Divisão: Pacífico; fundação: 1948; história: Rochester Royals, entre 1948 e 1957. Depois, Cincinnati Royals, até 1972. Daí até 1975, Kansas City-Omaha Kings. De 1975 a 1985, Kansas City King. Desde 1985, tem a atual denominação; arena: Sleep Train Arena; cidade: Sacramento; cores: roxa, prata, preta e branca

 

Dallas Mavericks

Divisão: Sudoeste; fundação: 1980; história: mantém a denominação desde sua criação; arena: American Airlines Center; cidade: Dallas; cores: azul, prata, preta, azul marinho e branca






Houston Rockets

Divisão: Sudoeste; fundação: 1967; história: iniciou suas atividades como San Diego Rockets, e foi assim até 1971, quando passou a usar o nome atual; arena: Toyota Center; cidade: Houston; cores: vermelha, prata, preta e amarela

 

Memphis Grizzlies

Divisão: Sudoeste; fundação: 1995; história: começou no Canadá como Vancouver Grizzlies, e em 2001 se mudou para Memphis; arena: FedEx Forum; cidade: Memphis; cores: azul (diferentes tons) e dourada

 

New Orleans Pellicans

Divisão : Sudoeste; fundação: 2002; história: manteve o nome de New Orleans Hornets até 2005, quando passou a se chamar New Orleans/Oklahoma City Hornets, antes de em 2007, voltar a usar apenas o nome de New Orleans; em 2013, mudou seu nome para New Orleans Pellicans; arena: Smoothie King Center; cidade: New Orleans; cores: azul marinho, dourada, vermelha e branca

 

San Antonio Spurs

Divisão: Sudoeste; fundação: 1967; história: seu primeiro nome foi Dallas Chaparrals, de 1967 a 1970 e de 1971 a 1973; entre 1970 e 1971, se chamou Texas Chaparralos; e desde 1973, tem a atual denominação; arena: AT&T Center; cidade: San Antonio; cores: prata, preta e branca





*Apêndice 2: 

Cursos gratuitos da Faetec têm 16 mil vagas

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, através da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), oferece a partir desta terça-feira, dia 12, a última oportunidade para ingressar nos cursos gratuitos de Qualificação Profissional no ano. Ao todo, serão ofertadas 16.401 vagas em 87 opções de formação diferentes.

 As inscrições devem ser feitas somente através do site (www.faetec.rj.gov.br) e o prazo vai até o dia 24 de setembro. Os cursos nesta 4ª rodada de 2017 terão duração de 10 semanas e serão ofertados em mais de 60 unidades da Faetec, com opções que buscam capacitar profissionais em diversos setores da economia.

 Pensando nas oportunidades de trabalho que surgem com a alta temporada, os destaques são as qualificações nas áreas de Turismo, Gastronomia, Hospitalidade e Lazer, como Agente de Informações Turísticas, Camareira em Meios de Hospedagem, Garçom, Auxiliar de Cozinha, Bartender, entre outros.

Serviço:

Inscrições: 12 a 24 de setembro

Sorteio: 25 de setembro

Resultado: 25 de setembro

Matrícula dos candidatos sorteados: 26 a 29 de setembro

Início das aulas: 09 de outubro

 

 

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Trabalhar na Globo?

Em sua 20ª edição, o Programa Estagiar mais uma vez convida universitários e estudantes de nível técnico a fazerem história junto com a Globo. Estão abertas inscrições para vagas de estágio em áreas como jornalismo, tecnologia, esporte, engenharia, administração, entre outras. Para alunos de nível superior – com previsão de formatura entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019 – e técnico – formandos de dezembro de 2016 a dezembro de 2018 – são mais de 150 oportunidades distribuídas nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, onde estão localizadas as cinco emissoras da Globo.

As inscrições para o programa estão abertas até o dia 28 de setembro de 2017 pelo site www.vempraglobo.com.br/estagiar. No primeiro momento, os candidatos devem completar etapa inicial online, com avaliação de competências e redação, além de uma entrevista em vídeo. Passada a fase virtual, os talentos participam de dinâmica com gestores e entrevistas individuais.

O Estagiar oferece para estudantes de nível superior e técnico a oportunidade de aprofundar conhecimentos e de atuar na área de formação em uma das maiores empresas de comunicação do mundo. Há 20 anos, o programa forma talentos que estão na frente e atrás das telas da Globo, fazendo a programação que chega diariamente à casa de milhões de pessoas.

Vestibular com cotas

O Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro – Cederj iniciou no último dia 11 o período para as isenções e cotas  do Vestibular Cederj 2018.1. Os interessados  tem até o dia 22/09 para requerer a gratuidade na inscrição, amparados pela Lei Estadual de cotas (5.346/2008) e a de ação afirmativa Federal (12.711/2012). As inscrições no Vestibular Cederj serão abertas em breve!

Para ser beneficiado com a isenção, o candidato precisa preencher o requerimento de Pré-Inscrição e enviar a documentação exigida digitalizada em uma das seguintes extensões: *PDF, *JPEG/JPG ou *PNG, conforme orientações que constam no edital. A isenção da taxa será concedida mediante avaliação financeira do candidato. O resultado da análise das solicitações será publicado neste site no dia 26/10.

As vagas oferecidas  para cotistas são apenas para os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas, Licenciatura em Geografia, Licenciatura em Pedagogia, Licenciatura em Química oferecidos pela UERJ e pela UENF. E para pré inscrição de cotas de ações afirmativas cursos de graduação em  Administração, Administração Pública, Engenharia de Produção, Ciências Biológicas, Licenciatura em Física,   Licenciatura em História, Licenciatura em Letras, Licenciatura  Matemática, Licenciatura em Pedagogia, Licenciatura em Química, Licenciatura em Turismo, Tecnologia em Sistemas da Computação, Tecnologia em Segurança Pública, Tecnologia em Gestão de Turismo, das demais instituições públicas consorciadas, Cefet, Uerj, UFF, UFRJ, Unirio, Uenf e Rural.

Todos os cursos terão início no primeiro semestre letivo de 2018.

Vestibular Cederj 2018/1

Em breve, estarão abertas as inscrições para o Vestibular Cederj 2018/1. Os interessados poderão concorrer às vagas nas seguintes graduações: Administração, Administração Pública, Engenharia de Produção; Tecnólogos em: Gestão de Turismo, Segurança Pública e Sistemas de Computação; e Licenciaturas em: Ciências Biológicas, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia, Química e Turismo. Com previsão de início no primeiro semestre de 2018, as aulas de todas as graduações serão na modalidade a distância, em regime semipresencial.

Sobre o Cederj
O Consórcio Cederj pertence à Fundação Cecierj, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, conta com mais de 40 mil alunos matriculados em 15 cursos de graduação a distância. O Consórcio disponibilizará vagas nos 32 polos regionais, localizados em Angra dos Reis, Barra do Piraí, Belford Roxo, Bom Jesus do Itabapoana, Campo Grande, Cantagalo, Duque de Caxias, Itaguaí, Itaocara, Itaperuna, Macaé, Magé e Miguel Pereira. Além de Natividade, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Piraí, Resende, Rio Bonito, Rio das Flores, Rocinha, Santa Maria Madalena, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana, São Gonçalo, São Pedro da Aldeia, Saquarema, Três Rios e Volta Redonda.

 

 

 

Empregos para deficientes

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Trabalho e Renda, e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) promovem o Circuito Fluminense de Inclusão da Pessoa com Deficiência até 28 de setembro com ações na capital e em municípios do Rio de Janeiro, para atender pessoas com deficiência e reabilitados pelo INSS. Dados recentes mostram que o estado conta com mais de 85 mil vagas para deficientes e reabilitados. Desse total, apenas 28,9 mil foram preenchidas – o equivalente a 34%. Isso quer dizer que mais da metade das oportunidades de emprego, 66%, continuam abertas.
  
Serviço
 
Circuito Fluminense
 
 São Gonçalo
 
Local: SEST/SENAT de São Gonçalo (Rodovia Amaral Peixoto, Km 07, Tribobó,
São Gonçalo)
 
Horário: das 10h às 16h
 
21/09 – Duque de Caxias
 
Local: Quadra da GRES Acadêmicos do Grande Rio (Rua Almirante Barroso, 5, Centro de Caxias)
 
Horário: das 10h às 16h
 
22/09 – Catedral Metropolitana do Rio
 
Local: Av. Chile, 245 - Centro, Rio de Janeiro
 
Horário: das 10h às 16h
 
28/09 – Rio de Janeiro
 
Local: Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela (Rua Clara Nunes, 81, Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro)
 
Horário: das 10h às 16h

Curso de Mecânica na Baixada

O Detran Presente vai levar conhecimento para os moradores de Belford Roxo e dos municípios vizinhos da Baixada Fluminense neste sábado (16.09). Durante o mutirão, será oferecido o curso gratuito de mecânica “Oficina para todos”. As aulas ensinam técnicas de como manter os veículos em bom estado, noções de funcionamento e mecânica dos carros. A 16ª edição do Detran Presente será realizada no Centro Educacional Líbano Brasileiro (Avenida Joaquim da Costa Lima, nº6.402 – Wona), das 9h às 16h.

Estão disponíveis 30 vagas para o curso, e as inscrições já estão abertas no site (www.detran.rj.gov.br). Para participar, os candidatos não poderão estar com a CNH suspensa, cassada ou fora da validade. O curso terá duração de três horas: duas de aula teórica e uma prática – e será ministrado das 10h às 13h. Nos últimos quatro meses, o curso já formou 150 cidadãos que saíram do Detran Presente com seus certificados em mãos. 

 Além do curso de mecânica, o Detran Presente também conta com outros inúmeros serviços, como a emissão de primeira e segunda vias de carteira de identidade, a renovação da Carteira Nacional de Habilitação, a vistoria anual dos veículos, o licenciamento anual sem vistoria, a abertura de recursos contra multas e processo de suspensão. Durante o evento, de acordo com a demanda para os serviços prestados sem agendamento, poderá haver distribuição de senhas para atendimento.  Confira a lista completa dos serviços que serão oferecidos no www.detran.rj.gov.br.

 

NBA ao som do Rock in Rio

A NBA anunciou nesta quinta-feira que os fãs da bola laranja terão um espaço reservado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro no festival mais aguardados do ano, o Rock in Rio. A NBA Fan Zone estará dentro da Game XP, nova área que vai ocupar duas das arenas olímpicas e estará integrada à Cidade do Rock. A experiência estará disponível para o público do evento, nos dias 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de setembro, no Parque Olímpico da Barra.

- É uma experiência nova para a NBA. O esporte e a música sempre andaram juntos e a NBA é marcada pelo ritmo, por estilos, por tendências, é uma liga embalada por uma sonoridade muito especial. Essa combinação basquete e Rock in Rio vai oferecer aos nossos fãs algo bastante diferente do que eles estão acostumados a vivenciar. Estamos sempre inovando, buscando novas maneiras de comunicar com o público e estar dentro do Rock in Rio será simplesmente incrível - comentou Arnon de Mello Neto, vice-presidente da NBA para a América Latina.

Na  Fan Zone, haverá uma série de atividades que combinam esporte e tecnologia. O espaço ocupará uma área de 1.000 m2 em uma das arenas, de 14h às 21h. São esperadas 700 mil pessoas durante o festival. Algumas atrações são a exposição de camisas e memorabilia (itens raros e históricos, como bolas e tênis autografados pelos astros da liga), a chance de vivenciar a realidade virtual, visitar a loja da NBA, com produtos oficiais e licenciados, além de ver e fotografar o Troféu Larry O’Brien (entregue aos campeões).

 

 

Outra novidade é a ‘Cisco Telepresence’, uma oportunidade para os fãs participarem de bate-papos em tempo real, por meio de videoconferência, com jogadores da NBA. Fora da arena, na Experience Bay, uma quadra receberá convidados, atletas e o público, que poderá participar de desafios e brincadeiras. Grafite, arte, dança e outras surpresas também estão previstas. O Rio in Rio soma tem 17 edições, 101 dias e 1.604 atrações musicais.

 -Ter a NBA na primeira edição da Game XP só reforça a grandiosidade deste projeto que chega para ficar na Cidade do Rio de Janeiro. É um orgulho associar o gigante da música e do entretenimento à principal liga de basquete do mundo. Marcas que sonham e trabalham de forma integrada sempre pensando em levar o melhor conteúdo para o público. Aqui, certamente a experiência será em dose dupla - afirmou Roberta Coelho, diretora de novos negócios do Rock in Rio.

O escritório da NBA no país, foi inaugurado no Rio há cinco anos. Desde então,  o Brasil vem recebendo eventos (NBA House Rio, NBA Global Games, Basketball Without Borders, jr. nba, NBA 3X, NBA Cares, jr. nba League, NBA Finals, NBA Fan Zone, Americas Team Camp e outros), firmando parcerias e expandindo acordos de mídia para promover o esporte. Na última temporada, foram mais de 300 partidas transmitidas ao vivo pelos canais ESPN e SporTV, além da exibição de compactos de jogos das finais pela TV Globo. Entre os jogadores que iniciaram a temporada 2016-2017, um recorde de 113 atletas internacionais de 41 países e territórios, sendo que o Brasil foi um dos países com maior presença na liga, com nove jogadores.

A NBA é uma empresa global de esportes e mídia construída ao redor de três ligas de esportes profissionais: a NBA, a WNBA (liga feminina) e a D-League (liga de desenvolvimento da NBA). A liga se estabeleceu internacionalmente com escritórios em 13 mercados pelo mundo, jogos e programação em 215 países e territórios em 49 línguas, e produtos oficiais da NBA à venda em mais de 125 mil lojas de 100 países em seis continentes, entre elas a NBA Store Rio, primeira loja física da América Latina, inaugurada há um ano, no BarraShopping (RJ).

O perfil brasileiro da NBA nas redes sociais: Facebook.com/NBABrasil, Instagram.com/NBABrasil e Twitter.com/NBABrasil

 

Estudar de graça na Faetec

A Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, através da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), oferece a partir desta terça-feira, dia 12, a última oportunidade para ingressar nos cursos gratuitos de Qualificação Profissional no ano. Ao todo, serão ofertadas 16.401 vagas em 87 opções de formação diferentes.


As inscrições devem ser feitas somente através do site (www.faetec.rj.gov.br) e o prazo vai até o dia 24 de setembro. Os cursos nesta 4ª rodada de 2017 terão duração de 10 semanas e serão ofertados em mais de 60 unidades da Faetec, com opções que buscam capacitar profissionais em diversos setores da economia.

 
Pensando nas oportunidades de trabalho que surgem com a alta temporada, os destaques são as qualificações nas áreas de Turismo, Gastronomia, Hospitalidade e Lazer, como Agente de Informações Turísticas, Camareira em Meios de Hospedagem, Garçom, Auxiliar de Cozinha, Bartender, entre outros.

 
– Os cursos profissionalizantes da Faetec são ótimos para quem precisa de uma qualificação rápida e de qualidade, pois aumentarão as chances do profissional arrumar um emprego de início imediato durante a alta estação. Nesta rodada, por exemplo, o aluno vai concluir o curso no período de boom de vagas temporárias – diz o secretário de estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Gustavo Tutuca.


As vagas serão ocupadas por meio de sorteio. Para se inscrever, os candidatos devem ter a idade mínima que varia de 15 a 18 anos, de acordo com a exigência de cada curso. A escolaridade difere também e o Ensino Fundamental Incompleto pode ser o requisito em determinados casos. Na página oficial, será possível verificar os cursos e as unidades disponíveis.

 
– As chances são destinadas a qualquer pessoa que deseje estudar na Faetec, independente de ter ou não se registrado no último período de inscrições. Os interessados poderão escolher até dois cursos diferentes por CPF – recomenda o presidente da Fundação, Miguel Badenes.


O sorteio público das vagas será realizado no dia 25 de setembro, a partir das 10 horas, e a listagem completa publicada em seguida no site da instituição. Após a publicação, os candidatos sorteados terão entre os dias 26 e 29 deste mês para efetivar a matrícula. As aulas começam dia 9 de outubro.

 


Serviço:


Inscrições: 12 a 24 de setembro

Sorteio: 25 de setembro

Resultado: 25 de setembro

Matrícula dos candidatos sorteados: 26 a 29 de setembro

Início das aulas: 09 de outubro

 



Bonde na Independência

A Secretaria de Estado de Transportes informa que o sistema de Bondes de Santa Teresa funcionará, em caráter excepcional, nesta quinta-feira (07/09) - feriado da Independência, e no próximo domingo (10/09), das 11h às 16h30. As saídas acontecerão a cada 30 minutos, a fim de atender a moradores e visitantes do bairro. Na sexta (08/09) e no sábado (09/09), o funcionamento será normal.

Para usar o sistema, é cobrada a tarifa de R$ 20. Moradores de Santa Teresa (previamente cadastrados), estudantes da rede pública uniformizados e com o cartão escolar, pessoas acima de 65 anos e portadores do Vale Social têm gratuidade garantida. O bonde funciona das 8h às 17h30, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 17h30 aos sábados, entre os largos da Carioca e dos Guimarães. 

A sociologia entra em campo


        Tal   violência entre as torcidas é alvo dos estudos de sociólogos especializados no Esporte, como o carioca Maurício Murad, autor de vários trabalhos sobre o tema, ao longo de 26 anos de pesquisas.   Professor universitário e autor do livro “Para entender a violência no futebol”, Murad garante ser o Brasil o país onde mais morrem torcedores em função das brigas.

        “Existe uma cultura de violência. Ela é generalizada, mas no caso brasileiro, ela é mais aguda. O Brasil é o campeão do número de mortes de torcedores por conflitos em torcidas organizadas. Nos dois últimos anos, 3% dos delitos no âmbito do futebol, como racismo, xenofobia, machismo, agressão, mutilação e morte, foram punidos. No caso brasileiro, isso (cultura machista e da violência) é mais agudo e alimenta do contexto geral da sociedade brasileira que é uma sociedade com um grau de violência muito grande.”

          Carioca, mas atento ao fenômeno da violência entre as torcidas em todo o país, Murad considera positivo o fato de que no Rio de Janeiro haja a única polícia especializada para segurança nos ginásios que é o GEPE (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) e que isso  faz diferença, embora ainda seja necessário melhorar a qualificação destes agentes. Sempre que é consultado a respeito da experiência de torcidas  únicas em clássico - como ocorre em São Paulo e Minas Gerais - o especialista se manifesta de forma contrária. Em seu entender,  tal medida apenas reduz a violência dentro do estádio porque não tem o confronto. Porém,  isso aumenta a violência fora dos estádios, nos arredores e até em pontos distantes. A violência sai do estádio, mas se espalha pela cidade, o que torna seu controle ainda mais improvável por parte da Polícia. Segundo o pesquisador, não seria justo querer acabar com as torcidas porque uma parte delas se envolve em crimes. Seria algo como querer pôr um fim a uma instituição, porque alguns de seus membros cometem irregularidades.

        “Eu tenho defendido há muitos anos que o problema da violência no futebol é complexo e não há solução milagrosa nem simples. Acho que é um conjunto integrado de medidas repressivas, preventivas e reeducativas que integradas podem resolver isto".

        Murad alerta que em fenômenos sociais como estes, não se consegue resolver uma questão à base de uma “canetada”, até porque, nos últimos anos, as autoridades policiais resolveram apenas 2% dos crimes relacionados ao futebol. O especialista ressalta que o país tem um dia-a-dia fortemente marcado por atos violentos. Indagado sobre algumas das possíveis razões para tal, ele cita, como motivos macros, a pobreza, a impunidade, a falta de políticas públicas, o baixo índice educacional, o baixo grau de cidadania, a violência histórica e estrutural da sociedade brasileira. As motivações micro são o policiamento despreparado para atuar em meio às multidões, o transporte precário após o término das partidas, o consumo de álcool e de drogas, a corrupção de integrantes da Polícia; a fraqueza na aplicação das leis; falta de medidas preventivas e - um fator muito importante - a conivência de dirigentes de federações e de clubes, que frequentemente dão dinheiro e fornecem ingressos gratuitos para as torcidas.

          “Considerando que somos o país do mundo que mais mata gays; que temos um dos trânsitos mais violentos do mundo; que o consumo de cocaína aqui é quatro vezes maior que a média mundial; que temos 160 mil homicídios por ano, mais que países em guerra. Considerando o futebol como uma paixão — e a paixão exacerba — e que tende a expressar essa violência coletiva... Por isso, digo que é a violência no futebol, e não a violência do futebol. O futebol é apenas pano de fundo para expressar todas essas violências que acontecem em muitos outros setores da sociedade brasileira”, analisou.

           O pesquisador carioca é um dos representantes mais destacados do país num ramo ainda não tão conhecido, porém crescente, da Sociologia: a Sociologia do Futebol. Trata-se de  uma espécie de subdivisão da ciência que  visa a estudar estruturas econômicas, políticas e ideológicas de uma sociedade. Este ramo vem crescendo no país e está se revelando também uma oportunidade de trabalho para profissionais da própria sociologia, da comunicação social e da educação física, por exemplo.

             As origens deste ramo datam de  1938, quando o sociólogo holandês Johan Huizinga publicou uma de suas obras mais importantes, "Homo Ludens". Na obra, ele discute a importância do jogo, do lazer e do entretenimento como elemento gerador da cultura e da sociedade.  Para o autor, o jogo é anterior à cultura. Um dos aspectos mais significativos aspectos humanos e culturais do jogo e do lazer é de que se tratam de coisas que divertem.  Levando em conta que o tempo livre, o passatempo, o lazer, o entretenimento, o esporte e a indústria cultural são dimensões humanas e sociais, estes são temas que merecem ser estudados pela sociologia. O futebol, em especial no Brasil, é um fenômeno social, um espaço em que comunidades se manifestam.  A modalidade mais difundida e apaixonante do mundo não poderia ser desprezada pelos sociólogos. 

           Outro pensador importante para a  Sociologia do Esporte é Marcel Mauss. Antropólogo e sociólogo francês, ele  destacava o conceito de fato social total, isto é, um fenômeno social que, por sua grandeza, revela o conjunto da sociedade,  como o futebol no Brasil. Os esportes não podem ser vistos como algo dissociado da sociedade. Tanto podem influenciá-la como são influenciados por ela. No Brasil,  o futebol foi um dos primeiros setores do país a ter se aberto, ainda que muito lentamente, aos negros e aos brancos pobres. Até os tempos atuais o futebol e a Música Popular Brasileira são ambientes em que pessoas oriundas de classes mais baixas têm a possibilidade de ascensão social. O futebol também se insere nas lutas sociais do país, e por vezes, é usado por governos e por instituições para a veiculação de mensagens  consideradas de interesse público. No caso brasileiro, por se tratar de um fato social total, isto é, um fenômeno realmente abrangente, o futebol é um caminho para se compreender certos aspectos da sociedade.

       Já o francês Emile Durkheim, tio e mestre de Mauss, é outro intelectual cuja obra pode ajudar na análise do futebol. Aclamado como o pai da Sociologia Moderna e criador da Escola Sociológica Francesa, Durkheim se empenhava em pesquisar as representações coletivas, pelas quais a sociedade se vê, se reconhece e reconhece também os seus próprios valores. 

    Entre pensadores brasileiros,  um dos primeiros - ou o primeiro - a ter olhado com atenção para o futebol foi o sociólogo Gilberto Freyre, que escreveu o prefácio de "O Negro no Futebol brasileiro", do jornalista Mário Filho. Em seu prefácio, Freyre - autor do importante livro Casa Grande e Senzala -  considera importante o futebol para se entender o país.  Florestan Fernandes foi outro intelectual a ver no futebol um fenômeno social relevante. Ele considerava "O Negro no Futebol Brasileiro"  tão importante para o entendimento do país quanto "Os Sertões", de Euclides da Cunha, e "Casa Grande e Senzala".

        O Brasil ainda começa a dar os primeiros passos para o estudo acadêmico da Sociologia do Futebol, ao passo que na Alemanha e na Inglaterra, tais pesquisas universitárias têm ocorrido em quantidade muito maior que no Brasil.   Em seu livro "Dos pés à cabeça", Murad afirma que o futebol, como paixão popular e esporte número um do Brasil, é uma espécie de ritual coletivo com um forte tom dramático e cultural e que está profundamente ligado à realidade do país. 

 

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Torcidas: entre a paixão e a violência

       Talvez nenhuma outra figura esteja mais próxima de um devoto religioso que a do torcedor. Quase como alguém que segue uma crença religiosa, este  se dedica, fielmente, a seu clube. Vive  seu dia a dia, vai aos jogos, dentro e fora de sua cidade, viaja com o time, compra ingressos e objetos relativos a seu objeto de culto, como camisas (muitas vezes pirateadas, porque as originais são muito caras), calções, bandeiras, chaveiros e outros objetos, alguns licenciados e outros não, compra jornais, ouve programas de rádio, assiste aos jogos pela TV aberta e compra  pacotes de transmissão de partidas pelo sistema pay per view, isto é, pagar para assistir aos jogos transmitidos em sua própria cidade. E, mais do que isso, o verdadeiro   torcedor dedica mesmo seu coração ao clube. E, como ocorrem noutras paixões, esta nem sempre é correspondida, seja por meio de bons resultados, seja por meio de uma estrutura adequada de atendimento a esse mesmo torcedor.

     Há algumas décadas os estádios de futebol eram casas de espetáculo popular, nas quais os torcedores se organizavam para vibrar por seus times, com bandeiras, bandinhas, charangas, faixas, papel picado e alegorias, numa espécie de carnaval a cada jogo.  Os grandes chefes de torcida eram reconhecidos e se respeitavam mutuamente. Se os estádios não chegavam a se tornar templos, e uma briga ou outra poderia ocorrer, obviamente não aconteciam batalhas fatais entre torcedores dentro e fora das praças de esporte, como se vê atualmente. A palavra torcida, de  acordo com antigos autores, viria do hábito que as jovens fãs de futebol no começo do século 20 tinham de torcer os lencinhos que usavam nas tribunas elitizadas, nos momentos mais tensos das partidas.

      Torcidas de clubes são, na realidade, comunidades de sentimento. Uma pessoa que admira um clube se sente participante de uma grande coletividade estadual ou nacional de seguidores dessa mesma associação. Tais laços são tão fortes, que não apenas nos estádios, mas nas ruas e praças, torcedores se abraçam e se cumprimentam quando encontram seus  irmãos de torcida, num momento de vitória de seus times. É difícil determinar o que leva alguém a torcer por um time e a detestar o outro. Se no caso da religião uma pessoa, pelo menos na infância, segue a dos pais, no caso de um clube de futebol, uma criança pequena acaba por ter personalidade suficiente para afirmar que vai torcer a vida inteira pelo maior rival do time do próprio pai. Fenômeno difícil de se explicar. De qualquer forma, a tendência é que quanto mais títulos um time venha a conquistar, maior se torne a sua torcida. Títulos e ídolos conquistam fãs e admiradores, mesmo que a preferência de pais, irmãos mais velhos, padrinhos e tios seja outra. O fato de um clube ser muito badalado na mídia e de saber trabalhar sua imagem para conquistar pequenos fãs também não pode ser descartado.

     Num ano de Copa do Mundo, o sentimento do torcedor de clube é potencializado, já que até mesmo quem não tem um time de sua preferência costuma se interessar em acompanhar as partidas da seleção brasileira. No caso das mulheres, até algumas décadas, era pequeno o seu interesse por times, mas à medida em que elas vão ganhando posições mais importantes e são mais presentes no mercado de trabalho, vão adquirindo o hábito teoricamente masculino de gostar de futebol, de entender, de falar sobre o esporte e de torcer.

       Verdade que, num futebol não mais profissional, mas mercenarizado, há também torcedores que vivem às custas de seus clubes, fazendo o jogo sujo de dirigentes, superfaturando os preços de camisetas ou de passagens em excursões. Há até o caso de torcidas organizadas com mais associados que os próprios clubes. O hooliganismo, isto é, o aparato paramilitar, armado e treinado para a prática de agressões aos torcedores rivais - muitos deles também violentos, mas outros apenas torcedores comuns e inocentes - se manifesta a cada grande clássico nos mais variados estádios do Brasil, apesar da existência, em cidades como o Rio, de grupamentos especializados em policiar estádios. Torcedores violentos agem livremente em locais que permanecem às escuras e nos quais sabem que a Polícia não estará presente. É assim que os grupos paramilitares e armados de bandidos que se dizem torcedores marcam confrontos por meio de redes de relacionamento e entram em confronto a quilômetros dos estádios.

       Toda essa violência, praticada e sofrida majoritariamente por jovens, decorre de um processo de deseducação das crianças e dos jovens no país. É por tal motivo que brigas entre grupos rivais são frequentes não apenas em estádios, mas também à porta de boates ou em saídas de bailes. Uma juventude abandonada e desassistida há décadas se torna massa de manobra  nas mãos de supostos líderes, que na realidade são chefes de quadrilha. 

           Algo que os torcedores parecem não saber é que no futebol, em especial, eles são os patrões. Afinal, são eles que pagam os ingressos, vão aos estádios, compram produtos e são leitores ou dão audiência aos veículos de comunicação. No caso inglês, na década de 90, quando os dirigentes passaram a ver o torcedor como cliente, houve um grande trabalho para a modernização dos estádios, visando a torná-los mais confortáveis e seguros, a um custo de cerca do equivalente a RS$ 2,2 bilhões por parte dos clubes, do governo e das empresas privadas, que se tornavam patrocinadoras desses clubes.  Com isso, os torcedores voltaram aos estádios, onde há estacionamentos, lugares com numeração que são respeitados, boas lanchonetes, lojas temáticas, museus dos clubes e banheiros limpos, por exemplo. Lá, calcula-se que para  cada 1 libra gasta no ingresso, o torcedor gasta outras 3 libras  em outras atrações na praça de esporte. No Brasil, ao contrário, não há ainda a visão mais adequada em relação aos torcedores. Estes são vistos como um participante menor e menos importante nessa estrutura do futebol.

             No Brasil, aos poucos, até mesmo devido à imagem negativa dos dirigentes como um todo, os investidores e patrocinadores mais importantes têm procurado os grandes clubes para associar suas marcas às dessas equipes. O processo ainda é lento, mas alguns clubes têm sabido atrair esses apoios, com base, claro, nas estatísticas que apontam que tal clube tem um determinado percentual de torcedores e que isso representa  um determinado potencial de consumo. As empresas, aos poucos, vêm descobrindo nos clubes e em seus torcedores minas de ouro. Resta saber quando esses torcedores irão receber uma contrapartida do fato de, indiretamente, atraírem patrocinadores para seus clubes, já que nenhuma empresa iria se associar a um clube com poucos torcedores.

           

     Um problema que vem se tornando cada vez mais frequente e cada vez mais grave são as brigas entre facções de torcidas organizadas de clubes rivais e por vezes até facções de torcidas de um mesmo clube, mas que são inimigas. Verdade que tais conflitos ocorrem cada vez menos dentro dos estádios ou arenas - já que as Polícias Militares dos vários estados têm criado grupamentos específicos para eventos esportivos, como o Gepe (Grupamento Especializado de Policiamento de Estádios), no Rio de Janeiro). Entretanto, sabedores disso, esses supostos torcedores brigões, que na verdade são criminosos, planejam e marcam brigas por meio da internet em locais distantes dos estádios e em datas diferentes das partidas. Nessas ocasiões, principalmente, têm ocorrido mortes.

       Preocupados em evitar conflitos entre torcedores, alguns estados, como São Paulo e Minas Gerais, vêm adotando a prática de permitir apenas uma torcida no estádio durante os clássicos. Além do fato de que podem haver brigas internas, os confrontos com as torcidas rivais não mais ocorrem nas arenas, e sim nas ruas, estações rodoviárias, de trem ou de metrô. E num outro aspecto, a ser levado, em conta, que sociedade é esta que não é capaz de reunir 50 mil ou 60 mil pessoas num estádio de futebol, somente porque elas têm preferências clubísticas diferentes? E fora do estádio, como essas pessoas convivem? Será que elas também brigam e tentam se matar por terem religiões diferentes? Posicionamentos políticos opostos? Preferências sexuais diversas? Por integrarem classes sociais e grupos sociais os mais diferentes? Se essas brigas ocorrem apenas motivadas pelo futebol, há que se fazer um estudo sociológico da questão, como veremos mais adiante.  Em paralelo a isso, a Polícia tem de contribuir com sua área de Inteligência investigando até que ponto supostas facções de torcidas não têm ligações com o crime organizado ou com com organizações políticas extremistas.

 

         O entorno dos estádios vêm-se tornando praças de guerra, e os que deveriam estar ali para incentivar suas equipes e seus craques acaba se assumindo como gladiadores. O Brasil é dono de tristes e expressivas marcas no que diz respeito às mortes causadas por conflitos entre torcedores de futebol. Desde 2010, calcula-se que 128 pessoas tenham sido assassinadas em consequência de conflitos entre facções de times rivais, sendo 17 ao longo de 2016, de acordo com o levantamento do sociólogo Mauricio Murad, especialista no tema. Em 2017, até meados de julho, 11 pessoas haviam sido mortas em diferentes regiões do país, em consequência dos confrontos envolvendo torcidas organizadas.

        Não bastassem tais confrontos entre as torcidas de clubes adversários, por que facções do mesmo time brigam? Porque são integrantes de diferentes uniões  de torcidas. Essas uniões são como superfacções interestaduais por meio das quais uma facção tem apoio para entrar em confronto com as torcidas de seus rivais, seja quando viajam ou quando recebem os outros times.

           De acordo com pesquisadores do fenômeno das  organizadas, que nas últimas décadas vêm-se tornando mais conhecidas pelos atos de violência do que pela capacidade de fazer espetáculo na arquibancada - o que era comum entre os anos 50 e 80 - a partir dos anos 90,
algumas torcidas organizadas começaram a criar laços de respeito e de amizade com facções de outros estados e de outras regiões. Isso não  quer dizer que tais alianças sejam eternas. Os grupos semelhantes e rivais se reconhecem e se identificam exatamente pelos gestos de punhos cruzados, colados, cerrados ou de dedos para o alto. É impossível garantir que não vá haver brigas, mas é muito raro, quase impossível que adeptos de Vasco e Palmeiras, por exemplo, briguem, por mais importante que seja a partida, já que essas torcidas integram a mesma união de torcidas.

        Numa mesma cidade, é de se destacar que entre Botafogo e Vasco há muitas décadas há um clima muito mais para pacífico do que de confrontos. No Maracanã, era comum que torcidas organizadas percorressem o anel do estádio com as bandeiras dos dois times se cruzando na direção da linha de meio de campo, sendo aplaudidas pelos torcedores de ambas as equipes.  Os adeptos do Botafogo entravam com suas bandeiras pelo lado do Vasco e vice-versa, sem qualquer confronto.

         Sem o espírito divertido que levou à criação desses grupos de torcedores que se organizavam para incentivar seus clubes - sob lideranças como as de Dulce Rosalina e Jaime de Almeida, entre outros, que se empenhavam em fazer alegorias, faixas e bandeiras - as torcidas organizadas atualmente se tornaram exércitos em que jovens frequentadores de academias vão aos estádios, não para vibrar com seus craques, mas ansiosos para pôr em prática os golpes que aprenderam treinando. Além disso, esses grupos sobrevivem graças às verbas e aos ingressos grátis que vêm dos próprios clubes, e por vezes são pontos de venda de drogas. Em viagens, saqueiam restaurantes de beira de estrada, e às vésperas de clássicos em suas cidades ou na casa dos adversários, combinam os confrontos pela internet. Esses conflitos, porém, não acontecem dentro dos estádios, por causa da presença de grupamentos especializados, como o Gepe (Grupamento Especializado de Policiamento de Estádios), da PM do Rio. Mas em estações de Metrô, de trem, rodoviárias, shoppings e em ruas às vezes bem distantes das arenas esportivas.
          Casos assim vêm ocorrendo em diferentes capitais do país, pela ação desses grupos de criminosos que se escondem nas torcidas organizadas.  Estas superfaccões acabam motivando também o fim de algumas parcerias e o começo de outras. Pelos motivos os mais variados e todos irracionais.

 

     

 

 

 

Esporte Paralímpico na Bienal do Livro

 Quando eles entram em ação, pode existir o muito difícil, mas o impossível não existe. Ou melhor, quando eles correm, nadam, arremessam, chutam, atiram ou saltam, o impossível se torna possível. Com esta ideia em mente, visando a exaltar as conquistas dos atletas verde e amarelos nas Paralimpíadas do Rio-2016 e a relembrar como o esporte paralímpico, ou adaptado a pessoas com deficiência, o jornalista Claudio Nogueira estará lançando neste dia 3 de setembro, às 10h30m, no estande da Autografia Editora, o P18 do Estande Verde da Bienal do Livro, seu livro “Esporte Paralímpico - Tornar Possível o Impossível”.

        Em sua obra, Nogueira começa relatando momentos de emoção ocorridos na Paralimpíada do Rio, no ano passado, além de destacar a participação brasileira em oitavo no quadro de medalhas, com 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes. Em seguida, após se referir aos Jogos do Povo - como o megaevento carioca ficou conhecido - o autor fala também de outros grandes eventos paralímpicos, como os Mundiais. Após relatar como surgiram as Olimpíadas, Nogueira mergulha na história do Movimento Paralímpico, iniciado precisamente após o pior momento da história da humanidade, a Segunda Guerra Mundial. Em Stoke Mandeville, na Inglaterra, o trabalho do médico Ludwig Guttmann,  especialista na recuperação dos soldados que retornavam das batalhas com pernas ou braços amputados acabaria dando origem às modalidades adaptadas, cujas primeiras competições se deram em 1948 naquela cidade.

               O esporte paralimpico começou a se desenvolver internacionalmente graças ao IPC (Comitê Paralimpico Internacional) e chegou ao país graças ao espírito e à garra de Robson Sampaio de Almeida  e Sérgio del Grande, e o professor Aldo Miccolis. A obra passeia por esta história do Paralimpismo no mundo e no país, explica o que é a classificação funcional dos atletas, destaca as funções do Comitê Paralimpico Brasileiro (CPB) e do Comitê Paralimpico Internacional (IPC), além de ressaltar que é cada vez maior a especialização de professores e treinadores que trabalham nessas modalidades, cada vez mais competitivas, tanto quanto as dos atletas convencionais.

        Segundo Nogueira, com o livro sua intenção é a de    pôr abaixo quaisquer preconceitos contra pessoas portadoras de deficiências.

       “Minha intenção é a de mostrar que deficiência não é incapacitação total, e que deficientes, sejam atletas ou não, têm por direito o seu lugar na sociedade. O esporte paralímpico é uma linguagem que comunica e deixa isso bem claro perante o mundo.”

       Neste sentido, o livro não tem um público-alvo específico.

     “Meu público-alvo é geral,  mas em especial os portadores de deficiências e quem trabalhe ou queira trabalhar com eles: médicos, professores, educadores, fisioterapeutas, jornalistas esportivos ou não.”

             Vitória, Superação e Dignidade

               Para o autor, o significado do titulo - “Esporte Paralimpico - Tornar Possível o Impossível” - põe em discussão tais conceitos, já que, teoricamente, seria impossivel um deficiente fisico ou mental competir e obter resultados tão expressivos em diferentes esportes:

       “A ideia de que, diante do que poderia parecer impossível, os atletas paralímpicos superam suas deficiências e se tornam grandes heróis do esporte, assim como os desportistas que não têm quaisquer tipos de deficiência. Para a sociedade e para os deficientes que não são atletas, fica o ideal de autoconfiança e de superação através do empenho.”

           Com a maior parte de sua carreira voltada para os esportes olímpicos e a motor, Nogueira teve a inspiração para fazer este trabalho em janeiro de 2011, durante a cobertura, pelo jornal “O Globo”,  do Mundial Paralímpico de Atletismo, na cidade de Christchurch, na Ilha Sul da Nova Zelândia. Embora as  modalidades paralímpicas não lhe fossem  totalmente estranhas,  pois já havia feito a cobertura dos Jogos ParaPan-Americanos Rio-2007, no Rio, o fato de ter estado  por 12 dias cobrindo o Mundial Paralímpico neozelandês fez com que o jornalista tivesse um contato maior com os atletas e a comissão técnica, além de ver o quanto se dedicam profissionalmente esses mesmos atletas, treinadores, auxiliares, médicos e fisioterapeutas.

        Ao ser indagado sobre quais palavras definiriam sua obra, o autor citou:  vitória;  superação e  dignidade:

      “Vitória, porque é a razão de ser do próprio esporte, o motor que anima todo atleta. Superação, porque se todo atleta convencional supera dor e cansaço, os paralímpicos, além disso, têm de nocautear suas limitações e os preconceitos da sociedade. Dignidade, porque , independentemente de resultados, este mundo paralímpico mostra ao planeta o quanto os deficientes são dignos, capazes, úteis e merecem que todos apostem neles”,  comenta.                 

     Logo nas primeiras páginas do livro, as  palavras do autor do prefácio, Daniel Dias, enobrecem a obra.  Dono de 24  medalhas (14 ouros) em Jogos Paralímpicos, nas edições de Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016. O texto da quarta capa é de responsabilidade de uma técnica especializada, a professora Lívia Prates, que coordena o projeto paralímpico do Vasco da Gama, no Rio. Antes uma treinadora de natação convencional, ela passou a se dedicar à preparação de nadadores para provas adaptadas.

        Claudio Nogueira formou-se em Comunicação Social pela Faculdade da Cidade, depois denominada de UniverCidade, em 1985, no Rio de Janeiro, e fez Pós-Graduação em Administração e Marketing Esportivo, pela Universidade Gama Filho, também no Rio de Janeiro, em 2007. Desde março de 2016, integra a equipe de Produção de Jornalismo do Sportv. Antes, de abril de 1987 a janeiro de 2016, havia sido  repórter do Globo. Entre várias coberturas, já participou de: Olimpíadas de Atenas–2004, Pequim–2008, Londres–2012 e Rio-2016; Copa das Confederações–2013 e da Copa do Mundo–2014; Jogos Pan-Americanos de Winnipeg–1999, Santo Domingo–2003, Rio de Janeiro–2007,  Guadalajara–2011 e Toronto-2015. Em 2006 publicou, pela Editora Senac Rio, o livro “Futebol Brasil Memória”; em 2009, pela Editora Leitura, “Time do Meu Coração Vasco” ; e em 2010, pela editora Iventura, “Zeros à Direita: Marketing e Mídia no Esporte”; em 2011, pela Maquinaria Editora, “Os Dez Mais do Vasco da Gama”;  em 2015, pela Editora Senac Rio, “Dez Toques sobre Jornalismo.”; e em 2016, “Vamos todos cantar de coração - os 100 anos do futebol do Vascão.”

               O livro “Esporte Paralímpico - Tornar Possível o Impossível” custa R$ 39,90, e o lançamento será no dia 3 de setembro, às 10h30m, no estande da Editora Autografia, no Pavilhão Verde, estande  P18 da Bienal do Livro, no Riocentro, na Barra. O megaevento irá de 30 de agosto a 10 de setembro.

Na galera dos sem-time

 

     Pode até ser. Mas, embora muitos digam que os números são frios e por vezes mais enganam que informam, estes costumam ser indicadores importantes quando os assuntos são pesquisas de torcidas de futebol. De acordo com o trabalho mais recente, em âmbito nacional, o do instituto Paraná Pesquisas, o dado mais surpreendente é o de que o percentual dos sem-time, isto é, os que não torcem para clube algum, é de 19,5%, superando Flamengo (16,2%); Corinthians (13,7%); São Paulo (7,4%); Palmeiras (5,8%); Vasco (4,6%);  Cruzeiro (4%); Grêmio (3,5%); Santos (3,1%); Atlético Mineiro (2,8%); Internacional (2,7%); Bahia (2%); Botafogo (1,7%); Fluminense (1,6%); Sport (1,3%); Ceará (1,1%); Atlético Paranaense (0,8%);

Fortaleza (0,8%); Vitória (0,8%); Coritiba (0,7%); Santa Cruz (0,7%); e outros times  (5,1%). A consulta  envolveu 10.500 entrevistados em 22 estados e no Distrito Federal, em dezembro de 2016

         Nas diferentes metrópoles e estados, os percentuais são os mais diversos. Em fevereiro de 2017, a “Folha de São Paulo”  divulgou trabalho feito pela “Datafolha”, segundo o qual o Corinthians conta com o apoio de 36% dos torcedores da Grande São Paulo, um percentual igual  à soma de São Paulo (19%); Palmeiras (12%) e Santos (5%), que juntos também teriam 36%. Mesmo sediados fora da capital paulista, os cariocas Flamengo, com 2%, e Vasco, com 1%, estão presentes  naquela região. Assim como ocorre no cenário nacional, na Grande São Paulo, os sem-time  são representativos, com 24%, contingente superado apenas pelos corintianos.

        Noutro grande centro do futebol brasileiro, Belo Horizonte, está o público de futebol mais “ecumênico”, pelas presenças de pelo menos 15 clubes de outras regiões que não o estado de Minas Gerais. Consulta elaborada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), em parceria com o Lance!, aponta que o Atlético Mineiro lidera a preferência com

31,3%, ao passo que o Cruzeiro conta com 27,4%. Apesar de sua tradição no futebol do estado, o América Mineiro reúne menos de 1% do público.

        A  mesma pesquisa indicou que 13% das pessoas ouvidas apoiam na realidade  15 equipes de outros estados, em especial do Rio de Janeiro e de São Paulo. Assim, o Corinthians tem 4,4%; Flamengo,  2,9%; Vasco, 1,4%; e São Paulo, 1,1%. Por fazer divisa com o estado, a torcida do Bahia tem 0,5%, mas, mesmo distantes de Belo Horizonte, o Grêmio tem 0,4%, e o Atlético-PR, 0,3%. Os sem-time, por sua vez, beiram os 25%.   

            Chimarrão, churrasco, um bom vinho, música regional, Porto Alegre, paixão pelas tradições, Grêmio ou Inter.  Não é à toa que os gaúchos costumam ser considerados os cidadãos mais bairristas do país, exaltando os seus costumes onde quer que estejam. No futebol, não é diferente. Ao contrário de Minas Gerais, eles não costumam abrir seus corações para outras equipes que não sejam o Internacional ou o Grêmio. Também na pesquisa Ibope/Lance! De 2014, ficou demonstrado que o Inter tem 40% dos fãs contra  39,6% do Grêmio, na diferença mais apertada, de apenas 0,4 ponto percentual. Trata-se, na realidade de um empate técnico. Em 2010, noutro trabalho semelhante, havia 53% de gremistas contra 35% de colorados. Não há muito espaço para equipes não-gaúchas, mas os sem-times somam 14%.

         Ainda na Região Sul, o Estado do Paraná se divide basicamente entre duas de suas maiores forças: o Atlético Paranaense o Coritiba, deixando bem atrás o Paraná. Os rubro-negros paranaenses reúnem 31,2% da preferência popular, com o Coritiba em segundo:  26,7%.  De acordo com o Instituto Paraná Pesquisas, tal diferença vem crescendo desde 2008. No cenário paranaense, os sem-time representam um  percentual de 31,1%, praticamente igual ao  do Atlético-PR. Já o Paraná Clube conta com apenas 9% dos torcedores. Pela proximidade e pela influência cultural do estado de São Paulo, muitos torcedores paranaenses  têm mesmo uma quedinha  pelas equipes do estado vizinho, em especial o Corinthians.

     No coração geográfico do país, o Centro-Oeste, as facções  mais expressivas são as de Goiás e Vila Nova. Uma pesquisa efetuada pela empresa inglesa TNS, encomendada pela Revista Placar em 2007, dá conta de que o Goiás contava com 23,7% das preferências, à frente de  São Paulo F.C., com 17,1%; Palmeiras com 10,5%; e Corinthians, com 7,9%.  Apenas no quinto lugar apareceu outro time goiano, o Vila Nova, com 6,6%, à frente do Flamengo, sexto, com 5,3%.

 

           Na Região Norte do país, quem viaja para o estado do Amazonas não apenas se encanta com o rio, a floresta, a culinária ou os desfiles, em Parintins, dos tradicionais grupos Caprichoso e Garantido. Mas também se surpreende ao se sentir em pleno Rio de Janeiro, tantas são as camisas e símbolos de clubes cariocas que podem ser vistos nas ruas. De acordo com consultada divulgada em janeiro de 2017 pela Action - pesquisa de mercado, a maioria dos desportistas daquele estado apoia o Flamengo, com  45,8%. Depois, se seguem,  Vasco, 19,5%;  Corinthians, 9 %; e São Paulo, 7,9 %. O mais querido entre os times locais é o  Nacional, em quinto, com  4,1 %, pouco à frente do  Palmeiras, com  3.3%.

             No dia 24 de abril de 2016, o público amazonense deu clara demonstração de sua paixão pelo futebol carioca. Na semifinal do Estadual do Rio, os vascaínos derrotaram os rubro-negros por 2 a 0 diante de  44.419 pessoas, total que bateu o recorde do público do estádio, que pertencia à Copa do Mundo-2014, quando Honduras x Suíça receberam 40.322 pessoas, no dia 25 de junho. A renda do duelo carioca foi de R$ 3.531.240,00. Pouco antes, noutro clássico carioca no Amazonas, o mesmo Vasco havia sido campeão da Taça Guanabara, ao bater o Fluminense por  1 a 0, na mesma arena. O público total foi de  32.061 presentes (28.191 pagantes), com renda de  R$ 2.214.040,00.

         Entretanto, tal predileção dos amazonenses pelos times cariocas não deixa de causar polêmica. Quem age assim costuma ser chamado de “amarioca”, uma mistura de amazonense com carioca, sendo criticado por apoiar equipes sediadas a 4.272km da capital amazonense. Porém, não bastasse o fato de os times cariocas terem se tornado expressões nacionais e terem conquistado muito espaço no Norte e Nordeste por causa do rádio, nos anos 40, no caso do Amazonas, desde 1986, com o próprio Nacional, uma equipe do estado não disputa o Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão.

       A 3,2 mil km de distância do Rio, a cidade de Belém do Pará é mais carioca do que paraense quando o tema é futebol.  O Flamengo é o líder na preferência do público daquele estado, com  26,9%, muito à frente dos times da casa, o Remo, com 14,5%, e  Paysandu, com 14%. Na quarta posição, está outro “estrangeiro”: o Corinthians, com 9,7%; seguido pelo Vasco, com 6,3%; São Paulo, com 4,6%; Palmeiras, com 3,4%; Santos, com 1,8%; e Botafogo, com 1,7%.

        Diferentemente do que ocorre no vizinho estado do Amazonas, cujos clubes locais têm pequena representatividade, Remo e Paysandu - os protagonistas do Re-Pa, o maior clássico da Região Norte do país - contam com um expressivo contingente de adeptos. Isso provavelmente se deve ao fato de ambas as equipes já terem feito campanhas importantes em competições interestaduais e nacionais. O Remo, por exemplo, foi campeão brasileiro da Série C em1995, além de ter sido campeão do Norte-Nordeste em 1971, e de três Taças Norte. Já o Paysandu foi bi brasileiro da Série B, em 1991 e 2001; e vencedor da Copa dos Campeões-2002, o que lhe garantiu uma vaga na Libertadores da América-2003; campeão da Copa Norte-2002 e da Copa Verde-2016.

 

         Nove estados compõem o Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Trata-se da região brasileira com maior número de estados.  De acordo com a pesquisa elaborada em Curitiba,  o Flamengo mantém a liderança na região, com ampla  vantagem de 21,5%, graças às cidades do interior e por estados de menor tradição no futebol, como Piauí, Maranhão, Alagoas e Paraíba. Vale observar que no Nordeste tal fatia é igual à dos sem-time. Em seguida, estão Corinthians, com 9,8%, e o Bahia, equipe nordestina mais bem colocada, com 7%. Empatados com 5,2% estão Vasco e São Paulo.  

                     

        Conforme foi registrado acima, a consulta feita pela Paraná Pesquisas indica que a torcida do Flamengo representa 16,2% da população nacional, contra 13,7% de corintianos. Entretanto, esse mesmo projeto comprovou que não apenas a torcida rubro-negra, como todas as torcidas cariocas são ainda maiores graças aos fãs dos times do Rio que residem noutros estados. A população do Estado do Rio é de 16,6 milhões de pessoas. Mas os quatro grandes do Rio têm, somados, 49,8 milhões de fãs, graças àqueles que moram além das fronteiras do estado. Vale notar que a torcida rubro-negra, de 33,5 milhões, de acordo com o levantamento, representa praticamente o dobro da população do  Estado do Rio.

 

         Já os quatro grandes de São Paulo contam com um público maior que os do Rio, até porque a população paulista é de 44,9 milhões. Ao todo, 62,1 milhões de brasileiros torcem pelo quarteto paulista. O contingente corintiano, porém, é de 28,3 milhões, sem superar o número de habitantes paulistas. Ao menos de acordo com a análise de especialistas, a popularidade dos times cariocas fora do seu estado seria explicada pelas transmissões de suas partidas pelo rádio e pela TV aberta, num volume muito superior às das exibições de jogos paulistas. Por isso, se explicaria o fato de  Flamengo e Vasco terem enormes torcidas no Norte e no Nordeste do país. Vale observar, porém, que a partir dos anos 80 os times paulistas vêm tendo um aumento no volume de televisamento de seus confrontos.

      Outro fator importante para o crescimento nacional das torcidas de times paulistas é o aspecto técnico. Basta levar em conta os últimos campeonatos nacionais, Copas do Brasil e Libertadores, entre 1997 e 2017, para verificar que os resultados do futebol paulista vêm sendo superiores.

          A importância da população de São Paulo nesta disputa foi demonstrada pela pesquisa da consultoria Pluri Stochos Pesquisas e Licenciamento Esportivo, publicada em março de 2013. O levantamento dava conta de que, olhando apenas para o Sudeste do país, a torcida corintiana liderava com 20,3% dos entrevistados, ficando o Flamengo em segundo, com 15,6%. A seguir, se colocaram  São Paulo, com  11,1%; Cruzeiro, com 8,5%; Palmeiras, 6,2%; Atlético-MG, 5,6%; Santos, 5,3%;  Vasco, 4,5%; Fluminense, 2,4%; e Botafogo, 2,2%. Os sem-time somam 16%, índice inferior apenas aos de torcedores do Corinthians.

               Tal pesquisa mostrou o quanto são importantes tanto para os rubro-negros quanto para os vascaínos o grande número de adeptos que moram nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Não surpreende o fato de os quatro grandes de São Paulo estarem entre

os sete primeiros dessa lista.  Os resultados do futebol paulista de 1997 para cá são evidentemente melhores que os do Rio.  No que diz respeito a Brasileirões,  os troféus foram para o estado de São Paulo com: Corinthians, em 1998, 1999, 2005, 2011 e 2015; Santos, 2002 e 2004; São Paulo, 2006, 2007 e 2008; e Palmeiras, 2016. Ou seja, 11 conquistas. No caso do Rio, no mesmo período, os campeões nacionais foram Vasco, em 1997 e 2000; Flamengo, em 2009; e Fluminense, em 2010 e 2012. Foram cinco taças.

        Em Copas do Brasil, desde 1997, os paulistas foram campeões com  Palmeiras, 1998, 2012 e 2015; Corinthians, 2002 e 2009; Santo André, em 2004; Paulista, e 2005; Santos, em 2010. Foram ao todo oito conquistas.  Pelo Rio, venceram a Copa do Brasil: Flamengo, 2006 e 2013; Fluminense, 2007; Vasco, 2011; ou seja, quatro taças.

        Se houver comparação nas conquistas de Libertadores e Mundiais, a vantagem paulista é ainda maior no período. Ergueram a taça: Palmeiras, 1999; Sao Paulo, 2005; Santos, 2011; e Corinthians, 2012, num total de quatro troféus. Do lado do futebol carioca, desde 1997, somente o Vasco foi campeão da Libertadores, há muito tempo, em 1998. Em relação a Mundiais da Fifa, o Corinthians foi campeão em 2000 e 2012, e o São  Paulo, em 2005.

Nenhum clube carioca foi campeão do mundo pela Fifa.

Corra para cursos na Faetec


A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, informa que há 500 vagas abertas para cursos técnicos destinados aos estudantes do Ensino Médio da rede pública estadual de ensino, por meio do Mediotec. As oportunidades são gratuitas, e os interessados poderão se inscrever por meio do link http://goo.gl/zDWQfU, ainda na noite desta terça, dia 22

Visitas ao Parque Olimpico. De graça

Além dos finais de semana, agora o Parque Olímpico da Barra da Tijuca também está aberto ao público de segunda a sexta-feira das 7h às 22h. De modo a atrair mais visitantes, a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) está preparando suas instalações para implantação do serviço de “Visita Guiada” nas arenas de competições dos Jogos Rio 2016. E o espaço – com mais de 1.300.000 m2 não oferece apenas um ‘tour olímpico’, mas áreas de lazer como a via olímpica, quadras abertas de futebol e basquete, bem como uma academia da terceira idade. Na área, que dispõe de banheiros públicos, também já é possível pedalar ou fazer caminhadas.

 O projeto Visita Guiada tem como objetivo proporcionar à população um passeio pelas quatro instalações de responsabilidade da AGLO - Velódromo, Arenas 1 e 2 e Arena de Tênis; palcos das principais competições dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 no Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Somada à outras ações já em curso, essa é uma das iniciativas da autarquia, voltadas para a execução do legado.

Como projeto piloto, a AGLO já recebeu a visita da Escola Estadual Padre Frederico Vieken, de Juiz de Fora, Minas Gerais. Na ocasião, cerca de 40 crianças puderam conhecer as instalações e experimentarem a experiência de contato com o legado e memória olímpica. E algumas prefeituras de todo o país já procuram a autarquia para agendar visitas de grupos de pessoas e estudantes de escolas municipais.

Crianças precisam estar acompanhadas dos seus responsáveis e o agendamento para a visita pode ser feito através do email marketing@aglo.com.br  

Brasil nas Surdolimpíadas


Após uma participação histórica no Summer Deaflympics, ou Surdolimpíadas de Verão, disputadas entre 18 e 30 de julho, em Samsun, na Turquia, os atletas do Brasil, embalados pelos resultados obtidos e pelas experiências vividas na competição – exclusivas para competidores com deficiência auditiva (perda bilateral a partir de 55dB) –, voltaram para casa decididos a se dedicarem ainda mais para os próximos desafios.

Na Turquia, o Brasil conquistou cinco medalhas.O destaque ficou por conta do paulista Guilherme Maia Kabbach. O nadador faturou o ouro nos 200m e o bronze nos 100m, ambos no nado livre. Mas sua façanha foi além dos pódios, já que ele quebrou o recorde surdolímpico e mundial nos 200 metros, com o tempo de 1min52s55.

No caratê, Heron Rodrigues da Silva, que reside em Pato Branco (PR), foi bronze na categoria acima de 84kg e, no judô, o carioca Alexandre Soares Fernandes, primeiro medalhista surdolímpico do país, em 2009, chegou à sua segunda medalha na competição, com o bronze na categoria até 90kg. Por último, a equipe de futebol feminino, em sua primeira competição oficial, foi bronze, resultado que marcou a primeira medalha surdolímpica de esporte coletivo e primeira medalha surdolímpica feminina para o Brasil.
No quadro geral, o Brasil ficou em 28º lugar entre os 97 países participantes das Surdolimpíadas na Turquia, sendo o quarto país mais bem colocado das Américas. Na edição de 2013, realizada em Sofia, na Bulgária, o Brasil ficou em 37º lugar, com quatro medalhas, sendo uma prata e três bronzes.

Termo de fomento

A delegação do Brasil foi formada por 140 integrantes, dos quais 98 eram atletas, disputou provas em 14 modalidades: atletismo, badminton, futebol, handebol, judô, caratê, natação, tênis, tênis de mesa, taekwondo, vôlei, vôlei de praia, luta livre e luta greco-romana.

Do total, 77% competiu na Turquia tendo as passagens aéreas de ida e volta, seguro de viagem e parte da hospedagem bancados por termo de fomento firmado com o Ministério do Esporte, que disponibilizou R$ 1,5 milhão para a Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS). Além do Ministério, a CBDS contou com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do Governo do Distrito Federal, que atendeu 19 pessoas da delegação nacional residentes em Brasília com passagens aéreas de ida e volta à Turquia.

 “Foi uma experiência incrível, eu não acreditava, a ficha não caia”, conta Guilherme Maia de Natação. “É importantíssimo essa conquista, pois mostro ao mundo e ao Brasil que os surdos também têm potencial. As crianças surdas precisam de incentivo e de um ídolo e eu não tenho palavras para decifrar tanta emoção, tanta dedicação, tantos treinamentos e tanto apoio de amigos e pessoas que acreditam e acreditaram em mim. Quero agradecer ao Ministério do Esporte por acreditar e nos apoiar com o patrocínio, pois sem isso eu não alcançaria os resultados e o recorde surdolímpico e mundial. Espero que esse apoio continue para todos os surdoatletas”, continua o medalhista de ouro.

As atletas do futebol feminino também não esconderam a emoção por voltar para casa com uma medalha na bagagem. “Foi a primeira vez jogando em uma competição oficial de futebol representando o Brasil e foi com muito orgulho que o fiz. Conquistamos o bronze e fui eleita a artilheira, com 12 gols, estou muito feliz e essa conquista vai ficar na minha história para toda vida”, celebra Vaneza Wons, capitã da Seleção no jogo contra Rússia.

“É difícil expressarmos o que sentimos ao conquistar o bronze pela primeira vez no futebol feminino de surdos, a nossa primeira competição oficial. Vibramos com o sabor de ouro. Quem estava de perto no futebol feminino sabe do tamanho da nossa felicidade, pois para chegarmos ao pódio não foi nada fácil. Foi um trabalho árduo para nos adaptarmos ao gramado em tempo curto após tantos anos de costume com o piso de futebol de salão (a seleção foi formada há menos de um ano em uma migração do futsal para o futebol de Campo)”, completa Stefany Krebs, capitã da Seleção no primeiro jogo contra Turquia e último jogo, contra Grã-Bretanha.

“Não podemos deixar de agradecer ao Ministério do Esporte pela confiança e apoio aos nossos atletas surdos, pois sem isso não estaríamos nem perto do pódio e nem teríamos muito o que escrever na história surdolímpica do Brasil sobre o futebol. Que isso sirva como exemplo para outros patrocinadores investirem mais em nosso esporte de surdos”, encerra a jogadora.

Após a experiência na Turquia, a Confederação Brasileira de Desportos de Surdos já tem os planos traçados para este ano e para as próximas temporadas. A CBDS realizará em 2017 eventos nacionais de futsal, badminton, futebol, vôlei e vôlei de praia e a entidade se prepara para sediar os Campeonatos Mundiais nas modalidades de Handebol (2018) e Natação (2019), além dos Campeonatos Pan-Americanos de Badminton, Tênis e Tênis de Mesa, todos em 2018.

A CBDS já trabalha também de olho no Mundial de Futsal de 2019 e no Mundial de Vôlei, em 2020, além das Surdolimpíadas de 2021. O principal desafio da entidade, entretanto, é descobrir novos talentos entre 14 e 19 anos para levá-los aos Jogos Surdolímpicos da Juventude, que serão disputados em Buenos Aires, em janeiro de 2019.

Luiz Roberto Magalhães
Assessoria de Imprensa
Ministério do Esporte

Usina de milhões

       O dia 3 de agosto de 2017, uma quinta-feira, entrou para a história do planeta futebol. Afinal, nesta data o clube francês Paris Saint Germain desembolsou 222 milhões de euros (equivalente a R$ 820 milhões), na época, para pagar ao Barcelona, da Espanha, a multa contratual referente à contratação do atacante Neymar, camisa amarelinha número  10 da seleção brasileira e dono do uniforme azul e grená número  11 do  time catalão. Polêmicas à parte, principalmente quanto aos motivos da transferência do astro - sele ele deseja ou não se tornar o maior do mundo e por isso teria de se distanciar do argentino Lionel Messi, o 10 do Barcelona - a negociação foi a mais cara da história deste esporte.

       Neymar afirmou, oficialmente, em entrevista coletiva, que estava sendo movido pelo desafio de tentar levar a equipe parisiense pela primeira vez ao título da Champions League, após ter defendido o Barcelona em quatro temporadas. Claro que para isso serão necessários outros reforços. Mas é dificil duvidar do poderio de um clube cujo proprietário, em última análise, é o governo do Qatar, que adquiriu 70% das ações da equipe em 2011. Oficialmente, esta pertence ao fundo de investimentos Qatar Investment Authority, cujos ativos giram ao redor dos US$ 500 milhões.

         Um dos braços deste fundo é a Qatar Sports Investments, que atua exclusivamente nesta área, seja promovendo eventos ou adquirindo clubes ou atletas. Os salários do brasileiro foram calculados em 30 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhoes) por ano. Seu contrato terá cinco anos de duração, até 30 de junho de 2022, meses antes da Copa do Mundo daquele ano, naquele emirado, em novembro. Melhor garoto propaganda, impossível. O que está sendo gasto com o brasileiro não desequilibra as finanças de um clube que no ano passado faturou 542 milhões de euros, sendo 375 milhões de euros em patrocínios e publicidade. Em 2016, a altíssima folha salarial da equipe parisiense foi de 202 milhões de euros.

             A negociação do camisa 10 da seleção foi também um fato econômico. De acordo com especialistas em mercado financeiro da  Thomson Reuters, empresa de tecnologia e informação, trata-se da  30a  maior aquisição realizada por uma empresa francesa de um ativo brasileiro, no caso um atleta, que pode ser considerado um profissional altamente qualificado. O atacante é o  único desportista no ranking que é liderado pela compra, em 2010,  da Global Village Telecom pelo grupo de mídia francês Vivendi, que em 2015 foi adquirido pela espanhola Telefónica. Na época, a Vivendi havia pago 1,2 bilhão de euro para fechar a compra.  O volume de dinheiro investido no talento do craque se equipara aos  229 milhões de euros pagos em 2008 pela companhia francesa Suez Energy quando adquiriu junto à italiana Impreglio Spa, a usina hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada entre Itiquira (MT) e Sonora (MS).

           Se ainda havia alguma dúvida, tal contratação põe fim a qualquer debate. Esporte profissional, e em especial o futebol, é para grupos que têm muito, mas muito dinheiro mesmo. O clube ou grupo financeiro que não tiver poderio financeiro ficará de fora desta mesa, onde o pôquer da disputa dos grandes craques exigirá fortunas mais e mais expressivas. Esse pôquer não começou com a troca de endereço de Neymar, de Barcelona para Paris. Mas há cerca de duas décadas, pelo arquirrival do Barça, o Real Madri. No fim da década de 90, o então candidato a presidente do clube madrilenho Florentino Pérez elegeu-se graças à promessa de levar para o Santiago Bernabéu o português Luis Figo, maior idolo barcelonista na época.

        A contragosto, o azul e grená teve de liberá-lo mediante o pagamento dos US$ 56 milhões fixados na multa contratual. Não foi à toa que o Real ficou conhecido pelo apelido de "Galáctico", mantido até hoje, graças àquelas contratações milionárias.

Desde então, o futebol é assunto para quem talvez jamais tenha se interessado em jogar bola, mas percebeu que esse emocionante esporte dá status e lucro a quem é dono de um ou mais clubes. Por isso, bilionários árabes russos, americanos, tailandeses, chineses vêm adquirindo equipes da Inglaterra, inicialmente, e depois as de outros países europeus.

       O Chelsea, de Londres, era uma equipe média da capital do Reino Unido, até ter a maioria de suas ações adquiridas, em 2003, pelo russo  Roman Abramovich, que

assumiu as dívidas do clube e investir elevadas quantias para vê-lo tornar-se vitorioso nos cenários nacional  e internacional. Outro clube inglês, o Manchester City, recebeu investimentos de 206 milhões de euros, gastos em contratações. Seu proprietário é o City Football Group, sediado nos Emirados Árabes Unidos. Este possui também  o New York City/EUA, o Melbourne City/AUS, o Yokohama Marinos/JAP. E acabou de adquirir recentemente o Atletico Torque, da segunda divisão  uruguaia, além de manter acordo de cooperação com o Atlético Venezuela, daquele país.

       Ao mesmo tempo em que o futebol contemporâneo se torna o assunto de um clube cada vez mais fechado de grandes investidores e bilionários, sejam pessoas físicas ou jurídicas, outro fator fundamental para fazer o dinheiro girar e para multiplicá-lo nas contas desses mesmos clubes é o marketing, por meio do qual se obtém patrocínios. A consultoria americana IEG calculou recentemente que patrocínios movimentam mais de US$ 60 bilhões por ano.

Por isso, mais e mais clubes, ligas e competições têm faturado graças a esta ferramenta. De acorsdo com outra consultoria, a Deloitte da Inglaterra, no caso dos clubes europeus, o marketing já superou  os direitos de TV como principal fonte de receita dos maiores clubes europeus. Os 20 maiores clubes daquele continente movimentam 3,2 bilhões de euros em marketing e 2,9 bilhões em direitos televisivos. Em 2016, os primeiros em patrocinios na Europa foram Manchester United (ING), com o equivalente a R$ 1,310 bi; Bayern de Munique (ALE), R$ 1,233 bi; PSG, R$ 1,099 bi;

Barcelona (ESP), R$ 1,066 bi; Real Madrid (ESP), R$ 948 milhões.

         O estudo acima foi conduzido por Amir Somoggi, um dos maiores especialistas do país em marketing e esportes. Também segundo ele, no ano passado, os 20 maiores clubes do futebol brasileiro geraram receitas de R$ 4,9 bilhões. Entretanto, ao contrário do que ocorre na Europa, e que os  grandes clubes costumam exibir poucos logotipos de patrocinadores em seus uniformes, os do Brasil  expõem cada vez mais marcas de patrocinadores, sem que isso leve a uma elevação no faturamento. Do total de receitas, 51% procederam dos direitos de Tv, mas apenas 11% de patrocínios. Para o especialista, foi o pior percentual de patrocinios desde 2003. De qualquer forma, em 2016, os  clubes receberam R$ 534 milhôes em patrocinios. Ano passado, o Palmeiras, campeão brasileiro de 2016, foi o melhor neste aspecto, com R$ 90,7 milhões. Em segundo, ficou o Corinthians, com R$ 71,5 milhões, e em terceiro, o Flamengo, R$ 66,4 milhões. Quarto e quinto na lista são Grêmio, R$ 35,5 milhões, e São Paulo, R$ 35,3 milhões.

        Somoggi ressalta que para que esse panorama se altere, os patrocinadores têm de vão ter que rever a maneira pela qual se relacionam com os clubes, incluindo nas verbas de patrocínios outros recursos para ativação, que não apenas estampar o logotipo na camisa, por exemplo. Os clubes brasileiros, por sua vez, têm de aprender com os mestres. É necessário  

observar e seguir as ações dos grandes do futebol da Europa e dos diferentes esportes dos EUA, regiões em que as equipes atraem patrocínios sem obrigatoriamente expor marcas nos uniformes. Os times brasileiros devem oferecer aos patrocinadores muito mais do que  espaços para logotipos nas camisas, placas e backdrops. Têm de oferecer oportunidades para os patrocinadores fazerem bons negócios.

        No caso da NBA, por exemplo, apenas a partir da temporada 2017/2018, suas franquias  estarão autorizadas a expor logotipos de patrocinadores em seus uniformes. Tal medida fora anunciada em abril de 2016 pelo Conselho de Proprietários das equipes, com prazo experimental de três anos. As camisas passarão a expor as logomarcas de seus patrocinadores, sempre do lado esquerdo do peito  e em tamanho padrão de 6,35cm x 6,35cm.  No All-Star Game (Jogo das Estrelas) de fevereiro de 2016, em Toronto,  as camisetas das seleções do Leste e do Oeste estamparam a logomarca da montadora de automóveis coreana Kia, como um teste de aceitação ou não por parte do público.

                A NBA será a primeira das quatro grandes ligas do esporte americano (as demais são a NFL, de futebol americano; a MLB, de beisebol; e a NHL, de hóquei no gelo) a permitir  uso de marcas de patrocinadores em seus uniformes, e por isso, resta saber qual será a reação dos torcedores.  Curiosamente, nos EUA -  terra do marketing esportivo - os uniformes sempre foram considerados sagrados e livres de patrocinios. Isso não significa, porém, que  o dinheiro não gire intensamente no esporte dos EUA. Lá,  os atletas das várias ligas são garotos-propaganda; o Superbowl (final do futebol americano) e as séries decisivas de basquete, hóquei e beisebol são excelentes chances  para dar início a bilionárias campanhas  publicitárias.

         Em seu estudo “Finanças dos clubes brasileiros em 2016”, Somoggi alertou para o fato de os times serem dependentes das verbas de TV, e calculou que em 2015 os direitos de TV representaram R$ 1,4 bilhão, ao passo que em 2016, chegaram a R$ 2,5 bilhões, num aumento de 76%. Nunca na história do futebol do país uma fonte de renda havia tido um peso tão grande nas contas dos times de futebol. O pesquisador observou também que o faturamento destes  em 2016 chegou ao recorde de R$ 5,4 bilhoes e pelo segundo ano seguido, eles obtiveram lucros. O Flamengo lidera  o ranking do faturamento,  tendo chegado aos R$ 510,1 milhoes, sendo seguido pelo Corinthians, com R$ 485,4; Palmeiras, R$ 468,6 milhoes; São Paulo, R$ 393,4 milhões e Grêmio, R$ 325,8 milhões, levando-se em conta aí os direitos de TV, transferência de atletas, patrocínio e publicidade, clube social e amador, e bilheteria.

      Embora tenha evoluído em seu nível técnico, nas últimas temporadas, o Campeonato Brasileiro ainda é “pobre” em comparação com os de outros países. Movimenta cerca de R$ 4,1 bilhões, ao passo que a Premier League movimenta o equivalente a R$ 15,6 bi; a da Alemanha, R$ 8,9 bi; e a da Espanha, R$ 8,6 bi.

.      Embora o futebol seja o esporte mais praticado e amado do planeta e o basquete americano tenha uma sólida organização na National Basketball Association (NBA), a liga nacional de qualquer esporte que mais faturou em 2016/2017  foi a National Football League, a NFL. A entidade que organiza o futebol americano arrecadou  US$ 13 bilhões, sendo mais de US$ 3 bilhões em direitos de televisamento. A edição 51 do Super Bowl, a decis]ao do campeonato - New England Patriots 34 x 28 Atlanta Falcons -  foi o mais assistido  da história da TV dos EUA, com audiência de 172 milhões de telespectadores.

       A liga vem trabalhando para que seu esporte se torne mais e mais conhecido fora dos EUA. Num processo de  internacionalização da marca, algo em que a NBA e a Premier League investiram há mais tempo, a NFL tem feito partidas oficiais no Reino Unido e no México. Já a Major League Baseball, a entidade que dirige o beisebol americano,  arrecadou US$ 9,5 bilhões.

        País que é dono da maior economia do mundo, os Estados Unidos são a sede de ligas bilionárias, como as  já citadas NFL e MLB. Depois, as maiores entidades esportivas americanas,  em faturamento, são a NBA, com US$ 4,8 bilhoes, e a

National Hockey LeaguE (NHL), do hóquei no gelo, com US$ 3,7 bilhões.

       Uma das mais prestigiadas publicações de economia do mundo, a revista ameri cana “Forbes” , que costuma publicar reportagens sobre esportes e negócios, informou, em julho deste ano, que o Manchester United (ING) foi avaliado em US$ 3,69 bilhões, assumindo a liderança deste ranking.  O segundo é o  Barcelona (ESP), com US$  3,64 bilhões, ao passo que o líder da pesquisa em 2015/2016, o Real Madrid (ESP) cai para a terceira posição, com  US$ 3,58 bilhões de dólares. Completando o top 5, estão  Bayern de Munique (ALE), com US$ 2,71 bilhões, e Manchester City (ING), com US$ 2,08 bilhões. A revista  também informou que o valor médio das equipes do top 20 cresceu 3 por cento em relação ao ano passado, indo para US$ 1,48 bilhão.

             Também em julho de 2017, a mesma Forbes publicou a lista dos 50 times mais valiosos nos diferentes esportes. Em primeiro lugar, está o Dallas Cowboys (EUA), do futebol americano, com US$ 4,2 bilhões. Em segundo, ficou o New York Yankees (EUA), do beisebol, com US$ 3,7 bilhões, e em terceiro, o Manchester United (ING), da Premier League inglesa de futebol, com US$ 3,69 bilhoes. A seguir duas equipes espanholas, que estão entre as melhores do mundo no futebol: o  Barcelona, com US$ 3.64 bilhões, e  o Real Madrid, com US$ 3,58 bilhões.

                         Com relação à NBA, a Forbes divulgou em fevereiro a lista dos times mais ricos da liga mais importante de basquete do mundo. E a primeira posição é do  New York Knicks: US$ 3.3 bilhões. O Los  Angeles Lakers  ficou em segundo neste ranking, com US$ 3 bilhões, à frente do Golden State  Warriors US$2.6 bilhões;  Chicago Bulls, US$ 2.5 bilhões; e  Boston Celtics, US$ 2,2 bilhões.

       









Quanto ganha o Neymar?

A negociação de Neymar, do Barcelona para o PSG, continua dando o que falar. Ou o que calcular. Desde que o craque foi contratado, um site vem calculando quanto ele já recebeu em reais desde que foi contratado a 4 de agosto, e durante o tempo em que o internauta está visitando a página, cujo endereço é www.salariodoneymar.com

Um ex-grande no Rio?

No Maracanã, festa do título carioca invicto do Vasco em 2016

O hino popular, composto nos anos 40 por Lamartine Babo - torcedor do América que escreveu as marchinhas de carnaval que homenageiam todos os times do Rio - diz que a imensa torcida do Vasco é "bem feliz, Norte e Sul, Norte e Sul deste país". Na realidade, costumava  ser, até o fim da década de 90, mas desde o ano 2000, vem se acostumando a enfrentar momentos difíceis, como os três rebaixamentos para a Série B desde 2008 e recentemente o tumulto causado por seus próprios torcedores em São Januário, depois de um insucesso diante do Flamengo.

    Exatamente por causa desses tumultos, o clube foi punido com seis mandos de campo pela Justiça Desportiva, além de ter tido seu estádio interditado por 180 dias, por iniciativa do Ministério Público. Sem São Januário; sem Nenê, em desacordo com o técnico Milton Mendes; sem Luís Fabiano, em má forma física; sem um treinador realmente capaz de trabalhar sob a pressão de estar num grande clube, onde a cobrança é muito alta; sem um elenco altamente qualificado - enfim, devido a tudo isso - o Vasco já dá sinais de estar em queda livre. Terminou o primeiro turno do Brasileiro com 24 pontos em 12o lugar (podendo cair para 13o se a Ponte Preta derrotar o Fluminense neste meio de semana), e é difícil imaginar que em poucas rodadas não esteja na zona de rebaixamento. 

 Quarta força do futebol carioca no momento, o clube vem se especializando em decepcionar sua torcida. E, pelo jeito, mais sofrimento à vista.

A  verdade é que, para à exceção das temporadas de 2011 e 2012, os corações vascaínos mais têm apanhado do que têm batido. Em competições nacionais e internacionais, o ano 2000 marcou as conquistas do tetracampeonato brasileiro e da Copa Mercosul, com a histórica reação de 4 a 3 sobre o Palmeiras, depois de ter estado perdendo por 3 a 0, no campo do adversário. O jogo é lembrado pela torcida como a Virada do Século. A partir daí, a fonte dos bons resultados parece ter mesmo secado. Em Brasileiros de Primeira divisão, seguiram-se o 11o lugar (2001); 15o (2002); 17o (2003); 16o (2004); 12o (2005); 6o (2006); 10o (2007); rebaixamento em 18o (2008); 11o (2010); vice-campeão (2011); 5o (2012); rebaixado em 17o (2013); e rebaixado em 18o (2015). Resumindo, só conseguiu ficar entre os dez primeiros em quatro edições, em 2006, 2007, 2011 e 2012.

     Nos anos em que esteve disputando os Brasileiros de Segunda Divisão, foi campeão em 2002, terceiro em 2014 e terceiro no do ano passado, conseguindo voltar para a Primeira Divisão nas três ocasiões. Em 2011,obteve o único titulo de expressão desde 2000, a Copa do Brasil, que o classificou para a Libertadores de 2012. Fez boa campanha, mas acabou eliminado em dramáticas quartas de final pelo Corinthians, que terminaria campeão do torneio. Também em 2011, foi eliminado da Copa Sul-Americana nas semifinais pela Universidad do Chile, que acabaria vencedora do troféu.

        Nem mesmo no Campeonato Estadual, os retrospectos vêm sendo favoráveis de 2000 para cá. Foi vice-campeão em 2000 e 2001, e quinto em 2002. Ganhou o título em 2003. Depois, se seguiram: 2o (2004); 5o (2005); 9o (2006); 4o em 2007 e 2008; 3o (2009); 4o (2010); 6o (2011); 4o em 2012 e 2013; 2o (2014). Campeão em 2015, pondo fim a um jejum de 12 anos, que igualou o pior período sem títulos cariocas, entre 1958 e 1970, e depois, bicampeão invicto em 2016. Em 2017, ganhou a Taça Rio, mas ficou fora da decisão do Estadual.

      O momento atual do Vasco, que há quase 20 anos vem ocupando posições secundárias nos cenários nacional e local e tem ficado longe das competições continentais comprova a tese de que, embora tradição e camisa sempre representem muito, à medida em que o Esporte nacional  começou a viver a era do marketing - principalmente  a partir dos anos 80 - e que se tornou e vem se tornando, obrigatoriamente mais profissional, um clube para continuar grande não poderá se basear apenas no nome e na camisa, mas terá de saber se estruturar, para continuar alcançando seus objetivos. Além disso, precisará dispor de recursos para contratar ídolos, que de certa forma, realimentam essa máquina. Sem ídolos, não se formam grandes equipes, e sem grandes equipes, não se ganha títulos.

Sem erguer troféus, uma associação esportiva começa a ver multiplicar-se o número de torcedores de seus rivais. Quanto maior a sua torcida,  maior o seu potencial de consumo e mais atraente ela será  para possíveis patrocinadores. Uma grande marca vai preferir investir mais num time vitorioso, que está sempre na mídia de forma positiva, e cuja quantidade de fãs é grande, do que investir menos numa equipe pequena.

     O  Esporte está cada vez mais dependente das finanças, o que leva a um abismo entre os grandes da Europa e os da América do Sul; e entre os próprios clubes brasileiros. O sistema é implacável. Quem tem maior poder aquisitivo tende a mantê-lo ou ampliá-lo, e quem tem menos recursos empobrece. A bola pune, dentro e fora de campo. Dentro, quem não treina perde. Fora, quem não tem uma gestão moderna e profissional fica perdido e vai se apequenando em meio á selva de gigantes. Acaba pisado por eles.

      Há muitas décadas se discute no futebol brasileiro sobre quantos e quais seriam os grandes clubes do país. Como a cultura futebolística do país se formou a partir dos campeonatos estaduais, passaram a ser considerados assim os  mais vitoriosos em seus estados. A partir dos anos 50 e 60, quando começaram a ser disputadas competições interestaduais e nacionais, os times do Sudeste e do Sul, que se destacavam mais frequentemente nesses campeonatos, começaram a ser considerados os maiores em âmbito nacional.

         Assim, tradicionalmente,  havia 13 grandes  no país, tanto que em 1987, essas equipes criaram o Clube dos Treze. Ultimamente, com os maus resultados obtidos pelo Bahia - ter caído mais de uma vez à Segunda Divisão nacional -, esse número caiu para 12. Outro fator importante, além do histórico,  passou a pesar na análise dessa grandeza: o valor do patrocínio captado não apenas junto ao patrocinador público (Caixa Econômica Federal), como às redes de TV e a outros patrocinios privados, além das campanhas de sócio-torcedor. O funil vem se estreitando. Neste sentido,  Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras continuam grandes, porque seguem à risca a politica de modernização de gestão, e o Santos, embora não tenha o mesmo volume de patrocínios, consegue manter-se em alta pela incrível capacidade de revelar jovens talentos.

         No Rio Grande do Sul e em Minas Gerais,  no caso das duplas Inter e Grêmio (apesar da queda do Inter para a Segundona no ano passado) e Atlético Mineiro e Cruzeiro,  um acaba puxando pelo outro, e os investimentos, em especial no Sul, são de 50% em cada um. Estes vêm-se mostrando os mais aptos a sobreviver nesta espécie de “seleção natural”. São os  mais bem adaptados a esse novo futebol “capitalista”, com planos de negócios, ações e agências de marketing, lojas de produtos licenciados, sócios-torcedores, patrocinios, entre outras características.

         A tendência, no Brasil, é de que não haja mais tantos clubes considerados grandes, mas apenas alguns, à semelhança do que já ocorre há décadas nos países mais fortes do futebol europeu.  Abaixo dos  citados acima, outros da Série A do Brasileiro, como Fluminense e Botafogo enfrentam um problema, o fato de que suas torcidas não são tão grandes em âmbito nacional, embora venham tendo administrações realistas e bons resultados, algo fundamental para o futuro dessas instituições.

          De qualquer forma, todos os clubes têm altas dívidas e, vêm lutando com muita dificuldade para obter o mínimo de recursos. Por vezes, se tornam dependentes das cotas de TV. Ao jogarem o Brasileiro ou outras competições importantes, aqueles com menos recursos não terão condições financeiras de montar times tão fortes e ficarão para trás. É possível que essa necessidade de solidez financeira faça com que diminua parcialmente o fator surpresa no futebol, já que os times mais ricos e com elencos mais fortes seriam sempre os favoritos.

           Embora tenha uma belissima história de luta contra os preconceitos raciais e sociais e conte com  grande torcida no Rio, no Amazonas, no Nordeste, no Espírito Santo, em Minas e em Santa Catarina, o Vasco tem sido lento em se adaptar a esse processo de modernização administrativa, e consequentemente tem sofrido dentro de campo. Tanto assim que enfrentou três rebaixamentos entre 2008 e 2015 - recorde negativo entre times grandes.

        Equipes assim, mais lentas em se modernizar,  vão ficando longe dos títulos, das principais colocações, das classificações para torneios internacionais, como a Libertadores da América, e com isso, vão descendo do pedestal destinado às grandes potências. Nome e história, só, não bastam.

        Quem acompanhou o futebol dos anos 70 e 80 deve se lembrar do América e do Bangu figurando entre as grandes forças. O América, por exemplo, foi finalista dos Cariocas de 1974, 1976 e 1982, além de ter ganho o título de campeão dos campeões de 1982 e de ter sido o terceiro no Brasileirão de 1986. Já o Bangu foi às finais dos estaduais entre 1983 e 1985 e foi vice no Brasileiro de 1985. Mas hoje, sendo realistas, onde estão estas equipes no cenário nacional? Já os chamados pequenos deverão se manter, mas apenas como formadores de atletas para os grandes.

        Independentemente dos patrocinadores públicos ou privados, no caso do futebol brasileiro, todos os clubes do país têm como maior fonte de sustento os contratos de televisamento de seus campeonatos.

         Verdade é que o  departamento de futebol vai depender,  cada vez mais, do faturamento do marketing dos clubes. Outro trabalho a ser feito pelos clubes é o de procurar conhecer, por meio de pesquisas, a composição de suas torcidas. Se um clube tem torcedores com padrões mais altos de consumo, é preciso explorar isso, com produtos mais refinados. Numa equipe mais popular,  a quantidade compensa o fato de o padrão de consumo dos torcedores não ser tão elevado. Nesse sentido, licenciar produtos para agradar aos torcedores, lançar campanhas, abrir lojas oficiais e espalhar franquias pelo país são parte dessa estratégia.

     Atualmente, com a globalização, o futebol brasileiro enfrenta uma forte concorrencia interna, como a da Liga dos Campeões e a dos campeonatos europeus, que exibem pela TV e internet partidas de nível muito mais elevado que as das competições nacionais. É cada vez mais comum encontrar-se garotos  de 10, 12 anos que são torcedores dos times da Espanha, Inglaterra, Itália ou Alemanha, e não dos times do Rio.  Um fenômeno semelhante ao que ainda ocorre em Manaus, por exemplo, onde a imensa maioria dos torcedores gosta do Flamengo ou do Vasco, e não das equipes locais. Outro aspecto interessante é que os torcedores hoje consideram torneios de primeiro nível os nacionais e internacionais, como Brasileiro, Copa do Brasil, Sul-Americana, Libertadores e Mundiais; e de segundo nível, os regionais, como a Copa do Nordeste, Copa Verde e Primeira Liga. Os Estaduais vêm como competições de terceiro escalão na preferência popular.  

      São desafios como estes que estão diante do  time de São Januário.   Com campanhas apenas razoáveis na maioria das temporadas na série principal do Brasileirão e até no Estadual e sem conseguir rejuvenescer sua torcida, pela falta de títulos, seria o Vasco  atualmente o mais ameaçado de se tornar um ex-grande?

 

Curso de mecânica

lém de serviços, o Detran Presente também vai levar conhecimento para os moradores do município de Queimados neste sábado (05.08). Durante o mutirão, será oferecido o curso gratuito de mecânica “Oficina para todos”. As aulas ensinam técnicas de como manter os veículos em bom estado, noções de funcionamento e mecânica dos carros. O Detran Presente voltará à Baixada Fluminense e atenderá os cidadãos,  das 9h às 16h, na Escola Municipal Professor Alberto Pirro (Rua Boa Viagem, nº 1135 - Jardim Alzira). 

 Estão disponíveis 30 vagas para o curso, e as inscrições já estão abertas no site (www.detran.rj.gov.br). Para participar, os candidatos não poderão estar com a CNH suspensa, cassada ou fora da validade. O curso terá duração de três horas: duas de aula teórica e uma prática – e será ministrado das 10h às 13h.  Esta será a 10ª edição do Detran Presente, que já realizou 19.450 atendimentos. Durante os eventos 125 pessoas já receberam o certificado do curso de mecânica.

Cuidado com a hipertensão

De acordo com dados do Ministério da Saúde a hipertensão, conhecida popularmente como pressão alta, atinge mais de 30 milhões de pessoas no país, estimando que um a cada 4 brasileiros sofra da condição que aumenta com a queda da temperatura e merece atenção.  

Para Rodrigo Pereira Paez, cirurgião cardiovascular do CECAM (www.cecam.com.br/ ) - rede de clínicas de saúde – a temperatura baixa durante o inverno diminui o diâmetro dos vasos sanguíneos, fechando a circulação e aumentando a pressão arterial.  

 Segundo o especialista, as complicações ocasionadas por conta do aumento da pressão podem ser graves e “os perigos da hipertensão englobam desde sintomas simples como cefaleia, enjoo, dor nos olhos e cansaço excessivo até as complicações mais graves como infarto, AVC, edema de pulmão, sangramentos oculares, nasais, pancreáticos e a dissecção da aorta”, explica Paez.   

  Além do cuidado redobrado para adultos com mais de 35 anos e idosos, o cirurgião cardiovascular indica algumas dicas que auxiliam na prevenção da doença.

 

Confira:  

  

Alguns alimentos e medicamentos devem ser evitados  

Os pacientes diagnosticados com hipertensão devem evitar ao máximo a ingestão de sódio, isso inclui temperos industrializados e alimentos embutidos. Além disso, deve-se cancelar também o uso de anti-inflamatórios e corticoides.  

  

Pratique atividades físicas  

Mesmo nos dias mais frios, a prática regular de atividades físicas serve para prevenir e auxiliar no controle natural da condição, “exercícios aeróbicos e prolongados ajudam a prevenir a hipertensão a médio e longo prazo, pois neste tipo de exercício o corpo aquece e transpira, tendo efeito vasodilatador. Dessa forma, a perda de líquidos e sais acontece naturalmente, o que é tão benéfico quanto o uso de medicação”, afirma o especialista. No inverno, vale apostar mais ainda em alongamentos antes de começar algum exercício e também verificar se a pessoa esta com a pressão controlada ao iniciar essas práticas, evitando assim crises e descompensações durante os treinos.  

 Evitar o estresse

A falta de repouso e situações frequentes de stress são alguns dos principais agravantes dos quadros de hipertensão. Portanto, aprender a administrar situações de conflito, ter, pelo menos, 8 horas de sono diárias e repousar o suficiente são algumas das recomendações do cirurgião.  

   

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ONU promove concurso de video

1º Concurso de Vídeo da ONU Nelson Mandela avaliará produções audiovisuais de ficção ou documentário que tenham duração de 4 a 6 minutos. Os filmes serão avaliados por um júri de especialistas segundo seis critérios — roteiro, interpretação (no caso das obras de ficção), qualidade estética, originalidade, diversidade e relação com o tema.

Os diretores dos três melhores filmes selecionados pelos jurados serão convidados a participar da exibição dos vídeos no CCBB, que acontecerá em 21 de setembro, Dia Internacional da Paz. Os participantes deverão conceder o direito de uso do filme para o UNIC, uma vez que os vídeos serão exibidos no evento e também nos canais de comunicação da ONU Brasil.

Para se inscrever, é necessário preencher o formulário de inscrição no link https://goo.gl/forms/WAiG6mEDgwHE3fpN2 e realizar o envio do vídeo em formato mp4, por meio de alguma plataforma de compartilhamento online (confira os detalhes no formulário).

NBA muda de roupa

Orientado por mais de 25 anos de pesquisa em todos os níveis de basquete e insight dos atuais jogadores da NBA, o uniforme é baseado em uma versão refinada da estrutura de basquete Nike Aeroswift.

A Nike adaptou o design do uniforme aos rigores da temporada cada vez mais intensa de 82 jogos da Liga, empregando mapas corporais 3D dos jogadores, incluindo mapas de calor e suor. Esta pesquisa levou os designers da Nike a fazer mudanças significativas no peso, ajuste e construção dos uniformes – dando especial atenção para a potencialização da agilidade.

Os jogadores da NBA, incluindo os membros do time de basquete dos EUA, vencedores da medalha de ouro da última Olímpiada, testaram versões iniciais dos uniformes e deram um feedback específico que levou a Nike a desenvolver os designs para que incluíssem uma mudança nas costuras de abertura da manga, pescoço e laterais para eliminar distrações para os atletas.

"A vantagem mental de um uniforme de qualidade não tem preço", diz Kyrie Irving. "O fato de a Nike ter ouvido todos os nossos comentários ao desenvolver os novos uniformes da NBA diz tudo. Estou entusiasmado com o novo ajuste e sensação".

A mudança mais significativa está na parte posterior do ombro do uniforme, onde os designers da Nike alteraram a construção para ter um ajuste muito melhor. Além disso, as bainhas na parte inferior da camiseta e dos shorts foram modificadas para permitir amplitude total de movimento.

"Quando você se sente bem no uniforme, você joga bem", diz Draymond Green. "Eu gosto de ter qualquer vantagem competitiva na quadra e os novos uniformes Nike NBA estão de acordo com o feedback que fornecemos".

O uniforme é composto por uma combinação de fios Alpha Yarns e poliéster reciclado (cada uniforme representa aproximadamente 20 garrafas PET recicladas). Essa mistura de fios, além de estar de acordo com o amplo compromisso da Nike com a sustentabilidade, também remove a umidade mais rapidamente do que os uniformes anteriores da NBA, drenando a transpiração 30% mais rápido do que os atuais uniformes.

UMA NOVA CONVENÇÃO DE NOME PARA OS UNIFORMES DA NBA

Coincidindo com a introdução dos novos uniformes, a NBA está eliminando suas designações de uniforme "Home" e "Road". Começando com a temporada 2017-18, as equipes da casa escolherão qual dos seus uniformes serão usados em todos os jogos como mandantes e as equipes visitantes escolherão um uniforme contrastante dentro de sua própria variedade.

Por causa desta mudança, a Nike e a NBA trabalharam em conjunto para criar quatro uniformes principais para cada equipe, classificados como "edições", que exploram a rica história da NBA e suas respectivas franquias.

As duas primeiras edições dos uniformes da NBA, que serão apresentadas pelas equipes no segundo semestre (verão americano), e farão sua estreia em quadra no início da temporada, são as edições Associação e Ícones. Os dois uniformes principais restantes, inspirados na mentalidade do atleta da NBA e nas comunidades que apoiam suas equipes em qualquer circunstância, respectivamente, serão apresentados nos próximos meses.

Edição Associação, o tradicional uniforme oficial branco que as 30 equipes terão em sua variedade, conecta-as como membros do clube de basquete mais exclusivo do mundo. Ela representa uma conquista pela qual a maioria dos atletas tem trabalhado por toda a vida para alcançar.

Edição Ícone, anteriormente conhecida como segundo uniforme, representa a rica história e a identidade icônica que existe dentro de cada franquia. Esta edição utiliza a cor primária da equipe, uma cor que domina o guarda-roupa dos fãs mais obstinados.

Também nesta temporada, oito equipes da NBA terão um uniforme da Edição Clássica que estará disponível  segundo semestre (outono americano). A Edição Clássica homenageia alguns dos uniformes mais emblemáticos da história da liga e poderá ser usada a critério de cada equipe.

Complementando as novas edições de uniformes, a Nike também apresentará uma nova coleção, incluindo calça de compressão e meias, que proporcionam uma aparência perfeita para os melhores atletas do mundo quando jogam nos maiores palcos do esporte.

Em busca de emprego?

O Governo do Rio de Janeiro anunciou 840 oportunidades com carteira assinada em todo o estado. Do total, 31 vagas são para deficientes. Com salários que podem chegar a até R$ 5 mil, as chances são para ambos os sexos e com exigência de formação entre os ensinos fundamental incompleto e o superior completo.

 

A capital tem um total de 889 chances de emprego com carteira assinada, sendo 350 para Repositor de Mercadoria, 100 para Auxiliar nos Serviços de Alimentação, 90 para Operador de Telemarketing Receptivo, dez para Eletricista de Instalação, entre outras.

 

A Região Serrana tem 14 chances, sendo quatro para Recepcionista, duas para Vendedor de Comércio Varejista, duas para Auxiliar nos Serviços de Alimentação, e outras. Entre as oportunidades para deficientes, existem 16 para Auxiliar de Escritório em Geral e dez para Atendente de Lojas e Mercados. Na Região Metropolitana, são 21 vagas, com 12 para Ajudante de Motorista.

 

As inscrições para se candidatar às vagas podem ser feitas nos postos Sine/Setrab (www.rj.gov.br/web/setrab) ou no site maisemprego.mte.gov.br.

 

O banco de emprego pode sofrer alterações momentâneas como inclusão/fechamento de vagas ou ampliação/redução de ofertas.

 

Canadá: palco do surgimento da NBA

      A sigla NBA significa National Basketball Association (Associação Nacional de Basquete), e diz respeito a uma das quatro Grandes Ligas do esporte americano. As demais são a NFL (National Football League), de futebol americano; NHL (National Hockey League), de hóquei sobre o gelo; e MLB (Major League Baseball), de beisebol.  Embora não sejam ranqueadas como uma das grandes, também são consideradas importantes na América do Norte a MLS (Major League Soccer), de futebol (nos EUA chamado de soccer); e a CFL (Canadian Football League), a liga canadense de futebol americano.

     NBA, NFL, NHL, MLB são as ligas mais ricas do planeta em seu respectivo esporte, No caso do futebol, aquela que movimenta mais dinheiro é a Premier League inglesa. Enquanto  futebol americano, hóquei e beisebol têm tido ligas profissionais organizadas há mais de um século, ainda que não com as denominações atuais, o basquete - criado pelo pastor e professor canadense James Naismith em 1891 - passou a contar com sua primeira liga profissional na década de  20: American Basketball League, a ABL, de 1925. O embrião da NBA só viria a surgir a 6 de junho de 1946, sob o nome de Basketball Association of America (BAA). Curiosamente, a iniciativa dessa fundação coube não a times desse esporte, mas do hóquei no gelo sediados no Nordeste e Meio-Oeste dos EUA e no Canadá.  Assim, a 1 de novembro de 1946, em Toronto, o Toronto Huskies recebeu o New York Knickerbockers (atual Knicks), vitorioso por 68 a 66, no Maple Leafs Garden.  Em 1947, o primeiro campeão da BAA, atual NBA, foi o Philadelphia Warriors, que depois se mudou para San Francisco, em 1962, e desde 1971, se chama Golden State Warriors, campeão da liga em 2014/2015.

    Embora não fosse a primeira liga profissional dos EUA, a BAA foi a primeira a buscar promover partidas em arenas maiores de cidades mais importantes. Tecnicamente, a qualidade desses jogos não chegava a ser mais elevada que a dos confrontos entre equipes da ABL. Tanto assim que o extinto Baltimore Bullets, finalista da ABL em 1948, foi campeão da BAA naquele mesmo ano; e o Minneapolis Lakers (atual Los Angeles Lakers), campeão da ABL em 1949, ganhou também o troféu da BAA naquela mesma temporada. Em paralelo, a partir de 1937, passara a existir, por iniciativa das empresas General Electric, Firestone and Goodyear, a National Basketball League, a NBL.

    Provavelmente por uma mentalidade mais moderna e por ter demonstrado maiores perspectivas que a NBL, antes do campeonato de 1948/1949, a  BAA começou a absorver times dessa outra liga,   como os de Fort Wayne, Indianapolis, Minneapolis e Rochester. Com isso, tornou-se também a preferida pelos universitários desejosos de se tornarem profissionais. Ao fim da temporada 1948/1949,  a BAA terminou por absorver os times que restavam na NBL: Syracuse, Anderson, Tri-Cities, Sheboygan, Denver e Waterloo. Com isso, a 3 de agosto de 1949, como resultado da fusão entre BAA e NBL, era fundada a atual NBA, com 17 franquias. O começo foi dificil. Tanto que em meados da década de 50, a entidade passou a contar com apenas oito times, todos até hoje ligados `a NBA: New York Knicks, Boston Celtics, Philadelphia (hoje Golden State) Warriors, Minneapolis (atual Los Angeles) Lakers, Rochester Royals (atual Sacramento Kings), Fort Wayne (atual Detroit Pistons), Atlanta Hawks e Syracuse Nationals, hoje Philadelphia 76ers).

     Unica entidade promotora de campeonatos profissionais de basquete na América do Norte

desde 1949, a NBA voltou a enfrentar uma concorrente nos anos 60, quando da criação da American Basketball Association, a ABA. Bem sucedida no inicio, esta durou até 1976. Entretanto, `a medida em que os times da NBA conseguiram contratar os destaques da ABA, a liga rival foi decaindo até que em 1976 reunia apenas cinco equipes:  Denver Nuggets, Indiana Pacers, New York Nets, San Antonio Spurs e Spirit of Saint Louis. Os quatro primeiros se uniram `a NBA e continuam em atividade, ao contrário do de Saint Louis. Atualmente, sediada em Nova York, a NBA (www.nba.com) reune 30 franquias ou times, sendo 29 nos EUA e uma no Canadá. Desde a temporada de 2004/2005, as equipes estão divididas em duas conferências - Leste e Oeste - cada qual com 15. Cada conferência, por sua vez, tem três divisões, cada qual com cinco times. Se for levada em conta a localização dessas franquias pelo mapa da América do Norte, 13 estão no Leste; nove na região Central dos EUA; três nas regiões montanhosas e cinco do lado Oeste.

    Curiosamente, se hoje a imensa maioria dos atletas americanos de basquete é de negros, o racismo -  muito forte na sociedade americana antes das campanhas pelos direitos civis nos anos 50 e 60 - impedia que as ligas dessa modalidade fossem racialmente mistas. O primeiro não-branco a atuar na NBA foi o nipo-americano  Wataru Misaka, em 1947/1948, pelo New York Knicks. Em relação aos afro-descendetes, Harold Hunter chegou a assinar com o extinto Washington Capitols em 1950, mas foi cortado do grupo no período de treinos. No mesmo 1950, porém, atuaram os afro-americanos Earl Loyd, do Washington,  Chuck Cooper, do  Boston Celtics, Nathaniel "Sweetwater" Clifton, do New York Knicks.

   Num processo cultural e politico semelhante ao que se deu no futebol brasileiro, os atletas negros do basquete americano tiveram de enfrentar não apenas seus rivais dentro de quadra, com também tiveram de superar toda a deslealdade do preconceito. Basta olhar as fotos das equipes vencedoras das primeiras temporadas da liga, a partir de 1947, para perceber que os primeiros campeões negros vestiram a camiseta do extinto Syracuse Nationals, em 1954/1955: Earl Lloyd e Jim Tucker.

  De acordo com Jason Lewis, do “Los Angeles Sentinel”, o pioneiro Lloyd foi o primeiro negro na quadra da NBA, atuando pelo extinto Washington  Capitols. Estreou a 31 de outubro de 1950, contra o Rochester Royals, na partida de abertura da temporada. Natural de Alexandria, no estado da Virginia, no sul dos EUA, Lloyd contava que antes de jogar pelo Washington, ele jamais havia se sentado próximo ou sequer conversado com uma pessoa branca.

  Ainda em 1950, havia em quadra dois outros negros: Chuck Cooper, do  Boston Celtics, e Nat “Sweetwater” Clifton, o primeiro negro a ter assinado contrato com um time da liga, o New  New York Knicks.

  Anos mais tarde, quando o Boston se sagrou campeão pela primeira vez, em 1957, contava com apenas um afro-americano: Bill Russell. Quase dez anos depois, em 1966, a equipe verde e branca já contava com sete atletas negros. Por volta dos anos 70, todos os times da liga contavam com mais negros que brancos, ao passo que em 2000, o campeão Los Angeles Lakers, com 15 jogadores,  contava com apenas um atleta branco: Travis Knight. Atualmente, de acordo com dados da própria NBA, 80% dos jogadores da liga são negros.

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Dinastias na NBA

  A mídia esportiva americana costuma chamar de “dinasty” (dinastia) os grandes times que conquistam vários troféus e marcam época em quaisquer modalidades, como basquete, futebol americano, beisebol ou hóquei sobre o gelo, as mais importantes dos EUA. No caso da NBA, ao longo de sua história,  uma série de dinastias e um sem número de astros ajudaram a torná-la a liga americana mais conhecida fora dos EUA. Voltando numa espécie de túnel do tempo aos primeiros anos dessa trajetória, o primeiro campeão foi o Philadelphia Warriors em 1946/1947, ainda à época da Basketbal Association of America (BAA), precursora da NBA. Armador, Howie Dallmar era um especialista em assistências, mas foi também o autor da cesta da vitória por 83 a 80 sobre o Chicago Stags, fechando a melhor de sete em 4 a 1.

  Já no começo da década de 50, a primeira grande equipe da liga americana foi o Minneapolis Lakers, que mais tarde iria se transferir para Los Angeles, em 1960, tornando-se o atual Los Angeles Lakers. Liderado pelo pivô George Mikan, o Minneapolis foi a primeira dinastia da história da NBA, tendo ganho as temporadas de 1948/1949, 1949/50,  1951/1952,  1952/1953 e  1953/1954. Esses cinco troféus atualmente constam do histórico do Los Angeles, que tem 11 ao todo, Ainda em 1954, para forçar o arremesso e desencorajar um estilo extremamente defensivo, a liga adotou o relógio de 24 segundos, tempo de que um time dispõe para a posse de bola. Se o quinteto não consegue utilizar esse período, a bola passa para o adversário.

 No começo da década de 50,   o basquete da NBA era ainda muito diferente do que se conhece atualmente.  Verdade que os talentos já comecavam a aparecer, assim como os primeiros atletas negros em quadra -    Earl Loyd,  Chuck Cooper e Nathaniel "Sweetwater" Clifton. Mas no aspecto tecnico, o que se via era um intenso confronto físico, marcado por muitas faltas. Não havia ainda a plástica e ao mesmo tempo a excelente forma física que são constantes atualmente. Antes da adoção do relógio de 24 segundos, o time que conseguisse abrir vantagem fazia uma hoje impensável cera, trocando passes sem sequer tentar um ataque, fazendo os segundos passarem. Resultado: os fãs começavam a se cansar.

  Um dos astros daquele período pioneiro da liga foi o armador do Boston Celtics Bob Cousy. Como ele próprio comentava, o jogo parecia estagnado, e  a única forma pela qual um time   

podia tentar uma virada era fazendo faltas, e quanto mais rápido a falta fosse cometida, melhor, porque havia mais tempo para a reação. Da mesma forma, as  equipes que estavam na frente no placar também começaram a fazer faltas. Com isso, as partidas frequentemente iam se deteriorando para se tornar num desfile de lances livres de um lado para o outro.

   Cousy foi um dos símbolos de outra dinastia da liga , o Boston Celtics, recordista de troféus da NBA, com 17. Seu predomínio teve início nos anos 50 e se prolongou pela década seguinte. Fora da quadra, o comandante era o treinador Red Auerbach, ao passo que Cousy, apelidado de Houdini de Hardwood, em referência ao famoso ilusionista, por sua habilidade com a bola. O armador é até hoje o recordista de lances livres convertidos em um jogo de playoffs, com 30 em 32 cobrados, contra o extinto Syracuse Nationals em 1953 (Boston 111 a 105 na prorrogação). Somente em 1957, porém,   a equipe alviverde de Boston iria ganhar seu primeiro troféu, graças  também à chegada do rookie (novato), o pivô Bill Russell.

      Os títulos foram se seguindo. O primeiro foi na temporada de  1956/1957, contra o Saint Louis Hawks (atual Atlanta Hawks), tendo o próprio Cousy como MVP (Jogador Mais Valioso, o melhor atleta). O time tornou a ser campeão em 1958/1959, para iniciar uma série de oito conquistas seguidas, até 1965/1966, algo nunca mais repetido até hoje. Neste período, a maior estrela do time e da NBA era Russell, que tinha como maior rival o também pivô Wilt Chamberlain, que atuou pelo San Francisco Warriors (atual Golden State Warriors) e pelo Philadelphia 76ers.

   O título de 1962/1963 marcou a despedida de Cousy em um período em que os atletas de Boston eram considerados “velhos demais” para chegarem ao quinto troféu.   Ainda na década de 60,Bill  Russell comandou sua equipe em mais dois títulos, em 1967/1968 e 1968/1969. Ao todo, o Boston levantou 11 troféus em 13 possíveis, entre as temporadas de 1956/1957 e 1968/1969.  Em 1967/1968 e 1968/1969, Russell atuou como dublê de jogador e treinador.

Juntamente com mais seis atletas, ele pode se orgulhar de ter a tríplice coroa do basquete graças aos titulos da NCAA (liga universitária) de 1955 e 1956 pela Universidade de San Francisco, varias vezes campeão da NBA e medalhista de ouro nas Olimpíadas de Melbourne, em 1956. Os demais tríplice-coroados são: Clyde Lovellette, K.C.Jones, Jerry Lucas, Quinn Buckner, Michael Jordan e Magic Johnson.

  Em 1966/1967,  Wilt Chamberlain, por sua vez, ajudou o Philadelphia a erguer a taça, além de ter  estabelecido recordes de pontos por jogo, com 100 (vitória sobre o New York Knicks por 169 a 147, a 2 de março de 1962, na Pensilvania), e de rebotes, com 55 (contra o Boston a 24 de novembro de 1960). Em 118 oportunidades, ele marcou 50 pontos ou mais numa partida. Mais tarde, em 1972, foi campeão da liga pelo Los Angeles Lakers. Ao todo, fez 31.419 pontos em 1.045 jogos, numa média de 30,1 pontos por jogo, a segunda melhor atrás de Michael Jordan. Primeiro jogador de basquete a ser visto como uma celebridade nacional nos EUA, Chamberlain detém até hoje 71 recordes na liga.

     Na temporada de 1969/1970,  passado o longo predomínio do Boston, o New York Knicks se tornou campeão pela primeira vez, superando o Los Angeles Lakers, que até então não havia sido vitorioso desde sua mudança de Minneapolis para a Costa Oeste no começo de 1960.     Isso só iria acontecer em 1972, quando o time de Los Angeles, liderado por Chamberlain, foi à forra diante do New York e conquistou o campeonato. Na temporada de 1972/1973, noutro duelo entre as equipes das duas cidades mais populosas do país, o New York Knicks foi campeão novamente - e pela última vez até agora -, sobre o Los Angeles.

  Depois de o Boston ter dominado amplamente os anos 60, a década de 70 foi mais dividida em termos de campeões, sem que se pudesse falar numa dinastia. O Boston tornou a festejar em 1973/1974 e 1975/1976. Em 1974, o time de Boston teve de se superar diante do Milwaukee Bucks do pivô Kareem Abdul-Jabbar, MVP da temporada. Em 1976, no que é considerado o jogo mais dramático da história da liga - quinto da melhor de sete da final - o Boston bateu o Phoenix Suns por 128 a 126, apenas na terceira prorrogação. Dias depois, fechou a serie por 4 a 2. Já o Los Angeles foi  campeão em 1979/1980, apresentando como seu MVP alguém que entraria também para a história do esporte mundial: o armador Magic Johnson.

  Juntamente com o ala Larry Bird, novato do Boston, Magic se colocaria como um dos mais importantes nomes da liga na década de 80, que representou uma fase de imensa popularização da NBA dentro e fora dos EUA. Para esse processo de popularização, muito colaboraram algumas mudancas da própria entidade, que passou a  contar com mais franquias em meados dos anos 70 e que adotou em seu regulamento, em 1979, o arremesso de três pontos: iniciativa da concorrente American Basketball Association, a ABA (criada em 1967 e absorvida pela NBA em 1976). Nos anos 80,   Boston e Los Angeles passaram a comandar as ações em quadra, tendo conquistado, juntos, sete troféus Larry O’ Brien (nome adotado em 1977 para a taça ofertada ao campeão). O Boston foi vitorioso em 1980/1981, 1983/1984 e 1985/1986, ao passo que o Los Angeles Lakers pôde celebrar suas conquistas em 1981/1982,  1984/1985, 1986/1987 e 1987/1988. Já no final dos anos 80, o Detroit Pistons do ala-armador Isiah Thomas foi bi em 1988/1989 e 1989/1990.

 Foi nessa época de vários grandes times e de diversas estrelas que a TV brasileira começou a transmitir as partidas do campeonato da liga americana. Muito voltada para o esporte, a Rede Bandeirantes, por meio do locutor Luciano do Valle, morto em abril de 2014, e do comentarista Álvaro José. Aos poucos, os desportistas brasileiros comecaram a se acostumar com os nomes das grandes equipes, de seus ginåsios, e em especial, dos craques das quadras.   Era um desfile de astros, como Kareem Abdul-Jabbar, Rick Barry, Dave Cowens, Julius Erving, Elvin Hayes, Walt Frazier, Moses Malone, Artis Gilmore, George Gervin, Dan Issel e Pete Maravich. Alguns eram remanescentes dos anos 70, outros vinham aparecendo na década de 80 e estariam destinados a prosseguir por alguns anos.  

  Pelo Boston, por exemplo, Larry Bird  foi decisivo na conquista da temporada de 1980/1981, ao levar seu time aos 4 a 2 na melhor de sete decisiva contra o Houston Rockets. Na temporada seguinte, o tecnico Pat Riley e Magic Johnson levaram  o Los Angeles Lakers a mais uma conquista em 1981/1982. Finalmente, em 1983/1984, os astros Bird e Magic se enfrentaram pela primeira vez numa série decisiva. Fora de casa, o Los Angeles fez 2 a 0, e como os dois próximos confrontos seriam em sua casa, sua torcida esperava uma varrida, isto é, 4 a 0. Entretanto, o time de Bird reagiu, ganhou dois jogos fora de casa, ambos na prorrogação, e se manteve na disputa, que chegou aos sete jogos: 4 a 3 para o Boston. Também naquele mesmo 1984, David Stern substituiu Larry O’Brien como comissioner (presidente) da liga, dando inicio a um projeto de globalização da NBA, algo concreto em nossa época.  Outro fato relevante no mesmo campeonato foi a chegada à liga de um jovem chamado Michael Jordan, ala-armador que faria história nesse esporte como ninguém mais até os nossos dias.

   Ainda nos anos 80, a década da virada da liga, de um alcance nacional para o mundial, o campeonato de 1984/1985 foi marcado pela presença decisiva como MVP (Melhor Jogador) das finais por parte do experiente pivô do Los Angeles Kareem Abdul-Jabbar, então com 38 anos. Com ele e Magic, a equipe da California chegou ao titulo com 4 a 2 sobre o Boston nas finais. O Boston foi campeão em 1985/1986, mas diante do Houston Rockets, e o Los Angeles, sob a liderança de Magic Johnson, em 1986/1987 e 1987/1988,  sobre o Boston e o Detroit Pistons, respectivamente. As duas ultimas taças da década foram para Detroit. A equipe do técnico Chuck Daly, de Isiah Thomas e do armador Joe Dumars foi superior ao Los Angeles Lakers e ao Portland Trail Blazers nas decisoes de 1988/1989 e 1989/1990, respectivamente.

    A consagraçao maior daquela geração dos anos 80 e 90 chegaria em 1992, com a criação do Dream Team (Time dos Sonhos), a seleção dos Estados Unidos campeã olimpica em Barcelona, tido quase unanimemente como o melhor quinteto e a melhor coleção de talentos para o  basquete da história.  Magic Johnson, Michael Jordan, Charles Barkley, Karl Malone e Patrick Ewing geralmente começavam jogando.  Larry Bird, David Robinson, John Stockton, Scottie Pippen, Clyde Drexler, Chris Mullin e Christian Laettner completavam a relação dos 12 invencíveis, que ganharam o ouro ao arrasar a Croácia por 117 a 85 na decisão. No banco, Daly era o treinador.

  De acordo com o jornalista Jack McCallum, autor de livros sobre basquete, um deles a respeito do Dream Team, eles foram os Beatles do basquete. Assim como o conjunto inglês mudaria não apenas a música, mas o próprio comportamento da juventude, o Dream Team tornou a NBA uma liga global. Mas não apenas por causa do bi olimpico (em 1996, com uma equipe mais jovem),  a  década de 90   acabou se tornando a mais glamourosa da história da liga, mais até que os anos 80.

       Se o futebol conhecera seu Rei, Pelé, a partir do primeiro dos cinco títulos mundiais da seleção brasileira em 1958, quando o craque contava apenas 17 anos, o basquete americano e mundial  passaram a reverenciar a majestade das quadras a partir da virada de 1990 para 1991: Michael Jordan, principal artifice dos dois “threepeats” (tricampeonatos) do Chicago Bulls, de 1990/1991 a 1992/1993; e de 1995/1996 a 1997/1998.

    Do primeiro tri, além de Jordan, faziam parte, entre outros, Scottie Pippen, Horace Grant e John Paxson, autor dos três pontos decisivos nos 99 a 98 sobre o Phoenix Suns de Charles Barkley, e  em Phoenix, em 1997/1998. Fora de quadra, o comandante era o técnico Phil Jackson.  O tri do Chicago foi historicamente importante, porque anteriormente só dois times haviam ganho três campeonatos em sequência: o antigo Minneapolis Lakers, entre 1951/1952 e 1953/1954, e o Boston Celtics, que ultrapassou a marca, entre 1958/1959 e 1965/1966.

  Ainda naquela década, Hakeem Olajuwon, um pivô de 2,13m, liderou o Houston Rockets rumo ao bicampeonato em 1993/1994  e 1994/1995, neste contando com um importante apoio do ala-armador Clyde Drexler. O time de Houston não chegou a se tornar uma dinastia, porque depois de duas temporadas sem chegar à final, o Chicago Bulls retomou seu domínio nas quadras. Novamente liderado por Jordan, foi campeão em 1995/1996, diante do Seattle Supersonics, fechando uma campanha recorde de 72 vitorias e 10 derrotas, a melhor de todos os tempos. Depois em 1996/1997 e 1997/1998, se impôs numa luta particular com o Utah Jazz de Karl Malone, o Carteiro, e John Stockton.  Nos três titulos, o Chicago superou o ouro finalista por 4 a 2. Phil Jackson continuava a ser o técnico, e além de Jordan e Pippen, Dennis Rodman era o outro destaque do  time, que não mais foi campeão desde então.

    Quase no fim dos anos 90, outra equipe passaria a integrar a galeria dos campeões da liga: o San Antonio Spurs, do Texas, tendo Tim Duncan como MVP das finais de 1998/1999. Na virada da década e do século, em 1999/2000, o Los Angeles Lakers, que não erguia um troféu desde o bicampeonato em 1986/1987 e 1987/1988, contratou o treinador Phil Jackson - que fizera história no Chicago - e montou uma equipe cuja estrela era o pivó Shaquille O’Neal, mas tinha como promessa Kobe Bryant.    Em 2000/2001, com Shaquille como MVP (Melhor Jogador) das finais, o Los Angeles Lakers precisou de cinco partidas para se impor ao Philadelphia 76ers, fechando a série em 4 a 1. A temporada de 2001/2002 foi a consagracão  da última franquia tricampeã  da NBA até o momento. O time azul e roxo “varreu” - isto é, derrotou por 4 a 0 - o outro finalista, o New Jersey Nets. Novamente, Shaquille foi o MVP, no terceiro título seguido. Nessa mesma temporada, Michael Jordan voltou às quadras pelo Washington Wizards, porém sem ser a sombra do que fora antes.

   Após a campanha vitoriosa do time californiano, nunca mais houve um tricampeão na NBA, embora entre 2002/2003 e 2009/ 2010, o alvinegro San Antonio Spurs, do Texas, tenha ganho três troféus alternados, em 2002/2003, 2004/2005 e 2006/2007.   Não deixou de ser uma dinastia, com Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili e David Robinson, ressaltando que Duncan é das Ilhas Virgens Americanas, Parker é francês, e Ginobili, argentino. Juntos, Robinson e Duncan eram conhecidos como “Twin Towers”, isto é, “Torres Gêmeas”. Nas temporadas em que o San Antonio não foi venccedor, o Detroit Pistons de Chauncey Billups foi campeão de 2003/2004, e o Miami Heat festejou seu primeiro troféu Larry O’Brien em 2005/2006, sob a liderança de

Dwyane Wade.

  Na segunda metade da década, o Boston Celtics assegurou em 2007/2008 seu titulo mais recente, após ter duelado com o Los Angeles Lakers do astro Kobe Bryant. Paul Pierce, porém, foi eleito o MVP da série decisiva em que o Boston superou o rival por 4 a 2. Liderado por Kobe, então a maior estrela da NBA,  Los Angeles chegou ao bicampeonato em 2008/2009 e 2009/2010, ganhando respectivamente de Orlando Magic e Boston Celtics. Na temporada de 2010/2011, houve grande expectativa em torno da transferência de LeBron James do Cleveland Cavaliers para o Miami Heat, onde ele se juntou a Wade e a Chris Bosh. Apesar de dividir com Kobe o estrelato da liga, LeBron nunca havia sido campeão. Não seria dessa vez, porém. O alemão Dirk Nowitzki, do Dallas Mavericks, foi o MVP das finais, e o troféu foi para a equipe do Texas.  O que fora frustração na temporada anterior se transformou em sonho realizado para LeBron, Wade e Bosh. O Miami Heat foi bi em 2011/2012 e 2012/2013, superando respectivamente o Oklahoma City Thunder e o San Antonio Spurs. Foram as duas primeiras conquistas de LeBron. MVP de ambas as finais, ele calou os críticos que previam que ele passaria toda sua carreira na liga sem ser campeão sequer uma vez.   No campeonato seguinte, quando Miami chegava à final pela quarta vez seguida e brigava pelo tri, teve pela frente o tradicional San Antonio Spurs de Duncan, Ginobili e Parker, além de Tiago Splitter,  que se tornaria o primeiro brasileiro a ser  campeão da NBA. Na fase final, 4 a 1 para o San Antonio.

   

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Paris e Los Angeles: futuras sedes olímpicas

Salvo excepcional contratempo, Paris e Los Angeles serão as cidades-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024 e 2028. Assim foi decidido nesta terça-feira pelos 83 membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) ao aprovar, por unanimidade em uma sessão extraordinária em Lausanne (Suíça), a reforma sobre uma dupla atribuição simultânea para tais eventos olímpicos.

“É uma oportunidade de ouro para o futuro dos Jogos Olímpicos e trará mais estabilidade ao movimento olímpico para os próximos 11 anos”, declarou Thomas Bach, o presidente do COI, em coletiva de imprensa posterior à votação em que compareceu com a franco-espanhola Anne Hidalgo, prefeita de Paris, e Eric Garcetti, o prefeito de Los Angeles.

Até o momento, a capital francesa (foto) e a metrópole norte-americana eram candidatas a organizar unicamente os Jogos de 2024. Mas a escassez de propostas (renunciaram sucessivamente Boston, Hamburgo, Roma e Budapeste) e a “excelente qualidade” de ambas as candidaturas, nas palavras de Bach, levaram o COI a repensar seu processo de atribuição para que nem Paris nem Los Angeles fiquem sem os Jogos Olímpicos, uma iniciativa que ambas as cidades aceitaram.

 

Mais em 

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/07/11/deportes/1499796997_871266.html

Nas quadras, mais de cem anos de história

James Naismith, o criador do basquete

 

       A história do basquete em âmbito mundial volta no tempo até 1891, em

Springfield, no estado de Massachusetts, EUA. Também pudera. A imensa maioria dos esportes era outdoor, praticada ao ar livre, como futebol, futebol americano, rugby, criquete, beisebol, atletismo e natação. Mas o rigoroso e demorado inverno  tornava impossível a prática desse tipo de esporte. As poucas opções de atividades físicas em locais fechados se restringiam a entediantes aulas de ginástica, que pouco estimulavam aos alunos. Por isso, Luther Halsey Gullick, diretor do Springfield College, colégio internacional da Associação Cristã de Moços (ACM), deu ao professor canadense James Naismith, de 30 anos, uma missão: criar um tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas.

      Curiosamente, depois de ter conversado com outros professores de educação física da região da Nova Inglaterra, Naismith chegou a cogitar de desistir da tarefa.

Entretanto, ele perseverou na ideia. Pensou, pensou e concluiu que o alvo deveria estar fixo, o que imporia um grau de dificuldade para os atletas, que usariam uma bola maior que a do futebol e que quicasse regularmente. Seria um esporte altamente coletivo, mas que, diferentemente do futebol americano, não fosse extremamente agressivo. Também ao contrário do American football, seria jogado com as mãos, sem poder ficar muito tempo em posse de um mesmo jogador e que não pudesse ser socada.

  Quanto ao alvo, Naismith concluiu que não deveria ficar no chão, como as traves do futebol e do hóquei no gelo, mas sobre a cabeça dos atletas, a 3,05m do solo, medida que permanece até hoje. Com aquela altura, imaginava o mestre, nenhum jogador de defesa seria capaz de impedir que a bola arremessada atingisse o alvo. O fato de  objetivo do novo esporte estar tão elevado visava também a tornar o novo jogo bem difícil. Em seu processo de criação, Naismith pediu a um zelador do Springfield College duas caixas com cerca de 8 polegadas quadradas (45,72cm quadrados). Providencialmente, porém, o zelador voltou do almoxarifado com dois antigos cestos de pêssego. Com um martelo e alguns pregos, Naismith prendeu os cestos na parte superior de duas pilastras, uma em cada lado do ginásio. Eram as cestas de basquete, ainda com fundo.  

     Em menos de uma hora, Naismith  escreveu  as 13 primeiras regras das modalidade. Em seguida, afixou-as num dos quadros de aviso do ginásio, para informar aos alunos que havia criado um novo jogo e para convidá-los a organizar equipes. Entre os 18 alunos presentes, o professor escolheu os capitães Eugene Libby e Duncan Patton, que formaram os times. Depois, chamou os mais altos, um de cada time, e jogou a bola para o alto, na primeira partida de basquete, pouco antes do Natal, em dezembro de 1891, pouco antes do Natal.

    Naquele primeiro confronto, houve muitas faltas, punidas à época com exclusão do autor - colocado na linha lateral -, até que a próxima cesta fosse assinalada. E as cestas? Como dispunham de fundo, cada vez que havia um arremesso certeiro, alguém tinha de subir até a cesta para pegar a bola. A solução foi retirar esse fundo, para que a bola caísse, e o jogo pudesse ser logo reiniciado. A primeira partida oficial de basquete se deu a  11 de março de 1892, no Ginásio Armory Hill da YMCA (ACM em inglês), também em Springfield, Massachussets. Diante de quase 200 pessoas, o  quinteto dos alunos venceu o de professores pelo placar de 5 a 1, com a bola de basquete fabricada ainda em 1891 pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets), e cujo  diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol.   

    Já as primeiras cestas sem fundo não eram redes como atualmente. Desenhadas por Lew Allen, de Connecticut, em 1892, eram cilindros de madeira com borda de metal. No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta simplesmente, bastando puxar essa corda.  Logo depois, a corda foi abolida e a bola passou a cair livremente após os arremessos certeiros. Em 1895, foram acrescentadas as tabelas foram oficialmente introduzidas. A modalidade passou a fazer parte do programa olímpico em Berlim-1936, quando coube a Naismith dar o bola ao alto da primeira partida de seu esporte nos Jogos: Estonia 34 x 29 França. Viajando para a Alemanha com auxilio de fãs americanos do seu esporte e sem convite do Comitê Olímpico Internacional (COI), o canadense, porém, acabou convidado a participar da cerimônia de preamiação aos atletas dos EUA, medalhistas de ouro; Canadá, de prata; e México, de bronze. Na final, os americanos bateram os canadenses por 19 a 8.

        Sediada em Mies, na Suíça, a Federação Internacional de Basquete (Fiba) foi fundada em 1932, por oito países. Cabe a essa entidade organizar os torneios olímpicos masculino e feminino desse esporte, além das Copas do Mundo de ambos os sexos (a próxima masculina será na China, em 2019, e a do feminino não está marcada), além de Mundiais da modalidade 3x3 (trincas) e de categorias de base. O órgão máximo do basquete inclui as regionais de África, Américas, Ásia, Europa e Oceania. A Fiba garante ter 450 milhões de praticantes e de fãs espalhados por 215 nações afiliadas, o que tornam o basquete o segundo esporte coletivo mais popular do planeta, atrás apenas do futebol. Estatísticas mostram que nos Jogos Olímpicos é a modalidade coletiva mais assistida.

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Brasil é maior mercado da NBA na América Latina

     Maior país da América Latina, o Brasil é também o maior mercado da liga americana de basquete entre os países latino-americanos. No fim de abril de 2017, a  NBA (National Basketball Association) e a operadora de telefonia Vivo anunciaram uma parceria para a distribuição de conteúdo da liga pelo celular. Clientes da operadora vão poder assistir a jogos ao vivo e acessar conteúdo exclusivo mediante a contratação dos planos básico semanal ou premium mensal, efetuando os pagamentos junto com a conta do celular ou por meio de créditos pré-pagos.

     O aplicativo NBA, disponível para Android e iOS, é compatível com smartphones e tablets. Por meio dele, os clientes terão acesso ao NBA League Pass e poderão acompanhar a temporada regular, os Playoffs, as Finais e também o fim de semana do All-Star, além de poderem assistir às partidas por meio do celular;  conteúdos especiais. melhores momentos; entrevistas exclusivas; jogos clássicos; documentários; bastidores da NBA. O pacote básico contempla 25 jogos (um por semana) na temporada regular, com narração em português, e mais 29 jogos clássicos (um por semana), durante o período de Playoffs, Finais, e também na pós-temporada. A versão premium dá acesso completo ao NBA League Pass. Serão mais de 1.200 jogos, entre temporada regular, All-Star Weekend, Playoffs e Finais. Ambas as versões oferecem também NBA TV (canal 24h de notícias sobre a NBA, em inglês); bastidores dos jogos; melhores momentos; ‘super câmera lenta’; comentários e atuações dos jogadores brasileiros.

      A importância do mercado brasileiro foi destacada pelo comissioner (presidente) da liga, Adam Silver, quando de sua vinda ao Rio em outubro de 2013, para assistir ao primeiro jogo de exibição da NBA na América do Sul, entre Washington Wizards e Chicago Bulls. Na ocasião, o dirigente fez questão de deixar bem claro o peso desse mercado brasileiro e sua importância na estratégia de globalização da marca. Silver disse, em entrevista `a mídia brasileira,  que o país é  um mercado muito importante para a NBA, por ser líder na América do Sul e pelo potencial de sua economia, ao redor do mundo. Admitindo que gostaria de ser mais realista,  revelou que seu maior sonho é o de ver o basquete como esporte número um do mundo. Principalmente por não precisar de tanta gente para se jogar, não exigir áreas muito grandes, e por ser benéfico à saúde.

     Ao olhar para o futuro, o dirigente acrescentou que como o mundo está se  tornando menor, já que a comunicação vem encurtando as distâncias, possivelmente haverá times da NBA sediados fora dos EUA e da América do Norte (atualmente só há equipes da liga nos EUA e Canadá). No evento histórico de 2013, a NBA trouxe ao Rio cerca de 400 pessoas e uma ampla logística para a realização daquele jogo.

     Segundo Silver, as perspectivas da liga no país são maravilhosas, no que diz respeito à participação, aos fãs, à popularidade, e no futuro há, sim, a possibilidade de um jogo de temporada no Brasil, já que o basquete é um esporte global.

    Nos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto de 2016, a modalidade foi uma das maiores atracões, tanto na versão masculina quanto na feminina. Além das partidas, nas arenas de Deodoro e Carioca 1, esta no Parque Olímpico da Barra, cerca de 80 mil fãs do esporte das cestas puderam visitar , durante os Jogos,  a NBA House, a Casa da NBA, no Armazém da Utopia, no Boulevard Olimpico, no Cais do Porto. Esse total superou a previsão de 50 mil visitantes, e o recorde de público foi registrado no Dia dos Pais, a 14 de Agosto, com 11 mil pessoas.

     Pelo local, passaram destaques como  Bruce Bowen (tricampeão pelo San Antonio  Spurs em 2003, 2005 e 2007); Gary Payton (campeão pelo Miami Heat em 2006), Glen Rice (campeão pelo Los Angeles  Lakers em 2000) e Tiago Splitter (campeão pelo San Antonio Spurs em 2014), além do argentino Fabrício Oberto (campeão pelo San Antonio Spurs em 2007), Anderson Varejão (Golden State Warriors), Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors). Um dos astros do New York Knicks e da seleção olímpica americana,  Carmelo Anthony fez uma visita surpresa às instalações de 3000 metros quadrados.

       Esta foi a quinta NBA House, que já esteve em  Nova York/EUA (2015), Brooklyn/EUA (2015), Madri/Espanha (2014) e Londres/Inglaterra (2012).  A NBA House carioca reuniu NBA legends (grandes figuras da história da liga), atletas, mascotes e cheerleaders (dançarinas que animam as torcidas das equipes). O visitante também pode ver o Larry O’ Brien Trophy (taça entregue ao  campeão da temporada), além de comprar 100  itens oficiais de produtos. Em setembro, num shopping do Rio, a NBA inaugurou sua primeira megastore na América Latina.

         Nas finais da temporada de 2016/2017, pela primeira vez os fãs da liga em São Paulo puderam contar com um  o espaço temático denominado “NBA Finals” (Finais da NBA), que funcionou ao longo da melhor de sete partidas, à noite nas datas de jogos e durante o dia nos fins de semana. Situado em plena Avenida Paulista, com 1.500m2, o local tinha capacidade para receber até mil fãs simultaneamente.     Lá, os frequentadores tiveram acesso a artigos exclusivos da NBA Store, food trucks, telões e painéis, Ítens históricos da liga, camisas autografadas de lendas como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird e Kobe Bryant, além de tênis e bolas assinados por atletas da NBA.     

  Tal paixão não começou de uma hora para a outra, obviamente. A liga americana profissional de basquete faz parte do cotidiano do apreciador brasileiro de esportes desde os anos 80, graças ao pioneirismo do locutor paulista Luciano do Valle. Com uma mentalidade aberta  `a transmissão de diferentes modalidades, sem se render `a chamada monocultura do futebol, Luciano “trouxe” para as telas do Brasil - em TV aberta, algo muito mais difícil - não apenas o basquete americano,  como o vôlei, futebol americano, F-Indy e outras modalidades pouco conhecidas no país na época (além de ter narrado também Copas do Mundo de futebol, Jogos Olímpicos, Jogos Pan-Americanos e o Mundial de F-1 de 1974, conquistado por Emerson Fittipaldi).   

     Agora, passados mais de 30 anos, a NBA deixou de ser uma curiosidade na TV brasileira, mas sim um produto com espaço e público crescentes.  Na temporada 2015/2016, cerca de 90 partidas foram transmitidas pela ESPN e pelo Sportv, com o qual a liga firmou uma parceria, anunciada em novembro de 2015. Pelo contrato, o site www.sportv.com passou a ser o oficial da liga americana no país. Abaixo dos públicos de TV americano e canadense, os brasileiros estão entre os maiores apreciadores da liga, juntamente com China, Filipinas, Taiwan e Índia. Muito em decorrência dos seis troféus ganhos pela geração de Michael Jordan, na década de 90,  o Chicago Bulls é o time da liga mais querido no Brasil, seguido por Miami Heat, Los Angeles Lakers, Cleveland Cavaliers, Oklahoma City Thunder, Golden State Warriors, New York Knicks e San Antonio Spurs.

     No mercado brasileiro, entretanto, as camisetas mais populares são as de LeBron James,  Stephen Curry,  Russell Westbrook, James Harden (Houston Rockets)  e Kyrie Irving. No que diz respeito à venda de produtos de franquias do basquete no país, o líder, como resultado de todas as conquistas da década de 90, é o Chicago, à frente de Cleveland, Golden State Lakers e Boston. Na loja NBA Store, oficial da liga na internet, o Golden State, campeão de 2017, está à frente da lista de franquias com maior volume de venda de produtos. A seguir, estão Cleveland, Chicago, Boston e San Antonio. Nas lojas NBA.com e NBA Store Rio, o líder na negociação de produtos oficiais é o Chicago, com Cleveland em segundo, Golden State em terceiro, Lakers em quarto e Boston, em quinto.

    

 

Na NBA, festa de 15 anos

Nenê Hilário: 15 anos de NBA

  Já faz 15 anos desde que um jovem e promissor pivô, conhecido como Nenê, deixou o então vitorioso time do Vasco, na época bi brasileiro e da Liga Sul-Americana, para ir jogar no Denver Nuggets, em 2002.  O tempo passou, e no começo da temporada 2016/2017,  a NBA apresentou o recorde de 113 internacionais de 41 países e territórios. O  Brasil contava com nove representantes: Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns), Anderson Varejão (Golden State Warriors – hoje sem time), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Tiago Splitter (Atlanta Hawks – e depois no Philadelphia 76ers), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers – hoje sem time), Raulzinho Neto (Utah Jazz) e Nenê Hilário (Houston Rockets). Entretanto, ao fim do campeonato, apenas cinco continuavam oficialmente contratados: Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors); Cristiano Felício (Chicago Bulls); Nenê Hilário (Houston Rockets) e Raulzinho (Utah Jazz).

       Na realidade, em 2002, o pioneiro Maybner Nenê Hilário fora draftado, isto é, escolhido no draft - processo pelo qual os times selecionam atletas de outros países ou do basquete universitário americano - pelo New York Knicks, que o trocou com o Denver. Foi uma negociação complicada, e o atleta, que tinha 20 anos, teve de pagar uma espécie de indenização ao time carioca.   Atualmente conhecido no basquete internacional como Nenê  Hilário, ele foi o primeiro jogador brasileiro a ter atuado regularmente na liga americana. Permaneceu em Denver até 2012, quando se transferiu para o Washington Wizards. Saiu de lá em julho de 2016, com destino ao Houston Rockets, pelo qual  disputou a próxima temporada, num grupo experiente do qual faz parte James Harden. O pivô brasileiro tem 34 anos.
   Uma temporada depois de Nenê, quem desembarcou nas quadras americanas foi Leandro
Barbosa, o Leandrinho, mais conhecido na NBA como Leandro Barbosa ou Barbosa.

Ele acabaria sendo campeão da liga pelo Golden State Warriors, nas finais de 2014/2015

        Atleta verde e amarelo que alcançou os maiores indices de popularidade junto à torcida
de seu time na liga, Anderson Varejão - que ficou sem clube na última temporada - está no basquete americano desde   o campeonato de 2004/2005, quando estreou pelo Cleveland Cavaliers. Naquela cidade, o ex-jogador do Barcelona conquistou a torcida não apenas por seu estilo de jogo, mas também pelos cabelos encaracolados, algo pouco convencional entre os atletas da liga. A torcida, porém, adotou esse penteado, a ponto de a própria franquia ter criado a Wig Night, a Noite da Peruca. Nesse evento previamente anunciado, a imensa maioria dos torcedores ia assistir a um confronto do time em sua casa, a Quicken Loans Arena, usando perucas encaracoladas, para se tornarem semelhantes a Varejão.

   O ala-pivô seguiu no Cleveland até a temporada de 2015/2016. No meio dessa última,
acabou negociado para o Golden State Warriors. Entretanto, em fevereiro de 2017, acabou dispensado.  Cerca de dez anos antes, em 2006/2007, tornou-se o primeiro brasileiro finalista na NBA, mas o Cleveland foi batido pelo San Antonio.  Em dezembro de 2014, sofreu rompimento do tendão de Aquiles e ficou fora da temporada que se encerrou
em 2015, quando o Cleveland perdeu o troféu da liga para o Golden State Warriors. Em fevereiro de 2016, trocou o Cleveland pelo próprio Golden State, e sem o saber, acabou desperdiçando a chance de ser campeão. Isso porque na série decisiva, liderado por LeBron
James, o Cleveland superou o rival. Curiosamente, Varejão teve 33 jogos defendendo cada um dos finalistas.

   De acordo com o Elias Sports Bureau, instituição histórica e estatística que pesquisa
resultados das maiores ligas dos EUA e do Canadá, Varejão, de 33 anos, foi o primeiro atleta da história da NBA a ter atuado pelos dois finalistas na mesma temporada. Teoricamente, ele teria direito ao anel dado a cada atleta do time campeão, uma vez que começara
a competição pelo Cleveland. Entretanto, de compromisso renovado com o Golden State, não deverá aceitar nem reivindicar tal prêmio. Em relação às Olimpíadas do Rio, em 2016, ficou de fora, devido a uma lombalgia que teria como causa uma hérnia de disco. Cortado
já no mês de julho, semanas antes do megaevento, cedeu seu lugar a Cristiano Felício, do Chicago Bulls. No começo de fevereiro de 2017, Varejão foi dispensado pelo Golden State, que queria abrir espaço em sua folha salarial para contratar o armador Briante Weber.

        O catarinense Tiago Splitter foi outro que, devido a uma cirurgia no quadril, anunciada

pelo seu time, o Atlanta Hawks, em fevereiro, acabou  desfalcando a seleção brasileira na Rio-2016. No começo de 2017, foi trocado com o  Philadelphia 76ers, que o enviou para reforçar a equipe da franquia na D League (Liga de Desenvolvimento da NBA), o  Delaware 87ers. Sua situação segue indefinida. Ele viveu seu auge na liga em 2013/2014. Na época, o pivô havia feito história, com a camiseta preta e branca do San  Antonio, ao se tornar o primeiro brasileiro campeão da liga.

           Atualmente, vem buscando se firmar no basquete dos EUA uma  nova geração verde
e amarela. Raulzinho Neto, de 24 anos, do Utah Jazz, atuou em 81 dos 82 jogos de seu time em 2015/2016, num promissor início de carreira na liga, em que tem muito a amadurecer. Já em  Toronto, estão radicados dois outros  jovens brasileiros, Lucas Bebê Nogueira, de 24 anos, natural de São Gonçalo-RJ, e o paulistano Bruno Caboclo, de 21. Tanto o pivô Lucas Bebê quanto o ala Caboclo são vistos como promessas na liga americana. Investindo em seu futuro na NBA, ambos pediram dispensa da seleção brasileira que se preparava para a Rio-2016, para poderem atuar na Liga de Verão, na tentativa de assegurarem suas vagas na temporada que está para começar. Isso, porém, fez com que fossem criticados pelo então treinador da equipe nacional, Ruben Magnano.

     Ao longo da temporada, Caboclo foi cedido pelo Toronto para o Raptors 905, da D-League, em que disputou 41 partidas das 50 do Raptors 905 na competição. Na grande final da D-League, contra o Rio Grande Valley Vipers por 122 a 96,  Caboclo obteve um duplo duplo (dois dígitos em dois itens da estatística) com 31 pontos e 11 rebotes, além de quatro tocos.  Com isso, o ala paulistano se tornou o primeiro brasileiro a ter sido campeão da D-League.

       No  tradicional Chicago Bulls, o pivô Cristiano Felício, de 24 anos, ex-Flamengo,
ajudou seu time a ganhar a Summer League (torneio de verão disputado na pré-temporada), em julho. Na temporada passada, atuou em 31 jogos, tendo sido titular em quatro delas. Em agosto, devido `a lesão de Varejão, Felício, conhecido nos EUA como a Brazilian
Beast (Fera Brasileira), o substituiu na seleção brasileira nos Jogos Rio-2016. Em meados de 2017, após o término da temporada, renovou por quatro anos seu compromisso com a equipe do estado de Illinois.

       Marcelinho Huertas, de 33 anos, acabou dispensado do Los Angeles Lakers, no fim da temporada 2016/2017. Experiente, ex-Barcelona, e com uma carreira de uma década no basquete europeu, atuou no Lakers, que o contratou em agosto de 2015 e já renovou seu contrato até 2018. Em sua temporada de estreia, a de 2015/2016, teve a chance de atuar ao lado do superastro Kobe Bryant, que deixou as quadras. Em fevereiro de 2017, o Lakers trocou-o com o Houston, que preferiu dispensá-lo.

        Rafael Bábby Araújo, inicialmente conhecido no basquete brasileiro como Baby, havia
aparecido bem no basquete universitário dos EUA, pela Arizona Western e pela Brigham Young University, o que lhe valeu um lugar na seleção brasileira no Mundial de Indianápolis-EUA, em 2002.  Assim, foi draftado dois anos depois pelo Toronto, lá permanecendo até 2006. Depois de 111 jogos pela franquia canadense, o pivô seguiu para o Utah Jazz, em que atuou em 2006/2007. Retornou ao Brasil, tendo jogado por Flamengo, Franca, Mogi e Pinheiros. Fora das quadras desde 2014, o ex-atleta de 36 anos dedica-se atualmente a projetos sociais e esportivos.  

          Ao longo das idas e vindas de brasileiros, por todos esses anos, alguns  lutaram

por vagas na NBA,  sem no entanto terem conseguido se firmar. O ala-armador  Alex Garcia fez duas partidas pelo San Antonio Spurs em 2003/2004, mas sofreu com seguidas lesões. Em 2004/2005, atuou oito vezes pelo então New Orleans Hornets, antes de retornar
ao basquete brasileiro. Atualmente, defende o Bauru no NBB e no Campeonato Paulista. Em 2005, o ala brasileiro Lucas Tischer atuou em seis jogos pelo Phoenix, na Summer League. Chamado inicialmente para a equipe principal do Phoenix, acabou dispensado e retornou ao Brasil. Um dos atuais ídolos do time do Flamengo, o ala Marquinho foi draftado em 2006 pelo então New Orleans Hornets. Lá permaneceu até 2008 e fez 26 partidas.  Em paralelo a isso, defendeu em 2007, em 13 jogos na D League,  o Tulsa 66ers, que era ligado ao New Orleans. Em 2008, quando iria ser negociado com o Memphis Grizzlies, retornou ao Brasil.

    Mais recentemente, tiveram a oportunidade de vestir a tradicional camisa verde
do Boston Celtics os pivôs brasileiros Fab Melo e Vitor Faverani. Fab chegou ao time em 2012, depois de ter feito carreira na Universidade de Syracuse. Mas no Boston teve poucas chances
e acabou aproveitado na D-League. O Memphis Grizzlies se interessou por ele, mas a negociação não fechou, e ele seguiu para o Dallas Mavericks. Novamente sem chances, retornou à D-League. De volta ao Brasil, foi contratado pela Liga Sorocabana, no fim de 2015.
No começo de 2016, atuou no NBB pelo Basquete Cearense. O sonho do pivô de 2,13m de brilhar nas quadras teria, porém, um fim trágico. Em fevereiro de  2017, Fabrício Paulino de Melo, de 26 anos, foi encontrado morto, devido a causas naturais, em sua casa, em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais.

 

        Vitor Faverani, por sua vez, sofreu lesão no menisco do joelho esquerdo, quando defendia o Boston, e foi operado duas vezes, em março e em outubro de 2014.  Dois meses depois da segunda cirurgia, foi dispensado e teve de fazer sua recuperação em Múrcia, na Espanha, por onde havia jogado entre 2009 e 2011, e que atualmente defende. Aos 28 anos, foi convocado para a seleção brasileira, mas uma lesão em seu joelho direito fez com que fosse cortado.
   Filho de brasileiros, nascido nos EUA, Scott Machado foi outro a ter tentado a sorte na liga americana.  Embora não tenha sido draftado em 2012, conseguiu uma vaga no Houston Rockets, que defendeu em algumas partidas. Dispensado, seguiu para o Golden State Warriors, pelo qual atuou em playoffs. Entretanto, passou boa parte de seu periodo nos EUA em times da D-League, como Rio Grande Valley Vipers, Santa Cruz Warriors e Idaho Stampede. Atualmente, joga pelo Rasta Vechta, da Alemanha.

Para não se tornar um ex-grande

O hino popular, composto nos anos 40 por Lamartine Babo - torcedor do América que escreveu as marchinhas de carnaval que homenageiam todos os times do Rio - diz que a imensa torcida do Vasco é "bem feliz, Norte e Sul, Norte e Sul deste país". Na realidade, costumava  ser, até o fim da década de 90, mas desde o ano 2000, vem se acostumando a enfrentar momentos difíceis, como os três rebaixamentos para a Série B desde 2008 e recentemente o tumulto causado por seus próprios torcedores em São Januário, depois de um insucesso diante do Flamengo.

    Exatamente por causa desses tumultos, o STJD pediu 25 perdas de mando de campo para o clube, o que poderá ter influência direta em seus resultados no Campeonato Brasileiro, já que a equipe havia vencido cinco de seus sete jogos em casa e esperava desta forma não correr risco de um novo rebaixamento. Mais sofrimento à vista para os vascaínos. Entretanto, a  verdade é que, para à exceção das temporadas de 2011 e 2012, os corações vascaínos mais têm apanhado do que têm batido. Em competições nacionais e internacionais, o ano 2000 marcou as conquistas do tetracampeonato brasileiro e da Copa Mercosul, com a histórica reação de 4 a 3 sobre o Palmeiras, depois de ter estado perdendo por 3 a 0, no campo do adversário. O jogo é lembrado pela torcida como a Virada do Século. A partir daí, a fonte dos bons resultados parece ter mesmo secado. Em Brasileiros de Primeira divisão, seguiram-se o 11o lugar (2001); 15o (2002); 17o (2003); 16o (2004); 12o (2005); 6o (2006); 10o (2007); rebaixamento em 18o (2008); 11o (2010); vice-campeão (2011); 5o (2012); rebaixado em 17o (2013); e rebaixado em 18o (2015). Resumindo, só conseguiu ficar entre os dez primeiros em quatro edições, em 2006, 2007, 2011 e 2012.

     Nos anos em que esteve disputando os Brasileiros de Segunda Divisão, foi campeão em 2002, terceiro em 2014 e terceiro no do ano passado, conseguindo voltar para a Primeira Divisão nas três ocasiões. Em 2011,obteve o único titulo de expressão desde 2000, a Copa do Brasil, que o classificou para a Libertadores de 2012. Fez boa campanha, mas acabou eliminado em dramáticas quartas de final pelo Corinthians, que terminaria campeão do torneio. Também em 2011, foi eliminado da Copa Sul-Americana nas semifinais pela Universidad do Chile, que acabaria vencedora do troféu.

        Nem mesmo no Campeonato Estadual, os retrospectos vêm sendo favoráveis de 2000 para cá. Foi vice-campeão em 2000 e 2001, e quinto em 2002. Ganhouo título em 2003. Depois, se seguiram: 2o (2004); 5o (2005); 9o (2006); 4o em 2007 e 2008; 3o (2009); 4o (2010); 6o (2011); 4o em 2012 e 2013; 2o (2014). Campeão em 2015, pondo fim a um jejum de 12 anos, que igualou o pior período sem títulos cariocas, entre 1958 e 1970, e depois, bicampeão invicto em 2016. Em 2017, ganhou a Taça Rio, mas ficou fora da decisão do Estadual.

      O momento atual do Vasco, que há quase 20 anos vem ocupando posições secundárias nos cenários nacional e local e tem ficado longe das competições continentais comprova a tese de que, embora tradição e camisa sempre representem muito, à medida em que o Esporte nacional  começou a viver a era do marketing - principalmente  a partir dos anos 80 - e que se tornou e vem se tornando, obrigatoriamente mais profissional, um clube para continuar grande não poderá se basear apenas no nome e na camisa, mas terá de saber se estruturar, para continuar alcançando seus objetivos. Além disso, precisará dispor de recursos para contratar ídolos, que de certa forma, realimentam essa máquina. Sem ídolos, não se formam grandes equipes, e sem grandes equipes, não se ganha títulos.

Sem erguer troféus, uma associação esportiva começa a ver multiplicar-se o número de torcedores de seus rivais. Quanto maior a sua torcida,  maior o seu potencial de consumo e mais atraente ela será  para possíveis patrocinadores. Uma grande marca vai preferir investir mais num time vitorioso, que está sempre na mídia de forma positiva, e cuja quantidade de fãs é grande, do que investir menos numa equipe pequena.

     O  Esporte está cada vez mais dependente das finanças, o que leva a um abismo entre os grandes da Europa e os da América do Sul; e entre os próprios clubes brasileiros. O sistema é implacável. Quem tem maior poder aquisitivo tende a mantê-lo ou ampliá-lo, e quem tem menos recursos empobrece. A bola pune, dentro e fora de campo. Dentro, quem não treina perde. Fora, quem não tem uma gestão moderna e profissional fica perdido e vai se apequenando em meio á selva de gigantes. Acaba pisado por eles.

      Há muitas décadas se discute no futebol brasileiro sobre quantos e quais seriam os grandes clubes do país. Como a cultura futebolística do país se formou a partir dos campeonatos estaduais, passaram a ser considerados assim os  mais vitoriosos em seus estados. A partir dos anos 50 e 60, quando começaram a ser disputadas competições interestaduais e nacionais, os times do Sudeste e do Sul, que se destacavam mais frequentemente nesses campeonatos, começaram a ser considerados os maiores em âmbito nacional.

         Assim, tradicionalmente,  havia 13 grandes  no país, tanto que em 1987, essas equipes criaram o Clube dos Treze. Ultimamente, com os maus resultados obtidos pelo Bahia - ter caído mais de uma vez à Segunda Divisão nacional -, esse número caiu para 12. Outro fator importante, além do histórico,  passou a pesar na análise dessa grandeza: o valor do patrocínio captado não apenas junto ao patrocinador público (Caixa Econômica Federal), como às redes de TV e a outros patrocinios privados, além das campanhas de sócio-torcedor. O funil vem se estreitando. Neste sentido,  Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras continuam grandes, porque seguem à risca a politica de modernização de gestão, e o Santos, embora não tenha o mesmo volume de patrocínios, consegue manter-se em alta pela incrível capacidade de revelar jovens talentos. No Rio Grande do Sul e em Minas Gerais,  no caso das duplas Inter e Grêmio (apesar da queda do Inter para a Segundona no ano passado) e Atlético Mineiro e Cruzeiro,  um acaba puxando pelo outro, e os investimentos, em especial no Sul, são de 50% em cada um. Estes vêm-se mostrando os mais aptos a sobreviver nesta espécie de “seleção natural”. São os  mais bem adaptados a esse novo futebol “capitalista”, com planos de negócios, ações e agências de marketing, lojas de produtos licenciados, sócios-torcedores, patrocinios, entre outras características.

  A tendência, no Brasil, é de que não haja mais tantos clubes considerados grandes, mas apenas alguns, à semelhança do que já ocorre há décadas nos países mais fortes do futebol europeu.  Abaixo dos  citados acima, outros da Série A do Brasileiro, como Fluminense e Botafogo enfrentam um problema, o fato de que suas torcidas não são tão grandes em âmbito nacional, embora venham tendo administrações realistas e bons resultados, algo fundamental para o futuro dessas instituições. De qualquer forma, todos os clubes têm altas dívidas e, vêm lutando com muita dificuldade para obter o mínimo de recursos. Por vezes, se tornam dependentes das cotas de TV. Ao jogarem o Brasileiro ou outras competições importantes, aqueles com menos recursos não terão condições financeiras de montar times tão fortes e ficarão para trás. É possível que essa necessidade de solidez financeira faça com que diminua parcialmente o fator surpresa no futebol, já que os times mais ricos e com elencos mais fortes seriam sempre os favoritos.

           Embora tenha uma belissima história de luta contra os preconceitos raciais e sociais e conte com  grande torcida no Rio, no Amazonas, no Nordeste, no Espírito Santo, em Minas e em Santa Catarina, o Vasco tem sido lento em se adaptar a esse processo de modernização administrativa, e consequentemente tem sofrido dentro de campo. Tanto assim que enfrentou três rebaixamentos entre 2008 e 2015 - recorde negativo entre times grandes.

        Equipes assim, mais lentas em se modernizar,  vão ficando longe dos títulos, das principais colocações, das classificações para torneios internacionais, como a Libertadores da América, e com isso, vão descendo do pedestal destinado às grandes potências. Nome e história, só, não bastam. Quem acompanhou o futebol dos anos 70 e 80 deve se lembrar do América e do Bangu figurando entre as grandes forças. O América, por exemplo, foi finalista dos Cariocas de 1974, 1976 e 1982, além de ter ganho o título de campeão dos campeões de 1982 e de ter sido o terceiro no Brasileirão de 1986. Já o Bangu foi às finais dos estaduais entre 1983 e 1985 e foi vice no Brasileiro de 1985. Mas hoje, sendo realistas, onde estão estas equipes no cenário nacional? Já os chamados pequenos deverão se manter, mas apenas como formadores de atletas para os grandes.

        Independentemente dos patrocinadores públicos ou privados, no caso do futebol brasileiro, todos os clubes do país têm como maior fonte de sustento os contratos de televisamento de seus campeonatos.

         Verdade é que o  departamento de futebol vai depender,  cada vez mais, do faturamento do marketing dos clubes. Outro trabalho a ser feito pelos clubes é o de procurar conhecer, por meio de pesquisas, a composição de suas torcidas. Se um clube tem torcedores com padrões mais altos de consumo, é preciso explorar isso, com produtos mais refinados. Numa equipe mais popular,  a quantidade compensa o fato de o padrão de consumo dos torcedores não ser tão elevado. Nesse sentido, licenciar produtos para agradar aos torcedores, lançar campanhas, abrir lojas oficiais e espalhar franquias pelo país são parte dessa estratégia.

     Atualmente, com a globalização, o futebol brasileiro enfrenta uma forte concorrencia interna, como a da Liga dos Campeões e a dos campeonatos europeus, que exibem pela TV e internet partidas de nível muito mais elevado que as das competições nacionais. É cada vez mais comum encontrar-se garotos  de 10, 12 anos que são torcedores dos times da Espanha, Inglaterra, Itália ou Alemanha, e não dos times do Rio.  Um fenômeno semelhante ao que ainda ocorre em Manaus, por exemplo, onde a imensa maioria dos torcedores gosta do Flamengo ou do Vasco, e não das equipes locais. Outro aspecto interessante é que os torcedores hoje consideram torneios de primeiro nível os nacionais e internacionais, como Brasileiro, Copa do Brasil, Sul-Americana, Libertadores e Mundiais; e de segundo nível, os regionais, como a Copa do Nordeste, Copa Verde e Primeira Liga. Os Estaduais vêm como competições de terceiro escalão na preferência popular.  

      São desafios como estes que estão diante do  time de São Januário.   Com campanhas apenas razoáveis na maioria das temporadas na série principal do Brasileirão e até no Estadual e sem conseguir rejuvenescer sua torcida, pela falta de títulos, seria o Vasco  atualmente o mais ameaçado de se tornar um ex-grande?

 

Guerreiros de ouro: 2016/2017

Objeto de desejo: o Troféu Larry O'Brien, dado ao campeão da NBA

 Antes mesmo de a bola subir, aquele já seria um duelo histórico. Afinal, na NBA, desde os anos 40, aquela seria a primeira vez em que duas equipes se enfrentaram por três vezes seguidas na grande decisão, como estava para acontecer entre o campeão de 2015, o Golden State Warriors, e o de 2016, o Cleveland Cavaliers. Era uma conquista para cada um, e a série decisiva de 2017 iria valer como uma espécie de desempate entre os maiores postulantes a se tornarem dominantes na NBA. Nos dois primeiros jogos, em seus domínios, na Oracle Arena, o Golden State Warriors  obteve dois triunfos, por 113 a 91 e 132 a 113. No terceiro duelo, desta vez em Cleveland, no Quicken Loan´s Arena lotado, Kevin Durant comandou o Golden State a uma virada espetacular nos últimos minutos: 118 a 113. Com 3 a 0 a favor, na melhor de sete, o Golden State Warriors viram frustrada a tentativa de varrer o rival (isto é, vencer por 4 a 0). Atuando em casa e com uma dose extra de determinação, o Cleveland fez uma partida perfeita e se impôs por 137 a 116. .

         Com 3 a 1 para o Golden State, a série voltou para a Oracle Arena, em Oakland, na Califórnia, onde a equipe da casa se impôs ao adversário  por 129 a 120. Com isso, a série foi encerrada em 4 a 1 para o Golden State, que não apenas recuperou o título que estava nas mãos do arquirrival. Além disso, ganhou o tira-teima simbólico entre os dois últimos campeões da NBA, já que o Golden State havia sido vencedor em 2014/2015, e o Cleveland, em 2015/2016.  Correspondendo a tudo que a franquia esperava dele quando o contratou, Kevin Durant, ex-astro do Oklahoma City Thunder,  foi o MVP da série decisiva, recebendo o . troféu Bill Russell. No quinto jogo, Durant obteve 39 pontos, sete rebotes e cinco assistências. Em todas as cinco partidas da série final, o ala foi o cestinha de sua equipe, com médias de 35,2 pontos, 8,4 rebotes e 5,4 assistências. Outro dos destaques do elenco campeão, Stephen Curry mais uma vez alcançou a fantástica marca de 300 bolas de 3 pontos convertidas ao longo dos 82 jogos da temporada regular. Em 2015/2016 ele se tornara o primeiro a fazê-lo, com 402 arremessos certeiros (5,1 por partida). Em 2016/2017, foram  326 lances certos  ou 4,1 por partida.  Na NBA, são as duas maiores marcas de bolas de 3 certeiras.

      A finalíssima revelou-se também um importante evento televisivo. Há 19 anos, desde 1997/1998, na decisão entre o Chicago Bulls de Michael Jordan (que ganhou seu sexto e último e o Utah Jazz, uma partida da final não atraía uma audiência tão alta. Em 1998, o segundo duelo decisivo teve 23,2 milhões de espectadores. No segundo confronto da série de 2016/2017, 20,1 milhões de pessoas acompanharam os 132 a 113 do Golden State. De acordo com uma pesquisa nos EUA, as duas vitórias dos Warriors foram assistidas, em média, por 19,6 milhões de americanos. Isso representou um aumento de 5% em relação à última temporada, quando 18,6 milhões assistiram aos dois primeiros confrontos das finais. Ao longo da temporada, entretanto, o “Sports Business Journal” constatou uma queda da audiência de TV na ordem de 14%, em relação à temporada 2015/2016, tendo em vista 27 das 30 franquias da liga.   Em São Paulo, ao longo das finais, NBA Brasil promoveu um espaço temático em plena Avenida Paulista. Muito além das expectativas,  mais de 17 mil pessoas passaram pelo local, entre os dias 1 e 12 de junho, incluindo fãs de todas as idades, nomes importantes do basquete e de outras modalidades, além de  celebridades.

       Antes da série final,  Golden State Warriors e San Antonio Spurs fizeram os playoffs decisivos da Conferência Oeste, ao passo que as equipes de Cleveland Cavaliers, campeã da temporada anterior, e do Boston Celtics duelaram pela Conferência Leste.  No duelo entre Golden State e San Antonio, a equipe do Golden State, ao fazer 3 a 0 sobre o oponente, igualou a marca de  11 triunfos seguidos em playoffs obtida pelo Los Angeles Lakers em 1989 e 2001. Na partida seguinte, atuando em San Antonio, chegou à varrida com a vitória por 129 a 115. O Golden State não apenas conquistou o tricampeonato  da Conferencia Oeste, como estabeleceu o recorde de 12 triunfos seguidos em playoffs da liga. Stephen Curry foi o maior destaque do time sediado em Oakland, que anunciou ao longo da temporada a mudança prevista para San Francisco, também na Califórnia,  até 2019.

        Liderado por LeBron, o Cleveland chegou a abrir 3 a 1, antes de fechar a série e chegar ao tri do Leste, com 4 a 1: 135 a 102 no último jogo da série, em Boston. Se isso não bastasse, LeBron fez história naquele dia 25 de maio de 2017, ao quebrar o recorde de pontos em playoffs obtido pelo  legendário Michael Jordan. Este havia anotado 5.987 pontos em 179 partidas de etapas decisivas da liga. Contra o Boston, o astro do Cleveland entrara em quadra precisando de 28 pontos para superar a marca histórica. Anotou 35 e chegou aos 5.995 pontos (EM 212 CONFRONTOS) antes do começo das finais da NBA. Na segunda de suas quatro vitórias, mesmo no ginásio do adversário, a equipe do estado de Ohio estabelecera no intervalo a vantagem de 72 a 31, uma diferença de 41 pontos (o jogo terminou em 130 a 86 para o Cleveland). Com isso, superou  os 40 impostos na metade das ações pelo Detroit Pistons sobre o Washington Bullets em abril de 1987. No intervalo, atuando em casa, o Detroit ganhava por 76 a 36, e ao final, a partida se encerrou em 128 a 85.

             Mal começou, e o campeonato de 2016/2017 já apresentava um recorde.  Pelo terceiro ano consecutivo, a  liga registrava  um mínimo de  100 atletas estrangeiros e todos os times haviam inscrito pelo menos um jogador estrangeiro.  Em 2016/2017,  a liga contara com  113 jogadores internacionais de 41 países e territórios, e já a rodada de abertura teve um recorde de 61 atletas europeus, além de 14 africanos e oito espanhóis. Pelo terceiro ano consecutivo, o Canadá apresentou o maior número de atletas, com 11, ao passo que a França foi a segunda, com dez. O Brasil começou a temporada com nove, a Austrália, com oito, e a Croácia, cinco. O Utah Jazz, do brasileiro Raulzinho, era o time como mais atletas internacionais na liga: sete. As equipes do Dallas Mavericks, Denver Nuggets, Oklahoma City Thunder, Orlando Magic, Philadelphia 76ers, San Antonio Spurs e Toronto Raptors tinham seis, cada. Los Angeles Lakers, Minnesota Timberwolves e New York Knicks apareciam com cinco.

         Após uma polêmica envolvendo questões como a falta de respeito à diversidade sexual, a NBA resolveu retirar da cidade de Charlotte o All-Star Game (Jogo das Estrelas), que foi para no Smoothie King Center, em New Orleans, no estado da Louisiana, a 19 de fevereiro de 2017.

A seleção do Oeste superou a do Leste por 192 a 182, numa pontuação somada de 374, superando os 369 da edição de 2016. O Melhor Jogador foi Anthony Davis, do New Orleans Pelicans, com 52 pontos, dez a mais que o antigo recordista Wilt Chamberlain, autor de 42 pontos na edição de 1962.

        Em meio `a crescente politica de expansão da marca e de conquista de novos mercados, a liga tornou a promover partidas da temporada regular fora dos EUA. Em janeiro, no dia 12, na Mexico City Arena, na capital mexicana, o Dallas Mavericks superou o  Phoenix Suns por 113 a 108. No mesmo local, dois dias depois, o Phoenix Suns levou a melhor sobre o San Antonio Spurs: 108 a 105. Foram  os dois primeiros confrontos válidos pela temporada regular naquele país. Já em Londres, a 12 de janeiro,  duelaram, na O2 Arena,  também valendo pontos, Denver Nuggets 140 x 112  Indiana Pacers

      Tão logo foi aberta a janela de transferências, em julho, o mercado da NBA ficou efervescente, não apenas por causa dos free agents (atletas que estão livres para negociar com quaisquer franquias). Mas também pelas contratações diretas. Para 2016/2017, as maiores novidades foram a saída de Kevin Durant do Okhlahoma City Thunder para o Golden State Warriors, e de Dwyane Wade, do  Miami Heat para o Chicago Bulls. Além disso, Paul Gasol trocou o Chicago pelo San Antonio Spurs, e  Derrick Rose, também ex-Chicago, foi reforçar o New York Knicks. Ao Atlanta Hawks, chegou Dwight Howard, ex-Houston Rockets. Atual campeão, o Cleveland Cavaliers passará a contar com  Mike Dunleavy, outro ex-Chicago. Em relação a atletas brasileiros, Leandrinho saiu do Golden State para o Phoenix Suns, e Nenê Hilário foi do Washington Wizards para o Houston Rockets.

   Além dessas trocas de endereços, houve também despedidas em definitivo.  Dentro de quadra, o público não teve mais o talento de Tim Duncan, que obteve cinco títulos pelo San Antonio Spurs ao longo de 19 anos de carreira; nem o de Amar’e Stoudemire, que encerrou 14 temporadas vestindo a camiseta do New York Knicks. No fim de setembro, quem anunciou sua despedida, aos 40 anos, 21 deles dedicados à NBA, foi Kevin Garnett, que chegou a um acordo de liberação com o Minnesota Timberwolves.

        No que diz respeito `a sua organização e divisão de forças, a liga americana conta com 30 franquias ou times, distribuídos por duas Conferências, cada qual com três divisões regionais.

Da Conferência Leste, fazem parte 15 equipes das divisões Atlântico, Central e Sudeste. Do lado Oeste, há outras 15, nas divisões Pacífico, Sudoeste e Noroeste. Pelo regulamento, ao longo da extensa temporada regular, todos os times joga duas vezes contra as equipes da outra Conferência, e além disso, fazem três ou quatro confrontos com os de sua prôpria  conferência. Pelo regulamento, depois dos 82 jogos de cada equipe, os oito  melhores de cada Conferência avançam aos playoffs, os confrontos de mata-mata, em melhor de sete jogos. Nessas séries as partidas são sempre dentro das Conferências, de acordo com a  classificação de cada franquia: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º. Equipes das conferências opostas só se encontram na final, quando o campeão do Leste duela com o do Oeste, na grande final da NBA, também em melhor de sete.

    Em 2013, após a manutenção do mesmo sistema por quase 30 anos, a liga norte-americana decidiu alterar a sequência de disputa da série final, em assembléia da qual tomaram parte os donos das 30 franquias. Antes disputada no formato "2-3-2", a decisão passou a ocorrer no "2-2-1-1-1", utilizado ao longo dos playoffs.

    Com tal alteração, o time de melhor campanha na temporada regular passou a atuar em duas partidas em casa, outras duas fora, e a partir daí, os confrontos passaram a ser  alternados até que seja definido o campeão na melhor de sete. O jogo sete, se necessário, terá lugar sempre na casa daquele com melhor campanha.

      No que diz respeito aos aspectos técnico e disciplinar, e à própria dinâmica das partidas, a NBA deu um enorme passo para diminuir a incidência de faltas intencionais longe da bola. Visando à temporada 2016/2017, o  comitê dos proprietários de franquias havia aprovado mudanças para reduzir o uso dessa artimanha, que bateu recordes na temporada de 2015/2016. A partir do campeonato de 2016/2017,  a proibição de faltas intencionais fora da bola nos dois minutos derradeiros do último período e prorrogações foi expandida para os dois minutos finais de todos os quartos. Essas infrações passaram a ser punidas  com um lance livre e a manutenção da posse de bola. O objetivo foi o de coibir ao máximo o chamado  “Hack-a-Shaq”, ou seja, as faltas cometidas de propósito sobre jogadores que têm baixos percentuais de aproveitamento na linha do lance livre.

      A estratégia adotada por vários treinadores era simples. O atleta cobrava o lance livre e fatalmente acabava errando. Assim, o  adversário cobrava os lances livres, errava um ou até os dois, e a bola passava para o time faltoso. A partir de 2016/2017, o time cujo jogador sofresse a falta iria bater um lance livre e manter a posse de bola. A expressão hack-a-Shaq, algo como “ataque o Shaq”, havia surgido no fim dos anos 90, por causa do ex-pivô Shaquille O’Neal. Embora fosse um craque, ele sempre tinha dificuldades em converter os lances livres. Atento a isso, o então treinador do San Antonio Spurs, Greg Popovich, quando estava perdendo a partida, mandava seus atletas fazerem faltas em Shaquille. Depois que este cobrava os lances livres e errava pelo menos um deles, a bola passava para o San Antonio, que logo recuperava as chances de ir ao ataque e diminuir sua desvantagem. Outras vítimas da mesma artimanha foram Wilt chamberlain, Dennis Rodman, Dwight Howard, Ben Wallace, Bruce Bowen, DeAndre Jordan, Andre Drummond. Em 2015/2016, foram cometidas 420 faltas desse tipo, algo superior à soma das que foram contadas em 2013/2014 (115) e 2014/15 (179).

      Como liga americana, a NBA  tem suas regras próprias, muitas delas diferentes daquelas da Federação Internacional de Basquete, a Fiba, que rege esse esporte no resto do mundo. Cada vez que a seleção dos Estados Unidos vai competir em Campeonatos Mundiais ou em Olimpíadas, é necessário jogar de acordo com as regras da Fiba.

 

Um bilhão de amigos

Os logotipos da NBA e dos times que compõem a liga

        Embora o futebol seja o esporte número 1 do mundo, na preferência popular, é a liga americana profissional de basquete a líder nas redes sociais, com mais de 1 bilhão de ‘curtidas’ (marca alcançada em fevereiro de 2016) e com mais seguidores globais levando em conta as plataformas da liga, das equipes e dos atletas. De acordo com dados oficiais de abril de 2016, a NBA  bateu todos os recordes de audiência pelo segundo ano consecutivo, com quase 22 milhões de torcedores presentes em seus jogos na temporada regular 2015/2016, sem incluir os playoffs (21.972.129). Na temporada 2014/2015, haviam sido 21.926.548.

         A NBA se auto-define como uma empresa global de esportes e mídia construída ao redor de três ligas de esportes profissionais: a NBA, a WNBA (competição feminina) e a D-League (categoria de desenvolvimento). A liga se estabeleceu internacionalmente com a presença de escritórios em 13 mercados pelo mundo, jogos e programação transmitidos em 49 línguas para 215 países e territórios, e produtos oficiais da NBA à venda em mais de 125 mil lojas de 100 países em seis continentes.

            Além disso, estabeleceu novas marcas também no que diz respeito a redes sociais, engajamento digital e vendas no varejo. Na temporada 2015/2016, a média de público foi de 17.864 pessoas por partida, e a ocupação das arenas foi de 94%. Em 723 jogos, os ingressos foram totalmente esgotados. Foi a 12a temporada seguida, com publico de pelo menos 90% da capacidade total. Dados da recém-encerrada temporada de 2016/2017 ainda não foram divulgados.

             Na temporada 2014/2015, a liga contou com  101 jogadores internacionais de 37 países e territórios. Na esfera digital, mostrou sua força com o NBA.com, NBA Mobile e NBA TV. O Brasil foi um dos países com mais representantes na liga, no total de nove: Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão (Golden State Warriors), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Tiago Splitter (Atlanta Hawks), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers), Raulzinho Neto (Utah Jazz) e Nenê Hilário (Washington Wizards). Durante a temporada, Varejão, que havia iniciado no Cleveland Cavaliers, se mudou para o Golden State.

            Em 2016/2017, entre os jogadores que iniciaram a temporada, a NBA apresentou o recorde de 113 internacionais de 41 países e territórios. O  Brasil era o terceiro país com mais representantes com nove jogadores: Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns), Anderson Varejão (Golden State Warriors – hoje sem time), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Tiago Splitter (Atlanta Hawks – e depois no Philadelphia 76ers), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers – hoje sem time), Raulzinho Neto (Utah Jazz) e Nenê Hilário (Houston Rockets). Ao fim do campeonato, porém, apenas cinco continuavam oficialmente contratados: Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors); Cristiano Felício (Chicago Bulls); Nenê Hilário (Houston Rockets) e

Raulzinho (Utah Jazz).

              Já a NBA TV exibiu os dois jogos de maior audiência na história nesta temporada (Warriors x Spurs no dia 10 de abril de 2016, com 2.561.000 pessoas, e Warriors x Spurs em 25 de janeiro, com 1.442.000 pessoas ). Com isso, o canal oficial da liga teve um aumento de publico de 345 mil pessoas (no confronto mais assistido), o que representa uma elevação de 19% em relação `a temporada passada. Os pacotes de jogos da liga  alcançaram os 26,7 milhões de espectadores e superaram o total de 1,2 bilhão de minutos assistidos. A quantidade de assinaturas do NBA League Pass  cresceu mais de  10% em 2015/2016, em novo recorde.     

             Nas redes sociais, a liga obteve novos recordes no Facebook, Instagram, Snapchat, Twitter, Vine e Youtube. Foram 30,1 bilhões de impressões, num aumento de 25% (para 2014/2015) e 4,2 bilhões de videos assistidos, numa elevação de 86%. Já a NBA Digital, que inclui o site NBA.com e o aplicativo da liga, apresentou um recorde histórico na temporada regular e nos playoffs de 2015-2016:  11,5 bilhões de vídeos assistidos.  Com 75 milhões de seguidores, LeBron James é o jogador da NBA cuja carreira é mais acompanhada nas redes sociais. Esse número é o somatório de seus perfis em Facebook (22,5 milhões), Twitter (31,2 milhões) e Instagram (21,2 milhões).

      No que diz respeito à venda de camisetas com seus nome e número, o primeiro da lista segue sendo Stephen Curry, do Golden State, MVP (Jogador mais importante) das temporadas 2014/2015 e 2015/2016. Desde 2014/2015, ele ocupa tal posição, à frente de LeBron James (Cleveland Cavaliers), tricampeão da liga;  Kevin Durant (também do Golden State Warriors), o MVP das finais de 2016/2017; Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder), MVP da temporada regular; e Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers). No mercado brasileiro, entretanto, as camisetas mais populares são as de LeBron James,  Stephen Curry,  Russell Westbrook, James Harden (Houston Rockets)  e Kyrie Irving.

          Talentos de sobra no masculino e na WNBA, a liga americana feminina profissional, lotaram as quadras de basquete nos Jogos Olímpicos Rio-2016, em agosto do ano passado. No megaevento, a liga americana obteve  um recorde de 46 jogadores, superando a marca anterior de 41 atletas em Londres-2012. Já a WNBA apresentou 26, ultrapassando as 22 de Sydney-2000.

   Ao todo, 23 equipes da NBA estiveram representadas por atletas em suas seleções, com o San Antonio Spurs encabeçando essa lista com cinco atletas. O Utah Jazz teve quatro nomes, enquanto que Chicago Bulls, Dallas Mavericks, Golden State Warriors, New York Knicks e Toronto Raptors, três cada. Brooklyn Nets, Denver Nuggets, Detroit Pistons, Los Angeles Lakers, Oklahoma City Thunder e Philadelphia 76ers tiveram dois jogadores cada.

     Abaixo dos EUA, tricampeões olímpicos - 2008, 2012 e 2016 -, a Espanha inscreveu o maior número de atletas da NBA: sete. Austrália, Brasil e França apresentaram cinco cada, e a Argentina, quatro. Dez dos 12 países que participaram do torneio tinham ao menos um jogador da NBA. No caso do feminino, foram  11  times da WNBA representados em seleções do torneio olímpico. O Phoenix Mercury liderou com seis jogadoras, e o Minnesota Lynx teve cinco. Chicago Sky e Seattle Storm contaram com três, cada, enquanto que o Atlanta Dream e o Indiana Fever tiveram duas atletas cada um. Abaixo dos Estados Unidos, Austrália e Brasil tiveram o maior número de jogadoras da WNBA, com três, cada. Sérvia e Espanha aparecem com dois nomes.     Outros 40 ex-jogadores da NBA e da WNBA também participaram dos eventos olimpicos, incluindo sete australianos e seis brasileiros. As seleções feminina e masculina dos EUA levaram as medalhas de ouro nos Jogos do Brasil.

          Meses antes, em abril de 2016, a NBA anunciara  oficialmente, após reunião de seu Conselho de Proprietários das franquias, isto é, das equipes, que a partir da temporada de 2017/2018, as camisas dos times passarão a expor as logomarcas de seus patrocinadores, sempre do lado esquerdo do peito  e em tamanho padrão de 6,35cm x 6,35cm. Tal alteração vai coincidir com a mudança no fornecedor dos uniformes de todos os times (de Adidas para a Nike). A nova fornecedora vai pôr seu logotipo sempre do lado direito das camisetas.  O Conselho aprovou a utilização das logomarcas como parte de um projeto inicial de três anos.  Um teste já havia sido feito no All-Star Game (Jogo das Estrelas) de fevereiro de 2016, em Toronto, onde as camisetas das seleções do Leste e do Oeste estamparam a logomarca da montadora de automóveis coreana Kia.

                A NBA será a primeira das quatro grandes ligas do esporte americano a permitir a veiculação de logotipos de patrocinadores em seus uniformes, e por isso, resta saber qual será a reação dos torcedores.  Embora os EUA sejam a terra onde melhor se desenvolve o marketing esportivo;  os atletas da liga de basquete (e das demais) sejam garotos-propaganda dos mais diversos produtos; eventos como o Superbowl (futebol americano) e as séries decisivas de basquete, hóquei e beisebol sejam oportunidades para se divulgar milionárias campanhas  publicitárias, os uniformes de jogo sempre foram preservados, como se a eventual exposição de uma logomarca os contaminasse. Ao contrário da NBA, que a proibia, a WNBA já autorizava a publicidade nos uniformes dos times desde 2009.

             Próxima do público não apenas por meio dos jogos propriamente ditos, das transmissões pela TV e das redes sociais, a NBA vem se mantendo atenta a temas como a responsabilidade social. Por isso, mantém o  ‘NBA Cares’ (algo como NBA cuida ou se preocupa). Por meio do projeto,  trabalha ao lado de ONGs reconhecidas internacionalmente que apoiem as causas infantis e o desenvolvimento da educação, da juventude e da família, além de iniciativas saudáveis. Durante a temporada 2015/2016, a iniciativa alcançou o total de 1.040 espaços em 27 países. De acordo com o balanço feito pelo próprio programa, atletas e demais voluntários já deram mais de 3,7 milhões de horas de trabalho pelo NBA Cares. Além disso, a liga vem utilizando os valores e as regras do basquete para motivar mais de 12 milhões de jovens anualmente. Outra importante iniciativa é o “Basketball without Borders (Basquete sem fronteiras)”, que em 2015 teve 39 camps em 24 cidades de 20 países nos cinco continentes, com a participação de 37 responsáveis pelos camps que foram escolhidos pela liga.

 

Tesouros da Copa do Mundo de 1970

A Copa do Mundo do México, em 1970, foi a primeira edição do torneio com cobertura extensiva das publicações da Editora Abril – VEJA, criada em 1968, e Placar, que estreou meses antes da competição, acompanharam de perto a jornada da seleção brasileira até a conquista do tricampeonato, na espetacular final contra a Itália, no Estádio Azteca. Apesar dos obstáculos à sua atividade naquela época – como a dificuldade em transmitir o material para o Brasil e a tecnologia pouco avançada dos equipamentos -, fotógrafos como o catarinense Lemyr Martins e o mineiro Sebastião Marinho registraram toda a campanha brasileira, desde os treinos comandados pelo técnico Zagallo até a comemoração com a taça Jules Rimet, conquistada de forma definitiva pela equipe liderada por Pelé. Lemyr Martins, aliás, foi o fotógrafo que melhor registrou a trajetória de Pelé, tanto antes da Copa como depois do terceiro título mundial do rei do futebol.

http://veja.abril.com.br/esporte/em-trinta-imagens-o-tri-da-selecao-na-copa-do-mexico-70/

Vale a pena ler de novo

Final da Copa do Mundo de 1970, no México: Itália e Brasil perfilados para os hinos nacionais

Para quem gosta de história do esporte, aí vão alguns textos do blog Memoria EC, do GloboEsporte.com:
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/basquete-ponte-para-criacao-do-botafogo-futebol-e-regatas.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/historias-de-gandulas.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/ilha-do-urubu-nova-aposta-de-estadio-para-o-flamengo.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/junho-mes-especial-para-o-futebol.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/ha-60-anos-vasco-derrotava-o-real-madrid-de-di-stefano-em-paris.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/historia-do-estadio-da-ilha-do-governador.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/palmeiras-x-sao-paulo-equilibrio-nos-numeros-do-choque-rei.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/historia-dos-classicos-cariocas-em-sao-januario.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/passaporte-alvinegro-conquistas-internacionais-do-botafogo.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/romario-gol-mil-do-genio-da-grande-area-completa-10-anos.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/os-passos-do-futebol-brasileiro-ate-chegar-ao-campeonato-brasileiro.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/flamengo-e-fluminense-irmaos-karamazov-do-futebol.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/flu-x-vasco-e-fla-x-botafogo-classicos-de-muita-historia.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/vasco-tenta-o-decimo-titulo-da-taca-rio-botafogo-luta-por-manter-vantagem-em-finais-sobre-o-rival.html
 
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/quem-vai-pintar-o-7-no-carioca-de-2017.html
 

A Vascaína

Com todo o respeito a amigos e colegas que amam outros clubes, publico uma tentativa de poema em homenagm ao meu favorito:

 

A Vascaina

 

Casaca! Avante vascaínos

É nossa hora de vencer

Contra tudo, contra todos,

Nossa cruz vamos erguer

Nossa cruz vamos erguer

 

Sao Januário, Caldeirão

Maraca ou em outro lugar

Com a bandeira na mão,

Sempre vamos vibrar

 

Vascao, vamos vencer

Queremos  mais um gol

Vascão, Vascão

Vamos vencer

Com alma e coração

 

Debate na Biblioteca Nacional

A Biblioteca Nacional, na Avenida Rio Branco, em frente à Cinelândia, convida para o terceiro debate do programa "Diálogos" na quinta feira, dia 6, às seis e meia da tarde, com entrada franca. O tema desta semana é "Ser jovem na periferia".
Jovens, negros e pobres são o alvo maior da violência nas favelas, mostram todas as estatísticas. Mas são eles também que estão criando uma cultura potente e inovadora na cidade.
Neste encontro vamos ouvir o depoimento de Raul Santiago , do jornal comunitário Papo Reto, sobre a nova cultura gestada nestes territórios, discutir a política de segurança e as ações contra a violência com Eliana Silva, da Redes da Maré e o defensor público da área de direitos humanos Daniel Lozoya Constant Lopes.
A mediação é da jornalista Helena Celestino.

Quem vai pintar o 7 no Estadual do Rio?

Com Garrincha, agachado à esquerda, segurando o mascote, Botafogo campeão de 1957

Todo começo de ano magos e bruxos, astrologos e advinhos se lançam à tarefa de tentar prever o futuro nos mais variados aspectos, como politica, tragedias, a vida das celebridades e o esporte. Nesse item,  tentam antecipar quem vai ser campeão brasileiro, estadual, ou o que for. Para os supersticiosos, como o número 7 é considerado cabalístico, quais foram os times campeões em anos terminados em 7? Será que isso indica algum tipo de favoritismo para o Carioca deste ano?

Voltando atrás na história do campeonato, cuja primeira edição foi jogada em 1906, o Carioca de 1907 foi o da primeira polêmica, tanto que o título está dividido até hoje, entre Fluminense e Botafogo. Como na época o desempate se dava pelo saldo de gols, o Fluminense já havia terminado sua participação na liderança. Entretanto, como a extinta Associação Athletica Internacional não compareceu ao jogo, o Botafogo obteve os pontos, mas não pôde fazer gols. Com isso, tricolores e alvinegros ficaram empatados em 10 pontos, mas o saldo de gols do Fluminense era de 10, e o do Botafogo, 5. Na época, o tricolor foi declarado campeão, mas nos anos 90, a Federação do Rio dividiu o título.

Em 1917, o Flu foi campeão, antes de ser bi em 1918 e tri em 1919. E em 1937, o tricolor foi bi, antes de ser tri em 1938. Foi a última vez em que o Fluminense foi campeão num ano terminado em 7.

Já o Flamengo obteve dois títulos em anos 7: em 1927 (depois só tornaria a ganhar um campeonato em 1939) e em 2007,  liderado por Léo Moura.

Se depender do número 7, porém os favoritos são Botafogo e Vasco. Além de ter dividido o titulo de 1907  com o Fluminense, o alvinegro de General Severiano foi o vencedor nas temporadas de 1957, com 6 a 2 sobre o Flu; 1967, contra o Bangu; e 1997, com gol de Dimba no Vasco de Edmundo. O Botafogo tem, portanto, quatro titulos em anos de final 7.

Já o Vasco foi campeão invicto com o Expresso da Vitória em 1947; superou o Flamengo nos pênaltis em 1977, em gol de Roberto Dinamite; e bateu novamente o Flamengo em 1987, num golaço histórico do ex-rubro-negro Tita. São três taças erguidas em anos assim.


Abaixo os times-base campeões nos anos 7:



Botafogo:

1907 (dividido com o Fluminense) -  Álvaro, Raul e Werneck; Viveiros, Norman Hime e Lulu; Ataliba Sampaio, Flávio Ramos, Canto, Gilbert Hime e Emmanuel Sodré.

1957 -  Adalberto, Thomé e Nílton Santos; Beto, Servílio e Pampolini; Garrincha, Didi, Paulinho Valentim, Édson e Quarentinha

1967 - Manga, Paulistinha, Zé Carlos, Sebastião Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Gérson; Rogério, Roberto, Jairzinho e Paulo Cézar.

1997 -  Wágner, Wilson Goiano, Jorge Luiz, Gonçalves e Jefferson; Marcelinho Paulista, Pingo, Djair e Aílton (Marcelo Alves); Bentinho e Dimba (Róbson).


Flamengo:

1927 -  Amado, Hermínio e Helcio; Benevenuto, Seabra e Rubens; Cristolino (Nilton), Vadinho, Fragoso, Nonô (Frederico) e Moderato

2007 -Bruno, Ronaldo Angelim, Jailton (Claiton) e Irineu; Léo Moura, Paulinho, Juan, Renato e Renato Augusto; Roni e Souza.


Fluminense:

1907 (dividido com o Botafogo) -  Waterman, Victor Etchegaray e Salmond; J. Leal, Buchan e Gulden; Oswaldo Gomes, Edwin Cox, E. Reidy, Emilio Etchegaray e Félix Frias.

1917 - Marcos Carneiro, Vidal e Chico Netto; Laís, Oswaldo e Fortes; Celso, Zezé, Harry Welfare, Machado e Moraes

1937 - Batatais, Moysés e Machado; Santamaria, Brant e Orozimbo; Sobral, Sandro, Romeu, Tim e Hércules



Vasco:

1947 - Barbosa (Barcheta), Augusto e Rafanelli (Wilson);Eli, Danilo e Jorge; Djalma (Nestor), Maneca, Dimas (Friaça), Lelé (Ismael) e Chico.

1977 - Mazzaropi, Orlando (Fernando), Abel, Geraldo e Marco Antônio; Zé Mário, Zanata (Paulo Roberto ou Helinho) e Dirceu (Guina ou Zandonaide); Wilsinho (Fumanchu), Roberto Dinamite e Ramón (Paulinho).

1987 - Acácio, Paulo Roberto, Donato, Fernando (Moroni) e Mazinho (Lira ou Pedrinho); Dunga (Henrique), Geovani (Luís Carlos) e Tita (Humberto); Mauricinho (Vivinho),Roberto Dinamite e Romário.

 

 
 
 
 
 

Novidades na literatura esportiva

Reafirmando o compromisso de lançar 50 ebooks de futebol até o início da Copa de 2018, na Rússia, a livrosdefutebol lança hoje mais dois ebooks. 

Orgulhosamente, anunciamos que já estão disponíveis na Amazon as seguintes obras: 

1 – Vamos todos cantar de coração: os 100 anos do futebol no Vasco da Gama, de Cláudio Nogueira – à venda, por enquanto, na Amazon em https://goo.gl/ZtzHU6 

2 – DataFogo: Números Gloriosos do Botafogo de Futebol, Regatas e outros Esportes, de Claudio Falcão – à venda, por enquanto, na Amazon em https://goo.gl/uZ8IIV 

Maiores detalhes dos dois ebooks junto das imagens das capas. Cada livro oferece a possibilidade de uma "degustação" grátis. 

O que levou você a transformar essa história do Vasco no e-book "Vamos todos cantar de coração - os 100 anos do Futebol do Vascão" (à venda em www.Amazon.com.br)? 

Nogueira - Nas minhas pesquisas, eu havia descoberto que o Departamento de Futebol do clube havia sido fundado no fim de 1915 e que o time havia começado na Terceira Divisão carioca em 1916. Isso é algo se destacar porque até onde eu sei é o único clube grande do país que ascendeu tão de baixo e com tanta luta. Provavelmente isso deve ser raro em âmbito mundial. De qualquer forma, guardar materiais e fazer pesquisas a respeito do Vasco acabaram se tornando uma espécie de hobby, mesmo sabendo que nunca conseguirem exaltar o suficiente a história mais bonita de uma instituição fundada no Brasil. 

Quais as dificuldades que você enfrenta, no seu trabalho de pesquisador, para coletar informações? 

Nogueira - As normais de qualquer pesquisador, ou seja, buscar as informações mais corretas e as melhores fontes. Difícil mesmo é conseguir editoras que apoiem projetos de esporte. Há muito preconceito no país quanto a esse tema. 

Qual será o desdobramento desse trabalho, no que diz respeito às suas pesquisas? 

Nogueira - É o trabalho mais completo que já pude fazer sobre o clube. Antes, eu já havia publicado um pequeno histórico em livro de bolso, além do livro Os Dez Mais do Vasco (em parceria com um amigo vascaíno), sobre dez craques históricos. O primeiro livro - Futebol Brasil Memória - enfoca a chegada do futebol ao Rio, no fim do século 19 e vai até a década de 30. Fala sobre o Vasco, claro, mas também dos demais. Vamos todos cantar de coração é o mais completo. Se eu gostaria de escrever outro livro? Talvez, caso um dia o clube ganhe mais uma Libertadores ou o Mundial. Mas a realidade do Vasco hoje, na Segunda Divisão e sem patrocinador expressivo, é difícil. 

Como você vê a entrada do seu trabalho no mercado de livros eletrônicos? 

Nogueira - É uma experiência inédita, porque este trabalho existe apenas em e-book. Outro livro anterior — “Dez toques sobre Jornalismo” – existe impresso e em e-book. Acho que o e-book está para o livro impresso como o site está para o jornal. São coisas do futuro que já estão no presente. 

Nossos primeiros chutes: o futebol pega ou não pega?

     Esporte favorito da população brasileira, atualmente, o futebol desembarcou no país no fim do século 19, na bagagem de estudantes brasileiros que haviam tido a oportunidade de estudarna Europa, o que era à época um costume de famílias mais abastadas. Oficialmente, o pai do futebol brasileiro é o paulista Charles Miller, que desembarcou em São Paulo em outubro de 1894, procedente de Southampton, na Inglaterra - onde vivera dez anos -, trazendo duas bolas de futebol e um livro de regras da modalidade. Curiosamente, o mesmo jovem também trouxe para o país o rugby, embora essa modalidade não tenha conquistado o público brasileiro. Com cerca de 20 anos, Miller procurou difundir o futebol entre seus amigos associados ao São Paulo Athletic Club ou SPAC (que nada tem a ver com  atual São Paulo Futebol Clube do Morumbi). O SPAC era um clube de críquete formado por ingleses e seus descendentes. E foi entre eles quer Miller, totalmente contrário ao profissionalismo, começou a ensnar a prática do futebol. Em 1895,  o baixinho habilidoso com a bola nos pés  conseguiu promover o primeiro jogo oficial de futebol no Brasil, em que os funcionários da Companhia de Gás derrotaram os da São Paulo Railway por 4 a 2. Além do SPAC, também acolheram o futebol, naquele fim de século, em São Paulo, o Mackenzie College; o Germânia, o atual Pinheiros; Internacional e o Paulistano. Eram  associações  elitizadas e que só aceitavam rapazes brancos, ricos, de “boa família”, descendentes de ingleses ou alemães, com grau universitário.

      Miller não era o único idealista do futebol. No Rio, Oscar Cox, também descendente de ingleses, mas que havia estudado em Lausanne, na Suíça, desembarcou em terras cariocas em 1897, trazendo bolas de futebol e as regras da modalidade. Em cinc anos, seu trabalho de difusão do futebol deu frutos, e ele se tornou o fundador do Fluminense, em 1902. O primeiro Campenato Carioca seria jogado em 1906. Os primeiros clubes especificamente criados para o futebol foram o Rio Grande, da cidade do mesmo nome, no Rio Grande do Sul, e a Ponte Preta, no estado de São Paulo, ambos em 1900. O campeonato mais antigo do país é o Paulista, cuja primeira edição foi disputada em 1902 e vencida pelo  SPAC.

      Assim como Miller e Cox, outros jovens começaram a dar seus primeiros chutes em capitais brasileiras, O segundo campeonato mais antigo do país é o Baiano, que data de 1905, por iniciatia de José Zuza Ferreira, que, ao voltar da Inglaterra, em 1901, levou à capital baiana a primeira bola. Em 1917, o futebol  já praticado  nas maiores cidades do país. No Rio Grande do Sul, a cidade portuária de Rio Grande foi a prmeira a ter amodalidade, já em 1900. O primeiro Campeonato Gaúcho foi disputado em 1919. Em Pernambuco, o pioneiro, em 1905, foi Guilherme de Aquino Fonseca, que estudara na Inglaterra. O primeiro estadual foi jogado em 1915.

Em Belo Horizonte, Vito Serpa é considerado o pai do futebol em Minas Gerais, em 1904, ao criar o Sport Club, em Belo Horizonte. O campeonato começou em 1915, com o América mineiro vencendo todas as 11 primeiras edições.

        No  Paraná, o futebol se desenvolveu em clubes já existentes e que eram ligados à colônia alemã e praticavam a ginástica. Em 1909, Frederico Fritz Essenfelder, de ascendência germânica, levou uma bola comprada em São Paulo, para o Clube Ginástico Teuto-Brasileiro, da colônia alemã. Mas, como a diretoria do clube não aceitou o futebol, os jovens tiveram de buscar outro local ara jogar. Jáno interior, em Ponta Grossa,  a difusão do esporte fiocu a cargo de Charles Wright, funcionário de uma companhia inglesa. O primeiro estadual paranaense foi disputado em 1915.

      Embora Miller seja realmente o pai do futebol brasileiro, enquanto esporte de competição, com campeonatos e toda uma institucionalização, sabe-se que  em 1864, no Brasil e na Argentina, marinheiros franceses, ingleses e holandeses tenham disputado animadas peladas (jogos informais). Em 1874, marinheiros estrangeiros jogaram uma  partida no Rio, próximo de onde se encontra atualmente o Hotel Glória. Quatro anos depois, marinheiros do navio Criméia, que haviam aportado no Rio,  se enfrentaram em frente ao palácio da Princesa Isabel, também no Rio. Além disso, como forma de recreação, e não de competição, o futebol era jogado em  colégios como o São Luíz, administrado pelos jesuítas, em Itu, interior de São Paulo, onde o padre José Mantero, que havia conhecido a prática na Europa, introduziu o esporte na hora do recreio. Em 1897, em Petrópolis, na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, padres de um colégio adotaram o futebol como parte das atividades educativas.

      O futebol cairia como uma luva num rocesso de modernização pela qual o Brasil  estava passando após a Proclamação da República, em 1889.  O país vivia uma renovação política, e no aspecto cultural, sonhava com um processo de europeização. No caso do Rio, a então capital federal, essa efervescência servia de terreno fértil para uma novidade como o futebol, já que, há tempos no Rio, o esporte mais importante era o remo. Tanto assim que três dos quatro maiores clubes cariocas têm ligações com o esporte náutico; Botafogo (fundado em 1894 e que, em 1942 se juntaria ao clube de futebol criado em 1904); Flamengo (1895) e Vasco (1898). Só um tanto mais tarde  esses clubes iriam se vincular ao futebol. As classes média e alta, que evitavam atividade física - por considerar que isso era coisa de escravos e de seus descendentes - passava a se interessar por esportes, por influência das culturas francesa e inglesa.  Entre 1870 e 1900, eram criados no Rio as primeiras pistas para corridas de cavalo, e a partir da década de 1880, os imigrantes alemães e italianos traziam hábitos diversos, entre os quais o de fazer esporte. Além disso, professores vindos do continente europeu trouxeram também a prática desportiva, que já integrava os currículos escolares desde a segunda metade do século 18, em especial na Inglaterra. O remo começa a ganhar impulso no Rio também a partir de 1880, por iniciativa de pessoas ligadas à Marinha e da colônia portuguesa. À época, emobora fosse capital federal, o Rio tinha a fama de ser suja e de ter péssima higiene, problemas que só seriam resolvidos ou pelo menos atacados com a chamada Reforma do Prefeito Pereira Passos, no começo do século XX.

        O futebol e os demais esportes não teriam se difundido no Brasil não fossem os  clubes, tanto os de elite quanto os do subúrbio.  Cada um deles tomou para si a tarefa de praticar certas modalidades, e ao competir contra os rivais, contribuir para o desenvolvimento técnico desses mesmos esportes, entre os quais o futebol. Foi a rivalidade cultivada pelos clubes, e o desejo de cada um superar o outro - aliado ao talento e à facilidade de adaptação do brasileiro, entre outros fatores - que levaram o país a alcançar tal nível de excelência no futebol. Se atualmente esse esporte serve de tema de discussão em qualquer reunião de família ou de amigos, em qualquer bar ou meio de transporte, no começo nem sempre foi assim. No começo do século 20, intelectuais e escritores debatiam se o football - como se dizia e escrevia à época - seria mesmo um esporte adequado à realidade brasileira. Nesses debates, dois astros do brilho de Graciliano Ramos e Lima Barreto, por exemplo, detestavam a modalidade. Segundo o alagoano Graciliano - autor de “São Bernardo”, “Vidas Secas” e “Memórias do Cárcere” -  o futebol jamais se tornaria um sucesso no país, porque, para ele, o brasileiro, e em especial o nordestino, era baixo e fisicamente frágil. Ele se atreveria até a prever: "O futebol não pega".

       Na Zona Norte do Rio, o  romancista e cronista carioca Lima Barreto, que gostava de retratar a vida da cidade, em especial do subúrbio, era um inimigo declarado do futebol, tanto que chegara a fundar a Liga Contra o Futebol, numa bem-humorada tentativa de ridicularizar a modalidade. Mulato, funcionário público, com problemas de saúde e alcoolismo, o autor de Triste Fim de Policaropo Quaresma, entre outras obras,  não considerava que tanto o futebol quanto a reforma urbana dariam origem na realidade à formação de guetos de elite, do qual estariam excluídos os negros e as pessoas de classes sociais mais baixas. Um dos episódios que mais o deixaram revoltado foi a notícia de que em 1921, jogadores brasileiros negros (poucos à época) não puderam ser convocados para integrar a seleção brasileira que iria se apresentar na Argentina. Filho de ex-escravos e um campeão na luta contra o racismo, Lima Barreto não poderia mesmo aprovar aquele futebol elitizado e à moda inglesa.

     Se Graciliano Ramos e Lima Barreto se opunham ao futebol, não faltavam defensores, como o escritor Coelho Neto - cuja família estavahistoricamente ligaa ao Fluminense - e o também escritor e médico Afrânio Peixoto. Coelho Neto  via no futebol a tentativa das classes alta e média daquele tempo de criar uma nova  raça brasileira, negando de certa forma, as origens indígenas, lusas e africanas de sua população. O  futebol praticado pela elite era visto como um sinal de modernidade trazido da Europa e um caminho de formação de um novo Brasil, assim como se tornava fazer do Rio a Paris dos Trópicos. Já para o Afrânio Peixoto, o futebol seria um grande agente de saúde junto à população. Além disso, ele elogiava sempre a necessidade, imposta pelo futebol, de se  trabalhar em conjunto, com disciplina e ordem. Se  Lima Barreto morreria em  1922, antes de ver  a popularização do futebol, a partir da segunda metade dos anos 20,  Graciliano, morto em 1953, ainda viveu o bastante para ver que o futebol acabaria pegando.

    

 

Nossos primeiros chutes: o futebol nos pés do povo

       Chegado ao país na bagagem de jovens filhos da elite brasileira que haviam estudado na Europa, o futebol só se tornaria realmente um esporte aberto e popular no fim da década de 30, não como uma concessão dessa elite, que o "dominava" institucionalmente, mas como uma conquista do povo que gostava de jogar futebol não nos clubes elegantes, mas nas peladas dos terrenos baldios do  subúrbio, muitas vezes não com bolas de couro, mas com bolas de meia.  Verdade que o Bangu, do Rio - clube criado e mantido pelos funcionários ingleses e escoceses da fábrica de tecido do mesmo nome, na Zona Oeste do Rio - teve, em 1905, o pioneirismo de contar com os primeiros atletas negros de que se tem notícia no futebol do Brasil:  o atacante Francisco Carregal e o meio-campo Manuel Maia. Tanto um quanto o outro eram funcionários da  Companhia Progresso Industrial do Brasil, a fábrica de tecidos do bairro de Bangu. Na primeira edição do Campeonato Carioca, em 1906, apenas  Manuel Maia participou na equipe principal,  tornando-se assim o primeiro negro a jogar uma competição oficial no Rio.  A atitude do clube, de escalar Maia no Campeonato carioca de  1906 e de ter escalado Carregal no torneio de segundos times (reservas) acabaria  lhe custando a participação no torneio no ano seguinte, já que em 1907, uma determinação explícita da Liga Metropolitana de Esportes Terrestres (LMET), proibia que fossem escalados  "cavalheiros de cor" (negros), como se dizia à época.  Fora da Liga, o Bangu promoveria um campeonato paralelo em 1907, sob a denominação de  Taça João Ferrer, em homenagem ao espanhol diretor-gerente da fábrica. Somente em 1911 o Bangu retornaria aos campeonatos cariocas, mas ainda assim na Segunda Divisão. O vermelho e branco da camisa e da bandeira do Bangu eram uma homenagem dos técnicos ingleses da fábrica ao time inglês do Southampton.

     O futebol carioca e de outros estados seguiria elitizado e amador por várias décadas. Era, bem diferentemente de hoje, um  esporte à moda inglesa com todo um vocabulário naquele idioma, a começar pelo prpprio nome da modlaidade que era chamado e escrito “football”. Mesmo à medida em que ia ganhando mais e mais espaço na imprensa, o esporte  mantinha o vocabulário à inglesa, com palavras como  goal (gol); cteam (time); match (jogo, partida); corner (escanteio); field (campo); foul (falta); goal-keeper (goleiro), full-back right (lateral direito), full-back left (lateral esquerdo), half-back right (zagueiro direito), center-half (volante, o atual cabeça-de área), half-back left (zagueiro esquerdo), winger-right (ponta direita), inside-right (meia direita), center-forward (centro-avante), inside-left (meia esquerda), winger-left (ponta esquerda), além de referee (juiz); e linesman (bandeirinha).  Pode parecer incrível, mas  quando um atleta queria se desculpar por ter cometido uma falta, dizia: “I’m sorry! (Desculpe-me!) Os jogos eram chamados de matches (partidas) ou meetings (encontros), e ao final, todos - vencedores ou vencidos - tomavam cerveja, cantando  “When more we drink together, more friends we be” (Quanto mais bebermos juntos, mais amigos seremos) e “For he’s a jolly good fellow” (Ele é um bom companheiro). Nesse ambiente tão próximo à cultura britânica, ao entrar em campo os jogadores gritavam Hip-Hurrah (uma saudação tradicional inglesa). Embora tais estrangeirismos nem sempre agradassem a torcedores e leitores, somente com o passar das décadas, e graças às transmissões de rádio, foram surgindo outras palavras, como  goleiro, zagueiro, meio-campo, atacante e outras.

             O vocabulário brasileiro do futebol foi formado a partir da modificação de palavras em inglês

e por algumas adaptadas ao português e outras foram substituídas gradativamente por termos equivalentes já existentes no português. Verdade que alguns vocábulos foram tomados emprestados de outros idiomas, como équipes (do francês équipe);  zaga (do espanhol zaga). A palavra centro-avante subsituiu  "forward" ou "center-forward". Já a palavra " beque" deriva do inglês back, que se refere aos defensores.  Outra palavra de origem espanhola é cancha, para se referir ao campo. Nesse sentido, usa-se também meia-cancha, o meio do campo.  Já apalavra inglesa "penalty", ou seja penalidade máxima, deu origem ao substantivo "pênalti", em português. Para se referir a alguns clássicos, alguns locutores e jornalistas ainda utilizam "derby". 

       O futebol incorporou ao linguajar do dia a dia do povo brasileiro expressões como "bola  murcha" (fraco, sem encanto), "bola fora" (tentativa frustrada), "com a bola toda" (com toda a força, totalmente capacitado a fazer algo), "bola pra frente" (continuar lutando, mesmo diante de dificuldades), "trocar as bolas" (confundir-se) e, "comer bola" (fazer muito sucesso, brilhar). Curiosamente, tais expressões, no início, faziam parte do vocabulário de treinadores, atletas, torcedores ejornalistas ligados ao futebol.  É o chamado  futebolês. Segundo o professor 

Ermínio Rodrigues, do Departamento de Teoria Lingüística e Literatura do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da UNESP, campus de São José do Rio Preto, "nenhum outro grupo de linguagem conseguiu influenciar tanto nossa cultura quanto o futebol.", Para ele, "a presença do futebol na cultura brasileira pode ser notada na linguagem do cinema, da música, do teatro, da dança, da literatura clássica, da prosa e até da poesia".  Em sua pesquisa, o estudioso foi capaz de identificar cerca de dois mil neologismos conceituais ligados a esse esporte e cujos significados podem ser facilmente entendidos por qualquer brasileiro. Ao mesmo tempo em que o futebol é um apaixão, o esporte usa um vocabulário ligado à guerra, com expressões como:  táticas, estratégias de ataque e de defesa, marcar o adversário, fazer barreira e mandar um torpedo ou uma bomba.  Na cobertura radiofônica, surgem expressões engraçadas como frangueiro (o goleiro ruim) e olé, para denominar a troca de passes em que um time não deixa o adversário lhe tomar a bola.  Outra expressão curiosa é dar zebra, criada pelo técnico  Gentil Cardoso, para se referir a um resultado muito pouco provável, quase impossível, se é que no futebol há algum resultado assim. Gentil deve ter-se inspirado no jogo do bicho (loteria em que o apostador tenta advinhar quais os animais premiados a cada dia) mas no qual não existe a zebra. Outra expressão curiosa é pipocar, para se referir ao atleta que foge de uma falta dura. É como se ele estivesse pulando fora das jogadas como uma pipoca para fora da frigideira... Outra gíria é  chuveirinho, nome dado à jogada em que a bola é lançada pelo alto sobre a área do adversário, para um atacante tentar o gol de cabeça.  

 

      Em paralelo às lentas mais consantes mudanças na linguagem, o futebol brasileiro passou por uma lenta popularização, em grande parte graças à conquista, no Estádio do Fluminense, em Laranjeiras, do Campeoanto Sul-Americano de 1919, em cuja final, a 29 de maio daquele ano, o Brasil derrotou o Uruguai por 1 a 0, gol de Friedenreich, mulato, filho de pai alemão e mãe brasileira e mulata. Mesmo sendo um mulato, ele vivia na elite e era um bon vivant, como os demais jogadores da época. Ainda não era o perfil de jogador oriundo das classes sociais mais baixas, algo que só se veria vem mais tarde. De acordo com a imprensa na época, que não era especializada nessa modalidade, como agora, o futebol se tornara a coqueluche da cidade, para se referir a uma tosse contagiosa.

        Atletas negros e oriundos das classes sociais mais baixas eram raríssimos e praticamente só atuavam em clubes de pequena expressão. A situação só começaria a mudar em 1923. De acordo com relatos de Mário Filho em seu livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, nenhum clube carioca fora campeão de 1906 a 1922 com atletas negros em seus times, embora jogadores afro-descendentes já tivessem atuado no Bangu e no América, por exemplo. Até 1923, um time campeão com negros era algo inédito. Foi quando subiu da Segunda Divisão para a Primeira o  Clube de Regatas Vasco da Gama, cujo time contava com negros, mulatos e brancos de classes sociais mais baixas e até analfabetos. Treinado pelo técnico uruguaio Ramon Platero, o Vasco adotou um intenso sistema de treinamento, que incluía boa alimentação, vida regrada, com horários estabelecidos para se recolher; e corridas a pé do antigo campo vascaíno na Rua Moraes e Silva (São Januário só seria inaugurado em 1927) até a Praça Sete, atual Praça Barão de Drummond, tudo em Vila Isabel. Assim, antecipando alguns conceitos do futuro regime profisisonal, o Vasco foi batendo seus adversários e conquistou o título com apenas uma derrota. Seus jogadores haviam sido recrutados dos times da Liga Suburbana, fundada em meados da década de 10 e paralela à Liga Metropolitana de Desportes Terrestres, a LMDT. Pobres, analfabetos, negros, mulatos, eles eram  tudo o que o  elitizado futebol daquela época não poderia aceitar.

     Se os jogadores de Fluminense, Flamengo, Botafogo e América eram amadores e bons vivants, os vascaínos recebiam gratificações (chamadas de bichos) e oficialmente eram funcionários de estabelecimentos comerciais de alguns portugueses, adeptos do clube. Discute-se se o Vasco não estaria burlando a pureza do amadorismo, mas o importante é que  clube atraía mais e mais torcedores, incluindo o chamado povão, que não entrava nas tribunas elegantes. Curiosamente, as torcidas dos times de elite foram se tornando mais agressivas no palavreado, começando a xingar os vascaínos, o que antes não era tão freqüente. À época, anos 20, os preconceitos de classe e  racial eram fortes, porque a Abolição da Escravatura havia ocorrido em 1888, menos de 40 anos antes. O título vascaíno em 1923 acabaria por dar origem a uma gravísisma crise institucional no futebol carioca, já que, na virada do ano, os clubes elitizados resolveram fundar uma nova liga, a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos, a Amea. Para participar dessa nova liga, os  clubes deveriam cumprir uma série de formalidades. Entre várias exigências, os chamados grandes clubes, os então elitizados Fluminense, Flamengo, Botafogo e América exigiam que os membros da entidade tivessem estádios próprios ou alugados por cinco anos, o que atingia o Vasco.

         O campeão do ano anterior, de 1923, tinha apenas um pequeno campo na Rua Morais e Silva, em Vila Isabel, que servia apenas para treinos, e não jogos. As exigências mais polêmicas, porém, eram outras. Um clube não poderia ter em seu time atletas de profissões consideradas inferiores, como trabalhadores braçais, operários, soldados rasos, nem analfabetos.  O Vasco chegou a contratar um professor de caligrafia para sus jogadores, e o ponta Paschoal Cinelli acabou trocando de sobrenome italiano para o brasileiríssimo  Silva, que era mais fácil de escrever. Os clubes de elite sustentavam que o Vasco havia maculado o espírito do profisisonalismo porque pagava gratificações por vitória, o chamado bicho, expressão originada do jogo de bicho. Sabe-se, porém, que desde o fim da década de 10, já havia atletas que recebiam para jogar, só que às escondidas.

         Quando a AMEA exigiu que o Vasco eliminasse 12 de seus atletas, por serem de "profissões inferiores", o então presidente vascaíno,  José Augusto Prestes deu firme resposta a Arnaldo Guinle, presidente da nova liga, a 7 de abril de 1924: “As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação à que V. Exa. tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama em tal situação de inferioridade que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados. Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma como será exercido o direito de discussão e voto, e as futuras classificações, obriga-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções. Quanto à condição de eliminarmos doze (12) jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama, não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos con-sócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa. Estamos certos que V. Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se a AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos, entre outras vitórias, a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923. São esses doze jogadores jovens, quase todos brasileiros no começo de sua carreira, e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu nem sob o pavilhão que eles com tanta galhardia cobriram de glórias. Nestes termos, sentimos ter de comunicar a Vossa Excelência que desistimos de fazer parte da AMEA.”

        Assim, estava decretado o cisma no futebol carioca, com  Fluminense, Flamengo, Botafogo, América, Bangu e São Cristóvão jogando na AMEA, e o Vasco na LMDT, ao lado dos "pequenos"  Engenho de Dentro, Bonsucesso, Andaraí e Mangueira — permaneceriam na LMDT. Na AMEA, o Fluminense foi campeão, e na LMDT, o Vasco. Aquela crise é debatida até hoje, por especialistas. Para alguns,  havia racismo, mas não segregação, porque nesse caso, os negros não seriam sequer aceitos, e a questão era mais sobre a luta entre  amadorismo e semi-profissionalismo, e não entre brancos e negros. Outros especialistas argumentam, porém, que o racismo no futebol brasileiro chegara ao clímax naquela virada de ano de 1923 para 1924, até porque o futebol já motvimentava dinheiro (eram cobrados ingressos), eo amadorismo já não era mais tão puro. Assim, atletas negros e de classes sociais mais baixas que não faziam parte da aristocracia branca e filoeuropéia não eram aceitos. Os outros clubes não queriam atletas negros, por racismo, já que, se existem preocneiros raqciais e de classes em nossos dias, quanto mais nos anos 20, cercq de 40 anos depois da Abolição da Escravatura, em 1888.

     Atento pesquisador da história do futebol e do samba, o jornalista e escritor Sérgio Cabral relata ter ouvido depoimentos de que a luta vascaína contra os preconceitos chegava às ruas, por meio de  comícios públicos. O argumento de que o Vasco praticava o profissionalismo era apenas a desculpa para o racismo. Embora o Vasco tivesse sido aceito na MEA em 1925, por motiv os comerciais _ já que sem ele o campeonato de 1924 dessa liga teve queda de público _  clube era chamado de "pequeno", por não ter um estádio. Tais provaocações levaram o clube a fazer uma enorme campanha de arrecadação de fundos que levantaram verbas suficientes para a compra do terreno, que havia pertencido à Marquesa de Santos, favorita de Dom Pedro I, e à construção em dez meses do Estádio de São Januario, inaugurado em 1927, como o maior do país (até a abertura do Pacaembu, nos anos 40).

        Popular na arquibancada, o futebol seguia elitizado dentro de campo. Tanto assim que no ano de 1931, dois anos antes da  profissionalização decretada pelo presidente Getúlio Vargas, o craque  Leônidas da Silva, então no Bonsucesso, esteve cotado para se transferir para o América. Por vários motivos, porém, ele ficaria, naquele momento, no Bonsucesso. Do clube suburbano, foi para o futebol uruguaio em 1932, para somente em 1934, jogar por um clube de grande torcida, o Vasco. Eram tempos difíceis para jogadores negros e mulatos. Tanto assim que Manteiga, um atleta mulato, que deu baixa da Marinha para defender o América, acabou rejeitado pelos sócios do clube rubro. Morreu esquecido, revoltado e alcólatra na Bahia. Não faltaram casos smelhantes de bons jogadores negros rejeitados em clubes que se condieravam de elite. Para Leônidas, um homem de personalidade muito forte, um astro polêmico, um negro nunca era bem recebido num grande clube excero o Vasco, que tivera vários, com os campeões de 1923 e mais Fausto, Jaguaré, Tinoco e outros. Por isso, antes de ir para o Uruguai - em que atletas negros eram vistos normalmente nos grandes times e na seleção celeste, ele permanecia no Bonsucesso. 

   No Brasil, o amadorismo ainda prevalecia, ainda que não foss puro. Na Argentina e no Uruguai, porém, o profiissionalismo se estabelecera bem antes, na década de 20. Por isso, talvez, Urugaios e argentinos fossem bem supriores ao Brasil nessa modalidade até os anos 50. A bem da verdade, somente a Revolução de 30 iria determinar, mediante um decreto ddo novo líder político brasileiro, Getúlio Vargas, a profissionalização e a popularização do futebol no país. Com idéias inovadoras, Getúlio regulamentou profissões como as de jogador de futebol e, por exemplo, atores e atrizes, estas vistas até então como prostitutas. Oficialmente, o futebol se tornou profissional no brasil em 1933, embora se saiba que desde a década de 10 havia atletas que  ganham dinheiro para jogar. Com a profissionalização, clubes elitizados começaram a mudar de atitude em relação a jogadores negros e oriundos das classes mais baixas. Afinal, eles eram meros empregados, que entravam nas sedes desses clubes por portões destinados a eles e não pela mesma passagem aberta aos sócios. A transição do amadorismo para o profisisonalismo foi traumática.

      Os pioneiros do futebol, como Charles Miller, que chegara a conhecer jogadores profissionais na Inglaterra  - existia no Norte daquele país desde 1880 -, achava que profissionalismo no esporte era prositutição. Daí essa idéia ter-se arraigado fortemente entre os primeiros organizadores de times e de campeonatos. Era como se o esporte fosse para os npbres, os lordes, e não para os plebeus, isto é, os pobres e negros.

     No Rio de Janeiro e em São Paulo alguns clubes se recusaram a aceitar o novo regime e tentaram continuar amadores, caso do Botafogo carioca. O futebol entrou numa grave crise tanto no Rio quanto em  São Paulo, a ponto de, no Rio, existirem duas ligas diferentes entre 1933 e 1936. Em São Paulo, situação semelhante ocorreu, em 1935 e 1936. A pacificação nas duas cidades só ocorreria em 1937, quando voltaria a haver apenas um campeonato carioca e um paulista. No caso do Rio, como esse acordo entre as ligas diferentes foi promovido por Vasco e América, os dois times fazem o chamado Clássico da Paz.  Essa crise, porém, iria se refletir na formação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1934, na Itália. A seleção brasileira, convocada pela então Confederação brasileira de Desportos (CBD, precursora da atual Confederação brasileira de Futebol, a CBF) contava com jogadores teoricamente amadores. Assim, a seleção acabaria eliminado ao perder na estreia para a Espanha por 3 a 1.

     Enquanto isso, no Brasil, a luta entre amadores e profisisonais prosseguia. Em sua importante obra  “Subterrâneos do Futebol”, o cronista esportivo João Saldanha, morto em 1990,  relacionava os clubes que antes do profissionalismo — alguns até depois — continuavam fechados à entrada de atletas afro-descendentes e de atletas de classes sociais mais baixas:

         “No Rio de Janeiro, Fluminense, Botafogo e Flamengo não admitiam de forma alguma que negro vestisse sua camisa (...) Em São Paulo, o Palmeiras resistia. O Paulistano, clube do Jardim Paulista, preferiu fechar sua seção de futebol a ter de aceitar preto em seu time. No Rio Grande do Sul, o Grêmio Porto-Alegrense também era intransigente. No Paraná, o Atlético e o Coritiba não aceitavam os negros. Em Minas, Atlético e América; na Bahia, o Bahiano de Tênis, que procedeu como o Paulistano: fechava mas não transigia. Em Pernambuco, o Náutico; no Ceará, o Maguari;  no Pará, o Remo, e assim, por diante: em cada Estado da Federação havia clubes aristocráticos que não deixavam os pretos jogarem.” 

          O profissionalismo, ao mesmo tempo em que abria, nos clubes até então elitizados,  as portas a atletas não-brancas e/ou de classes sociais mais baixas, os mantinha separados do quadro social. Cada um so seu lugar.   

              A pacificação fez bem ao futebol brasileiro, que na Copas de 1938, na França, na qual a seleção brasileira, livre das cisões que duraram até 1937, apresentou a mundo o talento de Leônidas da Silva e terminou em terceiro lugar na competição. Leônidas se tornaria o primeiro craque brasileiro a ter destaque no exterior, passando a ser apelidado pela imprensa francesa de Homem de Borracha, por sua agilidade, e de Diamante Negro, pelo seu raro talento, elogiado pelo jornalista francês Raymond Thourmagen, do “Paris Match”:

         “Acabo de assistir ao jogo dos brasileiros. Serão eles animais de cinco pernas? Não! Há entre eles um que tem seis. Refiro-me a Leônidas. (...) Esse homem de borracha, na terra ou no ar, possui o dom diabólico de controlar a bola em qualquer posição, desferindo chutes violentos — não importa de que forma — quando menos se espera. (...) Nessa posição de fera atingida, vi Leônidas executar uma série de tesouras com as pernas, aproveitando um centro e golpeando a bola de costas para o gol (a bicicleta). Certamente, seus companheiros são grandes jogadores. Mas se tivessem esquecido Leônidas no Rio, nosso assombro hoje seria menor. Quando Leônidas faz um gol, pensa-se estar sonhando, esfregam-se os olhos. Leônidas é a magia negra!”.

          Craque de bola, polêmico e irrevertente fora de campo, Leônidas, com passagens por Vasco, Botafogo e Flamengo, depois de ter gressado do futebol uruguaio, se tornaria o jogador brasileiro mais famoso na virada dos anos 30 para os 40, quando ataria e faria do São Paulo um grande clube, que rivalizava com Corinthians e Palestra Itália, mais tarde Palmeiras.

          A Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1939 e encerrada apenas em 1945, iria não apenas mudar a face do mundo e influenciá-lo até os nossos dias, mas impediria a realização das Copas do Mundo que deveriam ter sido jogadras em 1942 e 1946, e das Olimpíadas que deveria ter ocorrido em 1940 e 1944.  Nos anos 30 e 40, tornava-se cada vez mais comum nos grandes clubes brasileiros a presença de

 jogadores argentinos e uruguaios, vindos de dois centros que haviam se desenvolvido antes do Brasil, em especialpor causa da profissionalização ocorrida antes daquela do Brasil. Por causa da guerra Mundial, quando o Brasil entrou no confronto, em 1942, declarando-se inimigo do Eixo  formado por Alemanha, Itália e Japão, todas as organizações ligadas culturamente a esses países tiveram de adotar novas denominações, fossem clubes, colégios ou outras entidades. No caso do futebol, os casos mais conhecidos são os do Palestra Itália de  São Paulo, o atual Palmeiras, e o Palestra Itália de Belo Horizonte, o atual Cruzeiro.

         Ainda não havia campeonato brasileiro de clubes, nem torneios interestaduais. Então, as competições mais fortes eram mesmo os Campeonatos Carioca e Paulista. À época, o Rio, capital federal, era o maior centro esportivo e cultural, além de político. Diava moda e espalhava seus costumes e cultura, incluindo o gosto pelo seu futebol. Isso se devem, em grande parte, à Rádio Nacional, que tinha penteração em todo o país e transmitia  jogos do campeonato do Rio para o Norte e Nordeste. Por esse motivo, até hoje os grnade clubes cariocas são muito queridos nessas regiões.  Os estádios, em espcial São Januário, no Rio, e Pacaembu, em São Paulo, lotavam com frequência, e o futebol era, àquela altura, sem qualquer dúvida, o esporte mais popular do país. De olho nisso, Vargas, que governaria o país até 1945, foi o primeiro líder político brasileiro a ter percebido o quanto essa modalidade poderia ser importante para que ele se aproximasse das massas. Assim, costumava fazer suas concentrações cívidas reunindo estudantes e oprários, em espcial em São Januário, em cuja tribuna de honra, em 1943, iria assinar a Consolidação das Leis trabalhistas, a  CLT, que até hoje é a base da legislação trabalhista brasileira. 

       Se na capital paulista o São Paulo de Leônidas dominava o período, com cinco títulos estaduais, no período entre 1943 e 1949, no Rio o Vasco iria festejar cinco títulos regionais entre 1945 e 1952, graças ao Expresso da Vitória, que reunia Barbosa, Augusto, Danilo, Friaça, Maneca, Ademir, Jair, Chico, base da seleção que seria vice-campeã mundial em 1950, perdendo a Copa para o Uruguai. Em 1948, num feito histórico e invicto, os vascaínos conquistaram em Santiago do Chile o primeiro título do futebol brasileiro no exterior: o Campeonato Sul-Americano de Clubes, reconhecido nos anos 90 pela Confederação Sul-Americana de Clubes como uma espécie de semente da Copa Libertadores da América. 

PLANETA LARANJA 2

 *Precursores do Brasil na NBA
 
 
    O sonho de sucesso dos brasileiros na liga americana teve iníício há 40 anos, em 1976, bem antes que  o pivô Nenê Hilário tivesse deixado o Vasco para atuar no Denver Nuggets, em 2002. O pioneiro foi o paulista Marcos Leite, então aluno da Universidade de Pepperdine,

na Califórnia, e jogador do time da instituição, o Pepperdine Wanes Sob o número 162, foi escolhido no draft (em sistema diferente do atual)  pelo Portland Trail Blazers, num período em que havia 22 times na NBA. No basquete universitário e na curta experiência pela liga profissional, ele utilizou o sobrenome Leite, enquanto no basquete brasileiro ficou conhecido como Marquinhos Abdalla. A proposta da franquia americana era de um ano de contrato, com opção para mais dois, mas o atleta - dividido entre continuar defendendo a seleção brasileira, como amador, ou se tornar profissional, o que o afastaria das Olimpíadas - desistiu do compromisso e retornou ao Brasil.

      Assim, o pivô nunca poderá dizer se iria brilhar ou não pelo time de Portland, campeão da liga em 1976/1977. Marquinhos, que foi às Olimpíadas de Munique-1972,  Moscou-1980 e Los Angeles-1984,  além de vice no Mundial de 1970 e bronze no de 1978, atuou no exterior, sim, mas na Itália, o que não o impedia de defender a seleção brasileira.   Drama igual seria enfrentado anos depois por Oscar Schmidt. Em 1984, quando foi draftado (131 do processo de escolha) pelo antigo New York Nets, atual Brooklin Nets. Preferiu  não fechar contrato com uma equipe da NBA, para não ter de desistir da seleção verde-amarela.

        Passaram-se  12 anos desde a presença de Marquinhos, até que Rolando Ferreira Júnior se tornou o primeiro brasileiro a ter disputado partidas na NBA. Foi o número 26 do draft, também pelo  Portland Trail Blazers. O atleta, que havia disputado a liga universitária pelos cougars da Houston University por dois anos, fez 12 jogos pelo Portland na temporada 1988/1989 e assinalou 9 pontos. Não chegou a ser brilhante, mas abriu um caminho. Pela seleção, foram duas Olimpíadas, em Seul-1988, e Barcelona-1992, além de outras competições.  

Em 1991/1992, outro dos pioneiros do Brasil em quadras americanas foi o pivô Pipoka. Também com experiência de três Olimpíadas pela equipe nacional (Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996), atuou pelo Dallas Mavericks num único confronto pela temporada da NBA, além de seis outros na pré-temporada. Teve uma carreira muito mais sólida no basquete brasileiro e na Europa.

        Pioneiros do basquete verde e amarelo na liga dos EUA, Marquinhos, Rolando e Pipoka foram ao mesmo tempo herdeiros de uma forte tradição brasileira, algo que ultimamente vem-se perdendo. O basquete chegou a ser o segundo esporte favorito do país, atrás apenas do futebol. Nas décadas de 50 e 60, em janeiro  de 1959, em Santiago do Chile, e em maio de 1963, no Maracanãzinho, no Rio, a equipe brasileira masculina foi bicampeã da modalidade. Noutras conquistas importantes até a década de 70, foi bronze nos Mundiais de 1967, no Uruguai, e de 1978, nas Filipinas, além de prata nas edições de 1954, no Rio, e de 1970, na extinta Iugoslávia. Nas Olimpíadas, levou o bronze em Roma-1960 e Japão-1964 (antes dessa fase, havia sido bronze em Londres-1948). O treinador era Togo Renan Soares, o Kanela, e atuavam em quadra destaques históricos do basquete do país, como:   Wlamir Marques, Algodão, Amaury Pasos, Édson Bispo, Waldemar Blatskauskas, Rosa Branca, Victor Mirshawka e Ubiratan. Era a Geração de Ouro.

  

*Brasileiros na NBA

 
   Já faz 14 anos desde que um jovem e promissor pivô, conhecido como Nenê, deixou o então vitorioso time do Vasco, na época bi brasileiro e da Liga Sul-Americana, para ir jogar no Denver Nuggets, em 2002.  O tempo passou, e no começo da temporada passada, foi registrada na liga a presença de cem atletas não-americanos, sendo nove deles do Brasil, um recorde. Eram eles: Tiago Splitter (Atlanta Hawks), Anderson Varejão (Cleveland e depois Golden State), Leandro

Barbosa (Golden State), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers), Nenê Hilário (Washington Wizards) e Raulzinho Neto (Utah Jazz).

    Na realidade, em 2002, Nenê fora draftado, isto é, escolhido no draft - processo
pelo qual os times selecionam atletas de outros países ou do basquete universitário americano - pelo New York Knicks, que o trocou com o Denver. Foi uma negociação complicada, e o atleta, que tinha 20 anos, teve de pagar uma espécie de indenização ao time
carioca.   Atualmente conhecido no basquete internacional como Nenê  Hilário, ele foi o primeiro jogador brasileiro a ter atuado regularmente na liga americana. Permaneceu em Denver até 2012, quando se transferiu para o Washington Wizards. Saiu de lá em julho
deste ano de 2016, com destino ao Houston Rockets, pelo qual vai disputar a próxima temporada, num grupo experiente do qual faz parte James Harden. O pivô brasileiro tem 34 anos.

   Uma temporada depois de Nenê, quem desembarcou nas quadras americanas foi Leandro
Barbosa, o Leandrinho, mais conhecido na NBA como Leandro Barbosa ou Barbosa.

Ele acabaria sendo campeão da liga pelo Golden State Warriors, nas finais de 2014/2015
(ver capitulo seguinte).

   Atleta verde e amarelo que alcançou os maiores indices de popularidade junto à torcida
de seu time na liga, Anderson Varejão - que renovou recentemente com o Golden State Warriors por uma temporada - está no basquete americano desde   o campeonato de 2004/2005, quando estreou pelo Cleveland Cavaliers. Naquela cidade, o ex-jogador do Barcelona
conquistou a torcida não apenas por seu estilo de jogo, mas também pelos cabelos encaracolados, algo pouco convencional entre os atletas da liga. A torcida, porém, adotou esse penteado, a ponto de a própria franquia ter criado a Wig Night, a Noite da Peruca.
Nesse evento previamente anunciado, a imensa maioria dos torcedores ia assistir a um confronto do time em sua casa, a Quicken Loans Arena, usando perucas encaracoladas, para se tornarem semelhantes a Varejão.

   O ala-pivô seguiu no Cleveland até a temporada de 2015/2016. No meio dessa última,
acabou negociado para o Golden State Warriors. Em 2006/2007, tornou-se o primeiro brasileiro finalista na NBA, mas o Cleveland foi batido pelo San Antonio.  Em dezembro de 2014, sofreu rompimento do tendão de Aquiles e ficou fora da temporada que se encerrou
em 2015, quando o Cleveland perdeu o troféu da liga para o Golden State Warriors. Em fevereiro de 2016, trocou o Cleveland pelo próprio Golden State, e sem o saber, acabou desperdiçando a chance de ser campeão. Isso porque na série decisiva, liderado por LeBron
James, o Cleveland superou o rival. Curiosamente, Varejão teve 33 jogos defendendo cada um dos finalistas.

   De acordo com o Elias Sports Bureau, instituição histórica e estatística que pesquisa
resultados das maiores ligas dos EUA e do Canadá, Varejão, de 33 anos, foi o primeiro atleta da história da NBA a ter atuado pelos dois finalistas na mesma temporada. Teoricamente, ele teria direito ao anel dado a cada atleta do time campeão, uma vez que começara
a competição pelo Cleveland. Entretanto, de compromisso renovado com o Golden State, não deverá aceitar nem reivindicar tal prêmio. Em relação às Olimpíadas do Rio, em 2016, ficou de fora, devido a uma lombalgia que teria como causa uma hérnia de disco. Cortado
já no mês de julho, semanas antes do megaevento, cedeu seu lugar a Cristiano Felício, do Chicago Bulls.

        O catarinense Tiago Splitter foi outro que, devido a uma cirurgia no quadril, anunciada pelo seu time, o Atlanta Hawks, em fevereiro, acabou  desfalcando a seleção brasileira na Rio-2016. Em 2013/2014, porém, o pivô havia feito história, com a camiseta preta e branca do San  Antonio, ao se tornar o primeiro brasileiro campeão da liga, conforme será lembrado no próximo capítulo.

     Atualmente, vem buscando se firmar no basquete dos EUA uma  nova geração verdee amarela, liderada por Marcelinho Huertas, de 33 anos. Experiente, ex-Barcelona, e com uma carreira de uma década no basquete europeu, atua no Los Angeles Lakers, que o contratou em agosto de 2015 e já renovou seu contrato até 2018. Em sua temporada de estreia,

a de 2015/2016, teve a chance de atuar ao lado do superastro Kobe Bryant, que deixou as quadras. Atuou em 53 partidas, mas não conseguiu levar o time californiano aos playoffs, devido à fraca campanha de 17 vitórias e 65 derrotas.

    Outro armador de seleção brasileira nas quadras americanas é Raulzinho Neto, do
Utah Jazz. Aos  24 anos, atuou em 81 dos 82 jogos de seu time em 2015/2016, num promissor início de carreira na liga, em que tem muito a amadurecer. Já em  Toronto, estão radicados dois outros  jovens brasileiros, Lucas Bebê Nogueira, de 24 anos, natural de
São Gonçalo-RJ, e o paulistano Bruno Caboclo, de 21. Tanto o pivô Lucas Bebê quanto o ala Caboclo são vistos como promessas na liga americana. Investindo em seu futuro na NBA, ambos pediram dispensa da seleção brasileira que se preparava para a Rio-2016, para
poderem atuar na Liga de Verão, na tentativa de assegurarem suas vagas na temporada que está para começar. Isso, porém, fez com que fossem criticados pelo então treinador da equipe nacional, Ruben Magnano.

    No  tradicional Chicago Bulls, o pivô Cristiano Felício, de 24 anos, ex-Flamengo,
ajudou seu time a ganhar a Summer League (torneio de verão disputado na pré-temporada), em julho. Na temporada passada, atuou em 31 jogos, tendo sido titular em quatro delas. Em agosto, devido `a lesão de Varejão, Felício, conhecido nos EUA como a Brazilian
Beast (Fera Brasileira), o substituiu na seleção brasileira nos Jogos Rio-2016.

   Rafael Bábby Araújo, inicialmente conhecido no basquete brasileiro como Baby, havia
aparecido bem no basquete universitário dos EUA, pela Arizona Western e pela Brigham Young University, o que lhe valeu um lugar na seleção brasileira no Mundial de Indianápolis-EUA, em 2002.  Assim, foi draftado dois anos depois pelo Toronto, lá permanecendo até 2006. Depois de 111 jogos pela franquia canadense, o pivô seguiu para o Utah Jazz, em que atuou em 2006/2007. Retornou ao Brasil, tendo jogado por Flamengo, Franca, Mogi e Pinheiros. Fora das quadras desde 2014, o ex-atleta de 36 anos dedica-se atualmente a projetos sociais e esportivos.  

        Ao longo das idas e vindas de brasileiros, por todos esses anos, alguns  lutaram

por vagas na NBA,  sem no entanto terem conseguido se firmar. O ala-armador  Alex Garcia fez duas partidas pelo San Antonio Spurs em 2003/2004, mas sofreu com seguidas lesões. Em 2004/2005, atuou oito vezes pelo então New Orleans Hornets, antes de retornar
ao basquete brasileiro. Atualmente, defende o Bauru no NBB e no Campeonato Paulista. Em 2005, o ala brasileiro Lucas Tischer atuou em seis jogos pelo Phoenix, na pré-temporada conhecida como Liga de Verão. Chamado inicialmente para a equipe principal do Phoenix,
acabou dispensado e retornou ao Brasil. Hoje em dia, defende o Sport Clube Recife. Um dos atuais ídolos do time do Flamengo, o ala Marquinho foi draftado em 2006 pelo então New Orleans Hornets. Lá permaneceu até 2008 e fez 26 partidas.  Em paralelo a isso,
defendeu em 2007, em 13 jogos na D League (Liga de Desenvolvimento da NBA) o Tulsa 66ers, que era ligado ao New Orleans. Em 2008, quando iria ser negociado com o Memphis Grizzlies, retornou ao Brasil.

    Mais recentemente, tiveram a oportunidade de vestir a tradicional camisa verde
do Boston Celtics os pivôs brasileiros Fab Melo e Vitor Faverani. Fab chegou ao time em 2012, depois de ter feito carreira na Universidade de Syracuse. Mas no Boston teve poucas chances
e acabou aproveitado na D-League. O Memphis Grizzlies se interessou por ele, mas a negociação não fechou, e ele seguiu para o Dallas Mavericks. Novamente sem chances, retornou à D-League. De volta ao Brasil, foi contratado pela Liga Sorocabana, no fim de 2015.
No começo de 2016, atuou no NBB pelo Basquete Cearense. Vitor Faverani, por sua vez, sofreu lesão no menisco do joelho esquerdo, quando defendia o Boston, e foi operado duas vezes, em março e em outubro de 2014.  Dois meses depois da segunda cirurgia, foi
dispensado e teve de fazer sua recuperação em Múrcia, na Espanha, por onde havia jogado entre 2009 e 2011, e que atualmente defende. Aos 28 anos, foi convocado para a seleção brasileira, mas uma lesão em seu joelho direito fez com que fosse cortado.

   Filho de brasileiros, nascido nos EUA, Scott Machado foi outro a ter tentado a sorte na liga americana.  Embora não tenha sido draftado em 2012, conseguiu uma vaga no Houston Rockets, que defendeu em algumas partidas. Dispensado, seguiu para o Golden State Warriors, pelo qual atuou em playoffs. Entretanto, passou boa parte de seu periodo nos EUA em times da D-League, como Rio Grande Valley Vipers, Santa Cruz Warriors e Idaho Stampede. Atualmente, joga pelo Rasta Vechta, da Alemanha.

 

*Brasileiros campeões: Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa

 
 
     O ano era o de 2014, e o mês, junho. Olhos e corações da Terra estavam voltados para o Brasil, que sediava, de 12 de junho a 13 de julho, a vigésima edição da Copa do Mundo de Futebol. Mas, apesar da expectativa  dos brasileiros pelo título, o sonho do hexacampeonato desabou diante do ataque alemão, que humilhou a equipe verde e amarela por 7 a 1, em Belo Horizonte, na semifinal, antes de chegar ao seu  tetracampeonato, com 1 a 0 sobre a seleção argentna, no Maracanã; O Brasil, porém, não iria ficar sem comemorar um título num dos esportes mais importantes do mundo: o basquete da NBA.

    Também em junho de 2014, o pivô catarinense  Tiago Splitter fez história, ao se tornar o primeiro atleta brasileiro campeão da liga americana de basquete, defendendo o garrafão do tradicional San Antonio Spurs. O time do Texas chegou ao seu penta na NBA (depois dos troféus erguidos em 1998/1999, 2002/2003, 2004/2005, 2006/2007), ao fechar em 4 a 1 a série decisiva contra o Miami Heat. Atuando em  casa, no AT&T Center, em San Antonio, a equipe do brasileiro derrotou por 104 a 87 o quinteto que contava com LeBron James, Chris Bosh e  Dwyane Wade. Assim, assegurou o troféu Larry O'Brien, nome dado à taça entregue ao campeão e cujo nome homenageia o politico democrata que presidiu e modernizou a liga entre 1975 e 1984.

      Naquele junho de 2014 se havia um brasileiro que poderia festejar era mesmo Tiago Splitter. Na partida decisiva, esteve em quadra por 11m24s, marcou três pontos e deu um toco em Wade, apagando, de certa forma, a má impressão deixada pelo bloqueio imposto por LeBron nas finais do ano anterior. No jogo decisivo, mesmo perdendo, LeBron foi o cestinha, com 31 pontos, enquanto o melhor pontuador do San Antonio foi Kawi Leonard, com 22.

        A série decisiva de 2012/2013 havia ficado marcada na mente do time de San Antonio, que estava liderando por 3 a 2, mas perdeu o sexto jogo em casa, e acabou superado pelo Miami no Jogo 7, na Flórida. Segundo Tiago, o grupo viu e reviu VTs daquela série e usou aquelas lembranças ruins como uma motivação extra para não deixar o troféu escapar novamente. Isso deu certo, e segundo o brasileiro, seu time entrava em quadra com sangue nos olhos, querendo vencer. No caso específico de Tiago, além do sabor de revanche, aquela conquista foi motivo de orgulho por ter podido dedicá-la ao Brasil como algo inédito.

      A respeito do clima em San Antonio quando da conquista, o pivô recorda que a cidade parou, já que aquela região do Texas respira basquete, até pela trajetória de títulos da franquia, cujos astros eram o argentino Emanuel Ginobili, o francês Tony Parker e o americano Tim Duncan, que se despediu das quadras ao fim da última temporada. Sobre em que pontos melhorou em 2013/2014, teve a oportunidade de marcar bem a rivais como LaMarcus Aldridge, do Portland Trail Blazers, e Dirk Nowitzki, do Dallas Mavericks.

      Dentre os jogadores de basquete que deixaram o país em busca do sonho de brilhar na liga americana, provavelmente Tiago Splitter foi aquele mais bem recomendado, pois havia feito, de 2004 a 2010, uma sólida carreira no Saski Baskonia, da Espanha, tendo sido o Melhor Jogador da temporada regular e das finais nacionais em 2009/2010. Draftado pelo San Antonio em 2007, apenas em 2010 ele se juntou ao time texano. Depois de ter ido a duas finais de liga, em 2015, ele aos 31 anos, se transferiu para o  Atlanta Hawks.

     Outro brasileiro a ter saboreado o champanhe de campeão da NBA foi o ala Leandro Barbosa, o Leandrinho, atualmente com 33 anos. Diferentemente de Nenê Hilário e de Anderson Varejão, que fizeram longas carreiras num mesmo time, Leandrinho foi uma espécie de cigano na liga americana, até ajudar na conquista do título pelo Golden State Warriors na temporada de 2014/2015. Ele não apenas integrou o elenco, mas teve peso na série decisiva contra o Cleveland Cavaliers.  Foram necessários seis confrontos para a equipe de Stephen Curry e Klay Thompson - além de Leandrinho -  superar a de LeBron James, que não poderia contar com o brasileiro Varejão, lesionado. No dia 16 de junho, mesmo fora de seus domínios, atuando na Quicken Loans Arena, em Cleveland, Ohio, o Golden State se impôs por 105 a 97, dando fim aos playoffs: 4 a 2. O cestinha foi LeBron, com 32, ao passo que Curry e Iguodala fizeram 25 cada para o elenco campeão.

   Leandrinho esteve  em quadra 13 minutos e assinalou cinco pontos para o Golden State. Mas fez uma boa temporada e nas finais chegou a marcar LeBron James. Segundo o brasileiro, o segredo foi o trabalho, porque tanto ele quanto seus companheiros se empenharam muito para chegar aquele desfecho.

    Por se tratar de um jogador rodado, de certa forma sem raízes num time, e devido a uma grave lesão no joelho esquerdo em 2013, o ala teve de superar a desconfiança de imprensa e torcida em relação a ele. Mas também em relação à própria equipe considerada jovem demas para lidar com o desafio de duelar com um time liderado por LeBron. Para o brasileiro, o título foi a realização de um sonho após anos de  sacrifício na NBA.

     Leandrinho havia sido  draftado em 2003 pelo Phoenix Suns, que defendeu até 2010. Com a camiseta da equipe do estado do Arizona, tornou-se o primeiro brasileiro a ter recebido um prêmio na liga americana:  eleito o melhor sexto homem (primeiro substituto a entrar na quadra durante as partidas), ao longo de 2006/2007. Após esse estável período em Phoenix, ele foi em 2010 para o  Toronto Raptors, do Canadá, lá permanecendo até 2012. Nesse espaço de tempo, teve curta passagem pelo Flamengo, no fim de 2011, sagrando-se campeão carioca, além de ter atuado na Liga Sul-Americana e no NBB. Dde volta aos EUA, passou pelo  Indiana Pacers, defendeu o Boston Celtics em 2012/2013, antes de retornar ao Toronto em 2014. De lá, saiu na mesma temporada, com destino ao Golden State Warriors, pelo qual seria campeão da liga em 2014/2015. Ele continuou no Golden State em 2015/2016, mas na próxima temporada tornará a vestir a camiseta do Phoenix.

 

     Este cigano foi também profeta. Numa entrevista .na noite de 21 de março, no meio da temporada, depois do triunfo sobre o Utah Jazz (106 a 91),  Leandrinho disse à repórter da rede CNN Rosalyn Gold-Onwude que a franquia seria campeã. Quando a previsão se confirmou, torcedores do Golden State espalharam pelas redes sociais a hashtag #BarbosaKnows (Barbosa sabe).

      A conquista ocorreu numa virada, depois de o Golden State ter estado atrás em 2 a 1 nos playoffs finais. De acordo com Leandrinho, o grupo se uniu, todos que quiseram falar puderam se expressar e quando a equipe igualou a série em 2 a 2, todos passaram a acreditar ainda mais, por terem a convicção de que os adversários estavam mais cansados. A festa foi grande na cidade californiana de Oakland, sede do time. Ao longo da história da NBA, o nome Warriors esteve no topo em três outras oportunidades: em   1947 e 1956 como Philadelphia Warriors, e em 1975, como San Francisco Warriors.

          

*NBA Brasil: maior mercado da liga na América Latina

 
 Maior país da América Latina, o Brasil é também o maior mercado da liga americana de basquete entre os países latino-americanos. Quando esteve no Rio em outubro de 2013, para assistir ao primeiro jogo de exibição da NBA na América do Sul, entre Washington Wizards e Chicago Bulls, o atual comissioner (presidente) da liga, Adam Silver, fez questão de deixar bem claro o peso desse mercado brasileiro e sua importância na estratégia de globalização da marca.

     Naquela oportunidade, Silver disse, em entrevista `a mídia brasileira,  que o país é  um mercado muito importante para a NBA, por ser líder na América do Sul e pelo potencial de sua economia, ao redor do mundo. Admitindo que gostaria de ser mais realista, Silver revelou que seu maior sonho é o de ver o basquete como esporte número um do mundo. Principalmente por não precisar de tanta gente para se jogar, não exigir áreas muito grandes, e por ser benéfico à saúde.

     Ao olhar para o futuro, o dirigente acrescentou que como o mundo está se  tornando menor, já que a comunicação vem encurtando as distâncias, possivelmente haverá times da NBA sediados fora dos EUA e da América do Norte (atualmente só há equipes da liga nos EUA e Canadá). No evento histórico de 2013, a NBA trouxe ao Rio cerca de 400 pessoas e uma ampla logística para a realização daquele jogo.

     Segundo ele, as perspectivas no país são maravilhosas, no que diz respeito à participação, aos fãs, à popularidade, e no futuro há, sim, a possibilidade de um jogo de temporada no Brasil, já que o basquete é um esporte global.

    Nos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto de 2016, a modalidade foi uma das maiores atracões, tanto na versão masculina quanto na feminina. Além das partidas, nas arenas de Deodoro e Carioca 1, esta no Parque Olímpico da Barra, cerca de 80 mil fãs do esporte das cestas puderam visitar , durante os Jogos,  a NBA House, a Casa da NBA, no Armazém da Utopia, na Avenida Rodrigues Alves, no Boulevard Olimpico, no Cais do Porto. Esse total superou a previsão inicial de 50 mil visitantes, e o recorde de público foi registrado no Dia dos Pais, a 14 de Agosto, com 11 mil pessoas.

   Pelo local, passaram destaques como  Bruce Bowen (tricampeão pelo San Antonio  Spurs em 2003, 2005 e 2007); Gary Payton (campeão pelo Miami Heat em 2006), Glen Rice (campeão pelo Los Angeles  Lakers em 2000) e Tiago Splitter (campeão pelo San Antonio Spurs em 2014), além do argentino Fabrício Oberto (campeão pelo San Antonio Spurs em 2007), Anderson Varejão (Golden State Warriors), Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors). Um dos astros do New York Knicks e da seleção olímpica americana,  Carmelo Anthony fez uma visita surpresa às instalações de 3000 metros quadrados.

 Esta foi a quinta NBA House, que já esteve presente em  Nova York/EUA (2015), Brooklyn/EUA (2015), Madri/Espanha (2014) e Londres/Inglaterra (2012).  A NBA House carioca reuniu NBA legends (grandes figuras da história da liga), atletas, mascotes e cheerleaders (dançarinas que animam as torcidas das equipes). O visitante também pode ver o Larry O’ Brien Trophy (taça entregue ao  campeão de cada temporada), além de fazer compras de 100  itens oficiais de produtos. No dia 30 de setembro, num shopping da Barra da Tijuca, no Rio, a NBA inaugurou sua primeira megastore na América Latina.    

  A liga americana profissional de basquete faz parte do cotidiano do apreciador brasileiro de esportes desde os anos 80, graças ao pioneirismo do locutor paulista Luciano do Valle. Com uma mentalidade aberta  `a transmissão de diferentes modalidades, sem se render `a chamada monocultura do futebol, Luciano “trouxe” para as telas do Brasil - em TV aberta, algo muito mais difícil - não apenas o basquete americano,  como o vôlei, futebol americano, F-Indy e outras modalidades pouco conhecidas no país na época (além de ter narrado também Copas do Mundo de futebol, Jogos Olímpicos, Jogos Pan-Americanos e o Mundial de F-1 de 1974, conquistado por Emerson Fittipaldi).   

    Agora, passados mais de 30 anos, a NBA deixou de ser uma curiosidade na TV brasileira, mas sim um produto com espaço e público crescentes.  Na temporada 2015/2016, cerca de 90 partidas foram transmitidas pela ESPN e pelo Sportv, com o qual a liga firmou uma parceria, anunciada em novembro de 2015. Pelo contrato, o site www.sportv.com passou a ser o oficial da liga americana no país. Abaixo dos públicos de TV americano e canadense, os brasileiros estão entre os maiores apreciadores da liga, juntamente com China, Filipinas, Taiwan e Índia. Muito em decorrência dos seis troféus ganhos pela geração de Michael Jordan, na década de 90,  o Chicago Bulls é o time da liga mais querido no Brasil, seguido por Miami Heat, Los Angeles Lakers, Cleveland Cavaliers, Oklahoma City Thunder, Golden State Warriors, New York Knicks e San Antonio Spurs.

 
*Links NBA e NBB
 
   Exatamente pelo fato de ser o primeiro mercado da NBA na América do Sul, o Brasil vem tendo laços cada vez mais firmes com a liga americana. E não apenas pelo fato de nove brasileiros atuarem em equipes da NBA. Mas também por ter recebido de 2013 a 2015, sempre no Rio, três partidas de exibição com times daquela entidade, os NBA Global Games (Jogos Globais da NBA), os  primeiros da liga na América do Sul. Em dezembro de 2014, a NBA firmou um  convênio comercial até então inédito com o  Novo Basquete Brasil (NBB), a Liga Nacional Brasileira da modalidade.

 Outro ponto importante desse relacionamento foi a criação, em setembro de 2012, da NBA Brasil, uma espécie de embaixada da liga no país. Em junho de 2016, Arnon de Mello, que já era diretor executivo da NBA Brasil,  foi nomeado vice-presidente da liga para a América Latina, mais uma demonstração da força brasileira nesse universo. Segundo o próprio Arnon, somente a China vinha recebendo tantas partidas de exibição de forma periódica como o Brasil recebera entre 2013 e 2015. Sem comparações, obviamente, com México e Canadá. .

   Em 2015, no Rio, como uma forma de selar a parceria entre a NBA e o NBB, o Flamengo, então campeão brasileiro, recebeu, em partida de exibição, o Orlando Magic, que estava em sua pré-temporada.  A parceria entre a liga americana e a entidade que promove o campeonato brasileira foi inédita na história da NBA.

      Um dos pontos fortes da relação entre o Brasil e a NBA é o crescente número de partidas da temporada transmitidas ao vivo por TVs brasileiras, como os canais Sportv e ESPN, além de uma grande quantidade de fãs que acessam a jogos e notícias por meio de celulares, computadores e tablets. O apoio da NBA à liga brasileira faz todo sentido.  Se não houver um crescente número de fãs dos times e atletas americanos no país, o basquete verde e amarelo vai decair, e consequentemente o interesse do público na versão americana desse esporte. Do contrário, quanto mais fãs da NBA, mais fãs e praticantes de basquete no Brasil, que serão consequentemente consumidores da liga americana e de seus produtos. Um fator realimenta o outro.   O que movimenta a NBA são a produção de conteúdo e a audiência. Para ter fãs, a liga necessita que a paixão pelo basquete comece nos clubes, nas cidades. Por isso resolveu investir no Brasil, visando a um ganho ainda maior no futuro.

     De acordo com dados da NBA Brasil, há no país 1,5 milhão dos chamados superfãs, aqueles que assistem a todos os jogos e costumam adquirir produtos relacionados aos times e aos astros da liga americana. Assim, ainda segundo o escritório brasileiro, o basquete tem mais fãs que o MMA, atrás apenas de futebol e vôlei.     Como parte da parceria entre as ligas dos EUA e a  brasileira, firmada em 2014, a entidade americana  cuida  da parte comercial, de negociação de patrocínios, estratégias de marketing, divulgação do campeonato e licenciamento de produtos do NBB. Já a entidade brasileira espera que a filosofia de trabalho da liga americana, de manter seus times fortemente estruturados, possa prevalecer também no NBB. O acordo inicial iria até setembro de 2017, e a NBA planejava investir R$ 15 milhões em três anos.

 

*NBA e Brasil: namoro antigo

 
     Foi um sonho que durou cerca de 30 anos. Mas os brasileiros que começaram a assistir e a gostar da NBA nos anos 80 puderam ver no Rio os duelos entre times americanos a 12 de outubro de 2013. Como parte dos NBA Global Games - como a liga denomina a relação de partidas de pré-temporada de seus times em vários países - , o Washingtom Wizards, do brasileiro Nenê Hilário, e o Chicago Bulls, considerada a equipe americana mais querida no país - ainda graças aos seis títulos na Era de Michael Jordan, nos anos 90 - se enfrentaram no Rio.

    As equipes não apenas se defrontaram. Mas o público na arena da Barra da Tijuca (inaugurada para os Jogos Pan-Americanos Rio-2007) pôde realmente sentir o clima de uma partida da liga, com as presenças dos mascotes Benny the Bull, G Wiz e G Man e das cheerleaders Wizard Girls, além de todas as músicas e vinhetas típicas dos ginásios dos EUA. Na ocasião, cerca de 400 profissionais, incluindo os atletas, viajaram dos EUA para o Rio para atuar no evento. Terminados os quatro  quartos, prevaleceu o Chicago por 83 a 81.

   No ano seguinte, na mesma arena,  a 11 de outubro, foi a vez de o Cleveland Cavaliers, do brasileiro Anderson Varejão, duelar com o Miami Heat, à época bicampeão da liga. A partida acabou marcando a reestreia, no Cleveland, de LeBron James, que acabou saindo do Miami no fim da temporada 2013/2014. Com mais de 15 mil torcedores presentes, houve um grande jogo, com 105 a 105 no tempo normal. Na prorrogação, o Cleveland levou a melhor em 122 a 119.

    Na pré-temporada da NBA em 2015, foi a vez de o torcedor brasileiro experimentar algo diferente: assistir a um time carioca, em casa, contra uma equipe americana. A 17 de outubro de 2015, o Flamengo, então tetracampeão brasileiro (2009, 2013, 2014 e 2015), se tornou a primeira equipe verde-amarela a ter recebido em casa um time americano, o Orlando Magic. Mesmo diante da arena da Barra lotada por 15 mil rubro-negros, a equipe da Florida frustrou o público local e se impôs por 90 a 73.

      O primeiro confronto entre um time brasileiro e uma equipe da NBA havia acontecido, porém, a  16 de outubro de 1999, em Milão, Itália, na final do torneio McDonald´s Open, uma espécie de Mundial Interclubes. Após ter superado o Zalgiris Kaunas, da Lituânia, por 92 a 86, na semifinal, o Vasco encarou a missão impossível de se defrontar com o então campeão da liga americana, o San Antonio Spurs, do ala-pivô Tim Duncan, MVP da competição, e o pivô David Robinson, as chamadas Torres Gêmeas.  No terceiro período, o Vasco chegou a estar perdendo por 11 pontos, mas ao fim das contas o placar foi de 103 a 68 para os americanos. Aquele grupo vascaíno, que já era campeão sul-americano,  seria, mais tarde, bi brasileiro e bi da Liga Sul-Americana.  Na seleção do McDonald´s Open, eleita pela mídia, o Vasco teve o ala-armador americano Charles Byrd e o pivô dominicano José Vargas, este empatado com o italiano Francesco Vescovi, do Varese Roostes. Os outros foram Duncan e o armador  Avery Johnson, do San Antonio, e o ala italiano Gianmarco Pozzecco, do Varese.

      Foram necessários 15 anos até que, em 2014, outra equipe brasileira se defrontasse com um time da liga americana, embora não se tratasse de uma decisão, mas de amistosos.  Coube ao Flamengo - então campeão mundial interclubes, da Liga das Américas e do NBB - a oportunidade de ser o primeiro time do basquete verde-amarelo a visitar equipes da NBA. Em outubro daquele ano, o rubro-negro passou duas semanas nos EUA. Na primeira partida, diante do Phoenix Suns, chegou a terminar o primeiro período à frente (26 a 21), mas acabou superado por 100 a 88, no dia 9 de outubro.  Na segunda, com o Orlando Magic, a 15 de outubro, perdeu para o time americano por 106 a 88, apesar de grande apoio da torcida formada por rubro-negros residentes ou que tinham viajado para a Flórida. Na última, em Memphis,  perdeu por 112 a 72 para o Memphis Grizzlies, a 17 de outubro.

        Outra equipe brasileira de nível internacional, o Bauru - campeão da Liga Sul-Americana-2014 e da Liga das Américas- 201 - fez dois amistosos nos EUA. A 7 de outubro de 2015, pegou o New York Knicks na casa do adversário, perdendo por  100 a 81, pela pré-temporada da liga americana. Dias depois, a 11 de outubro, a equipe do interior paulista foi batida pelo Washington Wizards, em Washington: 134 a 100.

        

 
 

*Antes e depois de 2008

 

    O ano de 2008 marcou um divisor de águas na história do basquete brasileiro, com a criação, por 18 clubes de  oito estados e do Distrito Federal, da Liga Nacional de  Basquete (LNB). A liga promove o Novo Basquete Brasil (NBB), torneio considerado o de melhor gestão desta modalidade no país. O ousado objetivo é o de retomar o segundo lugar na preferência do público - atrás do futebol - posto atualmente ocupado pelo vôlei.

     Além do NBB, a LNB organiza mais duas competições: a Liga Ouro, que foi criada em 2013 como uma divisão de acesso ao NBB; e a LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), competição nacional de clubes sub-22, organizada desde 2011, em parceria com o Ministério do Esporte.

      O NBB chegou para substituir o antigo Campeonato Brasileiro, que até 2008 era organizado pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB).     Desde então, à semelhança do que ocorre noutros países - como os EUA - a confederação nacional cuida das seleções que vão representar o país em competições internacionais, e os torneios nacionais ficam a cargo dos clubes, organizados em ligas. O NBB é reconhecido pela CBB.  A primeira edição do NBB teve início em agosto de 2008, terminando em julho do ano seguinte, com a conquista do Flamengo.

    Nas edições de 2010, 2011 e 2012, o Brasília foi tricampeão. Entre 2013 e 2016, a festa foi do rubro-negro carioca.

   Antes do surgimento do NBB, o Campeonato Brasileiro foi promovido pela CBB entre 1990 e 2008. Nesse período, Franca foi campeã por seis vezes, o recorde. Antes, entre 1965 e 1989, a competição nacional era a Taça Brasil, cujo recordista de conquistas foi o Sírio, com sete.

 A história do basquete no país remonta curiosamente, ao ano de 1894, o mesmo em que Charles Miller, brasileiro filho de ingleses, trouxe para o Brasil o futebol como um esporte de competição. O introdutor do esporte das cestas foi Augusto Shaw, americano nascido na cidade de Clayville, região de Nova York, que em 1892 se graduou na famosa Universidade de Yale, onde teve o primeiro contato com a modalidade. Em 1894, ao vir para o Brasil dar aulas no Mackenzie College, em São Paulo,  trouxe uma bola de basquete, esporte criado em 1891, em Springfield, Massachussets (EUA),  pelo professor e pastor canadense James Naismith. Em São Paulo, a nova modalidade foi apresentada e aprovada imediatamente pelas mulheres, o que dificultou sua aceitação pelos homens.

   Entretanto, aos poucos,  Shaw foi convencendo seus alunos de que o basquete não era um jogo de mulheres. Quebrada a resistência, ele formou a primeira equipe do Mackenzie College, ainda em 1896. O professor morou no país até 1914 e chegou a assistir o começo da difusão da modalidade no Brasil, antes de morrer em 1939 nos EUA.

   No caso brasileiro, muito da difusão do esporte das cestas deveu-se ao empenho de dois professores:  Oscar Thompson, da Escola Nacional de São Paulo, e Henry J. Sims, então diretor de Educação Física da Associação Cristã de Moços (ACM), do Rio. Assim, em 1912, num  ginásio da Rua da Quitanda nº 47, no Centro do Rio,

Foram disputados os primeiros torneios desse esporte no país. No ano seguinte, depois de uma visita da seleção chilena ao Rio, alguns atletas daquele país, que eram integrantes da ACM de Santiago, passaram a frequentar o ginásio da Rua da Quitanda, até que um deles, Henry Sims, conseguiu introduzir o basquete no América Football Club, o primeiro da cidade a praticá-lo.  Curiosamente, apenas em 1915 as regras do esporte foram traduzidas para o português. Naquele mesmo ano, a ACM promoveu o primeiro torneio da América do Sul, reunindo seis times. Com o sucesso da iniciativa, a Liga Metropolitana de Sports Athléticos, então responsável pelos esportes terrestres no Rio de Janeiro, adotou  o basquete em 1916. No primeiro campeonato da Liga, em 1919, o vencedor foi o Flamengo.

    A seleção brasileira competiu pela primeira vez em 1922, nos Jogos Latino-Americanos comemorativos ao Centenário da Independência do Brasil, num triangular com Argentina e Uruguai. O Brasil sagrou-se campeão, sob a direção de Fred Brown. Em 1930, com a participação do Brasil, foi realizado em Montevidéu, o primeiro Sul-Americano. Três anos mais tarde, com a adoção do profissionalismo no futebol - por decreto do então presidente Getúlio Vargas -, houve uma cisão no esporte nacional e foram fundadas entidades nacionais especializadas dos vários desportos. Nasceu assim a Federação Brasileira de Basketball, fundada a 25 de dezembro de 1933, no Rio. Em assembléia aprovada dia 26 de dezembro de 1941, passou ao nome atual, Confederação Brasileira de Basketball, a CBB.

 
 

        * Um certo professor Naismith

 
     

       A história do basquete em âmbito mundial volta no tempo até 1891, em

Springfield, no estado de Massachussets, EUA. Também pudera. A imensa maioria dos esportes era outdoor, praticada ao ar livre, como futebol, futebol americano, rugby, criquete, beisebol, atletismo e natação. Mas o rigoroso e demorado inverno  tornava impossível a prática desse tipo de esporte. As poucas opções de atividades físicas em locais fechados se restringiam a entediantes aulas de ginástica, que pouco estimulavam aos alunos. Por isso, Luther Halsey Gullick, diretor do Springfield College, colégio internacional da Associação Cristã de Moços (ACM), deu ao professor canadense James Naismith, de 30 anos, uma missão: criar um tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas.

      Curiosamente, depois de ter conversado com outros professores de educação física da região da Nova Inglaterra, Naismith chegou a cogitar de desistir da tarefa.

Entretanto, ele perseverou na ideia. Pensou, pensou e concluiu que o alvo deveria estar fixo, o que imporia um grau de dificuldade para os atletas, que usariam uma bola maior que a do futebol e que quicasse regularmente. Seria um esporte altamente coletivo, mas que, diferentemente do futebol americano, não fosse extremamente agressivo. Também ao contrário do American football, seria jogado com as mãos, sem poder ficar muito tempo em posse de um mesmo jogador e que não pudesse ser socada.

  Quanto ao alvo, Naismith concluiu que não deveria ficar no chão, como as traves do futebol e do hóquei no gelo, mas sobre a cabeça dos atletas, a 3,05m do solo, medida que permanece até hoje. Com aquela altura, imaginava o mestre, nenhum jogador de defesa seria capaz de impedir que a bola arremessada atingisse o alvo. O fato de  objetivo do novo esporte estar tão elevado visava também a tornar o novo jogo bem difícil. Em seu processo de criação, Naismith pediu a um zelador do Springfield College duas caixas com cerca de 8 polegadas quadradas (45,72cm quadrados). Providencialmente, porém, o zelador voltou do almoxarifado com dois antigos cestos de pêssego. Com um martelo e alguns pregos, Naismith prendeu os cestos na parte superior de duas pilastras, uma em cada lado do ginásio. Eram as cestas de basquete, ainda com fundo.  

     Em menos de uma hora, Naismith  escreveu  as 13 primeiras regras das modalidade. Em seguida, afixou-as num dos quadros de aviso do ginásio, para informar aos alunos que havia criado um novo jogo e para convidá-los a organizar equipes. Entre os 18 alunos presentes, o professor escolheu os capitães Eugene Libby e Duncan Patton, que formaram os times. Depois, chamou os mais altos, um de cada time, e jogou a bola para o alto, na primeira partida de basquete, pouco antes do Natal, em dezembro de 1891, pouco antes do Natal.

    Naquele primeiro confronto, houve muitas faltas, punidas à época com exclusão do autor - colocado na linha lateral -, até que a próxima cesta fosse assinalada. E as cestas? Como dispunham de fundo, cada vez que havia um arremesso certeiro, alguém tinha de subir até a cesta para pegar a bola. A solução foi retirar esse fundo, para que a bola caísse, e o jogo pudesse ser logo reiniciado. A primeira partida oficial de basquete se deu a  11 de março de 1892, no Ginásio Armory Hill da YMCA (ACM em inglês), também em Springfield, Massachussets. Diante de quase 200 pessoas, o  quinteto dos alunos venceu o de professores pelo placar de 5 a 1, com a bola de basquete fabricada ainda em 1891 pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets), e cujo  diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol.

    Já as primeiras cestas sem fundo não eram redes como atualmente. Desenhadas por Lew Allen, de Connecticut, em 1892, eram cilindros de madeira com borda de metal. No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta simplesmente, bastando puxar essa corda.  Logo depois, a corda foi abolida e a bola passou a cair livremente após os arremessos certeiros. Em 1895, foram acrescentadas as tabelas foram oficialmente introduzidas. A modalidade passou a fazer parte do programa olímpico em Berlim-1936, quando coube a Naismith dar o bola ao alto da primeira partida de seu esporte nos Jogos: Estonia 34 x 29 França. Viajando para a Alemanha com auxilio de fãs americanos do seu esporte e sem convite do Comitê Olímpico Internacional (COI), o canadense, porém, acabou convidado a participar da cerimônia de preamiação aos atletas dos EUA, medalhistas de ouro; Canadá, de prata; e México, de bronze. Na final, os americanos bateram os canadenses por 19 a 8.

        Sediada em Mies, na Suíça, a Federação Internacional de Basquete (Fiba) foi fundada em 1932, por oito países. Cabe a essa entidade organizar os torneios olímpicos masculino e feminino desse esporte, além das Copas do Mundo de ambos os sexos (a próxima masculina será na China, em 2019, e a do feminino não está marcada), além de Mundiais da modalidade 3x3 (trincas) e de categorias de base. O órgão máximo do basquete inclui as regionais de África, Américas, Ásia, Europa e Oceania. A Fiba garante ter 450 milhões de praticantes e de fãs espalhados por 215 nações afiliadas, o que tornam o basquete o segundo esporte coletivo mais popular do planeta, atrás apenas do futebol. Estatísticas mostram que nos Jogos Olímpicos é a modalidade coletiva mais assistida.

 

 

*Apêndice 1: Diretórios de times da NBA

 
  1. Conferencia Leste

 

Boston Celtics

Divisão: Atlântico; fundação: 6 de junho de 1946; históri: Mantém o nome atual desde a fundação; arena: TD Garden; cidade: Boston, Massachussets; cores: verde, branca e preta.

 

Brooklyn Nets

Divisão: Atlântico; fundação: 1967, tendo se filiado à NBA em 1976; história:Teve várias denominações, como New Jersey Americans, New York Nets e New Jersey Nets, esta a partir de 1977 até 2012, quando passou a se chamar Brooklyn; arena… Barclays Center; cidade: Brooklyn, Nova York; cores: branca e preta

 

New York Knicks

Divisão: Atlântico; fundação: 1946; história: Manteve sua denominação desde a criação; arena: Madison Square Garden; cidade: Nova York; cores: azul, laranja, prata, preta e branca.

 

Philadelphia 76ers

Divisão: Atlantico; fundação: 1946, como Syracuse Nationals; história adotou o nome atual em 1963; arena: Wells Fargo Center; cidade: Philadelphia, Pensylvania; cores: vermelha, azul e branca.

 

Toronto Raptors

Divisão: Atlântico; fundação: 1995; história: Mesmo nome desde sua criação; arena: Air Canada Centre; cidade: Toronto, Canadá; cores: vermelha, prata, preta, dourada e branca

 

Chicago Bulls

Divisão: Central; fundação: 16 de janeiro de 1966; história: o mesmo nome desde a fundação; arena: United Center; cidade: Chicago, Illinois; cores: vermelha, preta e branca.

 
 

Cleveland Cavaliers

Divisão: Central; fundação: 1970; história: Mesmo nome desde sua criação;  arena: Quicken Loans; cidade: Cleveland, Ohio; cores: vinho, dourada, azul e branca

 
 

Detroit Pistons

Divisão: Central; fundação: 1941; história: tem a atual denominação desde 1957. Antes se chamou Fort Wayne Zollner e Fort Wayne Pistons; arena: The Palace of Auburn Hills; cidade: Auburn Hills, Michigan; cores vermelha, azul, azul marinho e branca

 
 

Indiana Pacers

Divisão  Central; fundação: 1967; história: mesmo nome desde então; arena: Bankers Life Fieldouse; cidade Indianápolis; cores: amarela, azul, cinza e branca

 
 

Milwaukee Bucks

Divisão  Central; fundação: 1968; história: sempre teve o atual nome; arena: BMO Harris Bradley Center; cidade Milwaukee; cores: Verde, creme, azul, preta e branca

 
 

Atlanta Hawks

Divisão Sudeste; fundação: 1946; história: Inicialmente, até 1951,  se chamou Tri-Cities Blackhawks. Depois, até 1955, atuou com o nome de Milwaukee Hawks. Teve a denominação de Saint Louis Hawks até 1968, quando adotou o nome atual; arena: Philips Arena; cidade: Atlanta; cores: vermelho, amarelo, preta e branca

 

Charlotte Hornets

Divisão: Sudeste; fundação: 1988; história: Foi o Charlotte Hornets de 1988 a 2002. Voltou às atividades em 2004, com o nome Charlotte Bobcats. Em 2014, tornou a se chamar Charlotte Hornets; arena: Time Warner Cable Arena; cidade Charlotte; cores púrpura, azul, cinza e branca

 
 

Miami Heat

Divisão Sudeste; fundação: 1988; história: mesma denominação desde sua criação; arena: American Airlines Arena; cidade Miami; cores vermelha, amarela, preta e branca…

 

Orlando Magic

Divisão Sudeste; fundação: 1989; história: manteve o nome desde o início; arena: Amway Center; cidade: Orlando; cores: azul, prata, preta e branca

 

Washington Wizards

Divisão Sudeste; fundação: 1961; história: Tem o nome atual desde 1997. Antes, foi criado como Chicago Packers, em 1961. No ano seguinte, passou a se chamar Chicago Zephrys. De 1963 a 1973, adotou a denominação de Baltimore Bullets. Em 1973, jogou como Capital Bullets, e depois como Washington Bullets, entre 1974 e 1997 ; arena: Verizon Center; cidade Washington; cores: azul marinho, vermelha, prata e branca

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  1. Conferencia Oeste

 
 

Denver Nuggets

Divisão: Noroeste; fundação: 1967; história: De 1967 a 1974, foi o Denver Rockets. Tem a atual denominação desde então; arena: Pepsi Center; cidade  Denver; cores: azul claro, amarelo ouro, azul marinho e branca

 

Minnesota Timberwolves

Divisão: Noroeste; fundação: 1989; história: mesma denominação desde a fundação; arena: Target Center; cidade: Minneapolis; cores: azul, verde, prata, preta e branca

 
 

Oklahoma City Thunder

Divisão Noroeste; fundação: 1967; história: Teve a denominação de Seattle SuperSonics de 1967 a 2008, quando passou a  chamar-se Oklahoma City Thunder; arena: Cheasapeake Energy Arena; cidade Oklahoma; cores: azul claro, amarela, vermelha e azul  escuro

 
 

Portland Trail Blazers

Divisão: Noroeste; fundação: 1970; história: mesmo nome desde sua criação; arena: Moda Center; cidade: Portland; cores: vermelha, prata, preta e branca

 

Utah Jazz

Divisão: Noroeste; fundação: 1974; história: Entre 1974 e 1979, se chamava New Orleans Jazz. Desde 1979, tem a atual denominação; arena: Vivint Smart Home Arena; cidade: Salt Lake City; cores azul, amarela, verde e cinza

 
 

 

 
 
 
 

Golden State Warriors

Divisão: Pacífico; fundação: 1946; história: Foi o Philadelphia Warriors até 1962, quando se tornou o San Francisco Warriors até 1971, a partir de quando passou a ter a denominação atual         ; arena: Oracle Arena; cidade: Oakland; cores: azul, amaelo ouro, cinza escuro e branca…

 
 

Los Angeles Clippers

Divisão: Pacífico; fundação: 1970; história: Foi o Bufalo Braves de 1970 até 1978, depois, em 1978, passou a chamar-se San Diego Clippers. Desde 1984, tem o nome atual; arena: Staples Center; cidade: Los Angeles; cores: vermelha, azul, preta, cinza e branca

 

Los Angeles Lakers

Divisão: Pacífico; fundação: 1947; história: Entre 1947 e 1960, tinha o nome de Minneapolis Lakers. Adotou a denominação atual em 1960; arena: Staples Center; cidade: Los Angeles; cores: dourada, roxa, preta e branca

 
 

Phoenix Suns

Divisão: Pacífico; fundação: 1968; história: sempre teve o nome atual; arena: Talking Stick Resort Arena; cidade: Phoenix; cores: roxa, laranja, preta, cinza e branca

 

Sacramento Kings

Divisão: Pacífico; fundação: 1948; história: Rochester Royals, entre 1948 e 1957. Depois, Cincinnati Royals, até 1972. Daí até 1975, Kansas City-Omaha Kings. De 1975 a 1985, Kansas City King. Desde 1985, tem a atual denominação; arena: Sleep Train Arena; cidade: Sacramento; cores: roxa, prata, preta e branca

 

Dallas Mavericks

Divisão: Sudoeste; fundação: 1980; história: mantém a denominação desde sua criação; arena: American Airlines Center; cidade: Dallas; cores: azul, prata, preta, azul marinho e branca

 

Houston Rockets

Divisão: Sudoeste; fundação: 1967; história: iniciou suas atividades como San Diego Rockets, e foi assim até 1971, quando passou a usar o nome atual; arena: Toyota Center; cidade: Houston; cores: vermelha, prata, preta e amarela

 

Memphis Grizzlies

Divisão: Sudoeste; fundação: 1995; história: começou no Canadá como Vancouver Grizzlies, e em 2001 se mudou para Memphis; arena: FedEx Forum; cidade: Memphis; cores: azul (diferentes tons) e dourada

 

New Orleans Pellicans

Divisão : Sudoeste; fundação: 2002; história: manteve o nome de New Orleans Hornets até 2005, quando passou a se chamar New Orleans/Oklahoma City Hornets, antes de em 2007, voltar a usar apenas o nome de New Orleans; em 2013, mudou seu nome para New Orleans Pellicans; arena: Smoothie King Center; cidade: New Orleans; cores: azul marinho, dourada, vermelha e branca

 

 

San Antonio Spurs

Divisão: Sudoeste; fundação: 1967; história: seu primeiro nome foi Dallas Chaparrals, de 1967 a 1970 e de 1971 a 1973; entre 1970 e 1971, se chamou Texas Chaparralos; e desde 1973, tem a atual denominação; arena: AT&T Center; cidade: San Antonio; cores: prata, preta e branca

 
 

*Apêndice 2: Diretório de campeões da NBA*

 
 

Times ……………………..Total ………………………...Anos*

 

Boston Celtics …………….17……………………………….1957, 1959, 1960, 1961,1962, 1963, 1964, 1965,1966, 1968, 1969, 1974,1976, 1981, 1984, 1986,2008

Minneapolis/Los Angeles Lakers…..16…………………………1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1972, 1980, 1982, 1985, 1987, 1988, 2000, 2001, 2002, 2009, 2010

 

Chicago Bulls…………………...6……………………………..1991, 1992, 1993, 1996, 1997, 1998

San Antonio Spurs……………..5……………………………1999, 2003, 2005, 2007, 2014

Philadelphia/San Francisco/Golden State Warriors………...4……………1947, 1956, 1975, 2015

Syracuse Nationals/Philadelphia 76ers………………...3…………... 1955, 1967, 1983

Detroit Pistons……………………………………….3…………...1989, 1990, 2004

Miami Heat…………………………………….3………………...2006, 2012, 2013

New York Knicks…………………………….2………………….1970, 1973

Houston Rockets…………………………….2………………….1994, 1995

Baltimore/Washington Bullets/Washington Wizards…………..1……………………….1978

Saint Louis/Atlanta Hawks……………………………………...1………………………..1958

Seattle Supersonics/Oklahoma City Thunder………………….1………………………..1979

Portland Trail Blazers…………………………………………...1………………………….1977

Dallas Mavericks……………………………………………...1…………………………..2011

Milwaukee Bucks……………………………………………..1…………………………...1971

Rochester/Cincinnati Royals/Kansas City/Sacramento…...………………………………..1………………………….1951

Baltimore Bullets…………………………………...1…………………………..1948

Cleveland Cavaliers………………………………...1…………………………..2016

 
 
 

*Anos em que as temporadas foram decididas, lembrando que estas se iniciam sempre no ano anterior.

 
 
 
 
 
 

*Apêndice 3: Campeões da WNBA

 
 

1997 - Houston Comets

1998 - Houston Comets

1999 - Houston Comets

2000 - Houston Comets

2001 - Los Angeles Sparks

2002 - Los Angeles Sparks

2003 - Detroit Schock

2004 - Seattle Storm

2005 - Sacramento Monarchs

2006 - Detroit Schock

2007 - Phoenix Mercury

2008 - Detroit Schock

2009 - Phoenix Mercury

2010 - Seattle Storm

2011 - Minnesota Lynx

2012 - Indiana Fever

2013 - Minnesota Lynx

2014 - Phoenix Mercury

2015 - Minnesota Lynx

 
 

*Anos em que as temporadas foram decididas, lembrando que estas se iniciam sempre no ano anterior.

 
 
 

*Apêndice 4: Atletas na Rio-2016:

 
 
 
 

Abaixo a lista completa de atletas da NBA inscritos para o Rio-2016.

 

Argentina - Nicolas Brussino (Dallas Mavericks)

Argentina - Patricio Garino (San Antonio Spurs)

Argentina - Manu Ginóbili (San Antonio Spurs)

Argentina - Luís Scola (Brooklyn Nets)

Austrália - Aron Baynes (Detroit Pistons)

Austrália - Andrew Bogut (Dallas Mavericks)

Austrália - Matthew Dellavedova (Milwaukee Bucks)

Austrália - Joe Ingles (Utah Jazz)

Austrália - Pattty Mills (San Antonio Spurs)

Brasil - Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns)

Brasil - Cristiano Felício (Chicago Bulls)

Brasil - Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers)

Brasil - Nenê Hilário (Houston Rockets)

Brasil - Raulzinho Neto (Utah Jazz)

Croácia - Bojan Bogdanovich (Brooklyn Nets)

Croácia - Mario Hezonja (Orlando Magic)

Croácia - Dario Saric (Philadelphia 76ers)

Espanha - Alex Abrines (Oklahoma City Thunder)

Espanha - Jose Calderon (Los Angeles Lakers)

Espanha - Pau Gasol (San Antonio Spurs)

Espanha - Guillermo Hernangomez (New York Knicks)

Espanha - Nikola Mirotic (Chicago Bulls)

Espanha - Sergio Rodriguez (Philadelphia 76ers)

Espanha - Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves)

Estados Unidos - Carmelo Anthony (New York Knicks)

Estados Unidos - Harrison Barnes (Dallas Mavericks)

Estados Unidos - Jimmy Butler (Chicago Bulls)

Estados Unidos - DeMarcus Cousins (Sacramento Kings)

Estados Unidos - DeMar DeRozan (Toronto Raptors)

Estados Unidos - Kevin Durant (Golden State Warriors)

Estados Unidos - Paul George (Indiana Pacers)

Estados Unidos - Draymond Green (Golden State Warriors)

Estados Unidos - Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers)

Estados Unidos - DeAndre Jordan (Los Angeles Clippers)

Estados Unidos - Kyle Lowry (Toronto Raptors)

Estados Unidos - Klay Thompson (Golden State Warriors)

                                      França - Nicolas Batum (Charlotte Hornets)

França - Boris Diaw (Utah Jazz)

França - Rudy Gobert (Utah Jazz)

França - Joffrey Lauvergne (Denver Nuggets)

França - Tony Parker (San Antonio Spurs)

Lituânia - Mindaugas Kuzminskas (New York Knicks)

Lituânia - Domantas Sabonis (Oklahoma City Thunder)

Lituânia - Jonas Valanciunas (Toronto Raptors)

Nigéria - Michael Gbinike (Detroit Pistons)

Sérvia - Nikola Jokic (Denver Nuggets)

 
 

Abaixo a relação de ex-jogadores da NBA nos Jogos 2016.

 

Argentina - Carlos Delfino

Argentina - Andres Nocioni

Austrália - David Andersen

Austrália - Camerom Bairstow

Brasil - Alex Garcia

Brasil - Marquinhos

China - Yi Jianlian

Croácia - Roko Ukic

Espanha - Victor Claver

Espanha - Rudy Fernandez

Espanha - Juan Carlos Navarro

                                                     França - Nando De Colo

França - Mickael Gelabale

Nigéria - Josh Akognon

Nigéria - Ike Diogu

Nigéria - Ben Uzoh

Sérvia - Nemanja Nedovic

Sérvia - Miroslav Raduljica

 
 

A seguir a lista de atletas da WNBA nas Olimpíadas.

 

Austrália - Rachel Jarry (Minnesota Lynx)

Austrália - Erin Phillips (Dallas Wings)

Austrália - Penny Taylor (Phoenix Mercury)

Bielorrúsia - Lindsey Harding (Phoenix Mercury)

Brasil - Damiris Dantas (Atlanta Dream)

Brasil - Erika de Souza (Chicago Sky)

Brasil - Clarissa dos Santos (Chicago Sky)

Canadá - Natalie Achonwa (Indiana Fever)

Espanha - Astou Ndour (San Antonio Stars)

Espanha - Marta Xargay (Phoenix Mercury)

Estados Unidos - Seimone Augustus (Minnesota Lynx)

Estados Unidos - Sue Bird (Seattle Storm)

Estados Unidos - Tamika Catchings (Indiana Fever)

Estados Unidos - Tina Charles (New York Liberty)

Estados Unidos - Elena Delle Donne (Chicago Sky)

Estados Unidos - Sylvia Fowles (Minnesota Lynx)

Estados Unidos - Brittney Griner (Phoenix Mercury)

Estados Unidos - Angel McCoughtry (Atlanta Dream)

Estados Unidos - Maya Moore (Minnesota Lynx)

Estados Unidos - Breanna Stewart (Seattle Storm)

Estados Unidos - Diana Taurasi (Phoenix Mercury)

Estados Unidos - Lindsay Whalen (Minnesota Lynx)

                                    Japão - Ramu Tokashiki (Seattle Storm)

Sérvia - Ana Dabovic (Los Angeles Sparks)

Sérvia - Sonja Petrovic (Phoenix Mercury)

Turquia - Latoya Sanders** (Washington Mystics)

 

Abaixo a relação de atletas que já passaram pela WNBA.

 

Austrália - Elizabeth Cambage

Austrália - Cayla George

Austrália - Laura Hodges

Austrália - Leilani Mitchell

Austrália - Marianna Tolo

Bielorrúsia - Yelena Leuchanka

Brasil - Iziane Castro

Brasil - Nadia Colhado

Brasil - Adriana Moises Pinto

Brasil - Kelly Santos

Canadá - Miranda Ayim

Canadá - Nirra Fields

Canadá - Kim Gaucher

Canadá - Shona Thornburn

China - Chen Nan

Espanha - Anna Cruz

                                                      França - Valeriane Ayaki

França - Celine Dumerc

França - Sandrine Gruda

Sérvia - Jelena Milovanovic

Sérvia - Danielle Page

Turquia - Nevriye Yilmaz

 
 
 
 
 

*Apêndice 5: Campeões brasileiros, sul-americanos e da Liga das Américas

 

Liga Sul-Americana

 

1996 - Olimpia de VEnado Tuerto (ARG)

1997 - Atenas de Córdoba (ARG)

1998 - Atenas de Córdoba (ARG)

1999 - Vasco (BRA)

2000 - Vasco (BRA)

2001 - Estudiantes Olavarría (ARG)

2002 - Libertad Sunchales (ARG)

2003 - Não disputada

2004 - Atenas de Córdoba (ARG)

2005 - UniTri (Brasil)

2006 - Ben Hur (Argentina)

2007 - Libertad Sunchales (Argentina)

2008 - Regatas Corrientes (Argentina)

2009 I - Flamengo

2009 II - Quimsa (Argentina)

2010 - Uniceub/Brasilia (Brasil)

2011/2012 - Obras Sanitárias (Argentina)

2012 - Regatas Sanitárias (Argentina)

2013 - Uniceub/Brasilia (Brasil)

2014 - Bauru (Brasilia)

2015 - Uniceub/Brasilia (Brasil)

 
 
 
 

Liga das Américas

 

2008 - Peñarol de Mar del Plata (ARG)

2009 - Brasilia (BRA)

2010 - Peñarol de Mar del Plata (ARG)

2011 - Regatas Corrientes (ARG)

2012 - Pioneros de Quintana Roo (MEX)

2013 - Pinheiros (BRA)

2014 - Flamengo (BRA)

2015 - Bauru (BRA)

2016 - Guaros de Lara (Venezuela)

 
 

Campeonato Brasileiro Masculino

 

1990 - Franca (SP)

1991 - Franca

1992 - Rio Claro (SP)

1993 - Franca

1994 - Corinthians (RS)

1995 - Rio Claro

1996 - Corinthians (SP)

1997 - Franca

1998 - Franca

1999 - Franca

2000 - Vasco (RJ)

2001 - Vasco

2002 - Bauru (SP)

2003 - COC/Ribeirão Preto (SP)

2004 - Uberlândia (MG)

2005 - Telemar/Rio de Janeiro (RJ)

2006 - Não houve

2007 - Brasilia (DF)

2008 - Flamengo (RJ)

 
 

Novo Basquete Brasil (masculino)

 

2008/2009 - Flamengo

2009/2010 - Brasilia

2010/2011 - Brasilia

2011/2012 - Brasilia

2012/2013 - Flamengo

2013/2014 - Flamengo

2014/2015 - Flamengo

2015/2016 - Flamengo

 
 
 
 

*Apêndice 6: Campeões no feminino

 
 

Liga Sul-Americana

 

2002 - Vasco (Brasil)

2015 - Corinthians/Unimed/Americana (Brasil)

 
 

Sul-Americano

 

2009 - Ourinhos (Brasil)

2012 - Unimed/Americana (Brasil)

2014 - Sport Recife (Brasil)

 
 

Campeonato Nacional Feminino

 

1998 - Fluminense (RJ)

1999 - Santo André (SP)

2000 - Paraná (PR)

2001 - Vasco (RJ)

2002 - Sao Paulo/Guaru (SP)

2003 -Unimed/Americana (SP)

2004 - Unimed/Ourinhos (SP)

2005 - Unimed/Ourinhos (SP)

2006 - Unimed/Ourinhos (SP)

2007 - Unimed/Ourinhos (SP)

2008 - Unimed/Ourinhos (SP)

2009/2010 - Catanduva (SP)

 
 

Liga de Basquete Feminino

 

2010/2011 - Santo Andrè (SP)

2011/2012 - Americana (SP)

2012/2013 - Sport (PE)

2013/2014 - Americana

2014/2015 - Americana

2015/2016 - Sampaio Corrêa (MA)

 
 
 
 
 
 

CURRÍCULO DO AUTOR

 Claudio da Silva Nogueira nasceu a 11 de junho de 1965, no Rio de Janeiro, e foi criado em São João de Meriti, também no Estado do Rio de Janeiro. Filho de pais vascaínos, tem na lembrança, como suas primeiras alegrias com o clube, o título carioca de 1970 e o Brasileiro de 1974. De tanto ler os jornais, para acompanhar o noticiário do time, acabou virando jornalista, formado em Comunicação Social pela Faculdade da Cidade, depois denominada de UniverCidade, em 1985, no Rio de Janeiro. Tem Pós-Graduação em Administração e Marketing Esportivo, pela Universidade Gama Filho, também no Rio de Janeiro, em 2007.

    Desde março de 2016, integra a equipe de Produção de Jornalismo do Sportv.  Pela emissora, teve  a oportunidade de participar da maior cobertura televisiva de esportes da história, com 16 canais, nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Cobriu também pelo Sportv as Paralimpíadas do mesmo ano.

    Antes, de abril de 1987 a janeiro de 2016, havia sido  repórter do Globo. A partir de 1993 trabalhou na Editoria de Esportes desse veículo, tendo participado das seguintes coberturas: Olimpíadas de Atenas–2004, Pequim–2008 e de Londres–2012; Copa das Confederações–2013 e da Copa do Mundo–2014; Jogos Pan-Americanos de Winnipeg–1999, Santo Domingo–2003, Rio de Janeiro–2007, de Guadalajara–2011 e Toronto-2015; e vários outros eventos esportivos, como os Mundiais de Basquete de 2002 (masculino) e de 2006 (feminino), o Mundial Paraolímpico de Atletismo (2011) e diversos GPs de F1, Formula Indy e do Campeonato Mundial de Motovelocidade.

   Em 2006 publicou, pela Editora Senac Rio, o livro “Futebol Brasil Memória”; em 2009, pela Editora Leitura, “Time do Meu Coração Vasco” ; e em 2010, pela editora Iventura, “Zeros à Direita: Marketing e Mídia no Esporte”; em 2011, pela Maquinaria Editora, “Os Dez Mais do Vasco da Gama”;  em 2015, pela Editora Senac Rio, “Dez Toques sobre Jornalismo”.   

 

PLANETA LARANJA 1

  Apresentação

 
 
 Entre as ligas desportivas americanas, nenhuma se tornou mais conhecida e apreciada no Brasil do que a NBA. Desde as primeiras e raras transmissões dos anos 80 até o momento atua, em que o nosso país é considerado pela alta cúpula dessa liga como um dos mercados mais importantes, se passaram quase 40 anos. Ao longo desse período,  atletas de grande talento, partidas equilibradas, grandes jogos decisivos, alguns confrontos envolvendo times brasileiros, partidas de pré-temporada no Rio,  e a marca da diversão bem organizada fizeram com que a NBA se tornasse um dos campeonatos preferidos do público brasileiro, apesar de se tratar de um esporte diferente do futebol.
 

  Cientes disso, e do fato de que nas primeiras Olimpíadas do Rio e da América do Sul vieram à cidade olímpica as seleções masculinas e femininas de várias partes do mundo, com 80% ou 90% de atletas da NBA e de sua versão para mulheres, a WNBA, produzimos esta obra. O objetivo deste livro é o de não apenas relatar a história da liga americana e de falar de seus grandes nomes e grandes equipes formadas a partir da década de 40, mas o de mostrar o quanto o Brasil está cada vez mais inserido neste universo da bola laranja, com o recorde de 9 atletas na temporada 2015/2016. Ainda mais importante é o fato de que entre esses nove brasileiros,  dois já podem se orgulhar de usar os valiosos anéis dados aos campeões da liga: Tiago Splitter, em 2014 pelo San Antonio Spurs, e Leandrinho Barbosa, na temporada de  2015 pelo Golden State Warriors.

  Visto como um mercado importante pela NBA, não apenas pelo nível de seus atletas, mas também pelo alto consumo de produtos da liga por parte do público verde-amarelo, o Brasil está sendo beneficiado por um convênio da entidade americana com o Novo Basquete Brasil, a liga nacional dessa modalidade.

  A expectativa é de que com tal cooperação, este esporte cresça no país, em especial no que diz respeito a profissionalismo, administração, criatividade e marketing. Um pouco de tudo isso estará em discussão nesta obra, programada para vir a público antes da abertura da temporada de 2016/2017 da NBA. Boa leitura!

 
 
 
 
 
 

*O que vem por aí:  2016/2017

 
 

    O Planeta Basquete vai girar mais e mais acelerado, e vários corações vão saltar em meio à expectativa, a partir de uma terça-feira, 25 de outubro, quando serão disputados os primeiros jogos da aguardada temporada 2016/2017 da NBA, a de número 71 da história da liga, desde o primeiro campeonato, em 1946/1947.  

    Atual campeão da mais importante liga de basquete do mundo, o Cleveland Cavaliers  

Vai começar a luta pelo bi recebendo em casa o New York Knicks. Os demais encontros previstos para o mesmo 25 de outubro serão entre o vice-campeão de 2015/2016 e campeão de 2014/2015, o Golden State Warriors, e o tradicional San Antonio Spurs; e entre o  Portland Trail Blazers e o Utah Jazz. No dia seguinte, o Orlando Magic fará o clássico da Flórida com o Miami Heat, e o Indiana Pacers vai ser o time da casa contra o Dallas Mavericks.  O Boston Celtics recebe o Brooklyn Nets, e o Toronto Raptors vai pegar o Detroit Pistons. As outras partidas serão: Milwaukee Bucks x Charlotte Hornets; Memphis Grizzlies x Minnesota Timberwolves; New Orleans Pelicans x Denver Nuggets; Philadelphia 76ers x  Oklahoma City Thunder; Phoenix Suns x Sacramento Kings; e Los Angeles Lakers x Houston Rockets. A rodada vai se encerrar na quinta-feira, dia 27, com Atlanta Hawks x Washington Wizards; Chicago Bulls x Boston Celtics; Sacramento Kings x San Antonio Spurs; e Portland Trail Blazers x Los Angeles Clippers.

    Após uma polêmica envolvendo questões como a falta de respeito à diversidade sexual, a NBA resolveu retirar da cidade de Charlotte o All-Star Game (Jogo das Estrelas), que terá lugar no Smoothie King Center, em New Orleans, no estado da Louisiana, a 19 de fevereiro do ano que vem. Já foi anunciado que a série decisiva de melhor-de-sete entre os vencedores das Conferências Leste e Oeste vai começar a 15 de abril de 2017.

 Já a tradicional rodada de Natal, a 25 de dezembro,  terá a reedição da última final (assim como em 2015), entre Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors. Além disso, haverá o clássico do Leste entre New York Knicks e Boston Celtics, além de Chicago Bulls x San Antonio Spurs; Oklahoma City Thunder x Minnesota Timberwolves e o clássico entre Los Angeles Lakers e Los Angeles Clippers.

     Em meio `a crescente politica de expansão da marca e de conquista de novos mercados, a liga vai novamente promover partidas da temporada regular fora dos EUA: Phoenix Suns x Dallas Mavericks e Phoenix Suns x San Antonio Spurs, na Mexico City Arena, nos dias 12 e 14 de janeiro. Serão os dois primeiros confrontos válidos pela temporada regular naquele país. Em Londres, a 12 de janeiro, irão duelar, na O2 Arena,  Denver Nuggets e Indiana Pacers

    Tão logo foi aberta a janela de transferências, em julho, o mercado da NBA ficou efervescente, não apenas por causa dos free agents (atletas que estão livres para negociar com quaisquer franquias). Mas também pelas contratações diretas. Para 2016/2017, as maiores novidades foram a saída de Kevin Durant do Okhlahoma City Thunder para o Golden State Warriors, e de Dwyane Wade, do  Miami Heat para o Chicago Bulls. Além disso, Paul Gasol trocou o Chicago pelo San Antonio Spurs, e  Derrick Rose, também ex-Chicago, foi reforçar o New York Knicks. Ao Atlanta Hawks, chegou Dwight Howard, ex-Houston Rockets. Atual campeão, o Cleveland Cavaliers passará a contar com  Mike Dunleavy, outro ex-Chicago. Em relação a atletas brasileiros, Leandrinho saiu do Golden State para o Phoenix Suns, e Nenê Hilário foi do Washington Wizards para o Houston Rockets.

   Além dessas trocas de endereços, houve também despedidas em definitivo.  Dentro de quadra, o público não terá mais o talento de Tim Duncan, que obteve cinco títulos pelo San Antonio Spurs ao longo de 19 anos de carreira; nem o de Amar’e Stoudemire, que encerrou 14 temporadas vestindo a camiseta do New York Knicks. No fim de setembro, quem anunciou sua despedida, aos 40 anos, 21 deles dedicados à NBA, foi Kevin Garnett, que chegou a um acordo de liberação com o Minnesota Timberwolves.

     No que diz respeito `a sua organização e divisão de forças, a liga americana tem 30 franquias ou times, distribuídos por duas Conferências, cada qual com três divisões regionais.

Da Conferência Leste, fazem parte 15 equipes das divisões Atlântico, Central e Sudeste. Do lado Oeste, há outros 15 times, nas divisões Pacífico, Sudoeste e Noroeste. Pelo regulamento, ao longo da extensa temporada regular, todos os times joga duas vezes contra as equipes da outra Conferência, e além disso, fazem três ou quatro confrontos com os de sua prôpria  conferência. Depois dos 82 jogos de cada equipe, os oito  melhores de cada Conferência avançam aos playoffs, os confrontos de mata-mata, em melhor de sete jogos. Nessas séries as partidas são sempre dentro das Conferências, de acordo com a  classificação de cada franquia: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º. Equipes das conferências opostas só se encontram na final, quando o campeão do Leste duela com o do Oeste, na grande final da NBA, também em melhor de sete.

    Em 2013, após a manutenção do mesmo sistema por quase 30 anos, a liga norte-americana decidiu alterar a sequência de disputa da série final, em assembléia da qual tomaram parte os donos das 30 franquias. Antes disputada no formato "2-3-2", a decisão passou a ocorrer no "2-2-1-1-1", utilizado ao longo dos playoffs.

    Com tal alteração, o time de melhor campanha na temporada regular passou a atuar em duas partidas em casa, outras duas fora, e a partir daí, os confrontos passaram a ser  alternados até que seja definido o campeão na melhor de sete. O jogo sete, se necessário, terá lugar sempre na casa daquele com melhor campanha

      A  NBA, como liga  americana,  tem suas regras próprias, muitas delas diferentes daquelas da Federação Internacional de Basquete, a Fiba, que rege esse esporte no resto do mundo. Cada vez que a seleção dos Estados Unidos vai competir em Campeonatos Mundiais ou em Olimpíadas, é necessário jogar de acordo com as regras da Fiba.

 
 
 
 
 

*Uma cidade nas mãos de LeBron James

 
 
 
 

       Maior estrela do basquete mundial na atualidade,  LeBron James não poderia ter retornado a Cleveland se não fosse para conquistar uma taça pelo Cavaliers. Finalmente, em 2015/2016, repetindo o duelo final em sete jogos com o Golden State Warriors, o Cleveland Cavaliers obteve um feito histórico. Pela primeira vez um time fechou a série em 4 a 3, depois de ter estado perdendo por 3 a 1. Tudo isso sob a liderança de LeBron, tendo em Kyrie Irving um coadjuvante à altura. Assim, a equipe fez os cerca de 400 mil habitantes da região apagarem de vez uma série de apelidos pejorativos referentes a frequentes derrotas em finais. Foi o primeiro troféu da  cidade numa das grandes ligas americanas desde o título do Cleveland Browns na NFL (futebol americano), em 1964, antes da criação do Super Bowl, em 1967. Tantos haviam sido os insucessos de Cleveland, que ela chegou a ser apelidada pela ESPN de “a cidade mais torturada do mundo.”   Outro feito histórico de LeBron e cia. Foi o fato de que, desde 1978, o visitante não ganhava o jogo 7 da série final da liga americana. O último fora  o Washington Bullets, quando bateu o Seattle Supersonics por 105 a 99. Levando em conta apenas a sétima partida, já houve 19 confrontos, com 15 vitórias do time da casa.

    Esta foi a 14a vez em que dois times se enfrentaram em duas finais sucessivas. As sete partidas foram transmitidas para 215 países e territórios em 49 línguas por meio de TV, computadores, celulares e tablets.

  Em 2015/2016,  LeBron disputou sua sexta final consecutiva, sendo três pelo Miami Heat e outras três pelo Cleveland Cavaliers, tornando-se o primeiro jogador a ter alcançado tal marca nos últimos 50 anos.  

    Outros nomes que conseguiram a façanha de  jogar várias finais foram atletas do Boston Celtics: Bill Russell (dez participações em finais), Tom Heinsohn (nove), Sam Jones (nove), K.C. Jones (oito), Frank Ramsey (oito), Bob Cousy (sete) e Satch Sanders (seis). Ao todo, nove atletas não-americanos tomaram parte na série decisiva: Matthew Dellavedova (Austrália), Kyrie Irving (Austrália), Sasha Kaun (Rússia), Timofey Mozgov (Rússia) e Tristan Thompson (Canadá), pelo Cleveland; e .Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão (ambos do Brasil), Andrew Bogut (Austrália), Festus Ezeli (Nigéria). Varejão, do Golden State, foi , por sua vez,  o primeiro jogador da história a ter defendido ambas as equipes finalistas numa mesma temporada.

    A temporada encerrada em 2016 também foi marcada pela despedida de outro astro, Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, a 14 de abril, quando o astro marcou 60 pontos no triunfo de seu time sobre o Utah Jazz por 101 a 96.

   Um ano antes, no campeonato de 2014/2015, já com LeBron James de volta ao Cleveland Cavaliers, por onde ele havia atuado entre 2003 e 2010, o camiseta 6 chegou à quinta final seguida de liga. Mas o time de LeBron e do brasileiro Anderson Varejão - que lesionado não atuou nas finais - não resistiu ao Golden State Warriors. Este contou com um melhor jogo coletivo e com o talento impressionante do ala-armador Stephen Curry e do armador Klay Thompson - os Splash Brothers, devido aos arremessos certeiros de três pontos -, sem esquecer o armador Andrei Iguodala, MVP das finais, e o ala Leandro Barbosa, que começava no banco e se tornou o segundo brasileiro a possuir um anel de campeão da liga. Na serie final, 4 a 2 para o Golden State Warriors. Foi a segunda taça do Golden State,  que deu à cidade de Oakland sua primeiro glória numa das quatro Grandes Ligas americanas, desde que o Oakland Athletics fora campeão de beisebol na World Series-1989.

 
 
 

*História da NBA: Dinastias e grandes astros

 
 

  A mídia esportiva americana costuma chamar de “dinasty” (dinastia) os grandes times que conquistam vários troféus e marcam época em quaisquer modalidades, como basquete, futebol americano, beisebol ou hóquei sobre o gelo, as mais importantes dos EUA. No caso da NBA, ao longo de sua história,  uma série de dinastias e um sem número de astros ajudaram a torná-la a liga americana mais conhecida fora dos EUA. Voltando numa espécie de túnel do tempo aos primeiros anos dessa trajetória, o primeiro campeão foi o Philadelphia Warriors em 1946/1947, ainda à época da Basketbal Association of America (BAA), precursora da NBA. Armador, Howie Dallmar era um especialista em assistências, mas foi também o autor da cesta da vitória por 83 a 80 sobre o Chicago Stags, fechando a melhor de sete em 4 a 1.

  Já no começo da década de 50, a primeira grande equipe da liga americana foi o Minneapolis Lakers, que mais tarde iria se transferir para Los Angeles, em 1960, tornando-se o atual Los Angeles Lakers. Liderado pelo pivô George Mikan, o Minneapolis foi a primeira dinastia da história da NBA, tendo ganho as temporadas de 1948/1949, 1949/50,  1951/1952,  1952/1953 e 1953/1954. Esses cinco troféus atualmente contam do histórico do Los Angeles, que tem 11 ao todo, Ainda em 1954, para forçar o arremesso e desencorajar um estilo extremamente defensivo, a liga adotou o relógio de 24 segundos, tempo de que um time dispõe para a posse de bola. Se o quinteto não consegue utilizar esse período, a bola passa para o adversário.

 No começo da década de 50,   o basquete da NBA era ainda muito diferente do que se conhece atualmente.  Verdade que os talentos já comecavam a aparecer, assim como os primeiros atletas negros em quadra -    Earl Loyd,  Chuck Cooper e Nathaniel "Sweetwater" Clifton. Mas no aspecto tecnico, o que se via era um intenso confronto físico, marcado or muitas faltas. Não havia ainda a plástica e ao mesmo tempo a excelente forma física que são constantes atualmente. Antes da adoção do relógio de 24 segundos, o time que conseguisse abrir vantagem fazia uma hoje impensável cera, trocando passes sem sequer tentar um ataque, fazendo os segundos passarem. Resultado: os fãs começavam a se cansar.

  Um dos astros daquele período piorneiro da liga foi o armador do Boston Celtics Bob Cousy. Cmo ele próprio comentava, o jogo parecia estagnado, e  a única forma pela qual um time   

podia tentar uma virada era fazendo faltas, e quanto mais rápido a falta fosse cometida, melhor, porque havia mais tempo para a reação. Da mesma forma, as  equipes que estavam na frente no placar também começaram a fazer faltas. Com isso, as partidas frequentemente iam se deteriorando para se tornar num desfile de lances livres de um lado para o outro.

   Cousy foi um dos símbolos de outra dinastia da liga , o Boston Celtics, recordista de troféus da NBA, com 17. Seu predomínio teve início nos anos 50 e se prolongou pela década seguinte. Fora da quadra, o comandante era o treinador Red Auerbach, ao passo que Cousy, apelidado de Houdini de Hardwood, em referência ao famoso ilusionista, por sua habilidade com a bola. O armador é até hoje o recordista de lances livres convertidos em um jogo de playoffs, com 30 em 32 cobrados, contra o extinto Syracuse Nationals em 1953 (Boston 111 a 105 na prorrogação). Somente em 1957, porém,   a equipe alviverde de Boston iria ganhar seu primeiro troféu, graças  também à chegada do rookie (novato), o pivô Bill Russell. Os títulos foram se seguindo. O primeiro foi na temporada de  1956/1957, contra o Saint Louis Hawks (atual Atlanta Hawks), tendo o próprio Cousy como MVP (Jogador Mais Valioso, o melhor atleta). O time tornou a ser campeão em 1958/1959, para iniciar uma série de oito conquistas seguidas, até 1965/1966, algo nunca mais repetido até hoje. Neste período, a maior estrela do time e da NBA era Russell, que tinha como maior rival o também pivô Wilt Chamberlain, que atuou pelo San Francisco Warriors (atual Golden State Warriors) e pelo Philadelphia 76ers.

   O título de 1962/1963 marcou a despedida de Cousy em um período em que os atletas de Boston eram considerados “velhos demais” para chegarem ao quinto troféu.   Ainda na década de 60,Bill  Russell comandou sua equipe em mais dois títulos, em 1967/1968 e 1968/1969. Ao todo, o Boston levantou 11 troféus em 13 possíveis, entre as temporadas de 1956/1957 e 1968/1969.  Em 1967/1968 e 1968/1969, Russell aturou como dublê de jogador e treinador.

Juntamente com mais seis atletas, ele pode se orgulhar de ter a triplice coroa do basquete graças aos titulos da NCAA (liga universitária) de 1955 e 1956 pela Universidade de San Francisco, varias vezes campeao da NBA e medalhista de ouro nas Olimpíadas de Melbourne, em 1956. Os demais triplice-coroados são: Clyde Lovellette, K.C.Jones, Jerry Lucas, Quinn Buckner, Michael Jordan e Magic Johnson.

  Em 1966/1967,  Wilt Chamberlain, por sua vez, ajudou o Philadelphia a erguer a taça, além de ter  estabelecido recordes de pontos por jogo, com 100 (vitória sobre o New York Knicks por 169 a 147, a 2 de março de 1962, na Pensilvania), e de rebotes, com 55 (contra o Boston a 24 de novembro de 1960). Em 118 oportunidades, ele marcou 50 pontos ou mais numa partida. Mais tarde, em 1972, foi campeão da liga pelo Los Angeles Lakers. Ao todo, fez 31.419 pontos em 1.045 jogos, numa media de 30,1 pontos por jogo, a segunda melhor atras de Michael Jordan. Primeiro jogador de basquete a ser visto como uma celebridade nacional nos EUA, Chamberlain detém até hoje 71 recordes na liga.

  Na temporada de 1969/1970,  passado o longo predomínio do Boston, o New York Knicks se tornou campeão pela primeira vez, superando o Los Angeles Lakers, que até então não havia sido vitorioso desde sua mudança de Minneapolis para a Costa Oeste no começo de 1960.     Isso só iria acontecer em 1972, quando o time de Los Angeles, liderado por Chamberlain, foi à forra diante do New York e conquistou o campeonato. Na temporada de 1972/1973, noutro duelo entre as equipes das duas cidades mais populosas do país, o New York Knicks foi campeão novamente - e pela última vez até agora -, sobre o Los Angeles.

  Depois de o Boston ter dominado amplamente os anos 60, a década de 70 foi mais dividida em termos de campeões, sem que se pudesse falar numa dinastia. O Boston tornou a festejar em 1973/1974 e 1975/1976. Em 1974, o time de Boston teve de se superar diante do Milwaukee Bucks do pivô Kareem Abdul-Jabbar, MVP da temporada. Em 1976, no que é considerado o jogo mais dramático da história da liga - quinto da melhor de sete da final - o Boston bateu o Phoenix Suns por 128 a 126, apenas na terceira prorrogação. Dias depois, fechou a serie por 4 a 2. Já o Los Angeles foi  campeão em 1979/1980, apresentando como seu MVP alguém que entraria também para a história do esporte mundial: o armador Magic Johnson.

  Juntamente com o ala Larry Bird, novato do Boston, Magic se colocaria como um dos mais importantes nomes da liga na década de 80, que representou uma fase de imensa popularização da NBA dentro e fora dos EUA. Para esse processo de popularização, muito colaboraram algumas mudancas da própria entidade, que passou a  contar com mais franquias em meados dos anos 70 e que adotou em seu regulamento, em 1979, o arremesso de três pontos: iniciativa da concorrente American Basketball Association, a ABA (criada em 1967 e absorvida pela NBA em 1976). Nos anos 80,   Boston e Los Angeles passaram a comandar as ações em quadra, tendo conquistado, juntos, sete troféus Larry O’ Brien (nome adotado em 1977 para a taça ofertada ao campeão). O Boston foi vitorioso em 1980/1981, 1983/1984 e 1985/1986, ao passo que o Los Angeles Lakers pôde celebrar suas conquistas em 1981/1982,  1984/1985, 1986/1987 e 1987/1988.

Já no final dos anos 80, o Detroit Pistons do ala-armador Isiah Thomas foi bi em 1988/1989 e 1989/1990.

 Foi nessa época de vários grandes times e de diversas estrelas que a TV brasileira começou a transmitir as partidas do campeonato da liga americana. Muito voltada para o esporte, a Rede Bandeirantes, por meio do locutor Luciano do Valle, morto em abril de 2014, e do comentarista Álvaro José. Aos poucos, os desportistas brasileiros comecaram a se acostumar com os nomes das grandes equipes, de seus ginåsios, e em especial, dos craques das quadras.   Era um desfile de astros, como Kareem Abdul-Jabbar, Rick Barry, Dave Cowens, Julius Erving, Elvin Hayes, Walt Frazier, Moses Malone, Artis Gilmore, George Gervin, Dan Issel e Pete Maravich. Alguns eram remanescentes dos anos 70, outros vinham aparecendo na década de 80 e estariam destinados a prosseguir por alguns anos.  

  Pelo Boston, por exemplo, Larry Bird  foi decisivo na conquista da temporada de 1980/1981, ao levar seu time aos 4 a 2 na melhor de sete decisiva contra o Houston Rockets. Na temporada seguinte, o tecnico Pat Riley e Magic Johnson levaram  o Los Angeles Lakers a mais uma conquista em 1981/1982. Finalmente, em 1983/1984, os astros Bird e Magic se enfrentaram pela primeira vez numa série decisiva. Fora de casa, o Los Angeles fez 2 a 0, e como os dois próximos confrontos seriam em sua casa, sua torcida esperava uma varrida, isto é, 4 a 0. Entretanto, o time de Bird reagiu, ganhou dois jogos fora de casa, ambos na prorrogação, e se manteve na disputa, que chegou aos sete jogos: 4 a 3 para o Boston. Também naquele mesmo 1984, David Stern substituiu Larry O’Brien como comissioner (presidente) da liga, dando inicio a um projeto de globalização da NBA, algo concreto em nossa época.  Outro fato relevante no mesmo campeonato foi a chegada à liga de um jovem chamado Michael Jordan, ala-armador que faria história nesse esporte como ninguém mais até os nossos dias.

   Ainda nos anos 80, a década da virada da liga, de um alcance nacional para o mundial, o campeonato de 1984/1985 foi marcado pela presença decisiva como MVP (Melhor Jogador) das finais por parte do experiente pivô do Los Angeles Kareem Abdul-Jabbar, então com 38 anos. Com ele e Magic, a equipe da California chegou ao titulo com 4 a 2 sobre o Boston nas finais. O Boston foi campeão em 1985/1986, mas diante do Houston Rockets, e o Los Angeles, sob a liderança de Magic Johnson, em 1986/1987 e 1987/1988,  sobre o Boston e o Detroit Pistons, respectivamente. As duas ultimas taças da década foram para Detroit. A equipe do técnico Chuck Daly, de Isiah Thomas e do armador Joe Dumars foi superior ao Los Angeles Lakers e ao Portland Trail Blazers nas decisoes de 1988/1989 e 1989/1990, respectivamente.

    A consagraçao maior daquela geração dos anos 80 e 90 chegaria em 1992, com a criação do Dream Team (Time dos Sonhos), a seleção dos Estados Unidos campeã olimpica em Barcelona, tido quase unanimemente como o melhor quinteto e a melhor coleção de talentos para o  basquete da história.  Magic Johnson, Michael Jordan, Charles Barkley, Karl Malone e Patrick Ewing geralmente começavam jogando.  Larry Bird, David Robinson, John Stockton, Scottie Pippen, Clyde Drexler, Chris Mullin e Christian Laettner completavam a relação dos 12 invencíveis, que ganharam o ouro ao arrasar a Croácia por 117 a 85 na decisão. No banco, Daly era o treinador.

  De acordo com o jornalista Jack McCallum, autor de livros sobre basquete, um deles a respeito do Dream Team, eles foram os Beatles do basquete. Assim como o conjunto inglês mudaria não apenas a música, mas o próprio comportamento da juventude, o Dream Team tornou a NBA uma liga global. Mas não apenas por causa do bi olimpico (em 1996, com uma equipe mais jovem),  a  década de 90   acabou se tornando a mais glamourosa da história da liga, mais até que os anos 80. Se o futebol conhecera seu Rei, Pelé, a partir do primeiro dos cinco títulos mundiais da seleção brasileira em 1958, quando o craque contava apenas 17 anos, o basquete americano e mundial  passaram a reverenciar a majestade das quadras a partir da virada de 1990 para 1991: Michael Jordan, principal artifice dos dois “threepeats” (tricampeonatos) do Chicago Bulls, de 1990/1991 a 1992/1993; e de 1995/1996 a 1997/1998.

    Do primeiro tri, além de Jordan, faziam parte, entre outros, Scottie Pippen, Horace Grant e John Paxson, autor dos três pontos decisivos nos 99 a 98 sobre o Phoenix Suns de Charles Barkley, e  em Phoenix, em 1997/1998. Fora de quadra, o comandante era o técnico Phil Jackson.  O tri do Chicago foi historicamente importante, porque anteriormente só dois times haviam ganho três campeonatos em sequência: o antigo Minneapolis Lakers, entre 1951/1952 e 1953/1954, e o Boston Celtics, que ultrapassou a marca, entre 1958/1959 e 1965/1966.

  Ainda naquela década, Hakeem Olajuwon, um pivô de 2,13m, liderou o Houston Rockets rumo ao bicampeonato em 1993/1994  e 1994/1995, neste contando com um importante apoio do ala-armador Clyde Drexler. O time de Houston não chegou a se tornar uma dinastia, porque depois de duas temporadas sem chegar à final, o Chicago Bulls retomou seu domínio nas quadras. Novamente liderado por Jordan, foi campeão em 1995/1996, diante do Seattle Supersonics, fechando uma campanha recorde de 72 vitorias e 10 derrotas, a melhor de todos os tempos. Depois em 1996/1997 e 1997/1998, se impôs numa luta particular com o Utah Jazz de Karl Malone, o Carteiro, e John Stockton.  Nos três titulos, o Chicago superou o ouro finalista por 4 a 2. Phil Jackson continuava a ser o técnico, e além de Jordan e Pippen, Dennis Rodman era o outro destaque do  time, que não mais foi campeão desde então.

    Quase no fim dos anos 90, outra equipe passaria a integrar a galeria dos campeões da liga: o San Antonio Spurs, do Texas, tendo Tim Duncan como MVP das finais de 1998/1999. Na virada da década e do século, em 1999/2000, o Los Angeles Lakers, que não erguia um troféu desde o bicampeonato em 1986/1987 e 1987/1988, contratou o treinador Phil Jackson - que fizera história no Chicago - e montou uma equipe cuja estrela era o pivó Shaquille O’Neal, mas tinha como promessa Kobe Bryant.    Em 2000/2001, com Shaquille como MVP (Melhor Jogador) das finais, o Los Angeles Lakers precisou de cinco partidas para se impor ao Philadelphia 76ers, fechando a série em 4 a 1. A temporada de 2001/2002 foi a consagracão  da última franquia tricampeã  da NBA até o momento. O time azul e roxo “varreu” - isto é, derrotou por 4 a 0 - o outro finalista, o New Jersey Nets. Novamente, Shaquille foi o MVP, no terceiro título seguido. Nessa mesma temporada, Michael Jordan voltou às quadras pelo Washington Wizards, porém sem ser a sombra do que fora antes.

   Após a campanha vitoriosa do time californiano, nunca mais houve um tricampeão na NBA, embora entre 2002/2003 e 2009/ 2010, o alvinegro San Antonio Spurs, do Texas, tenha ganho três troféus alternados, em 2002/2003, 2004/2005 e 2006/2007.   Não deixou de ser uma dinastia, com Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili e David Robinson, ressaltando que Duncan é das Ilhas Virgens Americanas, Parker é francês, e Ginobili, argentino. Juntos, Robinson e Duncan eram conhecidos como “Twin Towers”, isto é, “Torres Gêmeas”. Nas temporadas em que o San Antonio não foi venccedor, o Detroit Pistons de Chauncey Billups foi campeão de 2003/2004, e o Miami Heat festejou seu primeiro troféu Larry O’Brien em 2005/2006, sob a liderança de

Dwyane Wade.

  Na segunda metade da década, o Boston Celtics assegurou em 2007/2008 seu titulo mais recente, após ter duelado com o Los Angeles Lakers do astro Kobe Bryant. Paul Pierce, porém, foi eleito o MVP da série decisiva em que o Boston superou o rival por 4 a 2. Liderado por Kobe, então a maior estrela da NBA,  Los Angeles chegou ao bicampeonato em 2008/2009 e 2009/2010, ganhando respectivamente de Orlando Magic e Boston Celtics. Na temporada de 2010/2011, houve grande expectativa em torno da transferência de LeBron James do Cleveland Cavaliers para o Miami Heat, onde ele se juntou a Wade e a Chris Bosh. Apesar de dividir com Kobe o estrelato da liga, LeBron nunca havia sido campeão. Não seria dessa vez, porém. O alemão Dirk Nowitzki, do Dallas Mavericks, foi o MVP das finais, e o troféu foi para a equipe do Texas.  

   O que fora frustração na temporada anterior se transformou em sonho realizado para LeBron, Wade e Bosh. O Miami Heat foi bi em 2011/2012 e 2012/2013, superando respectivamente o Oklahoma City Thunder e o San Antonio Spurs. Foram as duas primeiras conquistas de LeBron. MVP de ambas as finais, ele calou os críticos que previam que ele passaria toda sua carreira na liga sem ser campeão sequer uma vez.   No campeonato seguinte, quando Miami chegava à final pela quarta vez seguida e brigava pelo tri, teve pela frente o tradicional San Antonio Spurs de Duncan, Ginobili e Parker, além de Tiago Splitter,  que se tornaria o primeiro brasileiro a ser  campeão da NBA. Na fase final, 4 a 1 para o San Antonio.

    

 
 

*Surgimento da NBA

 
 
 

    A sigla NBA significa National Basketball Association (Associação Nacional de Basquete), e diz respeito a uma das quatro Grandes Ligas do esporte americano. As demais são a NFL (National Football League), de futebol americano; NHL (National Hockey League), de hóquei sobre o gelo; e MLB (Major League Baseball), de beisebol.  Embora não sejam ranqueadas como uma das grandes, também são consideradas importantes na América do Norte a MLS (Major League Soccer), de futebol (nos EUA chamado de soccer); e a CFL (Canadian Football League), a liga canadense de futebol americano.

     NBA, NFL, NHL, MLB são as ligas mais ricas do planeta em seu respectivo esporte, No caso do futebol, aquela que movimenta mais dinheiro é a Premier League inglesa. Enquanto  futebol americano, hóquei e beisebol têm tido ligas profissionais organizadas há mais de um século, ainda que não com as denominações atuais, o basquete - criado pelo pastor e professor canadense James Naismith em 1891 - passou a contar com sua primeira liga profissional na década de  20: American Basketball League, a ABL, de 1925. O embrião da NBA só viria a surgir a 6 de junho de 1946, sob o nome de Basketball Association of America (BAA). Curiosamente, a iniciativa dessa fundação coube não a times desse esporte, mas do hóquei no gelo sediados no Nordeste e Meio-Oeste dos EUA e no Canadá.  Assim, a 1 de novembro de 1946, em Toronto, o Toronto Huskies recebeu o New York Knickerbockers (atual Knicks), vitorioso por 68 a 66, no Maple Leafs Garden.  Em 1947, o primeiro campeão da BAA, atual NBA, foi o Philadelphia Warriors, que depois se mudou para San Francisco, em 1962, e desde 1971, se chama Golden State Warriors, campeão da liga em 2014/2015.

    Embora não fosse a primeira liga profissional dos EUA, a BAA foi a primeira a buscar promover partidas em arenas maiores de cidades mais importantes. Tecnicamente, a qualidade desses jogos não chegava a ser mais elevada que a dos confrontos entre equipes da ABL. Tanto assim que o extinto Baltimore Bullets, finalista da ABL em 1948, foi campeão da BAA naquele mesmo ano; e o Minneapolis Lakers (atual Los Angeles Lakers), campeão da ABL em 1949, ganhou também o troféu da BAA naquela mesma temporada. Em paralelo, a partir de 1937, passara a existir, por iniciativa das empresas General Electric, Firestone and Goodyear, a National Basketball League, a NBL.

    Provavelmente por uma mentalidade mais moderna e por ter demonstrado maiores perspectivas que a NBL, antes do campeonato de 1948/1949, a  BAA começou a absorver times dessa outra liga,   como os de Fort Wayne, Indianapolis, Minneapolis e Rochester. Com isso, tornou-se também a preferida pelos universitários desejosos de se tornarem profissionais. Ao fim da temporada 1948/1949,  a BAA terminou por absorver os times que restavam na NBL: Syracuse, Anderson, Tri-Cities, Sheboygan, Denver e Waterloo. Com isso, a 3 de agosto de 1949, como resultado da fusão entre BAA e NBL, era fundada a atual NBA, com 17 franquias. O começo foi dificil. Tanto que em meados da década de 50, a entidade passou a contar com apenas oito times, todos até hoje ligados `a NBA: New York Knicks, Boston Celtics, Philadelphia (hoje Golden State) Warriors, Minneapolis (atual Los Angeles) Lakers, Rochester Royals (atual Sacramento Kings), Fort Wayne (atual Detroit Pistons), Atlanta Hawks e Syracuse Nationals, hoje Philadelphia 76ers).

     Unica entidade promotora de campeonatos profissionais de basquete na América do Norte

desde 1949, a NBA voltou a enfrentar uma concorrente nos anos 60, quando da criação da American Basketball Association, a ABA. Bem sucedida no inicio, esta durou até 1976. Entretanto, `a medida em que os times da NBA conseguiram contratar os destaques da ABA, a liga rival foi decaindo até que em 1976 reunia apenas cinco equipes:  Denver Nuggets, Indiana Pacers, New York Nets, San Antonio Spurs e Spirit of Saint Louis. Os quatro primeiros se uniram `a NBA e continuam em atividade, ao contrário do de Saint Louis. Atualmente, sediada em Nova York, a NBA (www.nba.com) reune 30 franquias ou times, sendo 29 nos EUA e uma no Canadá. Desde a temporada de 2004/2005, as equioes estão divididas em duas conferências - Leste e Oeste - cada qual com 15. Cada conferência, por sua vez, tem três divisões, cada qual com cinco times. Se for levada em conta a localização dessas franquias pelo mapa da América do Norte, 13 estão no Leste; nove na região Central dos EUA; três nas regiões montanhosas e cinco do lado Oeste.

    Curiosamente, se hoje a imensa maioria dos atletas americanos de basquete é de negros, o racismo -  muito forte na sociedade americana antes das campanhas pelos direitos civis nos anos 50 e 60 - impedia que as ligas dessa modalidade fossem racialmente mistas. O primeiro não-branco a atuar na NBA foi o nipo-americano  Wataru Misaka, em 1947/1948, pelo New York Knicks. Em relação aos afro-descendetes, Harold Hunter chegou a assinar com o extinto Washinton Capitols em 1950, mas foi cortado do grupo no período de treinos. No mesmo 1950, porém, atuaram os afro-americanos Earl Loyd, do Washington,  Chuck Cooper, do  Boston Celtics, Nathaniel "Sweetwater" Clifton, do New York Knicks.

   Num processo cultural e politico semelhante ao que se deu no futebol brasileiro, os atletas negros do basquete americano tiveram de enfrentar não apenas seus rivais dentro de quadra, com também tiveram de superar toda a deslealdade do preconceito. Basta olhar as fotos das equipes vencedoras das primeiras temporadas da liga, a partir de 1947, para perceber que os primeiros campeões negros vestiram a camiseta do extinto Syracuse Nationals, em 1954/1955: Earl Lloyd e Jim Tucker.

  De acordo com Jason Lewis, do “Los Angeles Sentinel”, o pioneiro Lloyd foi o primeiro negro na quadra da NBA, atuando pelo extinto Washington  Capitols. Estreou a 31 de outubro de 1950, contra o Rochester Royals, na partida de abertura da temporada. Natural de Alexandria, no estado da Virginia, no sul dos EUA, Lloyd contava que antes de jogar pelo Washington, ele jamais havia se sentado próximo ou sequer conversado com uma pessoa branca.

  Ainda em 1950, havia em quadra dois outros negros: Chuck Cooper, do  Boston Celtics, e Nat “Sweetwater” Clifton, o primeiro negro a ter assinado contrato com um time da liga, o New  New York Knicks.

  Anos mais tarde, quando o Boston se sagrou campeão pela primeira vez, em 1957, contava com apenas um afro-americano: Bill Russell. Quase dez anos depois, em 1966, a equipe verde e branca já contava com sete atletas negros. Por volta dos anos 70, todos os times da liga contavam com mais negros que brancos, ao passo que em 2000, o campeão Los Angeles Lakers, com 15 jogadores,  contava com apenas um atleta branco: Travis Knight. Atualmente, de acordo com dados da própria NBA, 80% dos jogadores da liga são negros.

 
 
 

*NBA Planet

 
 

       A NBA se auto-define como uma empresa global de esportes e mídia construída ao redor de três ligas de esportes profissionais: a NBA, a WNBA (liga feminina) e a D-League (liga de desenvolvimento da NBA). A liga se estabeleceu internacionalmente com a presença escritórios em 13 mercados pelo mundo, jogos e programação transmitidos em 49 línguas para 215 países e territórios, e produtos oficiais da NBA à venda em mais de 125 mil lojas de 100 países em seis continentes.

   Na temporada 2014/2015, a liga baseada nos EUA  apresentou o recorde de 101 jogadores internacionais de 37 países e territórios. Na esfera digital, mostrou sua força com o NBA.com, NBA Mobile e NBA TV. O Brasil foi um dos países com mais representantes na liga, no total de nove: Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão (Golden State Warriors), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Tiago Splitter (Atlanta Hawks), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers), Raulzinho Neto (Utah Jazz) e Nenê Hilário (Washington Wizards). Durante a temporada, Varejão, que havia iniciado no Cleveland Cavaliers, se mudou para o Golden State.

     Embora o futebol seja o esporte número 1 do mundo, na preferência popular, é a liga americana profissional de basquete a número 1 em redes sociais, com mais de 1 bilhão de ‘curtidas’ (marca alcançada em fevereiro de 2016) e com mais seguidores globais levando em conta as plataformas da liga, das equipes e dos atletas. De acordo com dados oficiais de abril de 2016, a NBA  bateu todos os recordes de audiência pelo segundo ano consecutivo, com quase 22 milhões de torcedores presentes em seus jogos na temporada regular 2015/2016, sem incluir os playoffs (21.972.129). Na temporada 2014/2015, haviam sido 21.926.548.

Além disso, estabeleceu novas marcas também no que diz respeito a redes sociais, engajamento digital e vendas no varejo. Na temporada 2015/2016, a média de público foi de 17.864 pessoas por partida, e a ocupação das arenas foi de 94%. Em 723 jogos, os ingressos foram totalmente esgotados. Foi a 12a temporada seguida, com publico de pelo menos 90% da capacidade total.

    Já a NBA TV exibiu os dois jogos de maior audiência na história nesta temporada (Warriors x Spurs no dia 10 de abril, com 2.561.000 pessoas, e Warriors x Spurs em 25 de janeiro, com 1.442.000 pessoas ). Com isso, o canal oficial da liga teve um aumento de publico de 345 mil pessoas (no confronto mais assistido), o que representa uma elevação de 19% em relação `a temporada passada. Os pacotes de jogos da liga  alcançaram os 26,7 milhões de espectadores e superaram o total de 1,2 bilhão de minutos assistidos. A quantidade de assinaturas do NBA League Pass  cresceu mais de  10% em 2015/2016, em novo recorde.     

   Nas redes sociais, a liga obteve novos recordes no Facebook, Instagram, Snapchat, Twitter, Vine e Youtube. Foram 30,1 bilhões de impressões, num aumento de 25% (para 2014/2015) e 4,2 bilhoes de videos assistidos, numa elevação de 86%. Já a NBA Digital, que inclui o site NBA.com e o aplicativo da liga, apresentou um recorde histórico na temporada regular e nos playoffs de 2015-2016:  11,5 bilhões de vídeos assistidos.  Com 75 milhoes de seguidores, LeBron James é o jogador da NBA cuja carreira é mais acompanhada nas redes sociais. Esse número é o somatório de seus perfis em Facebook (22,5 milhões), Twitter (31,2 milhões) e Instagram (21,2 milhões).

   Já no que diz respeito à venda de camisetas com seus nome e número, o primeiro da lista segue sendo Stephen Curry, do Golden State, MVP (Jogador mais importante) das temporadas 2014/2015 e 2015/2016. Ele é seguido pelo tricampeão LeBron James; Kobe  Bryant, cinco vezes campeão da liga e que se aposentou em 13 de abril; Kyrie Irving, campeão de 2015/2016 pelo Cleveland; e Klay Thompson, campeão de 2014/2015 pelo Golden State e vencedor do Torneio de Três Pontos do All Star Game (Jogo das Estrelas) de 2016.

     Entre os brasileiros, o mais bem posicionado, em 11o lugar, é Anderson Varejão, que trocou o Cleveland pelo Golden State durante a temporada regular.  Leandrinho Barbosa, do Golden State nas duas últimas temporada, é o 13o. Essa estatística foi divulgada pela NBA no começo de julho de 2016.

    Nos Jogos Olímpicos Rio-2016, em agosto, a liga americana teve  um recorde de 46 jogadores, superando a marca anterior de 41 atletas em Londres-2012. Já a WNBA apresentou 26, ultrapassando os 22 de Sydney-2000.

   Ao todo, 23 equipes da NBA estiveram representadas por atletas em suas seleções, com o San Antonio Spurs encabeçando essa lista com cinco atletas. O Utah Jazz teve quatro nomes, enquanto que Chicago Bulls, Dallas Mavericks, Golden State Warriors, New York Knicks e Toronto Raptors, três cada. Brooklyn Nets, Denver Nuggets, Detroit Pistons, Los Angeles Lakers, Oklahoma City Thunder e Philadelphia 76ers tiveram dois jogadores cada.

   Abaixo dos EUA, tricampeões olímpicos - 2008, 2012 e 2016 -, a Espanha teve o maior número de atletas da NBA, com sete inscritos. Austrália, Brasil e França apresentaram cinco cada, e a Argentina, quatro. Dez dos 12 países que participaram do torneio tinham ao menos um jogador da NBA. No caso do feminino, foram  11  times da WNBA representados em seleções do torneio olímpico. O Phoenix Mercury lidera com seis jogadoras, e o Minnesota Lynx tem cinco. Chicago Sky e Seattle Storm contam com três, cada, enquanto que o Atlanta Dream e o Indiana Fever terão duas atletas cada um. Além dos Estados Unidos, Austrália e Brasil terão o maior número de jogadoras da WNBA, com três, cada. Sérvia e Espanha aparecem com dois nomes.

    Outros 40 ex-jogadores da NBA e da WNBA também participaram dos eventos, incluindo sete australianos e seis brasileiros. As seleções feminina e masculina dos EUA levaram as medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos do Brasil.    Meses antes, em abril de 2016, a NBA anunciara  oficialmente, após reunião de seu Conselho de Proprietários das franquias, isto é, das equipes, que a partir da temporada de 2017/2018, as camisas dos times passarão a expor as logomarcas de seus patrocinadores, sempre do lado esquerdo do peito  e em tamanho padrão de 6,35cm x 6,35cm. Tal alteração vai coincidir com a mudança no fornecedor dos uniformes de todos os times (de Adidas para a Nike). A nova fornecedora vai pôr seu logotipo sempre do lado direito das camisetas.  O Conselho aprovou a utilização das logomarcas como parte de um projeto inicial de três anos.  Um teste já havia sido feito no All-Star Game (Jogo das Estrelas) de fevereiro de 2016, em Toronto, onde as camisetas das seleções do Leste e do Oeste estamparam a logomarca da montadora de automóveis coreana Kia.

    A NBA será a primeira das quatro grandes ligas do esporte americano a permitir a veiculação de logotipos de patrocinadores em seus uniformes, e por isso, resta saber qual será a reação dos torcedores.  Embora os EUA sejam a terra onde melhor se desenvolve o marketing esportivo;  os atletas da liga de basquete (e das demais) sejam garotos-propaganda dos mais diversos produtos; eventos como o Superbowl (futebol americano) e as séries decisivas de basquete, hóquei e beisebol sejam oportunidades para se divulgar milionárias campanhas  publicitárias, os uniformes de jogo sempre foram preservados, como se a eventual exposição de uma logomarca os contaminasse. Ao contrário da NBA, que a proibia, a WNBA já autorizava a publicidade nos uniformes dos times desde 2009.

    Próxima do público não apenas por meio dos jogos propriamente ditos, das transmissões pela TV e das redes sociais, a NBA vem se mantendo atenta a temas como a responsabilidade social. Por isso, mantém o  ‘NBA Cares’ (algo como NBA cuida ou se preocupa). Por meio do projeto,  trabalha ao lado de ONGs reconhecidas internacionalmente que apoiem as causas infantis e o desenvolvimento da educação, da juventude e da família, além de iniciativas saudáveis. Durante a temporada 2015/2016, a iniciativa alcançou o total de 1.041 espaços em 27 países.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

    *WNBA: o toque feminino

 

   A versão feminina da melhor liga de  basquete foi fundada a 24 de abril de 1996, 50 anos depois da criação da NBA, em junho de 1946, e teve sua primeira temporada disputada em 1997. Atualmente, a Women´s National Basketball Association (WNBA) conta com 12 times e suas temporadas ocorrem entre junho e setembro, com as finais sendo disputadas no fim de setembro e começo de outubro. No feminino, o All Star Game, o Jogo das Estrelas, tem lugar em meados de julho.

    Muitos dos times da WNBA têm o seu correspondente na NBA e mandam suas partidas nas mesmas arenas. Casos, por exemplio, do Inciana Fever (feminino), ligado ao Indiana Pacers (masculino); Minnesota Lynx e Minnesota Timberwolves;  New York Liberty e New York Knicks;.

Phoenix Mercury e Phoenix Suns; Atlanta Dream e Atlanta Hawks; San Antonio Stars e San Antonio Spurs; Washington Mystics e Washington Wizards.

   Já as equipes do  Connecticut Sun, Seattle Storm, Dallas Wings e Chicago Sky

são as que não compartilham ginásios com os times masculinos. Estes quatro e mais o Atlanta Dream e o Los Angeles Sparks têm proprietários diferentes dos das equipes masculinas, o que é importante para o crescimentio da WNBA. Inicialmente, todos os times femininos tinham os mesmos proprietários que os da NBA, mas atualmente a liga feminina é mais independente da masculina.

        Em 1996, a WNBA havia começado com oito times, sendo  Charlotte Sting, Cleveland Rockers, Houston Comets and New York Liberty na Conferência Leste; e Los Angeles Sparks, Phoenix Mercury, Sacramento Monarchs e Utah Starzz no Oeste. Ao longo  da história da liga feminina, chegaram a existir 18 franquias diferentes, embora atualmente haja 12 equipes.

Entre os times remanescentes de 1997. Continuam nas quadras da WNBA as franquias do Los Angeles Sparks, New York Liberty, Phoenix Mercury e San Antonio Stars (o antigo Utah Starzz). Foram extintos os times do Charlotte Sting, Miami Sol, Portland Fire, Cleveland Rockers, Orlando Miracle, Houston Comets e Sacramento Monarchs, que eram as versões femininas do  Charlotte Hornets, Miami Heat, Portland Trail Blazers, Cleveland Cavaliers, Orlando Magic, Houston Rockets e Sacramento Kings, respectivamente.

   Na WNBA, ao menos duas jogadoras brasileiras fizeram e vêm fazendo história: Janeth Arcain e Èrika Souza. Atualmnete retirada das quadras, Janeth, campeã mundial de 1994 e medalhista de prata na Olimpíada de 1996, pela seleção brasileira, foi uma das primeiras  atletas do Brasil a ter-se aventurado na WNBA. Lá, a ala paulista foi tetracampeã pelo Houston Comets em  1997, 1998, 1999 e 2000, os quatro primeiros campeonatos da história da liga. Janeth foi indicada para o Salão da Fama do basquete americano em 2016.

    O outro destaque verde-amarelo nas quadras da WNBA é a pivô carioca Érika de Souza, em sua décima temporada no campeonato americano feminino. Ela defende o Atlanta Dream, depois de curtas passagens por  Los Angeles Sparks e Connecticut Sun. Pelo time de Los Angeles, foi campeã da liga, em 2002, além de ter sido convocada para o All Star Game em três ocasiões e de ter sido indicada como MVP (Melhor Jogadora) da temporada em 2013.

 
 

Campeões da NBA

 

Times ………..Total …………...Anos*

 

Boston Celtics …............17……………………………….1957, 1959, 1960, 1961,1962, 1963, 1964, 1965,1966, 1968, 1969, 1974,1976, 1981, 1984, 1986,2008

Minneapolis/Los Angeles Lakers….......16…………………………1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1972, 1980, 1982, 1985, 1987, 1988, 2000, 2001, 2002, 2009, 2010

 Chicago Bulls…………………...6……………………………..1991, 1992, 1993, 1996, 1997, 1998

San Antonio Spurs……………..5……………………………1999, 2003, 2005, 2007, 2014

Philadelphia/San Francisco/Golden State Warriors………...4……………1947, 1956, 1975, 2015

Syracuse Nationals/Philadelphia 76ers………………...3…………... 1955, 1967, 1983

Detroit Pistons……………………………………….3…………...1989, 1990, 2004

Miami Heat…………………………………….3………………...2006, 2012, 2013

New York Knicks…………………………….2………………….1970, 1973

Houston Rockets…………………………….2………………….1994, 1995

Baltimore/Washington Bullets/Washington Wizards…………..1……………………….1978

Saint Louis/Atlanta Hawks……………………………………...1………………………..1958

Seattle Supersonics/Oklahoma City Thunder………………….1………………………..1979

Portland Trail Blazers…………………………………………...1………………………….1977

Dallas Mavericks……………………………………………...1…………………………..2011

Milwaukee Bucks……………………………………………..1…………………………...1971

Rochester/Cincinnati Royals/Kansas City/Sacramento…...………………………………..1………………………….1951

Baltimore Bullets…………………………………...1…………………………..1948

Cleveland Cavaliers………………………………...1…………………………..2016

 

*Anos em que as temporadas foram decididas, lembrando que estas se iniciam sempre no ano anterior.

 

Contra o racismo nos gramados

A luta do Vasco contra o racismo é o seu maior título fora dos gramados. Durante toda sua história, o Cruzmaltino é reconhecido pela igualdade no esporte em atos que ressaltam a importância do ser humano, independente de sua raça, credo ou gênero. Na tarde desta segunda-feira (10/10), mais um capítulo desta linda trajetória foi escrito no Complexo Esportivo de São Januário.

 Na Sala dos Grande Beneméritos, o presidente Eurico Miranda, ao lado do presidente do Conselho Deliberativo, Luis Manuel Fernandes, do diretor jurídico do clube, Maurício Corrêa da Veiga, e do Procurador do STJD Felipe Bevilacqua, divulgou o Relatório de Discriminação do Futebol no ano de 2015, realizado pelo Observatório da Discriminação Racial, representado no evento pelo diretor Marcelo Carvalho.

- Estamos abrindo espaço para esse relatório anual da Discriminação. Essse é um tema que tem muito a ver com o Vasco, o que esse clube representa. Quando fui questionado se podíarmos sediar, prontamente fiquei de acordo. Espero que sirva para demonstrarmos efetivamente o que ocorreu e o que ocorre no nosso país e de que forma podemos contribuir para que a gente acabe definitivamente com a essa coisa chamada discriminação racial. O Vasco tem uma tradição histórica e por isso reafirmo a nossa intenção de colaborar ao máximo com essa questão - afirma o presidente Eurico Miranda.

Foram identificados 41 casos de racismo no Brasil, sendo 37 no futebol e quatro em outros esportes no estudo realizado pelo Observatório da Discrminação Racial do Futebol, divulgado no evento, O diretor da ONG, Marcelo Carvalho, ressalta que muitas ocorrências não ganham mídia e as punições acabam não acontecendo.
- O caso de racismo é noticiado, gera repercussão, mas não encontramos informações das punições. Existe lei contra o racismo, mas não há ninguém preso. O problema existe, mas o que a gente faz com esse problema? Se não debater, lutar contra isso, vai continuar existindo. O pior a se fazer é o silêncio - ponderou Marcelo.
Atletas do futebol, basquete e atletismo do clube maracaram presença de debate, com destaque para o zagueiro Jomar e o atacante Thalles, além do armador Nezinho, que deu um depoimento forte sobre um caso de racismo que sofreu dentro das quadras.
- Estava disputando a semifinal do Campeonato Paulista pelo Ribeirão Preto, ainda estava estudando nessa época. Tentaram nos desequilibrar. Chamaram o Alex (Hoje no Bauru), de pedreiro, e eu, de macaquinho e negrinho de merda. Quando acabou o jogo, queria parar de jogar basquete. Fui pesquisar a história do Vasco e fiquei muito feliz em ver que o clube que defendo lutou pelos negros e operários em 1924 - ressalta Nezinho.
Jomar relata choro após ser discriminado e diz que aprendeu com a situação. Hoje, no Vasco, o zagueiro afirma que sempre foi bem tratado e nunca sofreu com nenhum problema dentro do clube.
- Já sofri racismo no meu ex-clube, quando fui substituído. Eram um branco e um negro. Me chamaram de macaco. Ali fiquei pensando: “Qual palavra vou dar para ele? Deus te abençoe”. Tomei meu banho tranquilo, e a primeira coisa que fiz foi abraçar a minha mãe, chorando. Não posso levar essa coisa adiante, tenho que procurar esquecer. Temos que dar um basta nisso. Aqui no Vasco sempre fui bem tratado - destaca o zagueiro.

Ao lado, a foto do time vascaíno em 1923, com atletas negros, pobres e semianalfabetos
Relatório: http://observatorioracialfutebol.com.br/Relatorios/2015/RELATORIO_DISCRIMINCACAO_RACIAL_2015.pdf
Fonte: http://observatorioracialfutebol.com.br/

 

 

*Uma cidade nas mãos de LeBron James

 

       Maior estrela do basquete mundial na atualidade,  LeBron James não poderia ter retornado a Cleveland se não fosse para conquistar uma taça pelo Cavaliers. Finalmente, em 2015/2016, repetindo o duelo final em sete jogos com o Golden State Warriors, o Cleveland Cavaliers obteve um feito histórico. Pela primeira vez um time fechou a série em 4 a 3, depois de ter estado perdendo por 3 a 1. Tudo isso sob a liderança de LeBron, tendo em Kyrie Irving um coadjuvante à altura. Assim, a equipe fez os cerca de 400 mil habitantes da região apagarem de vez uma série de apelidos pejorativos referentes a frequentes derrotas em finais. Foi o primeiro troféu da  cidade numa das grandes ligas americanas desde o título do Cleveland Browns na NFL (futebol americano), em 1964, antes da criação do Super Bowl, em 1967. Tantos haviam sido os insucessos de Cleveland, que ela chegou a ser apelidada pela ESPN de “a cidade mais torturada do mundo.”   Outro feito histórico de LeBron e cia. Foi o fato de que, desde 1978, o visitante não ganhava o jogo 7 da série final da liga americana. O último fora  o Washington Bullets, quando bateu o Seattle Supersonics por 105 a 99. Levando em conta apenas a sétima partida, já houve 19 confrontos, com 15 vitórias do time da casa.

    Esta foi a 14a vez em que dois times se enfrentaram em duas finais sucessivas. As sete partidas foram transmitidas para 215 países e territórios em 49 línguas por meio de TV, computadores, celulares e tablets.

  Em 2015/2016,  LeBron disputou sua sexta final consecutiva, sendo três pelo Miami Heat e outras três pelo Cleveland Cavaliers, tornando-se o primeiro jogador a ter alcançado tal marca nos últimos 50 anos.  Com isso, se integrou a uma lista que inclui Os outros nomes que conseguiram a façanha eram do Boston Celtics: Bill Russell (dez participações em finais), Tom Heinsohn (nove), Sam Jones (nove), K.C. Jones (oito), Frank Ramsey (oito), Bob Cousy (sete) e Satch Sanders (seis). Ao todo, nove atletas não-americanos tomaram parte na série decisiva: Matthew Dellavedova (Austrália), Kyrie Irving (Austrália), Sasha Kaun (Rússia), Timofey Mozgov (Rússia) e Tristan Thompson (Canadá), pelo Cleveland; e .Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão (ambos do Brasil), Andrew Bogut (Austrália), Festus Ezeli (Nigéria). Varejão, do Golden State, foi , por sua vez,  o primeiro jogador da história a ter defendido ambas as equipes finalistas numa mesma temporada.

    A temporada encerrada em 2016 também foi marcada pela despedida de outro astro, Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, a 14 de abril, quando o astro marcou 60 pontos no triunfo de seu time sobre o Utah Jazz por 101 a 96.

   Um ano antes, no campeonato de 2014/2015, já com LeBron James de volta ao Cleveland Cavaliers, por onde ele havia atuado entre 2003 e 2010, o camiseta 6 chegou à quinta final seguida de liga. Mas o time de LeBron e do brasileiro Anderson Varejão - que lesionado não atuou nas finais - não resistiu ao Golden State Warriors. Este contou com um melhor jogo coletivo e com o talento impressionante do ala-armador Stephen Curry e do armador Klay Thompson - os Splash Brothers, devido aos arremessos certeiros de três pontos -, sem esquecer o armador Andrei Iguodala, MVP das finais, e o ala Leandro Barbosa, que começava no banco e se tornou o segundo brasileiro a possuir um anel de campeão da liga. Na serie final, 4 a 2 para o Golden State Warriors. Foi a segunda taça do Golden State,  que deu à cidade de Oakland sua primeiro glória numa das quatro Grandes Ligas americanas, desde que o Oakland Athletics fora campeão de beisebol na World Series-1989.




*História da NBA: Dinastias e grandes astros



  A mídia esportiva americana costuma chamar de “dinasty” (dinastia) os grandes times que conquistam vários troféus e marcam época em quaisquer modalidades, como basquete, futebol americano, beisebol ou hóquei sobre o gelo, as mais importantes dos EUA. No caso da NBA, ao longo de sua história,  uma série de dinastias e um sem número de astros ajudaram a torná-la a liga americana mais conhecida fora dos EUA. Voltando numa espécie de túnel do tempo aos primeiros anos dessa trajetória, o primeiro campeão foi o Philadelphia Warriors em 1946/1947, ainda à época da Basketbal Association of America (BAA), precursora da NBA. Armador, Howie Dallmar era um especialista em assistências, mas foi também o autor da cesta da vitória por 83 a 80 sobre o Chicago Stags, fechando a melhor de sete em 4 a 1.

  Já no começo da década de 50, a primeira grande equipe da liga americana foi o Minneapolis Lakers, que mais tarde iria se transferir para Los Angeles, em 1960, tornando-se o atual Los Angeles Lakers. Liderado pelo pivô George Mikan, o Minneapolis foi a primeira dinastia da história da NBA, tendo ganho as temporadas de 1948/1949, 1949/50,  1951/1952,  1952/1953 e 1953/1954. Esses cinco troféus atualmente contam do histórico do Los Angeles, que tem 11 ao todo, Ainda em 1954, para forçar o arremesso e desencorajar um estilo extremamente defensivo, a liga adotou o relógio de 24 segundos, tempo de que um time dispõe para a posse de bola. Se o quinteto não consegue utilizar esse período, a bola passa para o adversário.

 No começo da década de 50,   o basquete da NBA era ainda muito diferente do que se conhece atualmente.  Verdade que os talentos já comecavam a aparecer, assim como os primeiros atletas negros em quadra -    Earl Loyd,  Chuck Cooper e Nathaniel "Sweetwater" Clifton. Mas no aspecto tecnico, o que se via era um intenso confronto físico, marcado or muitas faltas. Não havia ainda a plástica e ao mesmo tempo a excelente forma física que são constantes atualmente. Antes da adoção do relógio de 24 segundos, o time que conseguisse abrir vantagem fazia uma hoje impensável cera, trocando passes sem sequer tentar um ataque, fazendo os segundos passarem. Resultado: os fãs começavam a se cansar.

  Um dos astros daquele período piorneiro da liga foi o armador do Boston Celtics Bob Cousy. Cmo ele próprio comentava, o jogo parecia estagnado, e  a única forma pela qual um time   

podia tentar uma virada era fazendo faltas, e quanto mais rápido a falta fosse cometida, melhor, porque havia mais tempo para a reação. Da mesma forma, as  equipes que estavam na frente no placar também começaram a fazer faltas. Com isso, as partidas frequentemente iam se deteriorando para se tornar num desfile de lances livres de um lado para o outro.

   Cousy foi um dos símbolos de outra dinastia da liga , o Boston Celtics, recordista de troféus da NBA, com 17. Seu predomínio teve início nos anos 50 e se prolongou pela década seguinte. Fora da quadra, o comandante era o treinador Red Auerbach, ao passo que Cousy, apelidado de Houdini de Hardwood, em referência ao famoso ilusionista, por sua habilidade com a bola. O armador é até hoje o recordista de lances livres convertidos em um jogo de playoffs, com 30 em 32 cobrados, contra o extinto Syracuse Nationals em 1953 (Boston 111 a 105 na prorrogação). Somente em 1957, porém,   a equipe alviverde de Boston iria ganhar seu primeiro troféu, graças  também à chegada do rookie (novato), o pivô Bill Russell. Os títulos foram se seguindo. O primeiro foi na temporada de  1956/1957, contra o Saint Louis Hawks (atual Atlanta Hawks), tendo o próprio Cousy como MVP (Jogador Mais Valioso, o melhor atleta). O time tornou a ser campeão em 1958/1959, para iniciar uma série de oito conquistas seguidas, até 1965/1966, algo nunca mais repetido até hoje. Neste período, a maior estrela do time e da NBA era Russell, que tinha como maior rival o também pivô Wilt Chamberlain, que atuou pelo San Francisco Warriors (atual Golden State Warriors) e pelo Philadelphia 76ers.

   O título de 1962/1963 marcou a despedida de Cousy em um período em que os atletas de Boston eram considerados “velhos demais” para chegarem ao quinto troféu.   Ainda na década de 60,Bill  Russell comandou sua equipe em mais dois títulos, em 1967/1968 e 1968/1969. Ao todo, o Boston levantou 11 troféus em 13 possíveis, entre as temporadas de 1956/1957 e 1968/1969.  Em 1967/1968 e 1968/1969, Russell aturou como dublê de jogador e treinador.

Juntamente com mais seis atletas, ele pode se orgulhar de ter a triplice coroa do basquete graças aos titulos da NCAA (liga universitária) de 1955 e 1956 pela Universidade de San Francisco, varias vezes campeao da NBA e medalhista de ouro nas Olimpíadas de Melbourne, em 1956. Os demais triplice-coroados são: Clyde Lovellette, K.C.Jones, Jerry Lucas, Quinn Buckner, Michael Jordan e Magic Johnson.

  Em 1966/1967,  Wilt Chamberlain, por sua vez, ajudou o Philadelphia a erguer a taça, além de ter  estabelecido recordes de pontos por jogo, com 100 (vitória sobre o New York Knicks por 169 a 147, a 2 de março de 1962, na Pensilvania), e de rebotes, com 55 (contra o Boston a 24 de novembro de 1960). Em 118 oportunidades, ele marcou 50 pontos ou mais numa partida. Mais tarde, em 1972, foi campeão da liga pelo Los Angeles Lakers. Ao todo, fez 31.419 pontos em 1.045 jogos, numa media de 30,1 pontos por jogo, a segunda melhor atras de Michael Jordan. Primeiro jogador de basquete a ser visto como uma celebridade nacional nos EUA, Chamberlain detém até hoje 71 recordes na liga.

  Na temporada de 1969/1970,  passado o longo predomínio do Boston, o New York Knicks se tornou campeão pela primeira vez, superando o Los Angeles Lakers, que até então não havia sido vitorioso desde sua mudança de Minneapolis para a Costa Oeste no começo de 1960.     Isso só iria acontecer em 1972, quando o time de Los Angeles, liderado por Chamberlain, foi à forra diante do New York e conquistou o campeonato. Na temporada de 1972/1973, noutro duelo entre as equipes das duas cidades mais populosas do país, o New York Knicks foi campeão novamente - e pela última vez até agora -, sobre o Los Angeles.

  Depois de o Boston ter dominado amplamente os anos 60, a década de 70 foi mais dividida em termos de campeões, sem que se pudesse falar numa dinastia. O Boston tornou a festejar em 1973/1974 e 1975/1976. Em 1974, o time de Boston teve de se superar diante do Milwaukee Bucks do pivô Kareem Abdul-Jabbar, MVP da temporada. Em 1976, no que é considerado o jogo mais dramático da história da liga - quinto da melhor de sete da final - o Boston bateu o Phoenix Suns por 128 a 126, apenas na terceira prorrogação. Dias depois, fechou a serie por 4 a 2. Já o Los Angeles foi  campeão em 1979/1980, apresentando como seu MVP alguém que entraria também para a história do esporte mundial: o armador Magic Johnson.

  Juntamente com o ala Larry Bird, novato do Boston, Magic se colocaria como um dos mais importantes nomes da liga na década de 80, que representou uma fase de imensa popularização da NBA dentro e fora dos EUA. Para esse processo de popularização, muito colaboraram algumas mudancas da própria entidade, que passou a  contar com mais franquias em meados dos anos 70 e que adotou em seu regulamento, em 1979, o arremesso de três pontos: iniciativa da concorrente American Basketball Association, a ABA (criada em 1967 e absorvida pela NBA em 1976). Nos anos 80,   Boston e Los Angeles passaram a comandar as ações em quadra, tendo conquistado, juntos, sete troféus Larry O’ Brien (nome adotado em 1977 para a taça ofertada ao campeão). O Boston foi vitorioso em 1980/1981, 1983/1984 e 1985/1986, ao passo que o Los Angeles Lakers pôde celebrar suas conquistas em 1981/1982,  1984/1985, 1986/1987 e 1987/1988.

Já no final dos anos 80, o Detroit Pistons do ala-armador Isiah Thomas foi bi em 1988/1989 e 1989/1990.

 Foi nessa época de vários grandes times e de diversas estrelas que a TV brasileira começou a transmitir as partidas do campeonato da liga americana. Muito voltada para o esporte, a Rede Bandeirantes, por meio do locutor Luciano do Valle, morto em abril de 2014, e do comentarista Álvaro José. Aos poucos, os desportistas brasileiros comecaram a se acostumar com os nomes das grandes equipes, de seus ginåsios, e em especial, dos craques das quadras.   Era um desfile de astros, como Kareem Abdul-Jabbar, Rick Barry, Dave Cowens, Julius Erving, Elvin Hayes, Walt Frazier, Moses Malone, Artis Gilmore, George Gervin, Dan Issel e Pete Maravich. Alguns eram remanescentes dos anos 70, outros vinham aparecendo na década de 80 e estariam destinados a prosseguir por alguns anos.  

  Pelo Boston, por exemplo, Larry Bird  foi decisivo na conquista da temporada de 1980/1981, ao levar seu time aos 4 a 2 na melhor de sete decisiva contra o Houston Rockets. Na temporada seguinte, o tecnico Pat Riley e Magic Johnson levaram  o Los Angeles Lakers a mais uma conquista em 1981/1982. Finalmente, em 1983/1984, os astros Bird e Magic se enfrentaram pela primeira vez numa série decisiva. Fora de casa, o Los Angeles fez 2 a 0, e como os dois próximos confrontos seriam em sua casa, sua torcida esperava uma varrida, isto é, 4 a 0. Entretanto, o time de Bird reagiu, ganhou dois jogos fora de casa, ambos na prorrogação, e se manteve na disputa, que chegou aos sete jogos: 4 a 3 para o Boston. Também naquele mesmo 1984, David Stern substituiu Larry O’Brien como comissioner (presidente) da liga, dando inicio a um projeto de globalização da NBA, algo concreto em nossa época.  Outro fato relevante no mesmo campeonato foi a chegada à liga de um jovem chamado Michael Jordan, ala-armador que faria história nesse esporte como ninguém mais até os nossos dias.

   Ainda nos anos 80, a década da virada da liga, de um alcance nacional para o mundial, o campeonato de 1984/1985 foi marcado pela presença decisiva como MVP (Melhor Jogador) das finais por parte do experiente pivô do Los Angeles Kareem Abdul-Jabbar, então com 38 anos. Com ele e Magic, a equipe da California chegou ao titulo com 4 a 2 sobre o Boston nas finais. O Boston foi campeão em 1985/1986, mas diante do Houston Rockets, e o Los Angeles, sob a liderança de Magic Johnson, em 1986/1987 e 1987/1988,  sobre o Boston e o Detroit Pistons, respectivamente. As duas ultimas taças da década foram para Detroit. A equipe do técnico Chuck Daly, de Isiah Thomas e do armador Joe Dumars foi superior ao Los Angeles Lakers e ao Portland Trail Blazers nas decisoes de 1988/1989 e 1989/1990, respectivamente.

    A consagraçao maior daquela geração dos anos 80 e 90 chegaria em 1992, com a criação do Dream Team (Time dos Sonhos), a seleção dos Estados Unidos campeã olimpica em Barcelona, tido quase unanimemente como o melhor quinteto e a melhor coleção de talentos para o  basquete da história.  Magic Johnson, Michael Jordan, Charles Barkley, Karl Malone e Patrick Ewing geralmente começavam jogando.  Larry Bird, David Robinson, John Stockton, Scottie Pippen, Clyde Drexler, Chris Mullin e Christian Laettner completavam a relação dos 12 invencíveis, que ganharam o ouro ao arrasar a Croácia por 117 a 85 na decisão. No banco, Daly era o treinador.

  De acordo com o jornalista Jack McCallum, autor de livros sobre basquete, um deles a respeito do Dream Team, eles foram os Beatles do basquete. Assim como o conjunto inglês mudaria não apenas a música, mas o próprio comportamento da juventude, o Dream Team tornou a NBA uma liga global. Mas não apenas por causa do bi olimpico (em 1996, com uma equipe mais jovem),  a  década de 90   acabou se tornando a mais glamourosa da história da liga, mais até que os anos 80. Se o futebol conhecera seu Rei, Pelé, a partir do primeiro dos cinco títulos mundiais da seleção brasileira em 1958, quando o craque contava apenas 17 anos, o basquete americano e mundial  passaram a reverenciar a majestade das quadras a partir da virada de 1990 para 1991: Michael Jordan, principal artifice dos dois “threepeats” (tricampeonatos) do Chicago Bulls, de 1990/1991 a 1992/1993; e de 1995/1996 a 1997/1998.

    Do primeiro tri, além de Jordan, faziam parte, entre outros, Scottie Pippen, Horace Grant e John Paxson, autor dos três pontos decisivos nos 99 a 98 sobre o Phoenix Suns de Charles Barkley, e  em Phoenix, em 1997/1998. Fora de quadra, o comandante era o técnico Phil Jackson.  O tri do Chicago foi historicamente importante, porque anteriormente só dois times haviam ganho três campeonatos em sequência: o antigo Minneapolis Lakers, entre 1951/1952 e 1953/1954, e o Boston Celtics, que ultrapassou a marca, entre 1958/1959 e 1965/1966.

  Ainda naquela década, Hakeem Olajuwon, um pivô de 2,13m, liderou o Houston Rockets rumo ao bicampeonato em 1993/1994  e 1994/1995, neste contando com um importante apoio do ala-armador Clyde Drexler. O time de Houston não chegou a se tornar uma dinastia, porque depois de duas temporadas sem chegar à final, o Chicago Bulls retomou seu domínio nas quadras. Novamente liderado por Jordan, foi campeão em 1995/1996, diante do Seattle Supersonics, fechando uma campanha recorde de 72 vitorias e 10 derrotas, a melhor de todos os tempos. Depois em 1996/1997 e 1997/1998, se impôs numa luta particular com o Utah Jazz de Karl Malone, o Carteiro, e John Stockton.  Nos três titulos, o Chicago superou o ouro finalista por 4 a 2. Phil Jackson continuava a ser o técnico, e além de Jordan e Pippen, Dennis Rodman era o outro destaque do  time, que não mais foi campeão desde então.

    Quase no fim dos anos 90, outra equipe passaria a integrar a galeria dos campeões da liga: o San Antonio Spurs, do Texas, tendo Tim Duncan como MVP das finais de 1998/1999. Na virada da década e do século, em 1999/2000, o Los Angeles Lakers, que não erguia um troféu desde o bicampeonato em 1986/1987 e 1987/1988, contratou o treinador Phil Jackson - que fizera história no Chicago - e montou uma equipe cuja estrela era o pivó Shaquille O’Neal, mas tinha como promessa Kobe Bryant.    Em 2000/2001, com Shaquille como MVP (Melhor Jogador) das finais, o Los Angeles Lakers precisou de cinco partidas para se impor ao Philadelphia 76ers, fechando a série em 4 a 1. A temporada de 2001/2002 foi a consagracão  da última franquia tricampeã  da NBA até o momento. O time azul e roxo “varreu” - isto é, derrotou por 4 a 0 - o outro finalista, o New Jersey Nets. Novamente, Shaquille foi o MVP, no terceiro título seguido. Nessa mesma temporada, Michael Jordan voltou às quadras pelo Washington Wizards, porém sem ser a sombra do que fora antes.

   Após a campanha vitoriosa do time californiano, nunca mais houve um tricampeão na NBA, embora entre 2002/2003 e 2009/ 2010, o alvinegro San Antonio Spurs, do Texas, tenha ganho três troféus alternados, em 2002/2003, 2004/2005 e 2006/2007.   Não deixou de ser uma dinastia, com Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili e David Robinson, ressaltando que Duncan é das Ilhas Virgens Americanas, Parker é francês, e Ginobili, argentino. Juntos, Robinson e Duncan eram conhecidos como “Twin Towers”, isto é, “Torres Gêmeas”. Nas temporadas em que o San Antonio não foi venccedor, o Detroit Pistons de Chauncey Billups foi campeão de 2003/2004, e o Miami Heat festejou seu primeiro troféu Larry O’Brien em 2005/2006, sob a liderança de

Dwyane Wade.

  Na segunda metade da década, o Boston Celtics assegurou em 2007/2008 seu titulo mais recente, após ter duelado com o Los Angeles Lakers do astro Kobe Bryant. Paul Pierce, porém, foi eleito o MVP da série decisiva em que o Boston superou o rival por 4 a 2. Liderado por Kobe, então a maior estrela da NBA,  Los Angeles chegou ao bicampeonato em 2008/2009 e 2009/2010, ganhando respectivamente de Orlando Magic e Boston Celtics. Na temporada de 2010/2011, houve grande expectativa em torno da transferência de LeBron James do Cleveland Cavaliers para o Miami Heat, onde ele se juntou a Wade e a Chris Bosh. Apesar de dividir com Kobe o estrelato da liga, LeBron nunca havia sido campeão. Não seria dessa vez, porém. O alemão Dirk Nowitzki, do Dallas Mavericks, foi o MVP das finais, e o troféu foi para a equipe do Texas.  

   O que fora frustração na temporada anterior se transformou em sonho realizado para LeBron, Wade e Bosh. O Miami Heat foi bi em 2011/2012 e 2012/2013, superando respectivamente o Oklahoma City Thunder e o San Antonio Spurs. Foram as duas primeiras conquistas de LeBron. MVP de ambas as finais, ele calou os críticos que previam que ele passaria toda sua carreira na liga sem ser campeão sequer uma vez.   No campeonato seguinte, quando Miami chegava à final pela quarta vez seguida e brigava pelo tri, teve pela frente o tradicional San Antonio Spurs de Duncan, Ginobili e Parker, além de Tiago Splitter,  que se tornaria o primeiro brasileiro a ser  campeão da NBA. Na fase final, 4 a 1 para o San Antonio.

    



*Surgimento da NBA




    A sigla NBA significa National Basketball Association (Associação Nacional de Basquete), e diz respeito a uma das quatro Grandes Ligas do esporte americano. As demais são a NFL (National Football League), de futebol americano; NHL (National Hockey League), de hóquei sobre o gelo; e MLB (Major League Baseball), de beisebol.  Embora não sejam ranqueadas como uma das grandes, também são consideradas importantes na América do Norte a MLS (Major League Soccer), de futebol (nos EUA chamado de soccer); e a CFL (Canadian Football League), a liga canadense de futebol americano.

     NBA, NFL, NHL, MLB são as ligas mais ricas do planeta em seu respectivo esporte, No caso do futebol, aquela que movimenta mais dinheiro é a Premier League inglesa. Enquanto  futebol americano, hóquei e beisebol têm tido ligas profissionais organizadas há mais de um século, ainda que não com as denominações atuais, o basquete - criado pelo pastor e professor canadense James Naismith em 1891 - passou a contar com sua primeira liga profissional na década de  20: American Basketball League, a ABL, de 1925. O embrião da NBA só viria a surgir a 6 de junho de 1946, sob o nome de Basketball Association of America (BAA). Curiosamente, a iniciativa dessa fundação coube não a times desse esporte, mas do hóquei no gelo sediados no Nordeste e Meio-Oeste dos EUA e no Canadá.  Assim, a 1 de novembro de 1946, em Toronto, o Toronto Huskies recebeu o New York Knickerbockers (atual Knicks), vitorioso por 68 a 66, no Maple Leafs Garden.  Em 1947, o primeiro campeão da BAA, atual NBA, foi o Philadelphia Warriors, que depois se mudou para San Francisco, em 1962, e desde 1971, se chama Golden State Warriors, campeão da liga em 2014/2015.

    Embora não fosse a primeira liga profissional dos EUA, a BAA foi a primeira a buscar promover partidas em arenas maiores de cidades mais importantes. Tecnicamente, a qualidade desses jogos não chegava a ser mais elevada que a dos confrontos entre equipes da ABL. Tanto assim que o extinto Baltimore Bullets, finalista da ABL em 1948, foi campeão da BAA naquele mesmo ano; e o Minneapolis Lakers (atual Los Angeles Lakers), campeão da ABL em 1949, ganhou também o troféu da BAA naquela mesma temporada. Em paralelo, a partir de 1937, passara a existir, por iniciativa das empresas General Electric, Firestone and Goodyear, a National Basketball League, a NBL.

    Provavelmente por uma mentalidade mais moderna e por ter demonstrado maiores perspectivas que a NBL, antes do campeonato de 1948/1949, a  BAA começou a absorver times dessa outra liga,   como os de Fort Wayne, Indianapolis, Minneapolis e Rochester. Com isso, tornou-se também a preferida pelos universitários desejosos de se tornarem profissionais. Ao fim da temporada 1948/1949,  a BAA terminou por absorver os times que restavam na NBL: Syracuse, Anderson, Tri-Cities, Sheboygan, Denver e Waterloo. Com isso, a 3 de agosto de 1949, como resultado da fusão entre BAA e NBL, era fundada a atual NBA, com 17 franquias. O começo foi dificil. Tanto que em meados da década de 50, a entidade passou a contar com apenas oito times, todos até hoje ligados `a NBA: New York Knicks, Boston Celtics, Philadelphia (hoje Golden State) Warriors, Minneapolis (atual Los Angeles) Lakers, Rochester Royals (atual Sacramento Kings), Fort Wayne (atual Detroit Pistons), Atlanta Hawks e Syracuse Nationals, hoje Philadelphia 76ers).

     Unica entidade promotora de campeonatos profissionais de basquete na América do Norte

desde 1949, a NBA voltou a enfrentar uma concorrente nos anos 60, quando da criação da American Basketball Association, a ABA. Bem sucedida no inicio, esta durou até 1976. Entretanto, `a medida em que os times da NBA conseguiram contratar os destaques da ABA, a liga rival foi decaindo até que em 1976 reunia apenas cinco equipes:  Denver Nuggets, Indiana Pacers, New York Nets, San Antonio Spurs e Spirit of Saint Louis. Os quatro primeiros se uniram `a NBA e continuam em atividade, ao contrário do de Saint Louis. Atualmente, sediada em Nova York, a NBA (www.nba.com) reune 30 franquias ou times, sendo 29 nos EUA e uma no Canadá. Desde a temporada de 2004/2005, as equioes estão divididas em duas conferências - Leste e Oeste - cada qual com 15. Cada conferência, por sua vez, tem três divisões, cada qual com cinco times. Se for levada em conta a localização dessas franquias pelo mapa da América do Norte, 13 estão no Leste; nove na região Central dos EUA; três nas regiões montanhosas e cinco do lado Oeste.

    Curiosamente, se hoje a imensa maioria dos atletas americanos de basquete é de negros, o racismo -  muito forte na sociedade americana antes das campanhas pelos direitos civis nos anos 50 e 60 - impedia que as ligas dessa modalidade fossem racialmente mistas. O primeiro não-branco a atuar na NBA foi o nipo-americano  Wataru Misaka, em 1947/1948, pelo New York Knicks. Em relação aos afro-descendetes, Harold Hunter chegou a assinar com o extinto Washinton Capitols em 1950, mas foi cortado do grupo no período de treinos. No mesmo 1950, porém, atuaram os afro-americanos Earl Loyd, do Washington,  Chuck Cooper, do  Boston Celtics, Nathaniel "Sweetwater" Clifton, do New York Knicks.

   Num processo cultural e politico semelhante ao que se deu no futebol brasileiro, os atletas negros do basquete americano tiveram de enfrentar não apenas seus rivais dentro de quadra, com também tiveram de superar toda a deslealdade do preconceito. Basta olhar as fotos das equipes vencedoras das primeiras temporadas da liga, a partir de 1947, para perceber que os primeiros campeões negros vestiram a camiseta do extinto Syracuse Nationals, em 1954/1955: Earl Lloyd e Jim Tucker.

  De acordo com Jason Lewis, do “Los Angeles Sentinel”, o pioneiro Lloyd foi o primeiro negro na quadra da NBA, atuando pelo extinto Washington  Capitols. Estreou a 31 de outubro de 1950, contra o Rochester Royals, na partida de abertura da temporada. Natural de Alexandria, no estado da Virginia, no sul dos EUA, Lloyd contava que antes de jogar pelo Washington, ele jamais havia se sentado próximo ou sequer conversado com uma pessoa branca.

  Ainda em 1950, havia em quadra dois outros negros: Chuck Cooper, do  Boston Celtics, e Nat “Sweetwater” Clifton, o primeiro negro a ter assinado contrato com um time da liga, o New  New York Knicks.

  Anos mais tarde, quando o Boston se sagrou campeão pela primeira vez, em 1957, contava com apenas um afro-americano: Bill Russell. Quase dez anos depois, em 1966, a equipe verde e branca já contava com sete atletas negros. Por volta dos anos 70, todos os times da liga contavam com mais negros que brancos, ao passo que em 2000, o campeão Los Angeles Lakers, com 15 jogadores,  contava com apenas um atleta branco: Travis Knight. Atualmente, de acordo com dados da própria NBA, 80% dos jogadores da liga são negros.

 

Projeto NBA: continuação

Este é o começo de um novo projeto, o de um livro ou e-book sobre a presença brasileira na NBA. Estou em busca de editora que não cobre do autor para publicar sua obra. Aproveitem para ler:

Apresentação

 

 Entre as ligas desportivas americanas, nenhuma se tornou mais conhecida e apreciada no Brasil do que a NBA. Desde as primeiras e raras transmissões dos anos 80 até o momento atua, em que o nosso país é considerado pela alta cúpula dessa liga como um dos mercados mais importantes, se passaram quase 40 anos. Ao longo desse período,  atletas de grande talento, partidas equilibradas, grandes jogos decisivos, alguns confrontos envolvendo times brasileiros, partidas de pré-temporada no Rio,  e a marca da diversão bem organizada fizeram com que a NBA se tornasse um dos campeonatos preferidos do público brasileiro, e num esporte diferente do futebol.

  Cientes disso, e do fato de que nas primeiras Olimpíadas do Rio e da América do Sul vieram à cidade olímpica as seleções masculinas e femininas de várias partes do mundo, com 80% ou 90% de atletas da NBA e de sua versão para mulheres, a WNBA, produzimos esta obra. O objetivo deste livro é o de não apenas relatar a história da liga americana e de falar de seus grandes nomes e grandes equipes formadas a partir da década de 40, mas o de mostrar o quanto o Brasil está cada vez mais inserido neste universo da bola laranja, com o recorde de 9 atletas na temporada 2015/2016. Ainda mais importante é o fato de que entre esses nove brasileiros,  dois já podem se orgulhar de usar os valiosos anéis dados aos campeões da liga: Tiago Splitter, em 2014 pelo San Antonio Spurs, e Leandrinho Barbosa, na temporada de  2015 pelo Golden State Warriors.

  Visto como um mercado importante pela NBA, não apenas pelo nível de seus atletas, mas também pelo alto consumo de produtos da liga por parte do público verde-amarelo, o Brasil está sendo beneficiado por um convênio da entidade americana com o Novo Basquete Brasil, a liga nacional dessa modalidade.

  A expectativa é de que com tal cooperação, este esporte cresça no país, em especial no que diz respeito a profissionalismo, administração, criatividade e marketing. Um pouco de tudo isso estará em discussão nesta obra, programada para vir a público antes da abertura da temporada de 2016/2017 da NBA.

 

*O que vem por aí:  2016/2017



    O Planeta Basquete vai girar mais e mais acelerado, e vários corações vão saltar em meio à expectativa, a partir de uma terça-feira, 25 de outubro, quando serão disputados os primeiros jogos da aguardada temporada 2016/2017 da NBA, a de número 71 da história da liga, desde o primeiro campeonato, em 1946/1947.  

    Atual campeão da mais importante liga de basquete do mundo, o Cleveland Cavaliers  

Vai começar a luta pelo bi recebendo em casa o New York Knicks. Os demais encontros previstos para o mesmo 25 de outubro serão entre o vice-campeão de 2015/2016 e campeão de 2014/2015, o Golden State Warriors, e o tradicional San Antonio Spurs; e entre o  Portland Trail Blazers e o Utah Jazz. No dia seguinte, o Orlando Magic fará o clássico da Flórida com o Miami Heat, e o Indiana Pacers vai ser o time da casa contra o Dallas Mavericks.  O Boston Celtics recebe o Brooklyn Nets, e o Toronto Raptors vai pegar o Detroit Pistons. As outras partidas serão: Milwaukee Bucks x Charlotte Hornets; Memphis Grizzlies x Minnesota Timberwolves; New Orleans Pelicans x Denver Nuggets; Philadelphia 76ers x  Oklahoma City Thunder; Phoenix Suns x Sacramento Kings; e Los Angeles Lakers x Houston Rockets. A rodada vai se encerrar na quinta-feira, dia 27, com Atlanta Hawks x Washington Wizards; Chicago Bulls x Boston Celtics; Sacramento Kings x San Antonio Spurs; e Portland Trail Blazers x Los Angeles Clippers.

    Após uma polêmica envolvendo questões como a falta de respeito à diversidade sexual, a NBA resolveu retirar da cidade de Charlotte o All-Star Game (Jogo das Estrelas), que terá lugar no Smoothie King Center, em New Orleans, no estado da Louisiana, a 19 de fevereiro do ano que vem. Já foi anunciado que a série decisiva de melhor-de-sete entre os vencedores das Conferências Leste e Oeste vai começar a 15 de abril de 2017.

 Já a tradicional rodada de Natal, a 25 de dezembro,  terá a reedição da última final (assim como em 2015), entre Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors. Além disso, haverá o clássico do Leste entre New York Knicks e Boston Celtics, além de Chicago Bulls x San Antonio Spurs; Oklahoma City Thunder x Minnesota Timberwolves e o clássico entre Los Angeles Lakers e Los Angeles Clippers.

 

  Em meio `a crescente politica de expansão da marca e de conquista de novos mercados, a liga vai novamente promover partidas da temporada regular fora dos EUA: Phoenix Suns x Dallas Mavericks e Phoenix Suns x San Antonio Spurs, na Mexico City Arena, nos dias 12 e 14 de janeiro. Serão os dois primeiros confrontos válidos pela temporada regular naquele país. Em Londres, a 12 de janeiro, irão duelar, na O2 Arena,  Denver Nuggets e Indiana Pacers

  Dentro de quadra, o público não terá mais o talento de Tim Duncan, que obteve cinco títulos pelo San Antonio Spurs ao longo de 19 anos de carreira; nem o de Amar’e Stoudemire, que encerrou 14 temporadas vestindo a camiseta do New York Knicks. No fim de setembro, quem anunciou sua despedida, aos 40 anos, 21 deles dedicados à NBA, foi Kevin Garnett, que chegou a um acordo de liberação com o Minnesota Timberwolves.

     No que diz respeito `a sua organização e divisão de forças, a liga americana tem 30 franquias ou times, distribuídos por duas Conferências, cada qual com três divisões regionais.

Da Conferência Leste, fazem parte 15 equipes das divisões Atlântico, Central e Sudeste. Do lado Oeste, há outros 15 times, nas divisões Pacífico, Sudoeste e Noroeste. Pelo regulamento, ao longo da extensa temporada regular, todos os times joga duas vezes contra as equipes da outra Conferência, e além disso, fazem três ou quatro confrontos com os de sua prôpria  conferência. Depois dos 82 jogos de cada equipe, os oito  melhores de cada Conferência avançam aos playoffs, os confrontos de mata-mata, em melhor de sete jogos. Nessas séries as partidas são sempre dentro das Conferências, de acordo com a  classificação de cada franquia: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º. Equipes das conferências opostas só se encontram na final, quando o campeão do Leste duela com o do Oeste, na grande final da NBA, também em melhor de sete.

    Em 2013, após a manutenção do mesmo sistema por quase 30 anos, a liga norte-americana decidiu alterar a sequência de disputa da série final, em assembléia da qual tomaram parte os donos das 30 franquias. Antes disputada no formato "2-3-2", a decisão passou a ocorrer no "2-2-1-1-1", utilizado ao longo dos playoffs.

    Com tal alteração, o time de melhor campanha na temporada regular passou a atuar em duas partidas em casa, outras duas fora, e a partir daí, os confrontos passaram a ser  alternados até que seja definido o campeão na melhor de sete. O jogo sete, se necessário, terá lugar sempre na casa daquele com melhor campanha

      A  NBA, como liga  americana,  tem suas regras próprias, muitas delas diferentes daquelas da Federação Internacional de Basquete, a Fiba, que rege esse esporte no resto do mundo. Cada vez que a seleção dos Estados Unidos vai competir em Campeonatos Mundiais ou em Olimpíadas, é necessário jogar de acordo com as regras da Fiba.

Projeto NBA

A NBA (National Basketball Association), por meio de seu escritório brasileiro, e a Cisco apresentaram a ‘NBA House’ em coletiva de imprensa realizada na terça-feira, dia 17 de maio, no auditório do Museu do Amanhã. A ‘NBA House’ é um espaço temático da liga que vai funcionar entre os dias 12 e 21 de agosto no Armazém da Utopia, no Boulevard Olímpico (Armazém 6 – Avenida Rodrigues Alves, no Cais do Porto).

Estiveram presentes ao evento os senhores Arnon de Mello Neto, Diretor-Executivo da NBA no Brasil, e Rodrigo Uchoa, Diretor de Novos Projetos da Cisco, patrocinadora-apresentadora da ‘NBA House’, além de Nenê Hilário (Washington Wizards) e Raul Neto (Utah Jazz), atletas da Seleção Brasileira (foto ao lado).

A ‘NBA House’ será a ‘casa do basquete’ no Rio de Janeiro, um ponto de encontro para os fãs do esporte de todas as idades. No espaço de cerca de 3.000 m² (capacidade para até 1.500 pessoas simultaneamente), são esperados mais de 50 mil visitantes, que vão encontrar dançarinas, mascotes, atletas e ‘Lendas’ da NBA, além de ver de perto o Troféu Larry O’Brien (taça entregue aos campeões) e conhecer a Loja NBA, com mais de 100 itens oficiais, entre eles uma linha exclusiva ‘NBA House’.

No espaço, os visitantes terão contato com o que há de mais moderno em termos de tecnologia. Além da exibição de conteúdos exclusivos da NBA em diversas telas, estão previstas também telepresenças (videoconferências com atletas), interação em plataformas digitais, clínicas de basquete, sessões de autógrafos, disputas de videogame e muita música. Todo esse entretenimento ficará concentrado numa imensa área interativa onde o público vai participar também de brincadeiras e desafios, concorrendo a prêmios e brindes exclusivos da liga.


Esta será a quinta edição da ‘NBA House’, que já passou por Nova York/EUA (2015), Brooklyn/EUA (2015), Madri/Espanha (2014) e Londres/Inglaterra (2012). A ‘NBA House’ na ‘Cidade Maravilhosa’ vai funcionar diariamente das 10h às 20h com entrada gratuita (programação sujeita à alterações).

 

Fonte: http://mpcrio.com/newmpc/nbahouse/

NBA in Rio

Especialmente num ano de Olimpíadas, como este, e na nossa casa, vale a pena ficar bem informado sobre a ginástica, um dos esportes mais importantes do programa olímpico. Para isso, é bom seguir o blog de Andrea João: http://andreajoao.blogspot.com.br/

Atleta, treinadora, presidente da Federação de Ginástica do 
Estado do Rio de Janeiro e estudiosa dessa modalidade, com mestrado e doutorado, e comentarista do Sportv, Andrea é acima de tudo uma apaixonada por tudo que diga respeito a seu esporte favorito. Boa sorte! 

Sabe tudo

 

 

Mell Santa Brígida, 32 anos foi a oradora da turma de 80 alunos, na formatura do curso de gastronomia, realizada ontem em Bonsucesso, Zona Norte do Rio.

 
No discurso, deixou claro a alegria por vencer mais um desafio e deixar para trás não apenas os três meses de aulas, mas também o preconceito.
 
Mell é mulher trans e participa, desde 2013, do projeto Além Do Arco-Íris, criado pelo AfroReggae para garantir direitos e a cidadania ao público LGBT.
 
O curso foi ministrado no Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam) pela Gastromotiva, organização sem fins lucrativos, criada em 2006, pelo chef David Hertz, para promover transformações sociais através da gastronomia.
 
Ela, que já produzia o lanche que é consumido todas as terças, durante as reuniões do Além do Arco-Íris está prestes a ter um emprego de carteira assinada em um restaurante espanhol.
 
http://www.afroreggae.org

Bela iniciativa do Afroreggae

 



Nesta  sexta-feira, 13 de maio, é comemorado mais um aniversário do Meier. A data diz respeito à inauguração de sua estação ferroviária, em 1899. Cortado em dois pela via férrea, o bairro abriga pontos históricos, como a Basílica Imaculado Coração de Maria, a Paróquia Episcopal Anglicana da Santíssima Trindade, os quartéis da PM e do Corpo de Bombeiros, o Forum, o charmoso Coreto do Jardim do Meier e o Leão Etíope da Rua Dias da Cruz. O bairro conta com o clube Mackenize, e um dos primeiros centros culturais da cidade, o Imperator, inaugurado na década de 50 e que hoje tem o nome de João Nogueira, em homenagem ao antigo sambista que morava na região. 

É dele a música chamada Samba do Meyer (https://www.vagalume.com.br/joao-nogueira/samba-do-meyer.html).
 
Em um trecho do samba, João Nogueira canta: "O Meyer tem um jardim pra gente amar/
É la que eu vou construir meu lar/
Meyer sempre foi o maiora/
É o capital dos subúrbios da central." 
 
Uma frase bem humorada que corre entre os moradores 
do bairro procura mostrar que todos que lá residem são espertos e sabem se virar, fazendo um trocadilho com a terminação EIER do nome Meier:
"Quem é do Meier não bobeier, 
não tem gonorréier (de gonorreia, doença venérea), não pega mocréier (de mocreia, mulher feia), só anda com seréier (sereia, mulher bonita) e vai pra praia de quatro-cinco-méier (de 456, uma linha de ônibus que liga o nairro à Zona Sul).
 
 
 
 
 
 
Pouca gente sabe, mas foi nesse subúrbio da Zona Norte carioca que foi edificado, nos anos 50, o primeiro centro comercial do país, o Shopping do Meier, existente até hoje, na Rua Dias da Cruz.
 
A história do bairro remonta ao século 19. Naquela época, as terras onde hoje se situa o Meier abrigavam a extensa Quinta dos Duques, de José Paulo da Mata Duque Estrada e Dulce de Castro Azambuja. A filha do casal, Jerônima Duque Estrada, casou-se com o guarda-roupas do Paço, o Comendador Miguel João Meyer, descendente de alemães. O primogênito dos nove filhos, Augusto Duque Estrada Meyer, se destacou como acompanhante do Imperador Dom Pedro II, recebendo o título de Camarista e extensas terras abrangendo desde a Estrada Grande (atual Dias da Cruz) até a Serra dos Pretos Forros. O Camarista Meyer abriu várias ruas em suas propriedades, dando a elas nomes de seus familiares, como Carolina Meyer, Frederico Meyer e Joaquim Meyer. Formava-se o atual bairro do Méier, versão aportuguesada do sobrenome.

Vasco hexa invicto

O Vasco conquistou no último domingo, no Maracanã, seu sexto trofeu estadual invicto, depois dos de 1924, 1945, 47, 49 e 92. De seus 24 titulos, seis foram sem derrotas, isto é, 25%. O time é o recordista de estaduais invictos, com seis. Entretanto  - algo que não vi ninguém comentar ainda -, foi o primeiro estadual invicto do clube no Maracanã (inaugurado em 1950), já que o de 1992 foi em São Januário.

 

Naquela epoca, o Maracanã estava interditado porque no primeiro semestre, na final do Brasileiro, entre Fla e Botafogo, parte da grade protetora da arquibancada ruiu, torcedores caíram, e o estádio teve de ser fechado. Com isso, a maior parte dos clássicos foi em São Januário.  

 

O último bi do clube havia sido o de 1992/1993, que abriu caminho para o tri em 1994.

E mais: o único bicampeonato carioca invicto dos vascaínos tinha sido o de 1924. Mas, como havia cisão no futebol do Rio - o Vasco tinha sido campeão em 1923, com atletas negros e oriundos das classes mais baixas, não aceitos nos demais clubes - não enfrentou Fla, Flu e Botafogo, que estavam na outra liga. Em 1924, os vascaínos foram bicampeões na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, a LMDT, e o Fluminense  na Associação Metropolitana de Esportes Atléticos, a Amea.

 

Principais troféus do Vasco

Libertadores da América: 1998

Sul-Americano de Clubes: 1948

Mercosul: 2000

Campeonatos Brasileiros: 1974, 1989, 1997 e 2000

Copa do Brasil: 2011

Brasileiro da Série B: 2009

Torneio Rio-São Paulo: 1958, 1966 e 1999

Estaduais: 1923, 1924, 1929, 1934, 1936 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998, 2003,  2015 e 2016

 

Seis vezes invicto

Vasco e Botafogo fazem neste domingo, no Maracanã, a segunda e última partida da final do Campeonato Estadual de 2016, repetindo a final de 2015, em que o Vasco pôs fim a um jejum que durava desde 2003 e conquistou o título. Aquela foi, por sinal, a primeira vez em que os vascaínos superaram os alvinegros numa final carioca.
 No último domingo, um gol de Jorge Henrique deu ao time de São Januário a vitória por 1 a 0 e a vantagem do empate para este segundo confronto. Ao alvinegro, só resta vencer. Se ganhar por um gol, levará a decisão para os pênaltis. Para ser campeão, terá de vencer por dois ou mais gols de diferença. 
Embora em posição inferior na estatística geral, é o Botafogo que costuma levar vantagem nas decisões contra seu adversário. Assim, foi campeão carioca por quatro vezes contra o rival, em 1948, 1968, 1990 e 1997, além de ter ganho também as Taças Guanabara de 1997, 2010 e 2013, a Taça Rio de 2012 e o Torneio Início de 1977. Em desvantagem nesta estatística de finais, os vascaínos ergueram o Estadual de 2015, as Taças Guanabara de 1965 e 1977, os Torneios Inícios de 1932 e 1945. Em 1970, pela soma de pontos, o Vasco foi campeão carioca ao superar o alvinegro na penúltima rodada, quando este já não tinha mais chances de título.
Segundo o pesquisador Alexandre Mesquita, autor dos livros "Clássico Vovô" e "Um Expresso chamado Vitória", na estatística geral do confronto, foram disputadas 337 partidas, com ampla superioridade vascaína. O time de São Januário ganhou 148 jogos, e o de General Severiano, 91. Além disso, houve 98 empates.
 
 
Principais títulos dos finalistas:
*Botafogo
2 Campeonatos Brasileiros: 1968 e 1995
Conmebol: 1993
4 Rio-São Paulo:1962, 1964, 1966 e 1998
20 Estaduais: 1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967, 1968, 1989, 1990, 1997 , 2006, 2010 e 2013
 
*Vasco
Libertadores da América: 1998
Sul-Americano de Clubes: 1948
Mercosul: 2000
4 Campeonatos Brasileiros: 1974, 1989, 1997 e 2000
Copa do Brasil: 2011
Brasileiro da Série B: 2009
3  Rio-São Paulo: 1958, 1966 e 1999
23 Estaduais: 1923, 1924, 1929, 1934, 1936 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998, 2003 e 2015
 
 

Último capítulo

Lamentáveis essas imagens de uma verdadeira bagunça no começo do trajeto da tocha olímpica agora há pouco, em Brasília. Fabiana, capitã da seleção brasileira bicampeã olímpica, e que foi a primeira a sair transportando a chama olímpica, se viu cercada de manifestantes com faixas e curiosos. Uma desorganização que só demonstra ignorância quanto ao que representa esse símbolo universal do esporte. Antes dos Jogos de 2004, que foram em Atenas, a tocha passou por várias cidades do país, inclusive o Rio. Foi muito mais bem organizado, com os portadores do fogo olímpico com caminho livre no meio das avenidas, e não, como agora, cercados de militares. Em 2004, o público vibrou muito, mas assistindo das calçadas, respeitosamente.

Uma bagunça

Vasco e Botafogo começam a decidir neste domingo, no Maracanã, em duas partidas, o Campeonato Estadual de 2016, repetindo a final de 2015, em que o Vasco pôs fim a um jejum que durava desde 2003 e conquistou o título. Aquela foi, por sinal, a primeira vez em que os vascaínos superaram os alvinegros numa final carioca.
Embora em posição inferior na estatística geral, é o Botafogo que costuma levar vantagem nas decisões contra seu adversário. Assim, foi campeão carioca por quatro vezes contra o rival, em 1948, 1968, 1990 e 1997, além de ter ganho também as Taças Guanabara de 1997, 2010 e 2013, a Taça Rio de 2012 e o Torneio Início de 1977. Em desvantagem nesta estatística de finais, os vascaínos ergueram o Estadual de 2015, as Taças Guanabara de 1965 e 1977, os Torneios Inícios de 1932 e 1945. Em 1970, pela soma de pontos, o Vasco foi campeão carioca ao superar o alvinegro na penúltima rodada, quando este já não tinha mais chances de título.
Algo que chama muita atenção nos confrontos entre esses dois times - além do fato de ambos usarem as cores preta e branca - é o fato de que suas torcidas normalmente não brigam, o que deu origem ao apelido de “Clássico da Amizade” para esse jogo. As torcidas das equipes têm um bom convívio, algo muito raro entre grandes forças de uma mesma cidade em todo o país. Este bom relacionamento talvez se explique não só pelo fato de ambos terem as mesmas cores, mas também pela sensação de que suas glórias talvez não sejam tão exaltadas quanto as da dupla Fla-Flu, mais badalada pela mídia.
No fim da década de 70, quando o Maracanã não tinha uma divisão com barreiras físicas, como atualmente, torcedores com as bandeiras dos dois times as carregavam ao  redor de todo o anel do estádio, até se posicionarem em seus respectivos lados. Quando as bandeiras se cruzavam, torcedores de ambos os times aplaudiam entusiasmados.  Fora dos estádios, os torcedores costumam se misturar sem problemas, ao contrário do que se passa num Vasco x Flamengo ou Botafogo x Flamengo, em que a Polícia tem muito trabalho para evitar que as organizadas se encontrem, porque se isso acontece, ocorrem brigas na certa.
Segundo o pesquisador Alexandre Mesquita, autor dos livros "Clássico Vovô" e "Um Expresso chamado Vitória", na estatística geral do confronto, foram disputadas 336 partidas, com ampla superioridade vascaína. O time de São Januário ganhou 147 jogos, e o de General Severiano, 91. Além disso, houve 98 empates.

 

Começa a decisão no Rio

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, considerou ruins os números de desemprego divulgados hoje (29) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa mostrou que a população desocupada no país cresceu e atingiu 10,9% no trimestre móvel encerrado em março último, num total de  11,1 milhões de pessoas.

“Esta é a maior taxa de desemprego da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2011. Os números são ruins. Causam enorme preocupação, mas o fundamental é trabalharmos para a superação dessa situação, prioridade absoluta para a recuperação da economia, do trabalho e do emprego”, disse o ministro ao participar hoje, na capital paulista, de apresentação da posição do governo federal pela ratificação da Convenção nº 189 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), referente ao trabalho decente para as trabalhadoras e trabalhadores domésticos.

Para o ministro, os números de desemprego se devem, em parte, à crise política do país “Os números não são bons. Temos que reverter esses números do desemprego e trabalhamos para isso. É evidente que o fundamental é, em definitivo, encerrar essa crise, essa artificial crise política construída por golpistas nesse país, que buscam sabotar a capacidade de trabalho do governo. Isso cria instabilidade política, que faz mal ao Brasil e à nossa economia”, acrescentou ele.

Segundo Rossetto, o governo está concentrado atualmente em reverter essa conjuntura econômica. “Temos que interromper essa instabilidade política para que possamos nos concentrar, todos nós, toda a sociedade brasileira, na recuperação da economia brasileira. Nossa economia tem condições de se recuperar. Temos uma economia forte, diversificada e temos que ter um desempenho econômico muito superior ao que estamos tendo”, disse ele.

Convenção

O ministro participou hoje de um evento em São Paulo que reforça um pedido para que o Brasil ratifique a convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada em 2011, e que estabelece um conjunto de direitos para trabalhadores e trabalhadoras domésticos. Segundo o ministro, a presidenta Dilma Rousseff encaminhou, no início deste mês, a convenção 189 ao Congresso, para que lá ela seja aprovada. “Ela estava em processo de análise no governo e, a partir de abril, por iniciativa da presidenta Dilma, foi enviada para avaliação  ao Congresso Nacional. Sendo aprovado pela Câmara e pelo Senado, ela é definitivamente incorporada à legislação brasileira”, explicou Rossetto.

Segundo ele, a demora para a ratificação da convenção é explicada por se tratar de um processo complexo. “É um processo complexo. Todas as convenções da OIT são tratadas dessa forma. São questões complexas, envolvem incorporação e adaptação às legislações nacionais”, 

disse o ministro.

Rossetto disse acreditar que a convenção será aprovada pelo Congresso Nacional. “[Espero que] seja ratificado nesse Congresso sim. Esse Congresso já aprovou essas mudanças legais importantes [como a lei para os trabalhadores domésticos]. Mas a expectativa é maior. Estamos trabalhando para que essa legislação chegue a todas as mulheres e homens que têm um trabalho doméstico”.
 

Edição: Jorge Wamburg
 
 
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/ministro-do-trabalho-considera-ruins-numeros-do-desemprego-da-pnad-continua
 

Desemprego: até ministro reconhece crise

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

Levantamento inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o nome próprio mais comum no Brasil é Maria. Segundo o órgão, 11,7 milhões de brasileiras tem esse nome. É mais que o dobro de pessoas chamadas José, o nome de 5,7 milhões de homens brasileiros. A informação é do Projeto Nomes no Brasil, divulgado hoje (27).

Baseado no Censo de 2010, o levantamento compilou 130.348 nomes, durante as entrevistas em domicílios, sendo a maioria nomes de mulheres: 72.814 – que representam mais da metade da população do país. O terceiro nome mais comum no país também é de mulher: Ana.

A compilação do IBGE revela os nomes mais frequentes por décadas de nascimento desde 1930, permitindo saber quais entraram e saíram de moda em cada período da história.

Influência de famosos

A partir dos anos 2000, por exemplo, se tornaram populares nomes como Caua, Rian, Enzo, Kailane e Sophia – grafado da mesma forma que o da atriz italiana, ícone do cinema, Sophia Loren.

O coordenador do Projeto Nomes do Brasil, Carlos Lessa, confirma que os famosos influenciam as escolhas das famílias brasileiras, mas que essa relação nem sempre é clara. “Não temos certeza absoluta que é por esse fenômeno, mas tem indício. Por exemplo, Romário teve um crescimento na década de 1990, mas depois veio caindo, o que nos leva a crer que é por causa da Copa do Mundo, do momento do jogador, mas é sempre uma suposição”, ponderou.

Outra influência que parece ter vindo da televisão, na década de 1990, quando a novela Explode Coração foi ao ar na TV Globo, é o nome Dara, da personagem principal – interpretada por Teresa Seiblitz– , que cresceu 4.592% depois da novela em relação à década anterior.

Segundo Lessa, no caso de Dara, a relação parece ser mais forte, porém não está clara, como no caso de Sophia, quando a atriz italiana fez mais sucesso antes de 2000.

Para o coordenador, está confirmado que os brasileiros se inspiram em nomes biblícos. Os nomes que fazem referências ao cristianismo nunca saem do topo do ranking, como José, João, Francisco, Pedro, Paulo e Lucas. “Gabriel vem logo depois, demonstrando que a influência cristã é muito forte nos nomes”.

Nomes ao longo das décadas

Ao longo dos anos, alguns nomes passaram a fazer menos sucesso. No caso das mulheres, Marcia, Adriana e Juliana, frequentes nas décadas de 1960, 1970 e 1980, foram substituídos por Jessica, nos anos 1990, e Vitoria em 2000, embora Maria e Ana, sempre aparecem entre os preferidos.

Neusa e Terezinha, frequentes na década de 1950, perderam espaço. Assim como Alzira, Oswaldo e Geralda, recorrentes nas primeiras décadas do século 20.

Para homens, Jose e Antonio, que eram os mais populares até 1980, perderam lugar para Lucas na década de 1990 e João nos anos 2000. Gabriel também apareceu mais recentemente.

No levantamento, o IBGE não considerou sinais como acentos e cedilha. A perspectiva do órgão é aprofundar a pesquisa dos nomes no próximo Censo, previsto para 2020.


http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/maria-e-jose-sao-os-nomes-mais-comuns-do-pais-revela-ibge

Casa de Dona Maria e Seu José

A pedido de amigos, um trecho do futuro e-book sobre os 100 Anos do Futebol do Vasco. A obra está quase pronta:

A história e as conquistas levaram vários torcedores famosos a fazerem suas homenagens ao Vasco por meio de textos e depoimentos, casos de astros da literatura, como os já falecidos Carlos Drummond de Andrade e Rachel de Queiroz, entre outros.
Carlos Drummond de Andrade (1902 a 1987), mineiro radicado no Rio, foi um dos que exaltaram o Vasco em um trecho do poema "A Semana Foi Assim", publicado em "Quando é Dia de Futebol":


"E viva, viva o Vasco: o sofrimento
há de fugir, se o ataque lavra um tento.
Time, torcida, em coro, neste instante,
Vamos gritar: Casaca! ao Almirante.
E deixemos de briga, minha gente.
O pé tome a palavra: bola em frente".

Nascida no Ceará, radicada no Rio, Rachel de Queiroz, primeira mulher a ter sido eleita para a Academia Brasileira de Letras, descobriu ao chegar `a cidade a paixão pelo clube de São Januário, que expressou com maestria em “Porque sou vascaína”:

“Como é que eu sou vascaína? Não sei. Amor é assim: você vai atravessando a rua e de repente vê um cara e ele te olha, você olha para ele e pronto: apaixonou!
Comigo e o Vasco também foi assim. Mocinha, mocinha, desembarquei do meu lta, vindo do Ceará.
Era sábado, no dia seguinte me levaram para assistir a um jogo. Vasco e Fluminense? Acho que sim. Meu tio, vascaíno, me explicou que o Vasco era uma das mais puras expressões do Rio - o português-carioca, aqui nascido ou aclimado, nesta cidade que eles fundaram e que, já antes de D. João VI, amavam apaixonadamente. Foi um jogo difícil, mas o Vasco venceu. Terá sido aquela vitória suada que me conquistou? Ou a celebração, a gente num carro de capota arriada (ainda havia disso) atravessando a Avenida, cantando e soltando vivas? Não posso explicar. Como já disse, não se explica: acontece.
E desde aquele primeiro jogo, nunca mais deixei o Vasco. Em casa o marido era Fluminense - erro dele!
E por mais que Zé Lins do Rego, o amigo fraterno, fizesse tudo para me arrastar ao Flamengo - até pela imprensa, no Jornal dos Esportes, eu ficava inabalável. Edilberto Coutinho sabe disso.
Dai para cá, nestes longos anos, tivemos de tudo - vitórias, anos magros, campeonatos (o Expresso da Vitória) lembram? E quando a concentração era na Praia do Barão, na Ilha do Governador, nós morávamos lá, a gente se visitava. E nas vezes em que o time chegava, Ademir, Barbosa, os outros, era a glória do quarteirão!
Lembro até um episódio dessa época - foi na década de 50? - os anais do clube dirão. A gente já ganhara o campeonato, mas teve um jogo de arremate; era com o Olaria, e lá fomos nós, sacramentar o título na tribuna de honra. Mas não sei se os nossos rapazes tinham comemorado demais na antecipação segura, sei que a nossa situação foi ficando incomoda: o Olaria estava um brilho só. Não é que o título perigasse, mas podia ser um vexame. E o mais aflito era o presidente do Olaria, o hospedeiro, suando no seu terno branco, constrangidíssimo. A sorte é que de repente mudou, e salvou-se a honra. Todos respiramos - mas o susto foi grande.
Na noite de festa em que me deram a carteirinha de sócio honorário, excusei-me de fazer discurso, ao recebê-la, mas fiz uma promessa: ‘Juro que jamais a rasgarei em momentos de desespero!’ A promessa foi cumprida; e ainda guardo a minha carteirinha, linda, entre os meus documentos mais preciosos.
Viva o Vasco!”

O time de Drummond e de Rachel de Queiroz

Mais de 44 mil pessoas deixaram suas casas, em Manaus, a mais de 4 mil km do Rio, para assistirem a Vasco x Flamengo. Isso só prova que os Estaduais, se mais bem organizados, ainda têm seu lugar no calendário brasileiro. Além disso, fica demonstrado que levar times cariocas para atuar em outras praças pode ser uma iniciativa bem sucedida. Apesar de toda a crescente força e da maior organização do futebol paulista, os únicos clubes realmente nacionais ainda são os 4 grandes do Rio.

Força dos Estaduais

O Estadual do Rio vai se aproximando do final, e depois de um periodo de desinteresse por parte do público, torcedores dos times cariocas, sejam residentes no Rio ou não, våo voltar suas atenções para a fase decisiva da competição. No domingo passado, 17 de abril, ao bater o Fluminense por 1 a 0, na Arena da Amazônia, em Manaus, o Vasco conquistou a Taça Guanabara pela décima segunda vez: 1965, 76, 77, 86, 87, 90, 92, 94, 98, 2000, 2003 e 2016. Dessas, o clube ficou invicto em 1990, 1992, 1994, 2000 e agora em 2016.

Além disso, em seis ocasiões, ganhou a Taça Guanabara e alcançou o objetivo maior no futebol do Rio, o título estadual, em  1977, 1987, 1992, 1994, 1998 e 2003. Por sinal, desde então, o time de São Januário não era campeão da Taça Guanabara, e desde 2004, quando foi campeão da Taça Rio, não era campeão de um turno do Estadual. Vale lembrar que ano passado foi vencedor do Campeonato Carioca, mas sem ser campeão de turno.

No próximo domingo, dia 24, haverá as duas semifinais do Estadual: Vasco x Flamengo, em Manaus; e Fluminense x Botafogo, em Volta Redonda. Em cada um desses confrontos, Vasco e Fluminense têm a vantagem do empate para chegarem à decisão. Esta será em duas partidas, a 1 e 8 de maio, no Maracanã, especialmente cedido pela organização das Olimpíadas Rio-2016.

Atual campeão do Rio, o time vascaíno foi campeão em 1923, 1924, 1929, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 52, 56, 58, 70, 77, 82, 87, 88, 92, 93, 94, 98, 2003 e 2015. Invicto na atual competição, poderá ser novamente campeão sem derrotas, como em  1924, 1945, 1947, 1949 e 1992. Mas, com os quatro grandes nas semifinais, apesar das vantagens de vascainos e tricolores, não há favoritos.

 

Sem favoritos

 Nunca a Baía de Guanabara esteve tão próxima do Rio Amazonas. Em mais de 100 anos de história, desde o primeiro Campeonato Carioca, em 1906, esta será a primeira vez em que uma final de turno ou de campeonato do Rio é disputada noutro estado, no caso, em Manaus, capital do Amazonas, a 4.277,6km do Rio. Neste domingo, Fluminense, que joga pelo empate, ou Vasco, ao qual só a vitória interessa, terá a chance de fazer uma festa carioca em terras manauaras. O palco será a bela Arena da Amazônia, na foto ao lado, na Copa do Mundo de 2014.

 
Entretanto, apesar da distância, não faltará torcidas aos times do Rio. Graças principalmente à força do rádio nos anos 40 e 50,  grande quantidade de fãs do futebol de Manaus prefere mesmo os times cariocas. É um fenômeno semelhante ao que atualmente ocorre no Brasil onde muitos meninos torcem pelo Barcelona ou Real Madrid, e não pelos times de suas cidades. Quem já visitou a capital amazonense deve ter notado que é muito mais comum ver torcedores com camisas dos quatro grandes cariocas do que das equipes locais, como Rio Negro, Nacional, São Raimundo ou Fast.

De acordo com pesquisa do blog Ipen/Teoria dos Jogos, divulgada em 2014, em Manaus, o Flamengo tem 50% da preferência; o Vasco, 125,7%; o Botafogo, 1,5%; e o Fluminense, 1,3%(http://espn.uol.com.br/post/446557_botafogo-e-corinthians-duelam-em-manaus-dominada-pelo-fla-contra-quem-os-rubro-negros-vao-torcer).

A força dos times cariocas naquela capital do Norte do país é tão grande que torcedores usam a expressão "amarioca", para se refetir aos amazoneses cujos corações batem por times cariocas: http://new.d24am.com/esportes/futebol/amarioca-gera-polemica-e-retoma-discussao-por-torcidas/94125.http://new.d24am.com/esportes/futebol/amarioca-gera-polemica-e-retoma-discussao-por-torcidas/94125. O perfil futebolístico de Manaus é diferente do de Belém do Pará, onde a maioria dos torcedores apoia os times locais.

Palco de quatro jogos na primeira fase da Copa do Mundo e com capacidade para mais de 40 mil pessoas a bela Arena da Amazônia deverá estar lotada  para a final. Na primeira prévia de venda de ingressos, até segunda-feira passada, haviam sido vendidos 12 mil bilhetes.

A  ser decidida neste fim de semana, na quente Manaus, a Taça Guanabara foi criada em 1965,  para apontar o representante carioca na Taça Brasil, a competição nacional daquela época. A Taça Brasil foi extinta em 1969, mas a Taça Guanabara continuou a ser disputada e em 1972 passou a ser o primeiro turno do Campeonato Carioca (depois Estadual). Em 1980,  ela foi disputada como um torneio separado. Entre 1981 e 1993, a disputa voltou a valer pelo primeiro turno do Estadual. Em 1994 e 1995, o Estadual teve os clubes divididos em dois grupos na primeira fase. Os campeões de cada grupo decidiam a  Taça Guanabara. Em 1996,  o troféu voltou a valer como primeiro turno do Estadual e ser disputado em turno único.

A Taça leva o nome do antigo Estado da Guanabara. Em 1960, quando o Rio deixou de ser a Capital Federal, o antigo Distrito Federal virou Guanabara, uma cidade-estado. Em 1975, houve a fusão entre os estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. A cidade do Rio de Janeiro passou a ser capital do estado do mesmo nome.   Em tupi-guarani, a palavra Guanabara quer dizer braço de mar ou seio de mar.

 Ano/Campeão

1965  Vasco; 1966  Fluminense;  1967  Botafogo; 1968  Botafogo; 1969  Fluminense; 1970  Flamengo; 1971  Fluminense; 1972  Flamengo; 1973  Flamengo; 1974  América; 1975  Fluminense; 1976  Vasco; 1977  Vasco; 1978  Flamengo; 1979  Flamengo; 1980  Flamengo; 1981  Flamengo; 1982  Flamengo; 1983  Fluminense; 1984  Flamengo; 1985  Fluminense; 1986  Vasco;  1987  Vasco; 1988  Flamengo; 1989  Flamengo; 1990  Vasco; 1991  Fluminense; 1992  Vasco; 1993  Fluminense;  1994  Vasco; 1995  Flamengo; 1996  Flamengo; 1997  Botafogo; 1998  Vasco; 1999  Flamengo;  2000  Vasco;  2001  Flamengo; 2002  Americano; 2003  Vasco; 2004  Flamengo; 2005 Volta Redonda; 2006 Botafogo; 2007 Flamengo; 2008 Flamengo; 2009 Botafogo; 2010 Botafogo; 2011 Flamengo; 2012 Fluminense; 2013 Botafogo; 2014 Flamengo;  2015 Botafogo.

Resumo: Flamengo, 20 titulos; Vasco, 11; Fluminense, 9; Botafogo, 8; América, Americano e Volta Redonda, 1

Guanabara na Amazônia

Finalistas da Taça Guanabara neste domingo na Arena da Amazônia, Fluminense e Vasco já disputaram 17 decisões, de Campeonato Brasileiro a Torneio Início (lista abaixo).

Ao todo, os vascaínos levaram a melhor em nove e os tricolores em oito, de acordo com dados de Alexandre Mesquita, pesquisador do futebol carioca e autor dos livros “Clássico Vovô” e “Um Expresso chamado Vitória”.

    No total de partidas entre os rivais, cujo confronto foi apelidado em 2006 pelo jornal “Lance” de “Clássico dos Gigantes”, foram 369 jogos, com 146 triunfos vascainos, 115 do tricolor e mais 108 empates. Entretanto, levando-se em conta apenas os jogos de Campeonatos Cariocas, são 212, com 75 vitórias para cada um e 62 empates.  A maior goleada vascaína foi de 6 a 0 no Carioca de 1930, e a do Fluminense, de 6 a 2, no Carioca de 1941.

  Abaixo as 17 decisões, segundo a pesquisa de Mesquita:

  Torneio Início/1931 - Vasco 1 a 0

  Torneio Municipal/1946 - Vasco 1 a 0

  Torneio Municipal/1948 - Fluminense 1 a 0

  Segundo turno do Carioca/1973 - Fluminense 1 a 0

  Torneio Internacional de Verão/1973 - Fluminense 1 a 0

  Carioca/1976 - Fluminense 1 a 0

 Primeiro turno do Estadual/1980* - 1 a 1 (Fluminense campeão nos pênaltis)

 Estadual/1980 - Fluminense 1 a 0

 Brasileiro/1984 -  0 a 0 (Fluminense vencera o primeiro jogo por 1 a 0)

 Taça Rio/1988 - Vasco 2 a 1

Copa Rio/1992 - Vasco 2 a 1

Estadual/1993 - 0 a 0 (Vasco vencera o primeiro jogo por 2 a 0, mas perdeu o segundo por 2 a 1;

campeão por ter feito a melhor campanha)

Taça Guanabara/1994 - Vasco 4 a 1

Estadual/1994 - Vasco 2 a 0

Estadual/2003 - Vasco 2 a 1 (ganhara a primeira partida pelo mesmo placar0

Taça Rio/2004 - Vasco 2 a 1

Taça Guanabara/2012 : Fluminense 3 a 1

 

 

*A Taça Guanabara de 1980 foi disputada à parte do Estadual

 

 

 

 

Choque de gigantes

O site do Educafro (http://www.educafro.org.br/rio/mestrado-ou-doutorado-na-puc/) divulgou que está aberto o processo de candidatura a Mestrado ou Doutorado na Puc-Rio. As provas serão no segundo semestre deste ano, e as inscrições se encerram a 29 de abril. Mais detalhes em: http://www.puc-rio.br/ensinopesq/ccpg/inscricoes.html

Para ser mestre ou doutor

O jornalista e escritor Teixeira Heizer, 83 anos de vida, 60 de jornalismo, está internado no Hospital Samaritano (Rio de Janeiro), recuperando-se de um infarto. 
Teixeira que, muito jovem, participava, com seu vozeirão e um não menos potente topete, da Grande Resenha Esportiva (que depois ganhou o patrocínio e o nome da Facit - que fabricava máquinas de escrever, legendária e pioneira mesa-redonda dos domingos da TV Rio (com Luiz Mendes, João Saldanha, Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, José Maria Scassa, Victorino Vieira e Hans "Marinheiro Sueco" Henningsen) acabou de lançar "A Outra História de Cada Um", seu quinto livro sobre esportes, pela Mauad. 
Tive a honra de editorar, para Teixeira e a Mauad, a primeira edição do excelente "O Jogo Bruto das Copas do Mundo", com capa do meu "dupla" em propaganda Manolo Rodriguez Garcia.
Saiba mais em http://goo.gl/M8C5Gk
Compre no site da Mauad: http://goo.gl/TQ8Cwl

Saúde, guerreiro!

As finais do Estadual do Rio serão a 1 e 8 de maio no Maracanã. O Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016, que já havia assumido a responsabilidade sobre o estádio (na foto a final da Copa do Mundo-2014) em preparação para o megaevento, anunciou que irá cedê-lo à Federação de Futebol do Rio especialmente para a fase decisiva do campeonato. 

http://sportv.globo.com/videos/sportv-news/t/ultimos/v/comite-dos-jogos-rio-2016-cede-o-maracana-para-os-dois-jogos-finais-do-campeonato-carioca/4955231/

Maracanã nas finais

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Um integrante do grupo Estado Islâmico postou em sua conta pessoal no Twitter uma ameaça ao Brasil. A mensagem “Brasil, vocês são nosso próximo alvo” foi postada em novembro do ano passado, logo após os atentados que deixaram 129 mortos e dezenas de feridos, na França, mas só nessa quarta-feira (13) a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou a autenticidade do perfil e da mensagem.

Embora alguns poucos sites tenham divulgado a existência da mensagem já à época, como o da rádio francesa Tendance Ouest, no Brasil o assunto só foi tornado público ontem (13), após o diretor do Departamento de Contraterrorismo da Abin, Luiz Alberto Sallaberry, confirmar as suspeitas.

Ao proferir palestra na Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa, em São Paulo, Sallaberry falou sobre as estratégias do Estado Islâmico para recrutar seguidores e ordenar atentados pelas redes sociais. O diretor da agência de inteligência também tratou das possíveis ameaças terroristas aos Jogos Olímpicos Rio 2016 e dos riscos aos quais o Brasil está exposto atualmente.

Sallaberry não só revelou que a agência de inteligência já tinha confirmado a autenticidade da ameaça divulgada pelo francês Maxime Hauchard, como também informou que a probabilidade de o Brasil ser alvo de ataques terroristas elevou-se nos últimos meses, por causa dos eventos ocorridos em outros países e do aumento do número de brasileiros que têm aderido à ideologia do grupo. A reportagem não obteve detalhes sobre ligações entre brasileiros e o grupo terrorista.

Segundo o diretor de Contraterrorismo da Abin, a agência tem adotado ações para evitar possíveis ataques terroristas, como o intercâmbio de informações com serviços estrangeiros, a capacitação de profissionais de setores estratégicos e trabalhos com órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência, em especial com os eixos de segurança pública e defesa.

Conhecido como "o carrasco", o francês Maxime Hauchard é suspeito de ser um dos terroristas que aparecem em vídeos que exibem a decapitação de pessoas sequestradas ou feitas prisioneiras pelo Estado Islâmico, sobretudo soldados sírios. Os sites que primeiro divulgaram a informação, logo após a mensagem ter sido postada, observaram que o usuário havia criado o perfil pouco tempo antes dos ataques à França. Atualmente, a conta está desativada.

 

Sob ameaça

Um camisa 14 que jogava e encantava como um grande  camisa 10. Esta talvez seja a melhor definição do supercraque Johann Crujff, que fez história não apenas no futebol de sua terra natal, a Holanda, como também na Espanha e, certamente, em todo o planeta da bola.

 Considerado dono de uma inteligência e uma ousadia acima da média, tanto dentro quanto fora dos gramados, ele deixou um legado de inovação tática e também de questionamento à rígida estrutura do esporte. Foi este homem que morreu no dia 24 de março, aos 68 anos, vítima de câncer, em sua casa, em Barcelona.

 Cruijff entrou para a história não apenas do futebol holandês, do qual é considerado até hoje o maior astro. Sua geração surpreendeu o mundo na Copa de 1974, na Holanda. Sob o comando do técnico Rinus Michel, ele,  Krol, Neeskens, Rep e outros, implantaram o conceiro de futebol total. Ao contrário de esquemas rígidos que prevaleciam até então, com posições fixas - zagueiros, apoiadores e atacantes - o time de laranja não marcava posição. Todos eram capazes de defender e de atacar.

   Dentro de campo, Cruijff era o maestro desse grupo que estava mais para um bom conjunto de rock do que para uma orquestra. Tal seleção bateu o Brasil por 2 a 0, eliminando a então tricampeã mundial da disputa do título. Na decisão com a Alemanha, porém, esta parou o carrossel holandês, ganhando por 2 a 1. Talvez por isso tal sistema alternativo de jogo nunca mais tenha sido utilizado completamente, mas em parte. Cruijff foi eleito pela Federação Internacional de História do Futebol como o maior jogador europeu do Século 20 e o segundo maior da história até o fim do século passado, superado apenas pelo brasileiro Pelé.

   Entre suas várias habilidades, além da capacidade de atuar bem em todos os lugares do campo, estavam   seu raciocínio preciso e rápido, aliado à velocidade. Assim marcou 369 gols em 660 partidas, além de ter colecionado títulos pelo Ajax, com destaque para o tricampeonato europeu (torneio precursor da Ligados Campeões), em 1970/1971, 1971/1972 e 1972/1973, além de títulos nacionais e da Copa da Holanda. Pelo Barcelona, foi campeão espanhol e da Copa do Rei, e pelo Feyenoord, também ergueu os troféus de campeão holandês e da Copa da Holanda. Igualmente vitorioso como treinador, conduziu o Barcelona à conquista do título europeu de 1991/1992, e de outros troféus continententais, quatro campeonatos espanhóis e três Copas do Rei.

 Questionador, capaz de discutir com árbitros e até com a polícia, se achasse que seu time estava sendo prejudicado, o craque era considerado um pensador do futebol. Além do holandês, aprendeu a falar espanhol, catalão e inglês, para, como dizia, manter-se aberto a receber ideias de várias culturas diferentes. Era também alguém que falava o que pensava. Em 2013, não se intimidou em criticar o Barcelona por ter contratado Neymar, que em seu entender, não saberia trabalhar duro pelo time. Noutra ocasião, ele tornaria a criticar o atacante brasileiro, dizendo que ele era mais fácil de ser marcado que o argentino Messi. Fumante inverterado até os anos 90, mais recentemente Cruijff se dedicou a campanhas anti-tabagistas.

Hendrik Johannes Cruijff nasceu a 25 de abril de 1947 em Amsterdam, na Holanda. O meia-atacante começou carreira na divisão de base do Ajax, tendo atuado entre 1959 e 1964, quando se profissionalizou. Continuou na equipe holandesa até 1973, quando se transferiu para o Barcelona, onde permaneceu até 1978. Entre 1979 e 1981, teve passagens por times de Los Angeles e Washington, nos Estados Unidos, Em 1981, teve curta passagem pelo Levante espanhol, antes de retornar ao Ajax, lá permanecendo até 1983. Seu último clube como jogador foi o Feyenoord, em que encerrou a carreira em 1984. Em seguida, já como treinador, dirigiu o Ajax, de 1986 a 1988, e o Barcelona, de 1988 a 1996, período em que trabalhou com o artilheiro brasileiro Romário, a quem considerava o gênio da grande área.   

Um certo Johann

Matéria do Sportv, produzida por nós e assinada por Gustavo Machado, mostra atraso em obras para a Rio-2016:

http://globotv.globo.com/sportv/sportvnews/v/veja-como-anda-a-situacao-preocupante-do-velodromo-as-obras-estao-atrasadas/4936750/

O Sportv terá nas Olimpíadas 16 canais com transmissões ao vivo. 

Rio-2016: Pelo Sportv

Numa importante página da história social-esportiva do Brasil, o Vasco disse não ao racismo no futebol nos anos 90. Vale a pena ler:

http://www.netvasco.com.br/n/140669/resposta-historica-completa-90-anos

http://www.vasco.com.br/site/noticia/detalhe/12687/92-anos-da-resposta-historica

Resposta que dura mais de 90 anos

Abaixo trecho do e-book "Vamos todos cantar de coração - cem anos de futebol do Vascão", que está em fase de revisão. Neste mês de abril, São Januário completa mais um ano de sua inauguração, em seu 89o aniversário:

"A sede principal do clube é o Estádio Vasco da Gama, mais conhecido popularmente como São Januário, por causa de uma rua situada nas imediações, no recém-denominado bairro Vasco da Gama, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. Trata-se da principal sede do clube, com 56 mil metros quadrados. O nome estádio foi inaugurado a 21 de abril de 1927, no amistoso Vasco 3 x 5 Santos, tendo permanecido como o maior do país até 1940, quando da abertura do Pacaembu, em São Paulo. Fora também o maior da América do Sul, até 1930, ano da inauguração do Centenário, de Montevidéu, e o maior do Rio até 1950, época da abertura do Maracanã para a Copa do Mundo de 1950. Os refletores foram inaugurados em 31 de março de 1928, com Vasco 1 x 0 Wanderers (Uruguai), num gol olímpico (direto do escanteio) de Sant'Anna, um dos primeiros desse tipo no futebol brasileiro. 

    A partida mais importante para o clube, em São Januário, se deu a 12 de agosto de 1998, quando bateu o Barcelona de Guayaquil, no Equador, por 2 a 0, gols de Donizete e Luizão, pelas finais da Copa Libertadores da América.  Lá, em 2008, a torcida assistiu ao rebaixamento para a Segunda Divisão do Brasileiro, na derrota de 2 a 0 para o Vitória.  O recorde oficial de público é de 40.209 pagantes, no jogo Vasco 0x2 Londrina, pelo Brasileiro de 1977, disputado em 19/02/1978. Em 2002, o Travel Channel, canal de TV de turismo, incluiu o estádio (30 mil espectadores) entre os sete melhores do mundo para se assistir a uma partida, junto com Camp Nou, Giuseppe Meazza, La Bombonera, Ibrox, Stamford Bridge e Olímpico de Munique.

    Ali, Getúlio Vargas assinou, na Tribuna de Honra, a 1 de maio de 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O estádio foi palco para desfiles de escolas de samba, em 1943 e em 1945, além dos corais do maestro Heitor Villa-Lobos, nos anos 30 e 40.  

   Situado na entrada da sede, o  Salão de Troféus abriga  6 mil tacas, dentre os quais a Libertadores da América-1998; Sul-Americano-1948; Mercosul-2000; os Brasileiros de 1974, 1989, 1997 e 2000; Copa do Brasil de 2011; e taças de vários esportes. Outras dependencias da sede são o  Parque Aquático, os ginasios, a Capela de Nossa Senhora das Vitórias e o Colégio Vasco da Gama. As outras sedes sao a da Lagoa, para o remo; e Calabouço, para o lazer.

    Desde a fundação, o uniforme é preto e branco: camisa preta com faixa diagonal branca, com calção preto ou branco; ou camisa branca com faixa diagonal preta, com calção branco ou preto, dependendo das cores do adversário. Já o primeiro escudo foi criado em 1903, na administração de Alberto Carvalho. Redondo, tinha o fundo preto com a caravela ao centro. Na embarcação, havia a Cruz de Cristo, em vermelho. Em volta do fundo, havia um círculo com as iniciais C.R. (Club de Regatas) e Vasco da Gama, separados por cruzes vermelhas. Na década de 20, o distintivo passou a ser semelhante ao atual. O fundo preto representa os mares desconhecidos do Oriente e a faixa branca, o caminho para as Índias. Ao centro, está a caravela com a cruz em vermelho. Nos anos 80, o escudo passou a ser mais arredondado. A Cruz das caravelas portuguesas do século 15, na época dos Descobrimentos, era a da Ordem de Cristo ou Cruz de Cristo.  Essa cruz com bordas vermelhas e miolo em branco aparecia nos primeiros escudos do clube. Depois, foi substituída pela atual, erroneamente chamada Cruz de Malta, quando na realidade é a Cruz Pátea, em que os braços se alargam a partir do centro. Na Cruz de Malta, as extremidades são bifurcadas. 

       A  bandeira é preta, com uma faixa diagonal branca partindo do canto superior esquerdo, a cruz em vermelho no centro e oito estrelas douradas, em duas filas horizontais de quatro cada, no canto superior direito. De acordo com o site oficial, as estrelas representam o Campeonato Invicto de Terra-e-Mar (futebol e remo) de 1945; do Sul-Americano de 1948; da Libertadores da América de 1998; da Mercosul de 2000 e dos Brasileiros em 1974, 1989, 1997 e 2000.  Em modelos anteriores, o fundo era preto e a cruz também estava ao centro, mas a faixa branca era horizontal.  

       O clube tem  três hinos, sendo o mais conhecido o intitulado "Felicidade, teu nome é Vasco" - que começa com o verso "Vamos todos cantar, de coração" -, de Lamartine Babo. A pedido da direção do programa "O Trem da Alegria", da Rádio Nacional, ele, torcedor do América, compôs, nos anos 40, os hinos para os clubes do Campeonato Carioca."

 

Cantar de coração

A empresa de serviços digitais Atos abriu 500 vagas de emprego para a atuação em suporte de TI nos Jogos Olímpicos Rio 2016. As oportunidades na multinacional são para suporte, especialista em servidores, líder de projetos e coordenador de infraestrutura.

Segundo a companhia, as contratações são por prazo determinado, mas há chances de efetivação após o término do contrato, que será válido durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

As vagas técnicas não exigem experiência profissional, mas os candidatos precisam ter iniciado um curso técnico ou uma Faculdade de Tecnologia da Informação. As oportunidades de suporte exigem experiência na função e graduação em TI. Segundo a Atos, inglês é um diferencial no processo seletivo para todas as posições.

As inscrições são realizadas pelo site Vagas.com. A empresa oferece os seguintes benefícios: plano de saúde, plano odontológico, previdência privada, seguro de vida, vale-refeição, convênio com farmácias cadastradas e curso de idiomas e Universidade Global corporativa com mais de 2.000 opções de treinamentos.

 

Fonte: http://extra.globo.com/emprego/empresa-de-tecnologia-abre-500-vagas-de-emprego-para-rio-2016-18896117.html

Rio-2016: tecnologia da informação

Portela dá Trabalho terá 7.500 vagas para os Jogos Olímpicos na próxima terça-feira

O ManpowerGroup, empresa fornecedora oficial de mão de obra temporária para o Comitê Organizador da Rio 2016, participará da próxima edição do programa de empregabilidade da Portela, o Portela dá Trabalho, que acontecerá na terça-feira que vem, 5 de abril, para pré-seleção e cadastro aos interessados em trabalhar nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Pela parceira firmada entre a contratante e o vice-presidente da escola, Marcos Falcon, serão oferecidas, para contratação imediata, 7.500 vagas para diversas funções, incluindo nível operacional, auxiliar, coordenação e gerência. Também haverá oportunidades para profissionais da área de nutrição. Os salários variam entre R$ 1.000 e R$ 6.000.

Os candidatos devem levar RG, carteira de trabalho e currículo profissional. A maioria das vagas é para quem concluiu o ensino médio.

Além das chamadas "vagas olímpicas", as dezenas de empresas que normalmente participam do "Portela dá Trabalho" estarão na quadra da escola selecionando candidatos para as vagas disponíveis.

O endereço da escola é Rua Clara Nunes, 81, em Madureira. O Portela dá Trabalho atende os candidatos entre 9 e 14h.

Fonte: Facebook da Portela

Boas chances

 

O padre Tom Uzhunnalil, de 56 anos, sequestrado por militantes do Estado Islâmico em Áden, no Iêmen, foi crucificado na Sexta-feira Santa. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pelo arcebispo de Viena, na Áustria, cardeal Christoph Schönborn, para a imprensa austríaca e ao jornal britânico “Daily Mail“. No último dia 4 de março, homens armados invadiram a casa da congregação Missionárias de Caridade, onde o padre morava, mataram 16 pessoas, incluindo quatro freiras, e levaram o religioso.

Fonte:  http://extra.globo.com/noticias/mundo/padre-sequestrado-no-iemen-foi-crucificado-pelo-estado-islamico-afirma-arcebispo-18965152.html#ixzz44DCbXboN

Padre crucificado

O site projeto colabora denuncia o drama enfrentado pela população de Mariana-MG. Leiam:

http://projetocolabora.com.br/energia/fim-de-festa-em-belo-monte/

 

Colabora denuncia

Um artigo longo, porém muito informativo, mostra bem os fundamentos da filosofia por trás do Estado Islâmico: 

https://www.publico.pt/mundo/noticia/o-que-e-o-estado-islamico-1690458

Vale a pena ler

Vai se chamar “Contrato vitalício” o primeiro filme do “Porta dos fundos”, página de humor muito conhecida e que tem mais de 12 milhões de visitantes no Youtube. O longa metragem deve estrear a 30 de junho, e  a intenção dos produtores é de que ela esteja espalhada em pouco tempo pelas salas de todo país. Tendo como estrelas Fábio Porchat e Gregório Duvivier, a história gira em torno da amizade entre seus personagens. Depois de ganharem um prêmio em prestigiado festival de cinema, o ator Rodrigo (Porchat) e o cineasta Miguel (Duvivier) tomam um porre para celebrar. Em meio à festa, Rodrigo assina com o diretor um contrato vitalício, comprometendo-se a atuar em sua próxima produção.

 Passam-se dez anos, até que Miguel retorna, e de posse do contrato, lembra o amigo da antiga promessa. Sem ter como dizer não, Rodrigo começa a trabalhar no filme que tem um enredo delirante. No decorrer da história, o ator começa a perceber que não apenas sua carreira, mas sua vida corre risco.

  Numa das  sequências mais engraçadas (foto ao lado), os dois amigos  procuram travestis para o filme e vão a um ponto de prostituição do Rio, onde encontram os personagens dos transexuais Leonora Àquilla, Andressa Mello, Nataália Bombada e Bárbara Aires, que já trabalhou como produtora de “Amor e sexo” e atualmente está cursando jornalismo.

  Com orçamento calculado em R$ 6 milhões, o filme brinca com o universo das celebridades e tem a participação de personalidades como a jornalista Marilia Gabriela, o apresentador Sergio Mallandro e o cantor Naldo, entre outros.

  -Não são brincadeiras com a realidade. Não estamos rindo deles, estamos rindo junto com eles. É uma forma de homenagem. Várias personalidades participaram das esquetes do Porta e resolvemos fazer o mesmo no filme - comentou Porchat.

Contrato pela porta dos fundos

A crise política, institucional e econômica do Brasil está preocupando não apenas nossa própria população. Mas também o homem mais poderoso do mundo, o presidente dos EUA, Barack Obama, e o novo pesidente argentino, Maurício Macri. Em visita a Buenos Aires, Obama discutiu a crise brasileira com o governante argentino. 

- O Brasil é um país grande, é amigo dos nossos dois países. A boa notícia – e o presidente Macri apontou isso – é que a democracia dele está madura. Acho que os sistemas de leis e estruturas são fortes o suficiente para que isso seja resolvido de forma que o Brasil prospere e seja o líder mundial que é. Precisamos de um Brasil forte e eficiente para nossa própria economia e para a paz mundial - enfatizou Obama.

Brasil: Obama confia

Que país é esse?

Legião Urbana, 1987

 

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação

Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

No Amazonas, no Araguaia, na Baixada fluminense
No Mato grosso, Minas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão

Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Terceiro Mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.

Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Link: http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/que-pais-e-esse.html#ixzz43McjrBYD

 

 

 

 

 

 

 

Terceiro Mundo, se for

Nunca, ao longo de toda sua história, seja no período do Império ou no da República, o Brasil enfrentou tamanha crise nos aspectos político, econômico, institucional e ético. Nas tribunas e nos microfones, políticos do governo e da oposição trocam acusações. Nas ruas, grupos de militantes e de manifestantes dos mais variados tons ideológicos começam a trocar socos e pontapés. Uns gritam "Fora, esse!". Outros gritam "Fora, aquele!".

Pela lente da neutralidade e sem transformar a política num clåssico de futebol, onde há uma liderança capaz de, entre outras coisas, combater a corrupção, transmitir confiança à população, promover a justiça social e ser um modelo de ética. Existe um homem ou uma mulher assim no Brasil de hoje? A lamentável realidade é que a sociedade brasileira rachou. Ela se partiu. Os conflitos estão cada vez mais acirrados, as discussões transbordaram para as redes sociais e amigos têm-se tornado rivais pelo fato de terem convicões políticas diferentes.

Claro que não há unanimidade num país, mas este acirramento só serve para dar espaço a grupos radicais. A democracia brasileira corre, sim, um grande risco. 

Tal clima, infelizmente, faz lembrar uma música do grupo Plebe Rude, "Brasília", do LP "O concreto já rachou", lançado em 1985.

"Brasília
Plebe Rude

Capital da esperança
(Brasília tem luz, Brasília tem carros)
Asas e eixos do Brasil
(Brasília tem mortes, tem até baratas)
Longe do mar, da poluição
(Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas)
mas um fim que ninguém previu
(Árvores nos eixos a polícia montada)
(Brasília), Brasília

Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
(Muitos porteiros e pessoas normais)

As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
(Utopia na mente de alguns...)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
(Utopia na mente de alguns...)

Oh.. O concreto já rachou!
Brasília....

Brasília tem luz, Brasília tem carros
(Carros pretos nos colégios)
Brasília tem mortes, tem até baratas
(em tráfego linear)
Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas
(Servidores Públicos ali)
Árvores nos eixos a polícia montada
(polindo chapas oficiais)
Brasília, (Brasília)

Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
(Muitos porteiros e pessoas normais)

As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
(Utopia na mente de alguns...)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
(Utopia na mente de alguns...)

Oh... O concreto já rachou! rachou! rachou! rachou!
Rachou! O concreto já rachou!
Brasília....
Brasília.... Brasilia!

As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
(Utopia na mente de alguns...)

Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
(Utopia na mente de alguns...)

Os comércios só vendem
e os porteiros só olham
E essas pessoas elas não fazem nada
mas essas pessoas elas não fazem nada
Nada! (Brasília...) Nada! (Brasília...)
Nada! (Brasília...) Nada! (Brasília...)"

 

 

 

 

 


 

O concreto já rachou

Na noite desta quarta-feira, por volta das 20h50m, houve um intenso panelaço no Meier, enquanto a presidente Dilma Rousseff dava uma entrevista exibida pelo Jornal Nacional da Rede Globo. Dava para ouvir facilmente o barulho de panelas, buzinas e fogos de artifício.

Parece que o grampo da conversa entre a presidente e o ex-presidente Lula - nomeado ministro-chefe da Casa Civil - pode se tornar o Watergate brasileiro. Neste momento, milhares de pessoas estão se manifestando em várias partes do país, exigindo a renúncia da presidente Dilma. 

Em 1972, nos EUA, durante a campanha para a eleição presidencial, cinco homens invadiram escritórios do Partido Democrata, num complexo conhecido como Watergate, com o objetivo de instalar grampos para escuta telefônica para acompanhar as discussões desse partido em meio a campanha eleitoral.

Depois de dois anos de investigação e da participação muito ativa dos jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward, do Washington Post, ficou comprovada a culpa do Partido Republicano. A crise foi tão grave que o então presidente republicano Richard Nixon, que fora reeleito em 1972 - apesar do escândalo - teve de renunciar ao cargo, em agosto de 1974. O então vice-presidente Gerald Ford assumiu a presidência. 

 

Panelaço e revolta

A alguns meses dos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto, jovens de 14 a 20 anos vêm-se preparando para cobrir o megaevento, graças ao projeto  Repórter Cidade Olímpica. Profissionais como Eduardo Souza Lima, o Zé José, Manuel Águas e Ana Paula Carvalho estão dando aulas de reportagem, fotografia, video e edição em video.  As aulas vêm acontecendo na Nave do Conhecimento de Triagem, em parceria entre o Comitê Organizador  Rio 2016 e as secretarias municipais de Educação e de Tecnologia. 
 
 
 
 
 
 
 

Jornalistas do futuro

A Educafro, que promove o acesso de estudantes negros e de classes sociais mais baixas às universidades, está convocando candidatos para os processos seletivos da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) e Unifran (Universidade de Franca). Há cursos presenciais e à distância. Os interessados devem telefonar para (21) 2509-3141 ou comparecer à Rua Buenos Aires 167, no Centro do Rio,  de segunda a sexta, das 9h às 17h. 

Bela iniciativa

Continua sendo vendida em várias livrarias a obra Dez toques sobre jornalismo, de Claudio Nogueira. O livro oferece orientações sobre o dia a dia da profissão nos diferentes meios de comunicação, explica as características de cada um dos veículos, traz dicas para quem pretende se graduar na área e lança questões sobre o futuro do Jornalismo. Destinado a estudantes, profissionais de áreas afins e interessados no assunto, Dez toques sobre jornalismo descreve, com linguagem clara e objetiva, todos os aspectos relacionados à notícia, desde o conceito até a difusão.

Dez toques sobre jornalismo oferece orientações sobre o dia a dia da profissão nos diferentes meios de comunicação e dicas para quem pretende se graduar na área, explica as características de cada um dos veículos e lança questões sobre o futuro da profissão. Afinal, desde o advento da internet, o jornalismo se viu obrigado a se reinventar para garantir sua sobrevivência e atender a um público cada vez mais exigente, que, em tempos de redes sociais, smartphones e convergência de mídias, também quer, por vezes, participar da produção da notícia. 

 Vale a pena aproveitar ofertas para comprar o livro com um precinho mais em conta. Basta acessar: http://www.buscape.com.br/dez-toques-sobre-jornalismo-claudio-nogueira-8577563138

 

Livro sobre jornalismo com desconto

O dia de hoje, 8 de Março, é reconhecido em todo mundo como o Dia Internacional da Mulher. embora vários historiadores considerem que tal data tenha passado a ser comemorada em memória de 130 operárias que morreram carbonizadas num incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York a 25 de março de 1911, os eventos que ocasionaram a criação da data são bem anteriores a este acontecimento. De acordo com o site www.revistaescola.abril.com.br, protestos de organizações feministas e operárias vinham ocorrendo desde o  fim do século 19, na Europa e nos Estados Unidos. À época, as jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a fazer greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas naquele período.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista daquele país oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, foi aprovada por mais de ce representantes de 17 países uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 no calendário Gregoriano, adotado no Ocidente (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data se consagrou, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 1930, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.



Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/8-marco-dia-internacional-mulher-genero-feminismo-537057.shtml

Dia da mulher

Bela homenagem para nossas campeãs: 

https://medium.com/@brenobarros/rio-2016-os-jogos-ol%C3%ADmpicos-das-mulheres-8b90520ccba6#.bta3yyf81

Oito de março

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Fferj) divulgou nesta terça-feira a tabela da Taça Guanabara: http://www.fferj.com.br/Noticias/View/11466. A taça é praticamente um campeonato à parte dentro do Estadual do Rio, tendo em vista sua tradição e o interesse que desperta entre os clubes e a torcida. Ser campeão desse troféu dá um status superado apenas pelo título estadual. A  Taça Guanabara foi criada em 1965,  para apontar o representante carioca na Taça Brasil, a competição nacional daquela época. A Taça Brasil foi extinta em 1969, mas a Taça Guanabara continuou a ser disputada e em 1972 passou a ser o primeiro turno do Campeonato Carioca (depois Estadual). Em 1980,  ela foi disputada como um torneio separado. Entre 1981 e 1993, a disputa voltou a valer pelo primeiro turno do Estadual. Em 1994 e 1995, o Estadual teve os clubes divididos em dois grupos na primeira fase. Os campeões de cada grupo decidiam a  Taça Guanabara. Em 1996,  o troféu voltou a valer como primeiro turno do Estadual e ser disputado em turno único. A Taça leva o nome do antigo Estado da Guanabara. Em 1960, quando o Rio deixou de ser a Capital Federal, o antigo Distrito Federal virou Guanabara, uma cidade-estado. Em 1975, houve a fusão entre os estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. A cidade do Rio de Janeiro passou a ser capital do estado do mesmo nome.   Em tupi-guarani, a palavra Guanabara quer dizer braço de mar ou seio de mar.

Ano Campeão

1965  Vasco; 1966  Fluminense;  1967  Botafogo; 1968  Botafogo; 1969  Fluminense; 1970  Flamengo; 1971  Fluminense; 1972  Flamengo; 1973  Flamengo; 1974  América; 1975  Fluminense; 1976  Vasco; 1977  Vasco; 1978  Flamengo; 1979  Flamengo; 1980  Flamengo; 1981  Flamengo; 1982  Flamengo; 1983  Fluminense; 1984  Flamengo; 1985  Fluminense; 1986  Vasco;  1987  Vasco; 1988  Flamengo; 1989  Flamengo; 1990  Vasco; 1991  Fluminense; 1992  Vasco; 1993  Fluminense;  1994  Vasco; 1995  Flamengo; 1996  Flamengo; 1997  Botafogo; 1998  Vasco; 1999  Flamengo;  2000  Vasco;  2001  Flamengo; 2002  Americano; 2003  Vasco; 2004  Flamengo; 2005 Volta Redonda; 2006 Botafogo; 2007 Flamengo; 2008 Flamengo; 2009 Botafogo; 2010 Botafogo; 2011 Flamengo; 2012 Fluminense; 2013 Botafogo; 2014 Flamengo;  2015 Botafogo.

Resumo: Flamengo, 20 titulos; Vasco, 11; Fluminense, 9; Botafogo, 8; América, Americano e Volta Redonda, 1

 

 

Taça GB

Ainda há vagas na Rio-2016. Quem desejar trabalhar no maior evento do planeta, nas Olimpíadas e Paralimpíadas, em agosto e setembro, não pode perder a oportunidade. Não deixe de se inscrever em: http://www.rio2016.com/vagas

Há vagas

  Faltam pouco menos de cinco meses para a abertura das Olimpíadas do Rio, a 5 de agosto. Mas  quem esperava um boom do esporte na cidade  já percebeu que não foi e não será assim. Exceto por alguns remadores de Vasco, Flamengo e Botafogo; do time masculino de basquete do Flamengo; e da equipe feminina de vôlei do Rexona, a cidade olímpica não dispõe de grandes nomes nas diferentes modalidades. E nesta terça-feira, deverá perder nomes de expressão dos times masculino e feminino de handebol do Vasco, cujo convênio com a Aeronáutica não será renovado.

  Em 2015,  gracas a um convênio com a Aeronáutica, que necessitava que seus jogadores se mantivessem em atividade, tendo em vista os Jogos Mundiais Militares (na Coreia do Sul), o clube de São Januário contou com dois bons times masculino e feminino de handebol. No ano passado, a equipe masculina foi bicampeã da Copa Brasil, e no feminino, o time ficou comos terceiros lugares na Copa Brasil e na Liga Nacional. Pela parceria, o clube cedia apenas a camisa e arcava com despesas menores, enquanto a força armada custeava as remunerações de seus atletas, na maioria terceiros-sargentos. O acordo acabou, e nesta terça-feira, um representante da Prefeitura de Taubaté (SP) virá ao Rio para acertar com todas as 16 atletas do feminino e pelo menos cinco do masculino, que irão defender neste ano o time que terá apoio da Universidade de Taubaté, a Unitau.

 -Todas as 16 jogadoras do feminino devem ir para a Taubaté, mas no caso do masculino, os jogadores se espalharam. Cerca de cinco devem seguir para lá também - conta Fabiane Santos, atacante. - No fim do ano passado, na Liga Nacional, jogando pelo Vasco, éramos nós que bancávamos hospedagem e alimentação. Então, este ano, a Aeronáutica preferiu não manter a parceria com o clube.

  Por Taubaté, o time feminino disputará o forte Campeonato Paulista, com 11 times, ao passo que o Estadual do Rio sequer terminou, além da Liga Nacional e da Copa Brasil. Dessa equipe, há pelo menos quatro atletas com passagens por seleções brasileiras; Juliana Vicente, que ano passado treinou com a equipe brasileira principal; Patrícia Parolli, que já atuou na seleção principal; Jéssica Louse e a própria Fabiane, que já foram convocadas para a seleção brasileira júnior. A Federação de Handebol do Rio (Fherj) ainda vem se empenhando no sentido de manter os atletas na cidade, atuando por outro clube.

  -A Aeronáutica teve a ideia de trazer as seleções masculina e feminina para o Rio justamente por causa das Olimpíadas. Sabemos que a federação está buscando um apoio para que fiquemos aqui. Mas atualmente temos 90% de chances de irmos para Taubaté - adiantou Fabiane.

 A atleta é carioca, tem 20 anos e está cursando o terceiro período de Educação Física. Ela e outras atletas estão tendo de trancar suas matrículas na Unisuam, que pôs fim a seu projeto de esportes. A expectativa do grupo de atletas é a de prosseguir seus estudos no interior paulista, na Unitau. De qualquer forma, as jogadoras do feminino já sabem que não deverão ter mais o comando do técnico Ruy Sanchez, que é civil e não deverá se transferir para Taubaté. 

Faltam cariocas

  Aos 29 anos, dez deles dedicados à seleção brasileira feminina de rúgbi, a atleta Baby Futuro está treinando forte, muito motivada para o Sul-americano de Rúgbi sevens (com sete jogadores em cada time) que será disputado no Estádio de Deodoro neste sábado e domingo, como evento-teste da instalação para o torneio da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto. Dez vezes campeão sul-americano invicto e medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos, ano passado, em Toronto, o Brasil não é um dos favoritos para a medalha olímpica, mas Baby Futuro diz em entrevista esperar que, atuando em casa,  o rúgbi brasileiro ganhe maior visibilidade  no país.

  Nas Olimpíadas, o rúgbi será disputado na modalidade sevens, e não na union (15 atletas por time). De volta aos Jogos após 92 anos, a modalidade é a 14ª no ranking geral de ingressos alocados, entre as 42 que serão disputadas. Segundo a Rio-2016, a final do torneio masculino, já esgotada, foi a 24ª mais solicitada dentre 256 finais. O rugby é um dos mais praticados esportes do mundo, com quase 7 milhões de jogadores registrados e presente em mais de 170 países. No Brasil, são mais de 150 mil seguidores, mais de 300 agremiações esportivas e 60 mil atletas e praticantes.

Sul-Americano e busca pelo 11o título - Este Sul-Americano é mais especial por ser um evento-teste. Nós precisamos testar as instalações para as Olimpíadas, e ao mesmo tempo temos essa responsabilidade de manter essa hegemonia na America do Sul. Estamos assistindo aos outros times. Nós jogamos com elas no Valentin (Valentin Martinez Copa Semm), a gente tem outros videos delas jogando e sabemos que elas cresceram muito. Mas estamos preparadas.  Temos jogado etapas do Circuito Mundial, em que o nível é mais forte e  no qual enfrentamos as melhores equipes do mundo. Terminamos em oitavo em Barueri (etapa brasileira do Circuito Mundial), mas isso não quer dizer nada. Temos de chegar lá e mostrar que estamos evoluindo e estamos treinando bastante. Nosso trabalho duro só vai ser mostrado em campo mesmo, e então, é chegar lá para ver.  

Luta por medalha - Uma medalha, a gente só vai saber se conseguir na hora mesmo. Mas a gente vai se preparando muito bem. A gente jogou a primeira etapa do Circuito Mundial, em Dubai. A gente jogou a segunda, em Barueri, e vai ter a oportunidade de jogar a quarta etapa, no Canadá. A melhor maneira de evoluir é jogar neste nível. A gente treina, treina, treina, mas precisa jogar neste nível. Será o termômetro para saber se a gente está evoluindo ou não. A gente vai ter outras oportunidades de jogar partidas internacionais, antes das Olimpíadas, e com certeza, isso vai nos ajudar a ficarmos mais afinadas para os Jogos.

Visibilidade do rúgbi no Brasil - Uma medalha para o Brasil no Brasil seria incrível. A visibilidade que daria ao nosso esporte também seria estrondosa. A gente conseguiria provar que o rúgbi existe no Brasil. Pelo lado do desenvolvimento, conseguir o rúgbi nas escolas para as crianças nas escolas, e  fazê-lo crescer desde a base. Uma medalha ajudaria muito a que as pessoas conhecerem e enxergarem o rúgbi de uma outra maneira.

 

 



Para o futuro

A cinco meses das Olimpíadas do Rio, em agosto, o remo segue à deriva. Continua a crise política entre a Federação do Rio (Frerj) e a Confederação Brasileira (CBR), que no fim do ano passado, fez com que os atletas cariocas não fossem disputar o Brasileiro de novembro, em Brasília. Agora, o capítulo mais recente foi o do corte de dois atletas cariocas que não irão participar de um período de treinamentos em Porto Alegre. 

Alegando corte de despesas e falta de verbas, a CBR dispensou nas vésperas da viagem as atletas Yanka Vieira Rodrigues de Britto e Dayane Pacheco dos Santos, ambas do Vasco. Além disso, no aspecto técnico, Fabiana Beltrame, também vascaína e esperança de um bom resultado nos Jogos, continua sem uma parceira para a prova de double skiff. 

Sobre o corte dos atletas, o presidente da Frerj, Paulo Carvalho, divulgou, há pouco, nota de repúdio à entidade nacional:

"A FRERJ vem externar sua indignação com a entidade máxima do remo nacional (CBR), que não satisfeito em retaliar a federação e os clubes do Rio de Janeiro, agora pratica atos contra nossos atletas sem qualquer explicação, dispensando às vésperas do embarque para o campo de treinamento em Porto Alegre, as atletas do C.R. Vasco da Gama YANKA VIEIRA RODRIGUES DE BRITTO e DAYANE PACHECO DOS SANTOS, e pasmem, sob argumento de não terem verbas para compra de passagens aéreas, fato este que pode ser provado."

"A questão será levada ao COB para aferição das justificativas da CBR e providências serão tomadas, com o apoio incondicional à essas atletas para ressarcimento dos prejuizos causados em sua vida pessoal e profissional, repito, em razão das práticas pouco críveis da CBR, que notadamente, virou às costas definitivamente para o remo carioca em ano Olímpico, mesmo sabedores que os atletas dos clubes filiados à FRERJ compõe grande parte da seleção nacional, lamentável."

 

 

 

Remo em crise

O mineiro Gilmar Silvestre Lopes (Pé de Vento/Caixa-RJ) obteve índice olímpico na Maratona de Tóquio no último domingo (dia 28), no Japão, ao completar os 42,195 km do percurso, em 29º lugar, com o tempo de 2h16m06s. Com isso, ele é o 11º atleta brasileiro a conseguir a marca mínima de 2h19m00s, estabelecida pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). Apenas três corredores, porém, poderão ser inscritos nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

"Fiz o meu melhor. Até o km 35, estava correndo para 2h11m ou 2h12m, mas não deu para manter o ritmo. Fiquei muito fraco no final", comentou o atleta, que ocupa o quinto lugar no ranking dos maratonistas qualificados. 

A Maratona de Tóquio, que reuniu mais de 37 mil participantes, teve pódio africano na prova masculina. A vitória foi do etíope Feyisa Lilesa, com 2h06m56s, seguido dos quenianos Bernard Kiprop Kipyego (2h07m33s) e Dickson Chumba (2h07m34s).

Os maratonistas com índices para a Olimpíada até o momento são os seguintes:

Marilson Gomes dos Santos (BM&FBovespa-SP) - 2h11m00s 
Paulo Roberto de Almeida Paula (Luasa-SP) - 2h11m02s 
Solonei Rocha da Silva (Orcampi Unimed-SP) - 2h13m15s * 
Valério de Souza Fabiano (II Correr Bem-RJ) - 2h15m14s
Gilmar Silvestre Lopes (Pé de Vento/Caixa-RJ) - 2h16m06s
Franck Caldeira (BM&FBovespa-SP) - 2h16m35s 
Gilberto Silvestre Lopes (Cruzeiro/Caixa-MG) - 2h16m39s 
Edson Amaro dos Santos (Atletismo Campeão-PE) - 2h16m51s 
Fredison Carneiro Costa (Paulistano São Roque-SP) - 2h18m06s 
Mateus Soares Trindade (GAC AP-PR) - 2h18m49s
Giomar Pereira da Silva (Cruzeiro/Caixa-MG) - 2h18m50s 

*Solonei já está convocado por ter terminado entre os 20 primeiros colocados no Mundial de Pequim, em 2015. 

 

Fonte: www.cbat.org.br

Na corrida pela vaga na maratona

P

rimeira atleta feminina brasileira campeã olímpica em uma prova individual, a do salto em distância nos Jogos de Pequim-2008, com a marca de 7,04m, Maurren Maggi deu adeus às pistas, como competidora no último domingo, durante a competição Super Salto, em arena montada na Praça Mauá, próximo Museu do Amanhã.  Embora não fosse uma competicão oficial, foi uma bela despedida, até porque acabou acontecendo em uma área pública da cidade e perto de pessoas que nem sempre frequentam um estádio de atletismo.

Agora, como se diz na gíria, Maurren passará para o lado de cá, isto é, da imprensa, ou virá para o outro lado do balcão, deixando de ser atleta para tornar-se comentarista de atletismo pela Rede Globo nas Olimpíadas do Rio, em agosto.

A sensação é um pouco de desespero. Eu tô encarando tudo como uma festa linda, um momento único em minha vida - comentou a atleta de 39 anos, antes de fazer o último salto. 

Embora a conquista do ouro em Pequim não tenha lá tanto tempo, talvez os mais jovens não saibam o quanto Maurren teve de superar para chegar onde chegou: ao Olimpo do esporte, isto é, a um pódio olímpico, quaisquer que sejam as cores das medalhas.

Depois de ter sido campeã pan-americana em Winnipeg, no Canadá, em 1999, ela continuou a dar resultados expressivos, que a levaram ao topo do ranking mundial no salto em distância. Em 2003, meses depois da conquista do ouro no Mundial de Pista Coberta, em Birmingham, na Inglatera, Maurren e o país sofreram um choque: favorita ao ouro no Pan-2003 de Santo Domingo e nas Olimpíadas de Atenas-2004, a saltadora foi punida por doping pelo uso da substância clostebol, que fazia parte da composição de uma pomada cicatrizante.

 Parecia o fim da carreira de Maurren, que passou dois anos e meio fora do esporte. Nesse período, em 2004, ela deu à luz Sofia, fruto de seu casamento com o então piloto de F-1 Antônio Pizzonia. A punição por doping e os cuidados com uma criança pequena poderiam ser motivos para que qualquer atleta desistisse. Mas não a futura campeã olímpica, que, depois do divórcio, resolveu retornar ao esporte, motivada pelo desejo de dar exemplos para Sofia e também para cuidar do futuro da menina.

Assim, Maurren voltou a saltar em 2006 e conquistou no Engenhão, no Rio, em 2007, o bicampeonato pan-americano do salto em distância (ganharia o tri no México, em Guadalajara-2011). Era o indício de que ela poderia competir em alto nível. No ano seguinte, nos Jogos de Pequim-2008, sua maior glória, na pista do mítico Ninho de Pássaro. Por apenas um centimetro, com 7,04m, logo na primeira tentativa, ela superou a então campeã olímpica Tatiana Lebedeva, da Rússia, que em sua última tentativa, alcançou os 7,03m. Blessing Ogakbare, da Nigéria, completou o pódio, com 6,91m.

 Consagrada, Maurren correu pela pista envolta numa grande bandeira brasileira e tendo nas mãos uma pequena bandeira chinesa. Em conversa com a filha por meio de um link de TV, quem estava assistindo deve ter dado um sorriso quando Sofia, então com três anos e meio, lhe disse que preferia a medalha de prata, que ela achava mais bonita que a de ouro.

Depois de ter dado várias entrevistas, Maurren ainda posou com alguns dos jornalistas brasileiros que lá estavam (foto).

À época, me recordo que na véspera havia chegado da cobertura das provas de hipismo em Hong Kong (por uma questão legal interna os animais não podiam ser levados a Pequim), onde o Brasil não conseguira quaisquer resultados.

Ao chegar à tribuna de imprensa do Ninho de Pássaro, antes mesmo de me instalar, ligar o laptop ou mesmo de me sentar numa cadeira, assisti exatamente ao primeiro salto de Maurren, com o qual ela foi campeã olímpica e me proporcionou a oportunidade de fazer a matéria mais emocionante de minha carreira até agora. Valeu, Maurren! Obrigado!

 

 

 

 

Adeus a uma estrela

Um dos protagonistas, ao lado do armador Stephen Curry, da conquista do título da NBA de 2014/2015 pelo Golden State Warriors, o ala-armador Klay Thompson, de 26 anos, já tem duas metas tracadas para este ano: uma delas é ajudar a equipe de Oakland - que conta também com os brasileiros Leandrinho e Anderson Varejão - a conquistar o bi da liga americana em 2015/2016; e seu outro objetivo é o de pelo menos integrar a seleção dos EUA  que virá tentar o tricampeonato olímpico na Rio-2016. Em 2014, na Espanha, ele fez parte da equipe americana bicampeã mundial. Na última edição do All Star Game (Jogo das Estrelas), em Toronto, Thompson falou sobre suas expectativas sobre 2016.

Estar na seleção olímpica - “Estou realmente entusiasmado por estar na lista inicial (de 31 jogadores) para ao menos ter a chance de estar na seleção. Realmente seria ótimo integrar esta equipe.”

Mundial da Espanha-2014 - “A Espanha foi uma grande experience. Foi uma das melhores experiências de basquete em minha vida.”

O que fazer para ser convocado para a Rio-2016 -

"Você tem de ter um grande ano, mas tem de superar muitos grandes jogadores e provar para a USA Basketball (a federação que convoca a equipe nacional) que você está comprometido e que põe a seleção em primeiro lugar. Há muitos caras que podem liderar a seleção em pontos, em rebotes. Mas não tem a ver com estatísticas. Simplesmente tem a ver com conquistar o ouro. Seria uma grande honra (jogar nas Olimpíadas Rio-2016). Seria algo de que eu iria me orgulhar muito por ter conseguido fazer. Se não for neste ano, espero que seja em 2020 (Jogos de Tóquio)."

Tentar quebrar o recorde de 72 vitórias e 10 derrotas do Chicago Bulls em 1995/1996 (atualmente o Golden State Warriors tem 52 vitórias e 5 derrotas) -  "Seria um grande feito. Quando cresci como fã de esportes este era um daqueles recordes que nós achavámos que era inatingível. Só fato de estar sendo comparado àquele time do Bulls é realmente especial. É óbvio que as 73 vitórias não vão significar nada se não ganharmos o anel (dado aos jogadores campeões da liga). Mas se você puder conquistar ambas as coisas (recorde de vitórias e título) será uma das temporadas mais especiais da história do esporte. Seria um grande privilégio fazer parte disso.”

Busca pelo recorde pode atrapalhar campanha pelo título - “Na realidade, não, porque nós ainda sabemos qual é a nossa tarefa. Se tivermos a chance de chegarmos à vitória 73, tentaremos conseguir isso. Mas este não é nosso principal objetivo. Nosso principal objetivo é o bicampeonato. Mas não vou mentir e dizer que não seria doce ganhar 73 jogos.”

Ter ganho o torneio de cestas de três pontos do All Star Game contra o companheiro de time Stephen Curry - “Gostamos de ficar arremessando (bolas de três) um contra o outro. Sabe, eu nunca estive num time com alguém que arremessasse (de meia e longa distâncias) melhor do que eu. Então, é um privilégio trabalhar com ele diariamente. Ele faz com que eu evolua muito.”

 

Por um lugar ao sol na Rio-2016

Marcelo Brandão, repórter da Agência Brasil 

Pela primeira vez, o Brasil - e a América do Sul - receberão este ano, de 5 a 21 de agosto, uma Olimpíada, o maior evento multiesportivo do mundo, e o país  já traçou sua meta: o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) quer que o Brasil termine os Jogos entre os dez maiores medalhistas. Caso consiga, será o melhor desempenho do país na história dos Jogos. O diretor executivo de Esportes do COB, Marcus Vinícius Freire, afirma que a preparação dos atletas para 2016 é a melhor já oferecida.

“A meta do COB para o Rio 2016 é colocar o Brasil no Top 10 do quadro total de medalhas dos Jogos Olímpicos. Estamos oferecendo a melhor preparação da história aos atletas para que eles tenham os melhores resultados de suas carreiras”, diz Freire. Ele destaca que o país terá mais de 400 representantes no Rio de Janeiro.

“O Brasil terá mais de 400 atletas competindo para chegar à nossa meta de Top 10, teremos algo em torno de 150 atletas medalhistas, incluindo aí as modalidades individuais e as coletivas. Vamos oferecer aos outros 250 atletas todo o apoio e suporte para que tenham a melhor atuação”.

Para o jornalista Cláudio Nogueira, especialista em esportes olímpicos, a meta traçada pelo COB é possível, mas vai depender de um bom desempenho tanto em modalidades tradicionalmente vencedoras, quanto de outras com resultados positivos recentes. “Acho que é uma meta factível, mas depende muito do desempenho de alguns esportes, principalmente aqueles em que o Brasil tem mais tradição”.

Nogueira cita vários esportes como importantes para o cumprimento da meta. Natação, judô, iatismo, vôlei de praia e de quadra – masculino e feminino – são alguns dos esportes lembrados e que têm subido ao pódio com frequência nos Jogos Olímpicos. Outros, no entanto, podem surgir como novas potências. “Na canoagem, temos chance de medalha, no tiro com arco temos o Marcos Vinícius D'Almeida, que é uma revelação, uma expectativa”.

O diretor do COB destaca as conquistas recentes do esporte brasileiro, o que classifica como fruto de uma preparação de longa data. “Em Londres, além das modalidades que já costumam trazer medalhas ao Brasil, tivemos novos pódios com o pentatlo moderno, boxe e a ginástica artística masculina. No Pan-americano de Toronto, tivemos ótimo desempenho no polo aquático, o hóquei sobre grama masculino e bons resultados na canoagem, por exemplo”.

O esporte brasileiro, no entanto, vai ter que superar alguns obstáculos para ficar entre os dez melhores dos jogos. O basquete masculino, por exemplo, que tem crescido muito nos últimos anos, precisaria superar equipes de peso como as da Argentina, Sérvia, Espanha e dos Estados Unidos para chegar ao pódio olímpico.Outro problema está no atletismo. Embora o Brasil frequentemente conquiste medalhas no atletismo, a modalidade está em má fase. Conquistou só uma medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de Toronto, em 2015, e nenhuma na Olimpíada de 2012. “Mudança de diretoria, além de mudanças técnicas, de diretores técnicos e chefias. Acho que isso pode ter causado problema no atletismo”, diz Nogueira.

Para ele, o atletismo brasileiro tem tradição suficiente para consolidar-se no cenário internacional, mas ainda é inconstante. “O Brasil já teve Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz, mais recentemente a Maureen Maggi, fora outros que não foram medalhistas de ouro. Por essa tradição toda, era para o nosso atletismo já ter uma escola que revelasse talentos, mas infelizmente não é assim. Acho que o nosso atletismo carece de mais investimentos”.

O jornalista, que cobriu as últimas três olimpíadas e os últimos cinco Jogos Pan-americanos, acredita que falta mais apoio em todo esporte brasileiro. “[Há] falta de investimento financeiro, patrocínio, mas também de investimento técnico. [Faltam] centros nacionais de treinamento para vários esportes. Acho que isso faz muita falta ao Brasil e ao esporte brasileiro como um todo”.

De acordo com o ministro do Esporte, George Hilton, um dos objetivos do governo é colocar à disposição da população os novos centros nacionais de treinamento, construídos para preparação dos atletas olímpicos de várias modalidades em diferentes estados. Além disso, serão construídas cerca de 200 vilas do esporte. Será uma área reservada à prática de várias modalidades e deverão ser erguidos, em um primeiro momento, em pequenos municípios.

“A Olimpíada acaba, mas ficará o legado material com esses equipamentos todos. Nós queremos aproveitar a Olimpíada para mudar essa cultura, combater o sedentarismo. E também queremos uma cultura de massificação da prática esportiva”, diz Hilton.

O ministro engrossa o coro do COB pela meta olímpica e acredita no trabalho feito também pelo governo federal, com o programa Brasil Medalhas, que injetou R$1 bilhão na preparação de atletas olímpicos e paralímpicos. “Nós preparamos bem os atletas, temos dado toda a assistência”, garante Hilton.

O ministro destaca a importância dos atletas olímpicos no estímulo à prática esportiva, independentemente dos resultados no Rio de Janeiro. “Eles, subindo ao pódio ou não, serão fundamentais para nos ajudar a propagar a ideia do esporte, como embaixadores que serão. Mas é claro que queremos vê-los no pódio, porque serão grandes inspiradores para nossas crianças e jovens”.

Quadro de medalhas

A meta do COB é ver o Brasil entre os dez países na soma de todas as medalhas. No entanto, os quadros divulgados geralmente levam em consideração o número de medalhas de ouro como critério de classificação de um país.

“Alguns países conquistam várias medalhas de ouro em apenas uma modalidade. Então, eles são potência naquela modalidade específica, mas não no todo. Por isso, o COB conta pelo total de medalhas”, afirma Freire.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) não é responsável pela montagem do quadro de medalhas divulgado pela mídia, alegando que estimula um espírito de competição entre os países, não condizente com o objetivo dos Jogos.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

 

Voluntários para a Rio-2016: de olho nos prazos

Atual campeão olímpico de argolas, na edição de Londres-2012, na primeira medalha da ginástica brasileira nos Jogos, Arthur Zanetti é o líder de uma equipe masculina verde-amarela que poderá obter bons resultados nas Olimpíadas do Rio, em agosto. Para a presidente da Federação de Ginástica do Rio de Janeiro (Fgerj) e comentarista do Sportv Andrea João, ao comparar as equipes masculina e feminina desse esporte, o masculino leva vantagem.

- O masculino do Brasil está em ótima fase, com vários bons atletas. Alguns bons nomes poderão até ficar de fora. Pelo Brasil, o masculino é o que vem trazendo os melhores resultados, e acredito que nas Olimpíadas, vá brigar para ir à final por equipes - analisou Andrea.

Segundo ela, no individual geral, os nomes brasileiros são Sérgio Sasaki, que já obteve um quinto lugar em Mundial; e Arthur Nory já ficou entre os 15 melhores em Mundial. A comentarista acredita que o país poderá contar com dois entre os dez melhores por aparelhos: Zanetti nas argolas e Diego Hypólito no solo. No caso específico de Zanetti, que luta pelo bicampeonato olímpico, Andrea aponta três fortes rivais.

-Eleftherios Petrounias, da Grécia, ganhou o último Mundial em Glasgow-2015, na Escócia, e é o maior rival do Zanetti, e outros destaques nas argolas são os chineses You Hao e Liu Yang (prata e bronze no Mundial de 2015). Os três são pedras no sapato do Zanetti - declarou Andrea, que espera para 2016 uma competição de altíssimo nível entre os homens. - O masculino na ginástica é a cereja do bolo. Os homens em geral estão fazendo acrobacias muito difíceis e praticando uma ginástica muito bonita e técnica. A ginástica no feminino é mais bela, e a do masculino, mais ousada. Na ginástica, não se vai torcer, mas apreciar. Além de esporte, é um show.

No Mundial de 2015, o Brasil terminou em oitavo na disputa por equipes, classificando-se assim pela primeira vez como grupo para as Olimpíadas. No feminino, as atletas terminaram em nono. Com isso, tentarão uma vaga olímpica por equipes no evento-teste deste esporte, no Rio, em abril, quando mais quatro seleções irão se classificar. 

Ao analisar a equipe feminina, Andrea João considera que as atletas melhoraram tecnicamente, mas ainda se ressente da falta de mais atletas para substituir as que eventualmente sofram alguma lesão. Foi o que, no seu entender, ocorreu no Mundial de 2015, em Glasgow. 

- O Brasil está muito mediano, mas sem um grande destaque - disse. - O feminino tem que se focar em classificar para 2016. Tem de obter notas altas em todos os aparelhos (para conseguir uma das quatro vagas). À medida em que as atletas lesionadas forem voltando, a equipe vai ficar mais encorpada - previu.

 

 

 

 

Na ginástica, braços fortes

Com a cerimônia de acendimento da chama dos Jogos Rio-2016 na cidade grega de Olímpia em 21 de abril, vai ter início o revezamento da tocha, que começa seu percurso no Brasil em 3 de maio, partindo de Brasília. Em 95 dias serão percorridas 329 cidades, incluindo todas as capitais estaduais, em caminho traçado por mais de 20 mil quilômetros (além de 10 mil milhas aéreas) e envolvendo cerca de 12 mil condutores. Nesta quarta-feira (24 de fevereiro), foram divulgados o roteiro oficial do revezamento e o uniforme, com predomînio do branco.

No Brasil, além de divulgar os vários aspectos da cultura das cinco regiões do país, a passagem da tocha “aquece” a população para os Jogos Olímpicos Rio 2016, que serão realizados de 5 a 21 de agosto. Dentre os critérios de escolha das cidades para o percurso estão o interesse turístico e a logística. O percurso vai chegar à Cidade Maravilhosa, que terá seu revezamento interno da tocha até o acendimento da pira, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em 5 de agosto.

O revezamento da tocha tem sua origem entre os gregos, que mandavam mensageiros pelas cidades-Estado anunciando um período de trégua para possibilitar a viagem de atletas e público até o local das competições Olímpicas. Daí vem o simbolismo de paz e integração dos povos.

Fonte: www.rio2016.com

Giro da tocha

Quem acha que os jogadores de futebol do Brasil nadam em dinheiro está enganado. De acordo com dados oficiais divulgados nesta terça-feira, pela Diretoria de Registros e Transferências da CBF, 96,08% dos atletas de futebol receberam R$ 5 mil por mês no ano passado. 

Ainda segundo esse relatório, há no país 28.203 jogadores profissionais contratados. Desse total, 82,4% (23.238 jogadores) ganham até R$ 1 mil mensais. Necessário lembrar que hoje o salário mínimo atualmente é de R$ 880. Já 3.859 atletas, ou 13,68%, recebem  até R$ 5 mil.

Apenas 226 atletas integram a elite financeira nos campos brasileiros, com  salários superiores a R$ 50 mil. Destes,  78 desses receberam entre R$ 100 mil e R$ 2000 mil, 35, entre R$ 200 mil e R$ 500 mil e apenas um atleta - nome não divulgado - teve salário superior a R$ 500 mil no ano passado.

 

 

Quanto ganham os nossos craques?

A 164 dias do início dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, o técnico da Seleção Brasileira Adulta Masculina, Rubén Magnano, falou sobre a expectativa para a estreia no dia 6 de agosto, os jogadores que atuam na NBA, na Liga ACB (Espanha) e na Liga Nacional, além de lesões e da programação da equipe nacional. Campeão olímpico em Atenas 2004 com a seleção da Argentina, o treinador estará no comando do Brasil pela segunda vez em uma Olímpiada e a quarta de sua carreira. Nos Jogos de Londres 2012, a Seleção Brasileira terminou em quinto lugar. 

1. Quais as chances de conquista de uma medalha? 

Sem a menor dúvida podemos sonhar. Temos que declarar nossa perspectiva por uma medalha. Não está muito longe essa possibilidade. Que é difícil é, mas temos que lutar por isso. Há muitas variáveis que devem ser levadas em conta, mas acredito nessa possibilidade. 

2. O que o Brasil precisa fazer para passar das quartas de final e ficar mais próximo do sonho da medalha? 

Nós vamos passar, mas precisamos chegar lá primeiro. Depois que chegarmos, vamos ver o que fizemos nos anos anteriores e o que precisamos fazer diferente para alcançar um resultado diferente. Depois precisamos ver a questão psicológica dos jogadores. Mas confesso que este jogo já está na minha cabeça. 

3. O que podemos esperar do nível dos jogos? 

Pelo que ando lendo e escuto das equipes, teremos jogos interessantes. As equipes virão para o Rio com suas seleções completas. Serão partidas duras e interessantes de jogar. É claro que não é novidade que Estados Unidos, campeão do mundo, e Espanha, campeão europeu, serão partidas ainda mais duras. 

4. Como será a preparação do Brasil para os Jogos Olímpicos? 

Temos algumas reuniões ainda, mas está quase certo que nos apresentamos entre os dias 15 e 20 de junho, em São Paulo. Teremos cerca de 50 dias de preparação até a estreia, além de dez partidas amistosas. Já entramos em contato com as equipes, mas estamos aguardando as confirmações. Falamos com China, Lituânia, Austrália, além de França, caso classifique no Pré-Olímpico Mundial, mas as possibilidades estão abertas. Esses jogos serão importantíssimos para colocarmos principalmente os jogadores que não estiverem no ritmo preparado para os Jogos Olímpicos.

5. O que podemos esperar do Pré-Olímpico Mundial na Itália, Filipinas e Sérvia, de 4 a 10 de julho, que classificará três equipes? 

Nossa ideia é ter um scoutista em cada uma das três cidades. Precisamos de todas as informações sobre a parte tática das equipes que vão disputar as competições. Nos dias 11 e 12 março, será realizado o sorteio dos grupos das Olímpiadas e aí teremos mais definido aonde deveremos focar para aprimorar o scout.

6. O que é mais difícil na montagem da equipe? 

Infelizmente o Brasil não tem uma grande quantidade de jogadores de nível olímpico. A possibilidade de ficar sem o Tiago (Splitter) é um problema para nós, é uma adversidade. Ele é uma referência para a seleção, que encaixa muito bem ofensiva e defensivamente com a equipe. Mas não vou fechar essa janela por agora. Eu tenho uma ponta de esperança e vamos ver o que vai acontecer, mas precisamos esperar conversar com o médico do Brasil para saber se realmente podemos esperar por ele. Até lá estarei pensando e sonhando com a presença dele. Esta é a nossa posição e nosso panorama. Mas vamos falar de coisas positivas e quais as soluções para chegarmos no dia da estreia com a bola ao ar e da melhor maneira possível. 

7. Anderson Varejão acaba de trocar de franquia. Saiu do Cleveland Cavaliers, que defendeu por 12 anos, e foi para o Golden State Warriors. O que achou dessa mudança? 

Era um desejo enorme que Anderson fosse trocado, pois não estava sendo considerado mais em sua equipe. É uma troca excelente, pois precisamos que Anderson tenha minutos de quadra para que chegue com basquete na nossa preparação e nas Olímpiadas. É difícil garantir, pois é muito recente, mas espero que ele consiga ingressar na rotação da equipe. Curiosamente, é uma equipe que trabalha muito com esse estilo de rotação. Eu tenho muitas esperanças que comece jogando. Quando estive em Cleveland conversamos bastante, falamos sobre essa situação e como deveria chegar preparado nos Jogos do Rio. Mas ele também estava se preparando e treinando forte para quando chegasse a hora estivesse bem.

8. Quem seria hoje a equipe titular do Brasil? 

Não falo de titulares. Falo de jogadores que abrem a partida e outros que vem de trás. Para mim possuem valores iguais. E a minha equipe sabe disso. Quem estiver bem, joga. 

9. Você viaja para a Espanha na sexta-feira (dia 26) para conversar com os atletas que atuam na Liga ACB. Como está a programação desta viagem? 

Faço anualmente esta viagem para conversar com os jogadores que atuam na Europa. Assistirei no domingo (28) o jogo UCAM Murcia contra Unicaja Malaga, em Málaga. E me encontro com Vitor Benite depois da partida para conversarmos sobre sua temporada na Espanha, o planejamento da Comissão Técnica e o calendário 2016. Na quarta-feira (2 de março), viajo para Madri onde assistirei o confronto entre Real Madrid e CSKA Moscou, pela Euroliga. Assim como Benite, me encontro com Augusto Lima depois da partida para conversarmos. Augusto está muito bem, possui experiência de Espanha e evoluí muito a cada temporada. Benite foi símbolo de dúvida quando foi anunciado na Europa, mas hoje vejo como está bem. Ele está com a concepção de jogo da Europa e do basquete FIBA. 

10. Você acredita que esses Jogos Olímpicos têm como missão também aumentar o número de jogadores e torcedores nacionais para a modalidade? 

A verdade é que não dá para falar muito disso. O número de jogadores é grande e eles estão prontos para jogar, mas não a nível olímpico. Representar o Brasil em uma competição olímpica é muito especial. Minha intenção sempre foi trazer gente nova e ir mesclando com os mais experientes pelo futuro do basquete. Infelizmente alguns jovens deram a negativa para a seleção e hoje é realmente um problema. Hoje, na véspera da competição, não podemos mais fazer testes. Eu convoquei muitos jogadores para participarem de competições e hoje estarem preparados para esta situação. Mas vamos seguir lutando e buscando isso, alimentando o comprometimento dos nossos atletas e esperar pra ver o que aconteça. 

11. O que falta para o basquete voltar à preferência do brasileiro? 

O basqueteiro que acompanha a modalidade e me conhece, esse me para na rua e fala que voltou a acompanhar basquete, se gosta ou não do que estou fazendo. Isso me agrada muito. A credibilidade é o mais importante para o nosso basquete. Sem a credibilidade fica muito difícil. A imagem da Seleção Brasileira é muito forte e muito boa. Não temos uma obrigação numérica, mas recuperar o torcedor. Vamos lutar em quadra. Esse é o nosso grande objetivo e sonho, mas precisamos também trazer a melhor imagem possível para nossos torcedores. A história do basquete brasileiro é muito rica. Quero que identifiquem na nossa seleção alguns valores que tem a ver com esporte. Para mim isso é muito importante.

12. Jogar em casa é uma vantagem? 

Jogar em frente à torcida é uma vantagem. Se me perguntarem o que prefiro jogar em casa ou fora? Com certeza, em casa. É uma coisa única e que poucos atletas, técnicos, dirigentes e torcedores têm como privilégio de ver em casa a sua seleção. Mas temos que avaliar, analisar para não se tornar um problema, com efeito, bumerangue. Isso não me preocupa tanto. O primeiro jogo que temos que ganhar é o da nossa preparação. 

13. E como está a sua preparação para a competição? 

Estou bastante confiante. Eu também me preparo para as competições. Assisto todos os jogos dos rivais e acompanho todos os jogadores selecionáveis, já pensando também no futuro do basquete brasileiro. O basquete vai continuar depois de 2016, então não posso perder um minuto. Essa será a quarta vez que disputo uma Olimpíada e também será um desafio para mim. 

Fonte: Assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Basquete

Fala, Magnano

Uma personagem da história da ginástica com apenas 18 anos (fará 19 no dia 14 de março),  Simone Biles coleciona 14 medalhas em Mundiais de seu esporte nas edições de Antuérpia-2013, Nanning-2014 e de Glasgow, no ano passado. Desse total, dez foram de ouro, duas de prata e duas de bronze. A americana responde sobre sua semelhança física com a ex-atleta brasileira Daiane dos Santos e está ansiosa para vir pela primeira vez ao Brasil, para as Olimpíadas do Rio, em agosto, quando poderá se tornar a rainha da ginástica.

1. Você foi a primeira ginasta afro-americana a conquistar o título mundial do individual geral e agora é a primeira ginasta feminina a ter conquistado o título mundial do individual geral por três vezes em seguida. Como se sente por ter feito história tantas vezes?

Simone Biles: Honestamente, eu sinto como uma bênção e uma honra ter alcançado algumas das coisas que alcancei ultimamente. Além disso, eu me diverti durante todo esse processo.  

2. Se é possível falar sobre o secreto de um atleta bem-sucedido, qual o seu segredo?

Simone: Todo mundo está sempre me fazendo esta pergunta. Para ser honesta, meu segredo, seu eu tivesse de escolher um, seria simplesmente me divertir e encarar cada momento durante esse processo que leva ao sucesso.

3. Como é sua rotina de treinos antes de uma competição importante?

Simone: Gosto de pensar que minha rotina de treinos é muito importante para mim, principalmente no aspecto mental. Então, me preparo o máximo possível e sei que eu fiz tudo que poderia ter feito para ir lá (competir) com 100% de empenho.

4. O que você espera dos Jogos Rio-2016? Você já esteve no Brasil?

Simone: Eu ainda não estive no Brasil. Então, se acontecer de eu estar na equipe olímpica, essa será minha primeira vez. Não tenho muita certeza do que esperar, além de uma forte pressão, porque isso acompanha o que nós fazemos.

5. Nos anos 90 e começo dos anos 2000, o Brasil teve uma grande ginasta, Daiane dos Santos. Muitas pessoas aqui no Brasil dizem que você é igual a ela, muito parecida.  Você a conhece? Teve oportunidade de acompanhá-la em alguma de suas competições?

Simone: Sim, ouvi várias pessoas dizerem que somos parecidas. Eu conheço a respeito dela, mas nunca a vi em quaisquer de suas competições.

6. Quando vocé não está treinando nem competindo, a que outras coisas dedica a maior parte de seu tempo? À universidade?

Simone: Diria que gasto a maior parte do meu tempo fora do ginásio ou com a família ou com meus amigos! Ou simplesmente, passo o dia relaxando.

7. Você é muito jovem. Quais são os seus hobbies?

Simone: Meus hobbies incluem  passear com meus amigos e familia. Eu gosto muito de sair de férias com a familia sempre que podemos adequar isso (ao seu calendário), porque geralmente estou muito ocupada.

8. Falando sobre a sua vida como um todo, quais são os seus maiores sonhos?

Simone: Eu ainda não pensei muito sobre o futuro além dos meus sonhos na ginástica. Mas talvez no futuro depois de parar como ginasta, eu faça algo na área de Negócios do Esporte. Ainda não tenho tanta certeza. Vou viver minha juventude primeiro!

 

 

Candidata ao trono no Rio

Anderson Varejão agora veste amarelo e azul. O ala-pivô vai usar o número 18 no Golden State Warriors, sua nova equipe na NBA (foto). Depois de ser envolvido pelo Cleveland Cavaliers numa troca que culminou na sua dispensa pelo Portland Trail Blazers, o capixaba assinou até o fim da temporada com a franquia de Oakland e se juntará ao grupo em Atlanta na noite desta segunda-feira, dia 22, quando os Warriors enfrentam os Hawks às 22h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo canal SporTV para todo o país.

O carinho dos fãs dos Cavaliers, por onde ficou quase 12 anos, emocionou o ‘Wild Thing’, uma relação que ‘nunca vai se apagar’. Cobiçado por equipes como Oklahoma City Thunder, Dallas Mavericks, Atlanta Hawks e San Antonio Spurs, pesou na escolha pela mudança para a Califórnia também as amizades. Já falando como jogador dos Warriors, onde vai usar a camisa 18, Varejão destacou a alegria dos ‘Splash Brothers’ e se mostrou feliz por poder reeditar a parceria com Leandrinho Barbosa.

Relação com o Cleveland Cavaliers
- Foram 12 anos e isso é uma história, uma vida, não se apaga. Desde o meu primeiro dia em Cleveland, todos me receberam de braços abertos, com carinho e respeito. Os fãs foram maravilhosos, me ajudaram muito, estiveram sempre ao meu lado e sempre fiz de tudo para retribuir isso a eles. Fiz muitos amigos e tenho que agradecer a cada um, aos funcionários, dos mais simples à diretoria, à franquia, companheiros, técnicos, todos os profissionais, imprensa e aos fãs, por terem me ajudado, por ter vivido os melhores anos da minha vida.

Troca / Dispensa do Cleveland
- Não imaginava, mas aconteceu e eu tenho que entender. Não esperava que fosse acontecer, claro que fiquei triste, mas foi feito o que julgaram ser o melhor para o time. Prefiro pensar, como falei, que isso é parte do negócio, porque é mesmo. Aconteceu e o lado emocional não pode interferir.

Demonstrações de carinho dos fãs
- Sabia que existia um carinho dos fãs por mim, pela relação que sempre tivemos, mas nesse momento, com tudo o que aconteceu... Foi algo sensacional. Difícil até achar as palavras certas para dizer o quanto que tudo o que vi e li mexeu comigo. Nunca duvidei do carinho deles por mim. Vi um vídeo de um menino chorando quando o pai contou sobre a minha troca. Deu um ‘nó’ na garganta. Quando falamos de um fã, falamos de carinho, de respeito, de emoção. Ali não era só um fã, era uma criança, um menino, um sentimento puro... Me emocionei muito. Li todas as mensagens, e-mails, cartas, vi todos os vídeos, e foram muitas, milhares. Foi um conforto, uma maneira de me ocupar um pouco. Sabia que era querido, os fãs sempre me fizeram saber disso, mas confesso que fui surpreendido. Vou levar esse amor comigo para sempre.

Reações / Possível revolta dos fãs
- Não sei, mas espero que não fiquem chateados. Que eles entendam... A minha saída foi uma escolha do Cleveland, preciso dar continuidade ao meu trabalho, o Golden State me procurou, quer apostar em mim e, a partir de agora, vou me dedicar e fazer o meu trabalho da melhor maneira para ajudar os Warriors. A minha relação com a cidade e com os fãs, é algo que nunca vai se apagar. Nunca escondi a minha vontade, mas houve uma negociação e vou vestir outras cores. Sou um profissional, a minha carreira não podia parar.

LeBron e os outros companheiros
- Falei com praticamente todos depois que foi anunciada a troca. Alguns me ligaram, outros me mandaram mensagens, é um grupo de amigos. Sobre o LeBron... A nossa amizade vai continuar. É legal ouvir o que ouvi dele, que me considera um irmão, prezo muito por isso. Vivemos muitas coisas juntas e o respeito que temos um pelo outro é muito grande.

Golden State Warriors
- Queria ir para um time com chances de brigar por título. Mas também queria jogar. Fiquei muito feliz de ver o interesse de vários times. Agradeço ao Warriors pela oportunidade que está me dando e uma das coisas que pesou bastante na minha escolha foi a amizade que tenho com alguns jogadores da equipe, como Livingston e Speights, com o Luke Walton, assistente, pois joguei com eles em Cleveland, e com o Leandrinho. Golden State é uma franquia vitoriosa, atual campeã e que está fazendo uma temporada muito boa. Vai ser uma experiência única, com certeza, estarei ao lado de vários jogadores de muito talento, que são decisivos, como Curry e Klay Thompson, que jogam com muita alegria, Dreymond Green, Iguodala... Acho que será divertido. Respeito muito o Steve Kerr e espero me entrosar o mais rápido possível, entrar no ritmo da equipe e poder colaborar.

Parceria com Leandrinho
- Falamos rapidamente. Vai ser muito bom voltar a jogar ao lado dele, ter um brasileiro no mesmo time. Ele estava empolgado, ficou feliz e eu estou animado. Nos conhecemos há bastante tempo de Seleção Brasileira, vamos estar juntos e, com certeza, ele vai me ajudar muito nessa minha adaptação na Califórnia.

Possível final contra os Cavaliers
- Pode acontecer... Mas acho que, para pensar em final, primeiro é preciso vencer muitas etapas, chegar à pós-temporada, às séries de playoffs... Mas não quero pensar nisso, pelo menos não agora. Agora sou jogador do Golden State, falta pouco mais de um mês e meio para o fim da temporada regular e o meu foco está em me adaptar e ajudar a equipe. Meu campeonato agora é no Oeste e quero dar um passo de cada vez. Claro que o objetivo chegar à final, quero lutar por um título e o Cleveland é uma equipe com enorme potencial, uma das fortes candidatas, mas não estou pensando nisso agora.

Magnano ‘sugeriu’ mudança de equipe
- Achei normal, entendo a preocupação dele, porque está sempre pensando no melhor para a Seleção Brasileira. Ele sabe da importância de todos estarem saudáveis e jogando, de estarem bem em suas equipes.

Assessoria de Comunicação de Anderson Varejão

Handebol na areia

O Golden State Warriors, atual campeão da NBA, que já contava com o ala brasileiro Leandrinho Barbosa, passará ter mais um representante do basquete brasileiro: o ala-pivô Anderson Varejão (foto), que defendia o Cleveland Cavaliers. Incluído numa troca entre Cleveland, Orlando Magic e Portland Trail Blazers na semana passada, Varejão se tornou agente livre, um atleta que não tem mais vínculo com uma equipe e com o qual se pode negociar diretamente.

Com isso, ele assinou contrato com a franquia de Oakland, atual campeã e dona da melhor campanha do campeonato (49 vitórias e 5 derrotas), até o fim da temporada 2015-2016. Na Califórnia, Varejão vai se juntar também aos ‘Splash Brothers’, Stephen Curry e Klay Thompson. Ainda não está confirmada a data de estreia do capixaba pelo Golden State Warriors, mas é possível que seja já na próxima quarta-feira, dia 24, diante do Miami Heat, na Flórida. Antes disso, na noite desta segunda-feira, dia 22, o Golden State enfrentará o Atlanta Hawks, fora de casa.

No novo time, Anderson Varejão vai usar a camisetaa 18. O número 17, que o acompanhou em Cleveland, fori aposentado pela franquia em homenagem a Chris Mullin.

 

 

 

Varejão: 'Queria um time com chances de título'

Ao mesmo tempo em que no Brasil os responsáveis pelas maiores empresas jornalísticas estão matando aos poucos os seus produtos impressos (os jornais), no Primeiro Mundo, o Trinity Mirror, uma das principais empresas britânicas da imprensa lançou nesta segunda-feira um novo jornal nacional, The New Day (O Novo Dia). Trata-se  do primeiro jornal lançado naquele país nos últimos 30 anos, pouco depois do término da versão impressa do The Independent, que deixará de ser impresso no fim de março, para ter apenas conteúdo digital. 

A Trinity Mirror edita os jornais de esquerda Daily Mirror e Sunday Mirror. De acordo com a empresa, o  The New Day, com 40 páginas, terá um texto leve, será popular, vai custar barato e terá presença nas redes sociais, mas não um site oficial.

- Quase um milhão de pessoas deixaram de comprar jornais nos últimos dois anos, mas acreditamos que muitas delas poderiam voltar a fazê-lo no caso de um oferta do produto correto - disse Simon Fox, diretor geral da empresa. - Revitalizar o papel é uma parte central de nossa estratégia, paralelamente com a transformação digital, e não há motivos para ter que escolher entre as duas. Os jornais podem viver em uma era digital, caso sejam preparados para oferecer algo mais.

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O novo dia

A memória e o legado de um dos maiores homens do século 20 estão expostos, desde o último dia 18 de fevereiro até 31 de março, com entrada franca, na  Biblioteca Parque Estadual, na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. São 15 painéis com textos e fotos sobre a vida do pastor batista e ativista dos direitos humanos e da paz Martin Luther King Jr., assassinado a 4 de abril de 1968, em Memphis, Tennessee, em meio à campanha pelos direitos civis dos negros americanos. Nascido em Atlanta, na Georgia,  Sul dos EUA, a 15 de janeiro de 1929, ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1964, por combater a desigualdade racial naquela país, mas por meio da não-violência.

Numa época em que, especialmente no Sul dos EUA, negros eram obrigados a entrar pela porta dos fundos em restaurantes e teatros; a se sentarem nos bancos do fundo de ônibus ou a cederem seus lugares a um cidadão branco que estivesse de pé, o ativista King Jr. empregava nas campanhas pelos direitos civis a liderança e a oratória próprias de um ministro religioso.

Assim, liderou o boicote aos ônibus de Montgomery, no estado do Alabama, contra a segregação racial, em 1955; fundou a Conferência da Liderança Cristã do Sul, em 1957, que lutou pelos direitos civis, e liderou a Marcha sobre Washington, em 1963, onde fez o famoso discurso “I Have a Dream” (Eu Tenho um Sonho). Acusado de agitador e comunista, entre outras coisas, e criticado por ter sido contrário à Guerra do Vietnã, chegou a ser preso 29 vezes.

No mesmo ano da morte do líder negro, o Congresso dos EUA aprovou o Ato dos Direitos Civis de 1968, contra a discriminação racial. Além disso, King Jr. foi inspirador de um crescente movimento pelo fim do Apartheid na África do Sul. No mesmo ano de seu assassinato, sua família fundou o King Center, para a preservação de sua memória. Desde 1971, algumas cidades começaram a celebrar em janeiro, próximo ao dia 15, data de seu nascimento, o Martin Luther King Jr. Day, que se tornou feriado nacional em 1983, por iniciativa do então presidente Ronald Reagan. Desde 1992, sua memória é celebrada na terceira segunda-feira de janeiro, em todos os 50 estados americanos.

O ativista foi sempre alvo de homenagens nos mais diversos segmentos sociais.  Em 1977, recebeu, de maneira póstuma, a Medalha Presidencial da Liberdade, e em 2004, também de forma póstuma, foi agraciado com a Medalha de Ouro do Congresso dos EUA. Em 1984, a banda irlandesa U2 gravou em sua homenagem a cancão "Pride (In the name of love)", isto é, "Orgulho (Em nome do amor)." No ano 2000, em pesquisa popular, conduzida pelo Instituto Gallup, sobre as Pessoas Mais Amplamente Admiradas em todo o Mundo no Século 20, ficou em segundo lugar, atrás da religiosa católica Madre Theresa de Calcutá. Em 1963, ele fora eleito a Pessoa do Ano pela Time, que também na virada do século, em 2000, fez uma enquete entre seus leitores, a respeito da Pessoa do Século. King Jr. terminou em sexto na disputa, vencida pelo cientista Albert Einstein. Em 2005, noutra consulta popular, sobre o Maior Americano,  conduzida por Discovery Channel, AOL e BBC, o líder negro terminou em terceiro, atrás do presidente da década de 1980 Ronald Reagan e  do presidente Abraham Lincoln, que aboliu a escravatura nos anos 1860.

Como religioso, Martin Luther King Jr. foi homenageado em diferentes denominações. A igreja em que pregava, a Dexter Avenue Baptist Church, em Montgomery, no Alabama, passou a se chamar Dexter Avenue King Memorial Baptist Church, em 1978. Além disso, é considerado santo da Igreja Episcopal dos EUA, celebrado a 4 de abril e da Igreja Evangélica Luterana na América, lembrado a 15 de janeiro. 

No Aeroporto Internacional de Atlanta, há desde os anos 80, uma exposição permanente de roupas e outros objetos pessoais do pastor e ativista (foto): "Legacy of a dream...Doctor Martin Luther King Jr." ("Legado de um Sonho...Doutor Martin Luther King Jr).

Abaixo, um trecho do famoso discurso "Eu tenho um sonho", pronunciado em Washington, em 1963:

 "Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos,  ser encarcerados juntos, defender a liberdade juntos, e sabendo que  seremos livres um dia. Este será o dia, este será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo sentido:

"Meu país, doce terra de liberdade, eu canto para ti.
Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,
De todas as montanhas, deixem soar o sino da liberdade!"


E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.
Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.
Ouvirei o sino da liberdade nas Montanhas Rochosas cobertas de neve no Colorado.
Ouvirei o sino da liberdade nas sinuosas colinas da Califórnia.
Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
Ouvirei o sino da liberdade em Lookout Mountain, no Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as grandes e pequenas colinas do Mississipi.
De todas as montanhas, deixem soar o sino da liberdade.

E quando isto acontecer, quando permitirmos o sino da liberdade soar, quando deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar as mãos e cantar nas palavras do velho 'spiritual' negro:

'Livre afinal, livre afinal.
Agradeço ao Deus Todo-Poderoso, nós somos livres afinal.'"

 Para celebrar os 100 anos do futebol do Vasco, cujo departamento dedicado a este esporte foi criado na virada de 1915 para 1916, vamos lançar em março o e-book "Vamos todos cantar de coracão: Cem anos do futebol do Vascão." Para quem gosta da história do futebol brasileiro, segue um trecho da obra:

    "Camisas Pretas; Expresso da Vitória; Time da Virada, Time do Amor; Machão da Gama; Gigante da Colina; Time de São Januário;  Vascão; Almirante; Trem-Bala da Colina.

      Todas essas expressões, tão diversas entre si,  foram criadas ao longo dos  anos para exaltar glórias e conquistas do Club de Regatas Vasco da Gama, uma das equipes de maior destaques do futebol nacional e, em alguns momentos, também internacional. Se nasceu do remo, foi no futebol que se engrandeceu.

       Para isso, o time de futebol, que começou pequeno na virada de 1915 para 1916, embora já fosse um grande no remo, teve de superar rivais aparentemente mais poderosos, dentro e fora de campo. No gramado, nos confrontos 11 contra 11, e fora deles, ao ter-se posicionado firmemente contra os preconceitos raciais e sociais que existiam no futebol carioca desde o fim do século 19 até a década de 20. Era a época dos Camisas Pretas, assim conhecidos pela cor do uniforme, que também já se tornavam conhecidos pela capacidade de virarem as partidas, em especial no segundo tempo. Campeão carioca logo no ano de estreia em 1923, com um elenco cheio de atletas negros, pobres e semianalfabetos, foi bi em 1924, depois de ter-se recusado a eliminar esses mesmos atletas para ser aceito na nova liga, a elitista Associação Metropolitana de Esportes Athleticos, a Amea.  Mais adiante,  começou a viver seu melhor período em meados dos anos 40. Uma equipe que foi se formando aos poucos se tornou conhecida como Expresso da Vitória, pelos vários títulos, alguns invictos, como os Cariocas de 1945, 1947 e 1949, além dos de 1950 (o primeiro de um time carioca no Maracanã) e de 1952, que só não foram invictos.

      O principal deles se deu a 14 de março de 1948, em Santiago do Chile: o Sul-Americano de Clubes Campeões. Não havendo ainda Campeonato Brasileiro, os vascaínos, campeões invictos do Rio, então Distrito Federal, em 1947, representaram o país. E não decepcionaram. Mesmo diante do favoritismo do Colo-Colo, dono da casa, do Nacional, do Uruguai (país que já havia vencido a primeira Copa do Mundo, em 1930) e do  River Plate, campeão argentino de 1947 e que contava com craques como Di Stefano, Labruna e Lostau, prevaleceu a equipe brasileira, treinada por Flávio Costa. Por terem feito a melhor campanha no torneio (pontos corridos), os vascaínos asseguraram a conquista com o 0 a 0 com o River Plate no tempo normal e na prorrogação, mesmo sem poderem contar com seu maior craque, Ademir Menezes, que havia fraturado o pé na segunda partida, mas tendo em Friaça seu artilheiro, com quatro gols. O Sul-Americano foi o melhor presente para os 50 anos do clube, além de ter sido também a primeira conquista do futebol brasileiro no exterior, antes mesmo da seleção.  

     Cinquenta anos depois, em 1998, ano do centenário vascaíno, a equipe tornaria a dominar o continente. Campeã brasileira do ano anterior, em 1997, foi à Libertadores da América, e após um início vacilante, a equipe treinada por Antônio Lopes engrenou.  A 26 de agosto, cinco dias depois do aniversário de 21 de agosto, e fora de casa, em Guayaquil, Equador,  o Vasco - mesmo sem Edmundo, craque do Brasileiro-1997, negociado com o futebol italiano -  levantava a Copa Libertadores da América, superando o Barcelona local por 2 a 1, depois de tê-lo batido em São Januário, duas semanas antes, por 2 a 0 (gols de Donizete e Luizão em ambas as partidas das finais). Muito dessa conquista fora assegurada na semifinal, em que o Vasco venceu (1 a 0) e empatou (1 a 1) com o River Plate, da Argentina. No empate, em pleno Monumental de Nuñez, na Argentina, o gol fora de Juninho Pernambucano, lance lembrado até hoje numa das canções da torcida.  A base daquela temporada contava com Carlos Germano, o zagueiro e capitão Mauro Galvão, o lateral Felipe, os apoiadores Luisinho, Juninho Pernambucano, Pedrinho e Ramón, além dos atacantes Luizão e Donizete.

    No ano 2000, a 20 de dezembro, uma data histórica para todos os vascaínos. Estes sempre lembram com emoção e orgulho a chamada Virada do Século, na qual o time superou o Palmeiras por 4 a 3, com um jogador a menos, em pleno Parque Antarctica, na final da Copa Mercosul, uma espécie de precursora da atual Copa Sul-Americana. Na melhor de três, cada equipe havia vencido  um jogo. No terceiro, disputado com mando de campo do Palmeiras por sua melhor campanha, o time da casa abriu 3 a 0 no primeiro tempo. Parecia que ao Vasco estava reservado "mais um vice". Mas a equipe treinada a partir daquele dia por Joel Santana iria fazer história, principalmente a partir da entrada de Viola, no intervalo. Com três gols de Romário e um de Juninho Paulista, o Vasco virou por 4 a 3, justificando mais do que nunca o apelido de Time da Virada, e conquistou seu terceiro título na América do Sul, depois do Sul-Americano de 1948 e da Copa Libertadores de 1998. Eram tantos craques no time de 2000, que este era comparado ao Expresso, contando com nomes como o de Romário, que voltara a São Januário depois de 12 anos fora para ser campeão brasileiro pela primeira vez, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Mauro Galvão, Jorginho, Felipe, Viola, o goleiro Helton, enfim, uma seleção.

FUNDAÇÃO

      Reconhecido  como um forte elo entre portugueses e brasileiros e como um dos mais importantes clubes poliesportivos do país, o Vasco foi fundado inicialmente para a prática do remo, a 21 de agosto de 1898, um domingo, em assembléia encerrada às 14h30m, na sede da Sociedade Dramática Filhos de Talma (uma associação teatral), no bairro carioca da Saúde, próximo ao Centro da cidade. Desde então, são 117 anos de uma viagem rumo a um destino de glórias. Se o remo foi o ponto de partida, o futebol vem sendo o caminho  pelo  qual a bandeira preta e branca com uma cruz em vermelho tem atingido tantas almas e tantos corações mundo afora.   Neste ano de 2015, o Vasco celebra os 100 anos de criação de seu Departamento de Futebol, a 26 de novembro de 1915.

      Se já era uma potência nas regatas, nos gramados o começo foi dificil.  Os sócios precisavam se cotizar para comprar os primeiros barcos, até que em 1905 e 1906, o clube chegou ao bicampeonato no remo do Rio, antes de festejar seu primeiro tricampeonato carioca desse esporte em 1912, 1913 e 1914. O futebol desembarcara no Rio em 1897, trazido da Inglaterra, pelo carioca Oscar Cox (fundador do Fluminense), e o primeiro Campeonato Carioca dessa modalidade havia sido disputado em 1906. Mas, entre os vascaínos, as sementes deste esporte só seriam lançadas mais ou menos no mesmo período em que o clube dominava o remo, amplamente. Em 1913, a convite do Botafogo, um combinado de Lisboa esteve no Rio, para amistosos. Isso fez com que a colônia portuguesa da cidade se animasse a começar a dar seus primeiros chutes e a fundar clubes específicos de futebol, como o Centro Esportivo Português, o Lusitano e o Lusitânia, o único a ter sobrevivido. Interessada em criar um Departamento de Futebol, a diretoria vascaína propôs uma fusão ao Lusitânia, que já o praticava.

    O problema, porém, era o fato de que o Lusitânia só aceitava portugueses, ao passo que o Vasco era aberto a todos. Além disso, a Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA) não aceitaria a inscrição de uma equipe sem brasileiros. Prevalecendo a política de integração dos vascaínos, Vasco e Lusitânia se fundiram a 26 de novembro de 1915, mantendo-se o nome Vasco da Gama. Inscrito na liga, o time estreou na Terceira Divisão carioca, a 3 de maio de 1916, no estádio do Botafogo, contra o Paladino Futebol Clube. O resultado não poderia ter sido pior: Paladino 10 a 1, com o primeiro gol vascaíno marcado por Adão Antônio Brandão, que iria fazer história no clube como atleta de futebol, remo e outras modalidades. A derrota quase acabou com o futebol no Vasco, já que os remadores consideravam-no um esporte pouco másculo.

      A primeira vitória, porém, ocorreria a 29 de outubro de 1916, por 2 a 1 sobre o River, gols de Cândido Almeida e Alberto Costa. Grande no remo, mas ainda pequeno futebol, o Vasco penava para ganhar jogos. Mas subiu para a Segunda Divisão carioca em 1917, ali permanecendo até 1920, quando chegou à série B da Primeira Divisão. Dois anos depois, foi campeão da Série B, para chegar `a Série A, em 1923, com um elenco repleto de negros e pobres que jamais seriam aceitos nos chiques Fluminense, Flamengo, Botafogo e América. Desafiando todos os preconceitos, o Vasco foi campeão carioca em 1923, na temporada de estreia, e ali começava a revolucionar a história do futebol brasileiro."

 

     

 

 

     

Quando foi eleito em 2013 para o Trono de São Pedro, em substituição a Bento 16, que havia renunciado, o Papa Francisco - que antes do conclave era o arcebispo de Buenos Aires Jorge Mario Bergoglio - foi logo muito elogiado por religiosos latino-americanos que conheciam de perto seu trabalho. Foi descrito como um cardeal que se envolvia nos dramas do povo, em especial dos mais carentes, visitava favelas, morava numa residência simples, usava transporte público para ir trabalhar, gostava de futebol e de tango. Rapidamente, o Papa mostrou que a descrição feita correspondia à realidade. No Vaticano, preferiu se estabelecer num apartamento num hotel utilizado por religiosos, em vez de morar nos aposentos papais, tem trabalhado para acabar com a pompa da Cúria Romana e se empenhado em punir os responsáveis por escândalos sexuais no clero.

Ainda em 2013, o argentino se tornou amigo dos brasileiros ao presidir as cerimônias da Jorana Mundial da Juventude (foto). Mais recentemente, ao comentar sobre a perigosa expansão do zika vírus, admitiu que mulheres católicas recorram a anticoncepcionais artificiais para evitar a gravidez de fetos malformados. Como se sabe desde 1968, muito por conta da revolução sexual daquela época, a Igreja Católica nunca aceitou o uso de anticoncepcionais artificiais, embora essa proibição seja ignorada por milhões de católicas.

Logo depois da visita ao Brasil, numa entrevista no avião ao retornar para o Vaticano, quando lhe perguntaram sobre sua posição a respeito dos gays, o Papa pronunciou uma frase pela qual será lembrado: "Se alguém é gay, mas busca a Deus de coração sincero, quem sou eu para julgá-lo?" Conservadores devem ter pensado ou mesmo dito: "O senhor é o Papa", como se isso o tornasse um juiz universal. Ao seu estilo, Francisco tem insistido em dizer ao mundo que nem ele nem a Igreja devem julgar ninguém, mas agir com misericórdia, acolhendo a todos, em especial os que vivem nas periferias existenciais: drogados, pessoas prostituídas, quem vive sob regime de trabalho escravo, miseráveis, sem-teto, refugiados, vítimas de perseguições religiosas e políticas, etc.  Afinal, Jesus Cristo convivia e se sentava à mesa com pobres, doentes, leprosos, prostitutas, cobradores de impostos e todos os que eram discriminados em seu tempo.

Neste sentido é que o discurso do pontífice se opõe totalmente ao de alguns líderes de países do Ocidente, que se recusam a receber refugiados do Oriente Médio, ou ao do pré-candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump. Este declarou que, caso eleito, irá construir muros na fronteira com o México, para evitar que mexicanos imigrem para seu país.

De muros, o mundo já está cheio. Os muros simbolizam o que separa e divide os vários grupamentos humanos: sejam religiosos, políticos, raciais, etc. Esses muros só interessam aos radicais e aos terroristas, que fazem dessas separacões uma suposta motivação para seus atos. Quando um grupo politicamente e economicamente mais forte oprime o outro, é que os terroristas e radicais podem aparecer com o discurso: "Vamos destrui-los, porque eles nos odeiam."

Como disse e tem feito o Papa, o mundo precisa de pontes, isto é, de relacionamentos respeitosos entre grupos humanos diversos, ou seja, etnias, países, crenças, etc. Francisco, por exemplo, tem mantido encontros com líderes das igrejas Ortodoxa de Constantinopla, Ortodoxa Russa, Anglicana, Luterana, além de judeus, islâmicos e outros. E no aspecto político, se empenhou para que Estados Unidos e Cuba recomeçassem a dialogar para que se chegasse ao momento atual de restabelecimento de relacões diplomáticas.

De pontes como essas, e não de muros, que o mundo necessita. E em Roma, independentemente da fé de cada um, há alguém fortemente empenhado em ajudar a construi-las: um homem das ruas no coração da Igreja.

    

No dia 3 de março, a ACERJ realiza, em parceria com Furnas, a segunda edição do Seminário sobre jornalismo esportivo que pretende continuar o debate – iniciado em 2015 – sobre os rumos do segmento, mercado de trabalho e novas tecnologias na área. A ocasião será também para comemorar os 99 anos da entidade, que foi fundada no dia 5 de março, Dia do Cronista Esportivo.

Este ano, os debates acontecem no auditório de Furnas, que fica na Rua Real Grandeza 219, Botafogo. Às 13h30m, haverá a abertura oficial, por Marcos Penido, Presidente da Acerj, e Leandro Coelho Rosa, Gerente de Comunicação de Furnas. Das 14h às 15h15m, haverá a Mesa 1, com o tema Olimpíadas. O mediador será André Luiz Cardoso (jornalista e professor na Faculdade Pinheiro Guimarães), e os participantes, Jorge Luiz Rodrigues (SporTV), Claudio Nogueira (free lancer), Carlos Eduardo Eboli (Rádio CBN) e Silvio Barsetti (Terra). 

Às 15h, terá início a Mesa 2, com o tema Correspondentes Internacionais. A moderação caberá a Sergio du Bocage (diretoria da Acerj), Tim Vickery (BBC Brasil),  Manolo Epelbaum (Sportv),  German Aranda Milan (El Mundo) e Mauricio Cannone (La Gazzetta dello Sport)

Mulheres no Jornalismo Esportivo será o tema da terceira mesa de debates, a partir das 16h30m, tendo como moderadora Cristina Dissat (diretora de Comunicação da Acerj). As participantes serão: Camila Carelli (Rádio Globo), Martha Esteves (O Dia), Renata Graciano (Donas da Bola) e Debora Gares (ESPN). Às 17h30m, começará a quarta e última mesa redonda, sobre Mercado de Trabalho e Assessorias de Imprensa. O moderador será Rafael Marques (vice-presidente da Acerj), com os debatedores Alexandre Bittencourt (Furnas), Saulo Campos (Approach), Gabriel Badaró (Ideallize) e Kako Arêas (Botafogo). 

Após os debates, haverá coquetel às 18h30m e homenagens a jornalistas esportivos a partir das 19h30m. 

Iniciativa pioneira, no sentido de elevar o nível educacional de transexuais, o curso PreparaNem está expandindo suas fronteiras rumo a Zona Oeste, Baixada Fluminense, Favela da Maré e Niterói. De acordo com a diretoria do curso, seu objetivo é o de preparar transexuais, travestis e membros da comunidade LGBT não apenas para o Enem, mas também para concursos públicos; testes de qualificação em busca de empregos formais; e vestibulares em universidades. Cada vez mais diversificado, o PreparaNem - que trabalha com professores voluntários - vai oferecer cursos de edição, fotografia,  Libras (para comunicação com deficientes auditivos), inglês, francês, espanhol, noções de informática, além de alfabetização e teatro.

Recentemente, a transexual Bárbara Aires (foto), que estudou no PreparaNem, foi aprovada no Enem para cursar jornalismo em uma faculdade particular. Atriz, Bárbara vem participando das filmagens do primeiro longa-metragem do Porta dos Fundos, intitulado "Contrato Vitalício".  

Importante que as chamadas "minorias" se mobilizem, para conquistar o que necessitam, porque se aguardarem que alguém lhes garanta os seus direitos, nada irá acontecer. O curso tem página no Facebook: https://www.facebook.com/PreparaNem/?fref=ts.

 

Ao tomar conhecimento de que o pivô Tiago Splitter, do Atlanta Hawks, vai ter de operar o quadril, região em que sente uma dor antiga, o técnico da seleção brasileira de basquete, Ruben Magnano, deu a exata medida da importãncia do atleta de 2,11m, primeiro brasileiro campeão da NBA em 2013/2014, na época pelo San Antonio Spurs.

- O maior problema é o tempo de recuperação necessário. Mas deixarei um parêntese aberto para essa recuperação para vermos se ele consegue ficar bom a tempo. Para a seleção brasileira, o Tiago é uma referência muito importante e vamos esperar até o último momento - afirmou o treinador. - A verdade é que é uma notícia infeliz que não esperávamos que fosse acontecer. Quando estivemos com ele nos Estados Unidos, estava fazendo tratamentos e terapias alternativas e chegou a falar naquele momento da possibilidade de uma cirurgia. Infelizmente aconteceu. Assim que soube entrei em contato com ele para desejar boa sorte. Ele teve que tomar uma decisão muito difícil, que eu apoio. Espero que possa se recuperar muito bem pela pessoa que é e por sua saúde. 

Magnano e o jogador  estiveram reunidos no dia 31 de janeiro, em Miami. Durante o encontro conversaram sobre a temporada do brasileiro na liga americana e o planejamento da Comissão Técnica para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Segundo a equipe do Atlanta, o brasileiro ouviu dos médicos que só poderia optar por conviver com a dor ou passar por cirurgia. Tiago escolheu a segunda alternativa. 

- Infelizmente, vou realizar uma cirurgia no lado direito do meu quadril e terei que ficar aproximadamente oito meses fora das quadras. Venho lutando desde o início desta temporada contra fortes dores no quadril, que me fizeram jogar inúmeras vezes no limite. Jamais me conformei em estar fora da quadra por qualquer razão. Sempre amei jogar pelo meu time e pela seleção. Chegamos a esta difícil decisão que envolve muito mais do que a sonhada Olimpíada em meu pais. É a minha saúde pessoal e o futuro esportivo que esta decisão alcança - explicou Tiago Splitter. - Ninguém sente mais que eu mesmo! Foi a decisão mais difícil da minha carreira esportiva, ainda mais para alguém como eu, que jamais tive qualquer lesão que me levasse à sala de cirurgia. Fui realmente ao limite!

No Portland Trail Blazers, a novidade é a contratação, no último dia de transferências, do brasileiro Anderson Varejão. Aos 33 anos, o pivô já embarcou para Portland para realizar exames necessários. Ele levará o contrato até a temporada 2017/2018. A negociação também envolveu o Orlando Magic, que cede o veterano Channing Frye para o Cleveland. Varejão estava na equipe desde 2004 e ainda teria mais dois anos de contrato.  Nesta temporada, porém, perdeu espaço e vinha atuando em média 10 minutos por partida, com médias de 2,6 pontos e 2,9 rebotes a cada jogo. 

Fiel à sua tradição de dedicar um número no inverno do Hemisfério Norte  a uma modelo de biquini na capa, a revista Sports Illustrated (SI), a mais famosa dos EUA no que diz respeito a esporte, resolveu fazer história. Pela primeira vez a sua edição Swimsuit (algo como roupa de banho ou moda praia) está trazendo três capas, cada qual com uma mulher bonita e famosa: a lutadora Ronda Rousey, com um maiô pintado no corpo; Hailey Clauson, que já desfilou para marcas internacionalmente famosas; e a modelo plus size (de roupas em tamanhos especiais para mulheres mais cheinhas) Ashley Graham. É também a primeira vez em que a SI abre espaço na capa a uma modelo cujas medidas estão mais próximas das de uma mulher que se pode ver mais frequentemente nas ruas, além de representar um tapa na ditadura que estabelece que somente as magras dominam o imaginário masculino. Para MJ Day, editor executivo assistente da  publicação, não foi difícil escolher o nome de Ashley como uma das meninas da capa:

- Ashley é provocante e uma obra prima de feminilidade. Desafio a qualquer um a não ficar com os olhos vidrados nela. Ashley prende sua atenção em suas fotos e ela tem sua sensualidade de uma maneira que toda muher deveria ter. Sua confiança é contagiante".

Ashley, cujo site é www.ashleygraham.com, é mais do que uma mulher bonita. Mas alguém que luta contra a ditadura da magreza no que diz respeito a modelos e ao mundo da moda.

-Beleza vem de dentro, e ser sexy é um estado de espírito - cotuma dizer ela.

O número especial SI Swuimsuit é tradicional desde os anos 60, quando devido à pausa no calendário esportivo devido ao inverno no Hemisfério Norte, em janeiro e fevereiro, um dos editores da revista teve a ideia de publicar na capa a foto de uma bela mulher de biquini, fazendo com que a venda dos exemplares se mantivesse alta, mesmo com a maioria das atividades esportivas suspensas.  

   

Ana Lucia Bizinover é uma apaixonada. E para o bem dela própria e de quem gosta de música de qualidade, a jornalista mantém no ar, pela Rádio Roquette Pinto FM o programa Tempo de Jazz, que vai completar nove anos no próximo mês de março. Trompetes, saxonfones, baixos, pianos, baterias e vozes viajam pelo ar todos os domingos, das 18h às 19h, em 94,1 FM.

Quem não puder ouvir pelo rádio, por qualquer motivo, poderá  recuperar o programa a qualquer hora pelo site da rádio no endereço http://www.fm94.rj.gov.br/index.php/controladorprograma/detalharPrograma. Basta clicar em Tempo de Jazz. Lá ficam sempre arquivados os programas mais recentes. Vale a pena curtir os clássicos e também as caras novas do ritmo considerado um dos mais sofisticados por unir elementos clássicos e populares.

  Esporte individual que mais medalhas olímpicas deu ao país (19, sendo 3 ouros, 3 pratas e 13 bronzes), o judô é fundamental para a concretização do projeto do Comitê Olímpico do Brasil (COB), de terminar pela primeira vez entre os dez melhores do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em agosto próximo.  Afinal, desde 1984 esse esporte tem conquistado pódios para a delegação verde e amarela nos Jogos. Se bem que o desempenho brasileiro tenha estado abaixo do esperado no Mundial do ano passado, em Astana, no Cazaquistão - em que o país obteve apenas dois bronzes em sua pior participação desde Roterdã-2009 - a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) segue apostando em conquistas no megaevento em casa, principalmente depois de mudanças feitas na sistemática do treinamento no começo deste ano. 

- Fazia tempo que não errávamos tanto nas previsões (para um Mundial), e logo depois do Mundial-2015, começamos a corrigir as falhas. Este ano já começamos de forma diferente, com treinamentos desde janeiro, tendo pela frente as escolas da Rússia e do Azerbaijão, cujos lutadores são sempre difíceis para nós. A Rússia é uma escola muito forte. Foi a primeira no quadro de medalhas do judô, em Londres-2012 - analisou Ney Wilson, Superintendente de Alto Rendimento da CBJ.

Nos primeiros meses do ano, o Brasil já vem somando medalhas, sendo 18 ao todo, quatro delas de ouro. A mais expressiva foi a de Mayra Aguiar, no Gran Slam de Paris, no qual superou sua tradicional rival, a americana Kayla Harrison, chegando ao bi do torneio. Para Wilson, o objetivo da CBJ é o de contribuir  para o COB atingir a meta de ser top 10 no quadro de medalhas.

  - Em Londres-2012 o judô conquistou um ouro e três bronzes, e nossa ideia para 2016 é a de obtermos um resultado melhor do que aquele. Mas atualmente não temos as categorias totalmente definidas. Em maio é que teremos a base para podermos estabelecer nossa meta, com  o ideal de sermos melhores que em Londres - afirmou o dirigente.

Em seu ponto de vista, não se pode levar em conta apenas o último Mundial, mas todo o ciclo olímpico anterior.

   - No ciclo anterior a Londres-2012, ganhamos 9 medalhas em Mundiais, nenhuma delas de ouro. De 2013 para cá, são 12 medalhas em Mundiais, sendo dois ouros: Rafaela Silva, no Rio, em 2013; e Mayra Aguiar, em Chelyabinsk, na Rússia, em 2014 - argumentou. - Não podemos olhar apenas para o último Mundial. Não podemos ter uma visão míope. No último ciclo, vimos que a equipe evoluiu. 

Ney Wilson disse ainda que de certa forma, talvez tenha sido bom o que ocorreu no Mundial-2015.

- Se tivéssemos atingido a meta traçada (5 medalhas, sendo uma delas de ouro ou de prata), haveria uma cobrança maior e até um certo oba-oba. Creio que tenhamos resultados positivos na Rio-2016 - comentou. - Também vale observar que no Mundial-2015 não tivemos Maria Suelen Altheman, Rafael Baby da Silva e Alex Pombo, todos por causa de lesão. Suelen e Baby, por exemplo, já haviam ganhado medalhas em Mundiais antes.

De acordo com o dirigente, a rigor ninguém tem vaga assegurada em 2016, e as brigas por posições na seleção estão em aberto: 
 

-Atualmente, ainda há algumas das 14 categorias indefinidas para 2016. No masculino, pode-se dizer que todas as sete estão indefinidas. No feminino, na classe pesado, podem ir Maria Suelen ou Rochelle Nunes; na médio, a disputa é entre Maria Portela e Bárbara Timo; e na classe até 63kg, Ketleyn Quadros ou Mariana Silva. Na categoria até 48kg, temos a Sarah Menezes, campeã olímpica, e também a Nathalia Brígida.

A seis meses das Olimpíadas do Rio, em agosto, a seleção brasileira feminina de rúgbi de sete faz sua estreia na temporada 2016 jogando em casa. Será neste fim de semana, em Barueri, São Paulo, no Super Desafio de Rúgbi de Sete, segunda etapa da Série Mundial da modalidade. O Brasil, que ficou entre os dez melhores na primeira etapa, está no grupo C da competição ao lado de Inglaterra, França e Japão.

- Estamos muito focados em nossos objetivos. O planejamento a longo prazo reflete nossas ambições, e a participação em torneios, como a Série Mundial, é fundamental para o desenvolvimento das atletas e o aumento de experiência com jogos diante de potências mundiais do esporte -  analisou o treinador Chris Nell.

Em 2015, a Série Mundial também foi realizada em Barueri. As meninas do Brasil terminaram em oitavo lugar, à frente de equipes como Fiji, Espanha e África do Sul.

 - Estamos no ano olímpico e construindo um grande legado para o esporte no país. Temos o compromisso em oferecer um evento excepcional do Circuito Mundial de Sevens Feminino, apresentando as melhores atletas da modalidade ao mundo - disse Sami Arap Sobrinho, presidente da Confederação Brasileira de Rúgbi. 

 

Com todo respeito ao simpático Atlético Mineiro, foi no mínimo de gosto duvidoso o lançamento do novo uniforme do time, com modelos femininas vestindo apenas camiseta e a parte de baixo do biquini, ou de biquini enroladas apenas numa bandeira do alvinegro de Belo Horizonte. Já os jogadores, como Robinho, por exemplo, vestiam uniforme completo.
Claro que incluir mulheres bonitas num desfile exibindo o novo uniforme de um clube é algo essencial. Afinal,  cada vez mais as torcedoras gostam  de futebol e vão aos estádios. Mas logo agora que se fala tanto em respeito à figura da mulher e se combate a ideia de que elas são objeto, essa ideia pareceu apelativa. E não caiu bem para o Galo mineiro.
 

Depois de uma sequência de competições na França, Itália, Áustria e Bulgária, a seleção brasileira de judô encerra o primeiro tour do ano pela Europa no próximo final de semana (19 a 21 de fevereiro) na disputa do Grand Prix de Dusseldorf, na Alemanha.

O evento-teste para as Olimpíadas do Rio  será realizado nos dias 8 e 9 de março na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, no Rio.

No evento na Alemanha, no masculino, o Brasil será representado por Eric Takabatake (60kg), Charles Chibana (66kg), Marcelo Contini (73kg), Leandro Guilheiro (81kg), Tiago Camilo (90kg), Rafael Buzacarini (100kg) e Rafael Silva (+100kg) sob o comando do técnico Luiz Shinohara. 

No time feminino estarão Nathália Brígida (48kg), Rafaela Silva (57kg), Mariana Silva (63kg), Ketleyn Quadros (63kg), Maria Portela (70kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg), com os técnicos Rosicleia Campos e Mário Tsutsui. Eleita pelo Comitê Olímpico do Brasil a melhor judoca de 2015, Érika Miranda é a única da equipe que ainda não lutou em 2016 e fará sua estreia na temporada na sexta-feira, 19, primeiro dia de disputas. 

O Brasil vem de bons resultados nos Abertos da Áustria e de Roma, com sete medalhas no último fim de semana. No domingo, dia 14, em Oberwart, na Áustria, Tiago Camilo foi bronze na classe até 90kg, e Maria Suelen Altheman, bronze na categoria acima dos 78kg. No sábado, igualmente na Áustria, Felipe Kitadai (60kg) e Marcelo Contini (73kg) levaram  medalhas de prata, e Eric Takabatake (também 60kg) e Charles Chibana (66kg) ficaram com os bronzes. No Aberto de Roma, na Itália,  Nathália Brigida (48kg) obteve o  bronze.

 

A edição de 2017 do NBA Star Game, o Jogo das Estrelas da NBA, será a 19 de fevereiro do ano que vem, na Time Warner Cable Arena, em Charlotte, a casa dos Charlotte Hornets. Esta será a segunda vez em que a cidade irá sediar o megaevento, após a edição de 1991, na época no Charlotte Coliseum. Neste domingo, na 65a edição, a primeira fora dos EUA - disputada em Toronto - a seleção do Oeste derrotou a do Leste por 196 a 173.

Foi a 18a e última participação de Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, no Jogo das Estrelas, mas o grande destaque foi Russell Westbrook, que obteve 31 pontos e obteve pela segunda vez seguida o troféu de MVP (Melhor Jogador da partida).

- É divertido. É ótimo para os fãs. E eu estava realmente feliz por ser titular. Sou muito grato a todos os que votaram em mim. Só queria curtir o momento, dançar e sorrir um pouco. Sei que muita gente não me vê sorrindo muito durante a temporada, então gosto de sorrir um pouco durante o fim de semana do All-Star e me divertir - disse Westbrook, armador do Oklahoma City Thunder.

Apesar da derrota do Leste, Paul George, do Indiana Pacers, foi o cestinha da noite, com 41 pontos. O placar de 369 pontos registrados pelos dois times somados é o novo recorde do All Star Games, tendo superado em 48 o total de 321 da temporada de 2015. Ano passado, em Nova York, o Oeste derrotou o Leste por 163 a 158. Westbrook também foi o MVP.

A Educafro RIO tem a missão de promover a inclusão da população negra (em especial) e pobre (em geral), nas universidades públicas e particulares com bolsa de estudos, através do serviço de seus voluntários/as nos núcleos de pré-vestibular comunitários e setores da sua Sede Regional, em forma de mutirão. No conjunto de suas atividades, a Educafro luta para que o Estado cumpra suas obrigações, através de políticas públicas e ações afirmativas na educação, voltadas para negros e pobres, promoção da diversidade étnica no mercado de trabalho, defesa dos direitos humanos, combate ao racismo e a todas as formas de discriminação.

No Rio, os contatos com a entidade são: Educafro Rio - Rua Buenos Aires 167, sobrado, Centro, Rio de Janeiro. Telefones: (21) 2509-3141 / (21) 96015-3202. Os horários de funcionamento são segunda a sexta, de  13 às 19h; e aos sábados, das  10h às 18h.

Está tramitando na Câmara Municipal de São Paulo um Projeto de Lei que prevê o ensino obrigatório da Língua Brasileira de Sinais – mais conhecida como Libras – nas escolas da capital paulista.

Caso o PL 90/2013 seja aprovado, a disciplina deverá ser incluída na grade curricular de todas as instituições públicas e privadas da cidade de São Paulo, desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental. A medida estabelece, ainda, que professores surdos devem ter prioridade para ensinar a matéria.

A ideia é promover a inclusão social dos quase 10 milhões de deficientes auditivos que vivem, atualmente, no Brasil. “Negar a Língua Brasileira de Sinais provoca perdas consideráveis nos aspectos cognitivos, sócio-afetivos, linguísticos, políticos, culturais e na aprendizagem dos surdos”, diz o texto do PL.

A medida já foi aprovada por cinco Comissões – entre elas, a de Educação e Cultura e a de Saúde e Promoção Social – e segue, agora, para votação no plenário da Câmara. Se aprovado pelos vereadores, o PL vai para sanção do prefeito, Fernando Haddad, e as instituições de ensino terão três anos para se adequar à nova Lei e incluir Libras em suas grades curriculares.

Mais detalhes em: http://www.thegreenestpost.com/ensino-de-libras-pode-se-tornar-obrigatorio-nas-escolas/

Com a vitória de 1 a 0 sobre o arquirrival Flamengo (gol de Rafael Vaz), neste domingo, em São Januário, o Vasco não apenas elevou de seis para sete o número de partidas sem perder para o adversário. Aumentou também sua superioridade nos confrontos clássicos do futebol do Rio, somando agora 430 vitórias diante do rubro-negro e também de Botafogo e Fluminense. No caso do Flamengo, desde 1988 os vascaínos não mantinham uma sequência tão positiva. Naquele ano, foram cinco vitórias e cinco jogos seguidos sem derrotas. Do ano passado para cá, são sete confrontos sem derrota, com cinco triunfos e dois empates.

 Em meu e-book "Vamos todos cantar de coração: os 100 anos do futebol do Vascão", a ser lançado nas próximas semanas, um dos cspítulos trata exatamente do campeão dos clássicos:

"Os números garantem: o Vasco é o time carioca com maior número de vitórias em clássicos, somadas todas as competições estaduais, nacionais e internacionais em que as equipes do Rio tomaram parte desde o começo do século 20. Verdade que o rubro-negro tem mais triunfos em seus confrontos em separado com cada adversário do Rio, mas os vascaínos têm um somatório maior por causa da grande diferença (56 vitórias a mais) nos confrontos com os alvinegros.

   Assim, em 2.219 clássicos cariocas (até este domingo), o Vasco soma 430 vitórias; o Flamengo, 423; o Fluminense, 370; e o Botafogo, 321. Além disso, houve 676 empates.

       Em cada confronto envolvendo o time de São Januário, os números são:

    Vasco 137, Flamengo 148, Empates 108;

    Vasco 146, Fluminense 113, Empates 110;

    Vasco 147, Botafogo 91, Empates 98;

  O maior rival é o Flamengo, no Clássico dos Milhões, visto por muitos como o maior do país. Esta rivalidade vem desde o remo, já que ambos são clubes de regatas, e começou provavelmente a  12 de agosto de 1900, quando os vascaínos, com o barco Visão, venceram o páreo "Clube de Regatas Flamengo", primeira prova esportiva brasileira que homenageava o rival. Os dois clubes duelam em várias modalidades, tendo decidido vários títulos.

   Outro adversário é o Fluminense, no Clássico dos Gigantes, denominação escolhida pelo jornal "Lance". Já foram protagonistas da final do Brasileiro em 1984, ganho pelos tricolores. Ao longo das décadas, os times têm fases de predomínio um sobre o outro. O terceiro adversário é o Botafogo, sobre o qual os vascaínos mantêm ampla vantagem na estatística. Contra  o América, o Vasco faz o Clássico da Paz, pois os clubes puseram fim à crise política entre os clubes cariocas nos anos 30." 

Vai começar daqui a pouco, em Toronto, no Canadá, mais uma edição do All Star Game (o Jogo das Estrelas) da NBA. Qualquer que seja o resultado, ganhando a seleção do Leste ou a do Oeste, sderá um confronto histórico. Não apenas por ser o primeiro fora dos EUA - no Canadá, a terra de James Naismith, o professor de educação física criador do esporte mais emocionante do planeta em 1891. Mas também por se tratar da 18a e última participação do fantástico Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, que vai encerrar a carreira ao fim da atual temporada. 

Radicada desde os sete anos nos EUA, onde tem feito carreira, a atriz brasileira Morena Baccarin está nas telonas devários países mundo afora, inclusive no Brasil, em "Deadpool".  No film, ela interpreta Vanessa, namorada do mercenário Wade Wilson, identidade secreta do personagem central. 

O mais politicamente incorreto dos heróis, "Deadpool" é protagonista de um filme que une lances de intensa ação às piadas do personagem, um mutante que evita reencontrar a namorada depois que, ao ser alvo de experiências para curar o câncer, passa a ter o rosto terrivelmente deformado. Morena, que  aparece bem no filme, elogiou Ray Reynolds, o companheiro de filmagem.

- Esse cara trabalha muito, e é muito esperto em relação a suas escolhas. Foi uma alegria total. Foi a melhor experiência no cinema que eu já tive. Foi muito intoxicante ficar perto dele - disse, à imprensa dos EUA, Morena Silva de Vaz Setta Baccarin, de 36 anos, filha do jornalista Fernanco Baccarin e da atriz Vera Setta, que haviam se radicado nos EUA.

Sempre que lhe perguntam sobre sua relação com a terra de seus pais, a atriz demonstra carinho peloBrasil.

-Ser brasileira e voltar ao Brasil é a oportunidade de me conectar às minhas origens. Quando estou no Brasil, algo acontece dentro de mim. Mas me considero metade americana, metade brasileira - declarou no Brasil em 2010.

 Morena tem feito vários papéis em filmes e séries de TV americanas, como "Way off Broadway", "Firefly", "Still life", "Justice League Unlimited", "Stargate SG-1", "V", "The mentalist", "Homeland", "Gotham" e "A espiã que sabia de menos." 

Grávida de oito meses, a atriz brasileira dará a luz seu primeiro filho com o também ator Ben Mckenzie. Ela já é mãe de Julius, de 2 anos e meio, fruto do relacionamento com o escritor e diretor Austin Chick.

 

 

 

 

Ao apagar das chamas olímpica e paralímpica, em setembro,  o Rio de Janeiro terá diante de si uma interrogação: ao mesmo tempo em que se espera que a cidade vá desfrutar  de benefícios no que diz respeito à infraestrutura, o que vai ficar dos Jogos para clubes, vilas olímpicas, comunidades, crianças e jovens? A resposta não reside apenas em diferentes esferas do governo ou mesmo a iniciativas brasileiras. A seis meses da abertura das Olimpíadas, a 5 de agosto, representações de países estrangeiros já estão movimentando a cidade com ações que vão de reformas de clubes a eventos para escolas públicas.

As ‘casas dos países’ já são uma tradição em eventos internacionais, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, servindo para recepcionar não apenas as colônias dessas nações, como também brasileiros que poderão se confraternizar com esses visitantes.  Um dos paises mais mobilizados, desde abril do ano passado, é a França, que  assinou compromisso com a Sociedade Hípica Brasileira, na Lagoa.  Em evento festivo na Hípica a 14 de julho de 2015 (data nacional daquele país), a França deu uma prévia do que deverá ser a sua casa no Rio, abrindo-a a crianças de colégios  públicos cariocas (...)

Ler a reportagem completa em: http://projetocolabora.com.br/cidades/legado-olimpico/

Palco do clássico do próximo domingo, entre Vasco e Flamengo, São Januário é um estádio histórico, inaugurado há praticamente  89 anos, em abril de 1927. A pedidos, aí vai um trecho do e-book "Vamos todos cantar de coração: os 100 anos do futebol do Vascão", a ser lançado nas próximas semanas: 

"A sede principal do clube é o Estádio Vasco da Gama, mais conhecido popularmente como São Januário, por causa de uma rua situada nas imediações, no recém-denominado bairro Vasco da Gama, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. Trata-se da principal sede do clube, com 56 mil metros quadrados. O nome estádio foi inaugurado a 21 de abril de 1927, no amistoso Vasco 3 x 5 Santos, tendo permanecido como o maior do país até 1940, quando da abertura do Pacaembu, em São Paulo. Fora também o maior da América do Sul, até 1930, ano da inauguração do Centenário, de Montevidéu, e o maior do Rio até 1950, época da abertura do Maracanã para a Copa do Mundo de 1950. Os refletores foram inaugurados em 31 de março de 1928, com Vasco 1 x 0 Wanderers (Uruguai), num gol olímpico (direto do escanteio) de Sant'Anna, um dos primeiros desse tipo no futebol brasileiro. 

    A partida mais importante para o clube, em São Januário, se deu a 12 de agosto de 1998, quando bateu o Barcelona de Guayaquil, no Equador, por 2 a 0, gols de Donizete e Luizão, pelas finais da Copa Libertadores da América.  Lá, em 2008, a torcida assistiu ao rebaixamento para a Segunda Divisão do Brasileiro, na derrota de 2 a 0 para o Vitória.  O recorde oficial de público é de 40.209 pagantes, no jogo Vasco 0x2 Londrina, pelo Brasileiro de 1977, disputado em 19/02/1978. Em 2002, o Travel Channel, canal de TV de turismo, incluiu o estádio (30 mil espectadores) entre os sete melhores do mundo para se assistir a uma partida, junto com Camp Nou, Giuseppe Meazza, La Bombonera, Ibrox, Stamford Bridge e Olímpico de Munique.

    Ali, Getúlio Vargas assinou, na Tribuna de Honra, a 1 de maio de 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O estádio foi palco para desfiles de escolas de samba, em 1943 e em 1945, além dos corais do maestro Heitor Villa-Lobos, nos anos 30 e 40.  

   Situado na entrada da sede, o  Salão de Troféus abriga  6 mil tacas, dentre os quais a Libertadores da América-1998; Sul-Americano-1948; Mercosul-2000; os Brasileiros de 1974, 1989, 1997 e 2000; Copa do Brasil de 2011; e taças de vários esportes. Outras dependencias da sede são o  Parque Aquático, os ginasios, a Capela de Nossa Senhora das Vitórias e o Colégio Vasco da Gama. As outras sedes sao a da Lagoa, para o remo; e Calabouço, para o lazer."

 
 
 
 
 

Com  o tema  “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema bíblico  “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5, versiculo 24), tem início nesta quarta-feira a Campanha Da Fraternidade Ecumênica sobre o saneamento básico.

O objetivo principal da iniciativa será chamar atenção para a questão do saneamento básico no Brasil e sua importância para garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida para todos. 

Pela quarta vez a Campanha da Fraternidade é realizada de forma ecumênica. As outras três tiveram como temas  "Dignidade Humana e paz – Novo Milênio sem exclusões" (2000); "Solidariedade e Paz – Felizes os que promovem a Paz (2005); "Economia e Vida – Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro (2010). Além da Igreja Católica, estão integradas a esta mobilização:  Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), Visão Mundial e Aliança de Batistas do Brasil.

 Uma das grandes novidades desta quarta edição ecumênica é a participação da Misereor, entidade episcopal da Igreja Católica da Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina. 

A Campanha da Fraternidade deste ano tem como objetivo geral “assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”.

As reflexões sobre o saneamento básico contidas neste texto base demonstram que esse é um direito humano fundamental e, como todos os outros direitos, requer a união de esforços entre sociedade civil e poder público no planejamento e na prestação de serviços e de cuidados. Por isso é uma Campanha Ecumênica, pois a questão do Saneamento afeta não apenas católicos, mas todas as pessoas, independente da fé que professem.

O abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos, o controle de meios transmissores de doenças e a drenagem de águas pluviais são medidas necessárias para que todas as pessoas possam ter saúde e vida dignas. Por isso, há que se ter em mente que “justiça ambiental” é parte integrante da “justiça social”.

Ainda de acordo com dados da campanha, em todo mundo, um bilhão de pessoas fazem suas necessidades a céu aberto; mais de 4.000 crianças morrem por ano por falta de acesso a água potável e ao saneamento básico; na América Latina, as pessoas têm mais acessos aos celulares que aos banheiros; e 120 milhões de latino-americanos não têm acesso aos banheiros.

 O Brasil está entre os 20 países do mundo nos quais as pessoas têm menos acesso aos banheiros.  Cada brasileiro gera em média 1 quilo de resíduos sólidos diariamente. Só a cidade de São Paulo gera entre 12 a 14 mil toneladas diárias de resíduos sólidos, e as 13 maiores cidades do país são responsáveis por 31,9% de todos os resíduos sólidos no ambiente urbano brasileiro. São temas como este que estarão em discussão ao longo desta campanha.

 

 

Tudo bem que é carnaval, mas a menos de seis meses das Olimpíadas do Rio, em agosto, não é possível deixar de pensar e termos de resultados para o Brasil. O objetivo traçado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) é o de que a delegacão brasileira termine pela primeira vez entre as dez primeiras no quadro de medalhas, pelo total de pódios alcançados, e não pela quantidade de ouros. Para alcançar tão audaciosa meta, o esporte brasileiro vai necessitar de uma de suas modalidades mais tradicionais, o atletismo.

Ao longo de todas as participações do país nos Jogos, desde Antuérpia, em 1920, o atletismo colaborou com 14 medalhas, sendo quatro ouros, três pratas e sete bronzes. Os quatro ouros foram os de Adhemar Ferreira da Silva, no salto triplo, em Helsinque-1952 e Melbourne-1956; Joaquim Cruz, nos 800m, em Los Angeles-1984; e Maurren Maggi, no salto em distância, em Pequim-2008 (na foto, comemorando sua conquista ao lado de alguns jornalistas). E o que se pode esperar do atletismo verde e amarelo este ano?

 Quem responde é Antonio Carlos Gomes, superintendente de alto rendimento da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).  
  -Nós estabelecemos  algumas metas para os Jogos Rio-2016. A primeira é a de inscrevermos o maior número de atletas (no atletismo). A segunda, a de termos a maior quantidade de atletas em semifinais e finais, até pela presença de um grande público brasileiro. Não adianta falarmos em medalhas, se não tivemos semfinalistas e finalistas - disse, antes de prosseguir. -  A terceira meta é a de lutarmos por duas ou três medalhas. Mas nosso alvo é uma medalha. Nossa última medalha olímpica no atletismo foi o ouro de Maurren Maggi (salto em distância, em Pequim-2008). Ficamos sem medalha em Londres-2012 e queremos voltar ao pódio, para depois esperarmos um crescimento visando a 2020 ou 2024.  
 No entender do dirigente poderá haver surpresas, mas o país tem chances no salto com vara, tanto no feminino quanto no masculino.

   - Nesta prova, temos três top 10 do mundo. Fabiana Murer é uma das duas melhores do mundo; Thiago Braz é top 5, e Augusto Dutra, um dos dez. Outra possibilidade é a do revezamento 4x100m feminino. É uma prova difícil, nervosa, rápida, e na qual  às vezes pode não dar certo uma passagem de bastão. Também não descarto Mauro Vinícius Duda, no salto em distância. Na maratona, temos sete brasileiros com índices olímpicos, e espero que eles se tornem candidatos a medalhas.
   O evento-teste do atletismo será o Ibero-Americano, em maio, no Engenhão, que também poderá ser a sede do Troféu Brasil, em junho, prazo máximo para a obtenção dos índices será o Troféu Brasil.
  - Na minha opinião, é possível que o Brasil seja top 10 em 2016, mas com dureza. Será duro. Necessitaríamos de 30 medalhas, o que não ganhamos ainda em uma edição dos Jogos Olímpicos. As estatísticas mostram que o país-sede sempre sobe no quadro de medalhas. Tem que se estabelecer mesmo metas altas, porque o contrário não ajuda em nada - concluiu Gomes.

 

 

Bela Portela. Tradicional e renovada. Águia sempre bela. Independentemente de conquistar ou não o título do carnaval deste ano, a azul e branca de Madureira realizou seu melhor desfile das últimas temporadas, graças não apenas à criatividade de seu carnavalesco Paulo Barros, mas principalmente devido à empolgação de seus componentes. O samba cresceu durante o desfile e conquistou o público. A escola deu provas de estar no caminho certo, abrindo-se a essa renovação, sem perder sua essência, bem representada pelo que há de mais bonito no carnaval carioca: sua Velha Guarda.

 

Viviane Araujo deu show no Salgueiro, apesar de alguns criticos acharem que ela estava vestida "demais". A rainha das rainhas não precisa usar minúsculos tapa-sexos para mostrar que é boa de samba. Afinal, é carismática, sabe dançar, mobiliza os ritmistas, se comunica bem com o público, bate tamborim. 

Integrante da seleção de prata, como ficou conhecida a equipe brasileira vice-campeã de vôlei nas Olimpíadas de Los Angeles-1984, Marcus Vinícius Freire é o diretor executivo de esportes do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Cabe a ele traçar as metas e as práticas necessárias para alcançá-las. Para os Jogos Olímpicos do Rio, em casa, daqui a seis meses, de 5 a 21 de agosto, o objetivo é inédito: o de pela primeira vez terminar entre os dez primeiros pelo total de medalhas. Impossível? O dirigente crê que o sonho está à altura do Brasil.

*Levando em conta os resultados que o Brasil obteve nos Mundiais de 2015 em várias modalidades, é possível dizer se o país está no caminho para ser top 10 em 2016? Por quê?

Marcus Vinícius - Os resultados em Mundiais em todo esse ciclo olímpico apontam uma boa perspectiva para os Jogos Olímpicos Rio 2016, dentro das expectativas do Comitê Olímpico do Brasil de alcançar a meta determinada para o evento mais importante da história do esporte brasileiro. Nos três primeiros anos do ciclo, o Brasil conquistou 67 medalhas em campeonatos mundiais ou equivalentes superando o mesmo período do ciclo anterior, quando teve 40 conquistas, consideração apenas as provas olímpicas.

*Quais as modalidades e esportes que mais preocupam, levando em conta os resultados mais recentes? Quais necessitam de uma correção de rumos? O atletismo, por exemplo?

Marcus Vinícius - Essa avaliação é feita internamente e discutida com as comissões técnicas das Confederações Olímpicas Brasileiras. Estamos com o alerta ligado o tempo todo, acompanhando com atenção o desempenho de nossos principais atletas e equipes. É natural que aconteçam determinadas quedas de desempenho. Vale destacar que, no último ano, importantes candidatos a medalhas se contundiram e algumas modalidades estabeleceram estratégias diferenciadas no ano pré-olímpico, por já estarem classificadas para os Jogos, prejudicando o resultado no respectivo Mundial. Um dos principais focos de atenção do COB e suas equipes multidisciplinares para este ano é no trabalho de prevenção e de recuperação dos atletas para minimizar o número de baixas nos Jogos Olímpicos.

*Quais os esportes que vêm correspondendo ao que tem sido planejado e que devem corresponder ao que deles se espera em 2016?

Marcus Vinícius - Os resultados dos últimos anos indicam que estamos alcançando um dos nossos principais objetivos para chegar ao Top 10, que é o de aumentar o número de modalidades chegando ao pódio em Mundiais. Nos últimos três anos, o Brasil alcançou as primeiras colocações em 15 modalidades, o que vem ao encontro dos objetivos traçados no Planejamento Estratégico do COB, estabelecido em 2009. Além das conquistas em modalidades em que o Brasil já conta com um histórico de bons resultados olímpicos, novos esportes chegaram ao pódio em campeonatos mundiais neste ciclo, como o handebol, maratonas aquáticas, lutas e a canoagem velocidade. Além dessas, outras como o tiro com arco, polo aquático e tênis também alcançaram resultados expressivos em competições equivalentes aos mundiais. Outros pontos relevantes foram a manutenção da ginástica artística e do pentatlo moderno, que conquistaram medalhas inéditas em Londres, assim como o boxe, que não trazia uma medalha olímpica desde 1968, no rol dos vencedores em mundiais. Também obtiveram resultados de destaque em competições internacionais, a canoagem slalom, o ciclismo, a esgrima, o levantamento de peso, o hipismo, o tênis de mesa e o tiro esportivo.

•Teoricamente, para estar entre os dez primeiros no quadro de medalhas, o Brasil precisará de 30 medalhas, algo que ainda não obteve em edições anteriores. Mesmo levando em conta o fato de o país estar competindo em casa, não há o risco de se tornar uma meta inatingível?

Marcus Vinícius - A meta de ser Top 10 no quadro geral não aponta um mínimo de medalhas. De acordo com o histórico das últimas edições dos Jogos Olímpicos, para ser Top 10 o país deve conquistar cerca de 27 medalhas. Portanto, esse número é uma referência, podendo ser um pouco maior ou menor. A meta de ser Top 10 nos Jogos Olímpicos é dura como deve ser uma meta, mas dentro da realidade do esporte brasileiro. Estamos proporcionando aos nossos atletas, em parceria com as Confederações Brasileiras Olímpicas, a melhor preparação de todos os tempos e o resultado deste triênio demonstra que o esporte brasileiro segue evoluindo.

Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, e Raulzinho, do Utah Jazz, fazem aniversários, respectivamente, a 28 de setembro e a 19 de maio. Mas têm o mês de agosto deste ano assinalado em destaques em seus calendários. Daqui a seis meses, eles esperam estar vestindo a camiseta verde e amarela da seleção brasileira de basquete, no que para ambos será a segunda participação em uma edição dos Jogos Olímpicos. Com experiência de NBA, das Olimpíadas de Londres-2012 e de outros torneios internacionais, acreditam que possam ajudar o Brasil a tornar a subir ao pódio olímpico masculino nesse esporte, o que não ocorre desde o bronze de Tóquio-1964 (igualando as colocações de Londres-1948 e Roma-1960).

  -Estamos todos muito confiantes. A Seleção Brasileira vem conseguindo bons resultados, estamos vindo de duas Copas do Mundo e das Olimpíadas de Londres com bons desempenhos, crescendo e acho que temos tudo para fazer uma boa campanha. Queremos uma medalha, um pódio, mas o caminho não é fácil, há muitos países fortes, seleções de qualidade que irão ao Rio com o mesmo objetivo. Vamos fazer uma boa preparação e trabalhar duro para osJogos. Acredito no potencial e no talento do nosso grupo - disse Raulzinho.

Ao falar sobre as chances da seleção masculina de basquete, Varejão também vê a caminhada da equipe de forma positiva, de modo a chegar a um pódio na Arena Carioca 1, no dia 21 de agosto:

- Temos condições de jogar de igual para igual com qualquer seleção e mostramos isso nas últimas competições internacionais. Estou confiante, nosso grupo é forte e vamos fazer uma boa preparação. Os Jogos Olímpicos serão na nossa casa, no Brasil, é um privilégio, um orgulho participar e representar o nosso país.

 Varejão, de 33 anos, e Raulzinho, de 23, estão conscientes de que as cobranças serão mais intensas, já que a delegação brasileira tem por objetivo o inédito décimo lugar no quadro de medalhas.  O atleta do Cleveland torce por isso, mas acha que isso não deve ser posto como uma pressão a mais sobre os atletas das diferentes modalidades.

-Existe uma expectativa grande por bons resultados, por medalhas, mas isso precisa ser um fator motivador e não uma responsabilidade jogada nos ombros dos atletas. Sabemos que a atmosfera vai ser diferente, estaremos competindo em casa, com família, amigos, com o povo brasileiro, e a energia positiva de todos vai ser muito importante, vai ajudar muito - assegurou. - Acho que o esporte tem melhorado e acho que os resultados são o melhor termômetro para isso. Modalidades nas quais o Brasil mal competia há 15, 20 anos, vem conseguindo bons desempenhos, hoje temos campeões em muitos esportes, há mais investimento e mais espaço na mídia. Antigamente se falava de vôlei, basquete, judô e mais um ou outro. Hoje temos pentatlo moderno, maratona aquática, tiro com arco, entre outras, modalidades que estamos  bem representados e que não faziam parte do nosso dia a dia.

Armador do Utah, Raulzinho está em sua primeira temporada na liga e convocado para o Desafio dos Calouros do All Star Game, entre os dias 12 e 14 deste mês, em Toronto, Canadá. Para ele, a Rio-2016 será inesquecível:

  - Espero que a delegação brasileira tenha uma grande participação nessas Olimpíadas que serão tão especiais. Serão Jogos únicos para nós, brasileiros, para o nosso país, será um evento marcante e inesquecível para todos. Acho que o Brasil pode ter excelentes resultados, estamos fortes em muitas modalidades, a expectativa é grande e sabemos que a torcida de todos é por medalhas. Tenho certeza de que essa energia funciona como mais motivação para todos os atletas.

Bem jovem, mas filho de pai ex-atleta, Raulzinho considera que o esporte brasileiro vem evoluindo principalmente no que diz respeito a investimentos, bem maiores do que em outros ciclos olímpicos.

   - Isso é fundamental, importante que todas as modalidades recebam apoio, que os atletas possam ter uma boa estrutura, condições de treinamento, de se preparar para que possam buscar bons resultados e evoluir. Acho que isso precisa acontecer não apenas próximo de Olimpíadas ou só com atletas de alto rendimento. É  preciso olhar para a base, pensar no esporte em todos os níveis, na escola, nas escolinhas, dar oportunidade para todos - pediu.

Na cúpula da Confederacão Brasileira de Basquete (CBB), o ex-atleta Vanderlei Mazzuchini, diretor técnico da entidade,   acredita que a equipe masculina, que nos Jogos de Londres-2012 e no Mundial de 2014 foi eliminada  nas quartas de final pela Argentina, tem possibilidades de obter um bom resultado no Rio.

- No masculino, há umas oito equipes cotadas para lutar por medalhas, e o Brasil está neste grupo, com Estados Unidos, Argentina, Venezuela, Lituânia e Espanha. Também vai depender dos três que vão vir do Pré-Olímpico Mundial (repescagem).  Mas o Brasil pode 'medalhar' - previu, reconhecendo dificuldades maiores para o feminino.

No masculino, além do fator casa, outros trunfos brasileiros seriam o técnico Rubén Magnano, argentino campeão olímpico de Atenas-2004 e vice-campeão mundial de 2002, além dos atletas com experiência de NBA, como os ala-pivôs Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter; o ala Leandrinho Barbosa, o armador Marcelinho Huertas (que atuava na Espanha) e outros mais jovens na liga americana, como o próprio Raulzinho; o pivô Lucas Bebê; o ala Bruno Caboclo; e o ala-pivô Cristiano Felício.  Não será um absurdo se eeles, reforçados por mais alguns atletas, formarem a seleção nacional no